Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
26 de julho de 2017
Tommy: A rosa e os espinhos
A vida continua cheia de emoções na família que adota mais um elemento.
Os miúdos estão mais felizes que nunca, mais calmos e tranquilos e acima de tudo, mais responsáveis. Diariamente escovam o cão. Levam-no a passear várias vezes ao dia. Ainda estamos naquela fase de treino de xixis e cocós na rua.
A tradicionalmente (demasiado) barulhenta hora das refeições tornou-se num momento de tranquilidade para esta família de quatro alminhas e um cão. As crianças comem tranquilamente, sem dar pontapés ou cotoveladas aos irmãos, sem se empurrarem e sem se levantarem. Tudo em nome do bem estar do novo elemento da família que deitado ao lado da mesa de jantar, se assusta com gritos e movimentos bruscos. De repente esta família como tantas outras parece uma família modelo, daquelas das revistas cor de rosa (é melhor aproveitar antes que acabe...).
Como no melhor pano caí a nódoa, o senhor Tommy ontem fez das suas.
Fiquei zangada. Ralhei e não mostrei os dentes. Ficou de orelhas encolhidas e corpo colado ao chão.
Tinha acabado de mudar a minha cama de lavado, quando a encontro com uma mancha molhada... Seriam os miúdos que ali deixaram um fato de banho molhado da piscina? Não... O senhor Tommy tinha resolvido "marcar o território". Nunca o deixei subir para a minha cama, mas mal me apanhou pelas costas, na ausência de cheiro a gente, resolveu reclamar para si aquele novo e fofo território... Lá deixou o seu xixi... Por cima de lençol e edredão... (sim, eu friorenta me confesso, não dispenso tapar-me com um edredão... nem no verão). O sangue subiu-me à cabeça, fiquei com as bochechas a ferver. Mas, calmamente ralhei com ele. Ele, esperto como só ele, percebeu tudo muito bem. Pediu-me desculpa um milhão de vezes... Deu-me a pata, encolheu as orelhas e refugiou-se na sua cama. Eu, apesar de me apetecer abraçá-lo e fazer-lhe festas, mantive-me firme e distante (já são muitos episódios de Dog Whisperer no papo). Acho que aprendeu a sua lição. Vamos ver... O futuro o revelará. Eu eu aqui darei conta das emoções desta família e seu recém chegado Tommy.
Prevejo que uns dias sejam mais rosa, outros mais espinhos.
24 de julho de 2017
Amigos apresento-vos o Tommy
Olá amigos, apresento-vos o Tommy.
O Tommy é um cão amoroso que acabamos de adotar.
Tem cerca de 2 anos e infelizmente vivia num canil, onde era muito bem tratado por cerca de 60 voluntários, que o passeavam e enchiam de mimos.
Ainda assim, por muito bem tratado que possa ser num canil, nada se compara ao aconchego de ter uma família. Pelo meu lado, procurava um novo amigo que fizesse companhia e ensinasse os miúdos a assumir responsabilidades.
Já tinha perdido a conta às vezes que eles pediam um cão. Nos aniversários, no Natal e sempre que lhes perguntávamos que presente queriam.
Chegou finalmente a hora de realizar este sonho. Deles e meu.
Resolvemos adotar um cão que procurasse uma família. Encontrámos O Tommy, um cão meigo, amigo de crianças e com imensa energia.
Se tem todas estas qualidades também tem o seu senão. Cão de canil, não está habituado a ir à rua fazer as necessidades. Um desafio, educar um cão com 2 anos.
O Tommy além de meigo demonstrou ser muito inteligente e rápido na aprendizagem. Ao fim de uma hora os miúdos já lhe tinham ensinado a sentar e a dar a pata. Começámos por o levar muitas vezes à rua para se habituar a fazer os xixis e cocós fora de casa. Se nas duas primeiras noites nos deixou um xixi em casa, na terceira noite já conseguiu guardar tudo para o primeiro passeio do dia!
