10 de dezembro de 2014

A arte de relativizar

Hoje li um post que me assenta como uma luva, num blog que adoro. O blog da Sissi, uma imperatriz dos nossos dias que nos trás reflexões acutilantes sobre comportamentos e saber estar, essa nobre arte em vias de extinção.

É preciso coragem para ser contra a corrente. Sempre o fui e acabo por ser vista como alheada ou insensível. Aprendi antes de tudo, a arte de relativizar. À minha custa, é certo. Desta forma consegui atravessar os acontecimentos da semana passada com tranquilidade. Mas hoje sou uma pessoa muito mais feliz. O que não me mata, também deixou de me moer. O que não posso controlar, cada vez me dá menos cabo dos nervos.

Se a minha Eu de há 20 anos pudesse ler o que acabo de escrever, juraria a pés juntos que jamais, jamais, poderia vir a ser escrito por mim. Sempre tive sangue na guelra, fui dada a explosões e chiliques. Sempre tive todas as certezas do mundo e cada vez mais tenho menos certezas do quer que seja. Continuo a ter as minhas opiniões, é certo. Mas não as vejo como verdades absolutas. Antes, como um ponto de vista parcial, na perspectiva de onde me coloco. Aceito que outros tenham outras opiniões, tão válidas quanto as minhas, e que também apenas reflectem o ponto de onde o outro se coloca.

Se não posso mudar tudo no meu dia, posso pelo menos escolher ter um dia bom!


3 comentários:

  1. Eu comecei a treinar no trânsito e passe a tentar aplicar a certs pessoas e ituações da minha vida.
    Não é fácil, é certo, mas ganho saúde com isso.
    Bjs

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  2. Muito obrigada, Paula. Same here sobre o seu blog!
    De facto, se não aprendermos a reduzir alguns acontecimentos e pessoas malvadas à sua real dimensão, passamos a vida a ter chiliques desnecessários. Beijinho.

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Digam de vossa justiça!

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