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3 de janeiro de 2013

Pesquisa de Emprego II

A minha pesquisa de emprego continua no Novo Ano.
Lembram-se desta entrevista? Recordam-se da proposta ridícula que me fizeram? Acabei por seguir muitos dos conselhos e apresentei uma contra proposta, mais razoável. Tinha uma base ainda bastante baixa mas com variáveis atractivos, caso conseguisse colocar os produtos na empresa em mais clientes e introduzir novos produtos nos clientes actuais da empresa. Enviei a proposta por e-mail e aguardei. Recebi uma resposta a concordar e a pedir nova reunião para acertar detalhes! Fiquei super feliz! Afinal vale a pena apresentar contra propostas quando a inicial não está de acordo com as nossas expectativas.
Fui à reunião onde acertámos todos os detalhes e combinámos que iria começar em Janeiro. Acordámos fazer um contrato de prestação de serviços, pois agora as empresas fogem a sete pés de contratos de trabalho. Entretanto foi Natal e quando enviei uma minuta de contrato, para colocar por escrito o acordo verbal, recebo uma resposta vaga do tipo "Logo que o processo de selecção esteja concluído será contactada pelos nossos consultores...". Oi? Não tínhamos chegado a acordo, eu e o dono da empresa? Quais consultores que não existem? Qual processo de selecção, depois de várias reuniões, propostas, contra propostas e acordo verbal? Peguei no telefone e liguei directamente para o telemóvel do exmo. senhor dono da empresa, com quem tinha falado inúmeras vezes. Não ficam admirados se eu disser que o telemóvel nunca foi atendido, pois não? Que não recebi nenhum retorno das minhas chamadas?
Não gosto mesmo nada que me tomem por parva. Recebem-me várias vezes na pequena empresa, contam-me toda a história, estrutura e funcionamento. Aparentemente mudam de ideias e inventam um processo de selecção e uns consultores que nunca existiram, já que todos os contactos foram efectuado directamente pelo dono da empresa. Custa muito ser sincero e dizer "Mudámos de ideias", ou "Não queremos avançar já"? Tudo direitos que assistem a uma empresa, antes de assinar qualquer contrato. Gosto muito de ter as coisas claras. Aceito que mudem de opinião, vontade, agora fico fula quando me querem enganar.
Foi assim que passei o Natal, Feliz, a pensar no trabalho que iria iniciar em Janeiro. Foi assim que cheguei ao Fim de Ano com um balde de água fria em cima.
Mas Ano Novo, Vida Nova, logo não baixarei os braços. As contrariedades não nos podem fazer desistir.
A pesquisa de emprego continua. Mas tive uma alegria.
Lembram-se do que vos contei aqui, sobre termos de dizer a todos os amigos, contactos e conhecidos que estamos à procura de emprego? Pois recebi uma proposta pequenina de alguém conhecido. Um pequeno part-time que é muito bem vindo! Valem-me os cursos e exames de inglês que tirei no Cambridge. Vou dar aulas de inglês a crianças da primária, nas agora chamadas AES's (Actividades de Enriquecimento Curricular). Para já, fico apenas como professora substituta, para quando os outros professores estiverem de férias, doentes, ou com outro impedimento. Tenho pena é que as AEC's tenham apenas a duração de duas horas por dia. Em todas as escolas decorrem simultaneamente depois das actividades lectivas, das 15h30 às 17h30. Significa que não é possível completar um horário e que, na melhor das hipóteses, trabalhamos duas horas por dia. Não me queixo. Deito mão a tudo!
Acaba por ser um regresso ao passado, já que no final do liceu cheguei a dar aulas de inglês num colégio, como actividade extra-curricular e noutra área dei aulas durante um ano numa escola secundária. Agora já com outra bagagem. Depois de trabalhar 10 anos em multinacionais, sempre em inglês, e com larga experiência a dar formação.
E assim, hoje lá vou eu!

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