Ainda estamos em processo de adaptação. Sei que nem tudo serão rosas. Ou serão, mas com espinhos. Mas estou preparada para repetir os ensinamentos uma e outra vez, até o meigo Tommy dominar as regras de bom comportamento. Até vos digo, pela amostra, é mais fácil ensinar este cão a portar-se bem do que aos meus filhos!
Uma questão, adivinhem quem fica mais rapidamente sem energia, o Tommy ou os meus 3 filhos?
28 de abril de 2016
Aniversário de primo
Aniversário de um dos primos.
Dia de semana com escola e atividades extra curriculares de todos.
Ainda assim conseguimos reunir os nove primos ao jantar e fazer a alegria da criançada.
Encontro no restaurante vindos diretamente do violino. Destes nove primos apenas sete tocam violino! Uns com ginástica, outros com judo ou futebol. Uma hora e meia de imensa alegria, felicidade e partilha!
Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Fernando Pessoa
Dia de semana com escola e atividades extra curriculares de todos.
Ainda assim conseguimos reunir os nove primos ao jantar e fazer a alegria da criançada.
Encontro no restaurante vindos diretamente do violino. Destes nove primos apenas sete tocam violino! Uns com ginástica, outros com judo ou futebol. Uma hora e meia de imensa alegria, felicidade e partilha!
Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Fernando Pessoa
5 de fevereiro de 2016
Tem filhos? Vai ter mais austeridade
Fiquei hoje a saber que a austeridade vai ser maior em 2016 do que foi em 2015. Vão devolver-nos parte da sobretaxa do IRS, mas vamos pagar mais por gasolina, por tabaco (para quem fuma), pela compra de automóveis. Devolvem de um lado para retirar do outro.
Mas para mim, o mais grave, é o aumento do IRS para as famílias com filhos. Retiram o coeficiente de 0,3 por filho. Este coeficiente, não sendo ainda justo para quem tem filhos, estava mais próximo da justiça, do que a situação das famílias em 2016. Cada filho vai ter uma dedução fixa no IRS no valor de 550€, valor inferior ao apurado com o coeficiente de 0,3%.
O que seria realmente justo seria cada filho valer uma pessoa inteira, isto é valer UM, tal como expliquei aqui.
Quem julgava que tinha deixado a austeridade para trás, desengane-se.
Este ano, as famílias com filhos serão ainda mais penalizadas no apuramento do seu IRS, ou seja, vão pagar mais IRS em 2016 do que pagaram em 2015.
Mas para mim, o mais grave, é o aumento do IRS para as famílias com filhos. Retiram o coeficiente de 0,3 por filho. Este coeficiente, não sendo ainda justo para quem tem filhos, estava mais próximo da justiça, do que a situação das famílias em 2016. Cada filho vai ter uma dedução fixa no IRS no valor de 550€, valor inferior ao apurado com o coeficiente de 0,3%.
O que seria realmente justo seria cada filho valer uma pessoa inteira, isto é valer UM, tal como expliquei aqui.
Quem julgava que tinha deixado a austeridade para trás, desengane-se.
Este ano, as famílias com filhos serão ainda mais penalizadas no apuramento do seu IRS, ou seja, vão pagar mais IRS em 2016 do que pagaram em 2015.
1 de janeiro de 2016
Uma tarde aconchegada
Um filme que nos faz derreter o coração e gostar (muito!) da Maléfica.
Um sofá cheio de crianças aninhadas.
Uma tarde fantástica!
31 de dezembro de 2015
Um fim de ano diferente
Gosto de fins de ano tranquilos, entre amigos. Normalmente juntamo-nos em casa de amigos. Não gosto dos grandes espaços com milhares de pessoas. Gosto de estar com quem gosto e quem conheço. Há sempre amigos de amigos e o círculo vai assim alargando.
Este ano o fim de ano é por aqui mais calmo. Muito mais calmo! Apenas nós cinco em família. Dois estão de muletas.
Pois é! Ontem ainda tive de levar um novamente às urgências. Este ano já nos conhecem nos hospital. Tanto enfermeiros como médicos nos conhecem. De cada vez que lá vamos já nos perguntam como estão os irmãos. Não é o local onde mais me apetecia ser conhecida mas continuamos a ser muito bem tratados. Como aliás sempre fomos.
Já assistimos aos fogos de artificio na Austrália, Taiwan, Toquio, e Hong Kong. Vimos o incêndio no hotel no Dubai que impediu o grande fogo de artifício no maior edifício do mundo. Já sabemos que todas as festividades foram canceladas na Bélgica devido à ameaça terrorista.
Entramos no novo ano todos juntos no quentinho e em segurança.
Sem dúvida que este é um fim de ano diferente.
9 de setembro de 2015
Dia Nacional da Natalidade
Hoje celebra-se um dia importante para mães e pais e para futuros pais. Hoje é o Dia Nacional da Natalidade.
Um dia criado pela Assembleia da República após petição do Barrigas de Amor em 2009. Como apoiante deste projeto e Mãe Blogger não podia deixar passar esta data em branco.
Neste dia celebramos a nossa família, os filhos que temos, os filhos que pretendemos ter. Celebro a alegria de realizar o sonho de ser mãe e desejo que todos os que lutam por esta graça, a consigam obter.
Diz quem tem filhos que o melhor do mundo é ser mãe ou pai. Eu confirmo. Tornei-me uma pessoa mais completa depois de ter sido mãe. Existe o mesmo Eu de antes de ser mãe, mas com uma consciência mais ampla. A nossa visão do mundo torna-se mais abrangente. Sou a mesma pessoa, mas mais consciente.
2 de agosto de 2015
De férias
Estamos finalmente de férias. Todos nós!
Sim, porque os miúdos estão de férias há mês e meio.
Agora estamos em família. Quinze dias que ninguém nos tira. Todos juntos.
Dias de praia e piscina. De calor e sol. Mergulhos e passeios.
Sim, porque os miúdos estão de férias há mês e meio.
Agora estamos em família. Quinze dias que ninguém nos tira. Todos juntos.
Dias de praia e piscina. De calor e sol. Mergulhos e passeios.
22 de abril de 2015
Como se diz a uma pessoa que não volta a andar?
Como se lida como uma notícia destas?
O que pode o próprio fazer? O que deve a família fazer?
Isto são questões que me assaltam os pensamentos.
O notícia é demasiado pesada. Terrível. A notícia que ninguém queria dar. As pistas que deixavam, as possibilidades que levantavam. Sempre a direcionar para uma conversa com o cirurgião.
Foram simpáticos, foram-nos preparando para a devastação que seria esta notícia de chofre.
Agora, ainda falta conseguir digerir e assimilar esta informação.
Só depois poderemos lidar com o E agora?
Sinto-me perdida. Muito perdida. É uma novo mundo no qual tenho zero de experiência.
O ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação. Vamos ver como nos saímos disto.
O que pode o próprio fazer? O que deve a família fazer?
Isto são questões que me assaltam os pensamentos.
O notícia é demasiado pesada. Terrível. A notícia que ninguém queria dar. As pistas que deixavam, as possibilidades que levantavam. Sempre a direcionar para uma conversa com o cirurgião.
Foram simpáticos, foram-nos preparando para a devastação que seria esta notícia de chofre.
Agora, ainda falta conseguir digerir e assimilar esta informação.
Só depois poderemos lidar com o E agora?
Sinto-me perdida. Muito perdida. É uma novo mundo no qual tenho zero de experiência.
O ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação. Vamos ver como nos saímos disto.
19 de abril de 2015
Parcas notícias
Casa-hospital-casa. Este tem sido o meu itinerário.
Novo dia, nova equipa. Felizmente mais simpática. Finalmente algumas informações. Escassas. Demasiado escassas.
A cirurgia correu bem mas as consequências podem ser devastadoras. Ninguém me quer dizer. Chutam para canto. Terei de falar com o cirurgião. Segunda feira lá estarei. A esperar o melhor, mas a temer o pior.
Obrigada pelo apoio. As vossas mensagens têm sido uma grande ajuda. De verdade.
Novo dia, nova equipa. Felizmente mais simpática. Finalmente algumas informações. Escassas. Demasiado escassas.
A cirurgia correu bem mas as consequências podem ser devastadoras. Ninguém me quer dizer. Chutam para canto. Terei de falar com o cirurgião. Segunda feira lá estarei. A esperar o melhor, mas a temer o pior.
Obrigada pelo apoio. As vossas mensagens têm sido uma grande ajuda. De verdade.
18 de abril de 2015
17 de abril de 2015
Preocupação, impotência e raiva
Que dia! Descobrir a tua mãe nos cuidados intensivos. Ter a alegria de a ver bem; acordada e consciente. Quereres perceber o que aconteceu mas ninguém te dar informações; nem um médico, nem um enfermeiro. Nada. Só um: a cirurgia correu bem.
Chorar lágrimas de preocupação, mas também de raiva; lágrimas de impotência.
Gostei de a ver com boa disposição.
Mas angustia-me não saber o que tem; não conhecer as consequências do que lhe aconteceu.
Estou preocupada. Muito preocupada.
Quando o telefone muda o teu dia
Receber um telefone pela manhã que te deixa em alvoroço. Apenas uma chamada. Descobrir que durante a noite, enquanto dormias, a tua mãe foi operada de urgência e está nos cuidados intensivos.
Ficas com o coração apertado. Tens um nó no peito que te dificulta até a respiração. Mas tens de esperar, tentar ter paciência até à hora que os cuidados intensivos permitem que as famílias lá vão.
Tens de dizer mil vezes a ti mesma, para te tentares convencer, que vai ficar tudo bem. Que tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Ficas com o coração apertado. Tens um nó no peito que te dificulta até a respiração. Mas tens de esperar, tentar ter paciência até à hora que os cuidados intensivos permitem que as famílias lá vão.
Tens de dizer mil vezes a ti mesma, para te tentares convencer, que vai ficar tudo bem. Que tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
Tudo correu bem e tudo vai ficar bem.
24 de março de 2015
Família reunida
Em casa, a família reunida.
Infelizmente não pelas melhores razões.
A querida tia J. deixou-nos. Partiu a escassos dias de completar os 90 anos.
Continua linda, com uma pele que parece ter vinte!
Agora mais serena que nunca. Eu fico com as lembranças e uma enorme saudade.
Saudade do colo que me acolheu, das histórias que contava e das suas hilárias saídas.
As lembranças ficam para sempre. A saudade também.
Mas sei que está em paz. Teve uma vida cheia.
Viveu em vários países, teve filhos, netos e bisnetos.
Avó, agora ficas a última representante desta grande família de 14 irmãos. A segunda mais nova e a única que resta.
Tenho de aproveitar a tua companhia enquanto ainda posso. Temos de aproveitar o tempo que nos resta.
30 de dezembro de 2014
O nosso Natal
O Natal foi muito bom!
Dia 24 jantámos cá em casa. Nós cinco, com uma avó e uma bisavó. Uma consoada com quatro gerações. Já eu tive bisavó até à adolescência. Os meus filhos também têm. As mulheres da família têm uma enorme longevidade. Aturem-me! Vou ficar cá por muito tempo! Um dia tenho de mudar o nome ao blog para Vida de Mulher aos 90!
Passámos ao lado do bacalhau cozido. Já vos tinha falado das minhas novas tradições. Cá em casa, no Natal o bacalhau é espiritual. E nós adoramos!
Depois do jantar os miúdos pegaram nos violinos e começaram a tocar. Cada um a querer mostrar às avós o que já sabem tocar. Um tocou uma música, outro tocou outra e assim por diante. O mais novo, que ainda só aprendeu duas músicas, é quem mais se esforça. Quer apanhar os irmãos o mais rápido possível. As aulas de violino para os três estão a dar frutos. Na minha infância cantávamos para a família no Natal. Hoje os meus filhos brindam-nos com um concerto de violino.
Dia de Natal juntámo-nos em casa dos meus cunhados. Tios, avós, primos e primas. Uma família muito numerosa. Na nossa tradição, por sermos uma família grande, o almoço é volante. Na mesa temos várias travessas com diferentes iguarias. Cada um serve-se e circula. Conversamos mais uns com os outros assim. Sentados num lugar só se consegue conversar com quem está em frente ou ao lado. Assim, estamos mais uns com os outros, o convívio torna-se mais intenso. Depois de provarmos vários pratos, já bem acondicionados, retiram-se as travessas dos salgados e colocam-se as dos doces. É comer até rebentar! É uma tradição familiar!
Mais à tardinha os primos vão buscar os violinos e dão um concerto, agora mais alargado. As primas mais velhas já tocam numa orquestra. Começaram cedo, aos três anos, tocam divinamente. Ouvi-las tocar é um regalo para os ouvidos. A solo, ou todos juntos tivemos um concerto muito completo. A mais velha em duas horas conseguiu ensinar o meu filho do meio a tocar o Gingle Bells. O mais novo, ainda a dar os primeiros passos no violino aprendeu o refrão. Com os pais o estudo não é tão produtivo!
Ficámos com o papo cheio de família, de convívio, de conversas, de brincadeiras, de música e sim, de comida, muita e deliciosa comida. Vou entrar o novo ano em modo lontra, mas isso agora não interessa nada!
![]() |
| Violino |
25 de dezembro de 2014
Natal a sós
No meio da azáfama do Natal, entre conversas animadas e gritos de crianças, penso naqueles que passam o Natal a sós.
Nem todos têm um Natal como o nosso. A festa da família! Como fazem os que não têm família?
Há quem já não tenha pai nem mãe, não tenha avós nem tios.
Há os que imigram e estão sozinhos num país estranho. Há pessoas sós. A quem esta quadra aguça a dor, a quem a festa da família mais realça a ausência da sua.
Neste dia o meu pensamento está também com quem passa o Natal só.
Vejo tantos filhos únicos serem hoje o alvo de atenções da toda a família. Fico a pensar que vida terá enquanto adulto, já sem pais nem avós que o mimem.
Que filhos terá? Possivelmente um ou mesmo nenhum. Tendemos a repetir o que vivemos. Se nos ensinam que a vida não está para ter mais que um, interiorizamos essa verdade. Teremos apenas um. Com alguma sorte conseguirá um emprego fora e imigrará. Que será do Natal desse pai ou dessa mãe que tudo investiram num único filho e depois se vêem sós?
Ninguém está preparado para a solidão, apesar de a construirmos nós mesmos. Em cada separação, zanga familiar, mais rapidamente caminhamos para ficarmos sozinhos. Poucos de nós nascem sem muita gente à volta, mas a maioria vive os seus últimos anos muito só.
Não deveríamos cultivar mais as amizades? Não poderíamos tornar os laços mais fortes? Criar uma família maior? Mais unida?
Começo por mim, recordo quantas amizades saíram da minha vida. Por merdices que não têm importância nenhuma, mas da qual fizemos um cavalo de batalha. Olho para mim e vejo que não tenho feito o suficiente para não acabar os meus dias a sós.
30 de julho de 2014
Idosos devem ficar em suas casas
As pessoas mais velhas devem poder ficar o máximo de tempo possível na sua residência habitual, recomenda o Conselho de Ética para as Ciências da Vida num parecer.
Fico satisfeita por este assunto chegar à esfera pública, por suscitar discussão social. O envelhecimento da população efecta o país e as famílias. Quem não tem pais ou avós velhinhos?
Eu, felizmente, tenho uma avó, bisavó dos meus filhos. Está saudável, não tem colesterol, nem diabetes, nem tensão alta, apenas uma limitação. Perdeu a visão dos dois olhos. Não quis ir para casa da filha, minha mãe, nem para um lar. Escolheu ficar sozinha em sua casa. Muitos ficam chocados por ela estar sozinha. Mas ela prefere estar sozinha na casa dela, com as suas coisas, com os cantos que conhece, com os objectos que conhece há uma vida, do que em local estranho. Eu compreendo. Quem não vê, guia-se pelo tacto mas também pelas memórias. Sei que a minha avó, apesar de não ver, quando entra na sua cozinha, à tarde e sente o sol nos seus braços, consegue visualizar a cozinha soalheira com o sol a entrar a jorro pela janela virada a poente.
No seu quarto, sei que quando toca na sua colcha acetinada, consegue ver as suas belas cores. Vê na memória, mas ainda assim vê. Consegue ver em diferido. Vê hoje as imagens que viu no passado e que guardou na memória. E a sua memória continua perfeita. Tal como a sua mãe, minha bisavó esteve até ao fim, está completamente lúcida, sabe quando são os aniversários de todos na família. Não se esquece de nada.
Eu gostava muito de ter a minha avó comigo. Sei que ela adorava estar ao pé dos bisnetos que a adoram. Têm imensa paciência uns para os outros. Os miúdos conversam com ela, cantam para ela, contam histórias e ela ouve-os, com todo o tempo do mundo. Na nossa casa eles guiam-na pacientemente até à casa de banho e desta para o sofá da sala. Juntos estão sempre divertidos. Sempre às gargalhadas. Ela acha graça às coisas que dizem e eles adoram ter alguém para fazer rir e com paciência para os ouvir.
15 de maio de 2014
Dia Internacional da Família - 15 Maio
Em 2012 escrevi isto a propósito do Dia Internacional da Família.
Hoje, depois da legalização do casamento homossexual, da discussão da co-adoção, acho que este post está cada vez mais actual.
A 15 de Maio comemora-se o dia Internacional da família.
Actualmente temos muitos tipos de famílias: com pai e mãe, duas mães, dois pais, apenas uma mãe, apenas um pai, de avós, de tios, de padrinhos, reconstruidas, de acolhimento. Todas FAMÍLIAS.
Qual o tipo da sua?
31 de março de 2014
Família: Dias do Avesso
Numa familia há dias cor de rosa mas também há outros que nem por isso.
Há dias mesmo do avesso em que o imprevisto acontece.
Os miúdos andam num enorme entusiasmo com a sua nova coleção de cartas do InviZimals. Jogam com as cartas, veem o que falta. Verificam as "involuções", como SEMPRE chamam às evoluções dos seus personagens; verificam os escudos, os habitats e os demais elementos desta grande produção.
Desde que receberam as primeiras cartas que me pedem insistentemente para comprar a caderneta. O que eu própria também faço questão, para aprenderem a separar as cartas da coleção das repetidas.
Todos os dias me perguntam:
- Mamã, já compraste a caderneta?
Perguntam-me à noite, para me voltarem a perguntar de manhã. Voltam a perguntar ao final do dia.
Um destes dias, no fim do jantar, prometi que iria comprar logo a seguir.
Deixei-os à mesa. O pai estava em casa mas ao telefone, com uma chamada de trabalho.
Quando regressei com a caderneta fui informada que se tinham virado do avesso. O pai teve de desligar o telefone quando ouviu os gritos e choro dos três.
Encontrou-os na sala engalfinhados no chão. O mais novo tinhe feito alguma à irmã mais velha, o do meio tinha-a defendido, ao que o mais novo respondeu com duas mordidelas no braço e ombro, que deixaram uma marca de sangue e uma nódoa negra; ao que o do do meio retorquiu com um soco na barriga do mais novo.
Resultado, gritavam os três, choravam os três. O mais novo levou uma descasca e ficou de castigo. Não abriu a boca, como acontece quando merece castigo.
No dia seguinte apenas os dois mais velhos tiveram ordem para arrumar as cartas na caderneta, ficando o mais novo no seu castigo, apenas a olhar.
Dá-me dó vê-lo assim, estoicamente a aceitar o castigo, como que a espiar os seus pecados. Quando sabe que merece, aceita o castigo sem queixume. Fecha a boca e olha de lado. Percebe quando faz mal, e que merece ser castigado. Mas volta sempre a fazer das suas. Passado um dia pergunta se ainda está de castigo.
Será que são todos assim?
Terão todos os irmãos momento de amor, com abraços e beijos e outros momento de verdadeira pancadaria?
Às vezes sinto que estou a criar uns pequenos piratas das Caraíbas...
Há dias mesmo do avesso em que o imprevisto acontece.
Os miúdos andam num enorme entusiasmo com a sua nova coleção de cartas do InviZimals. Jogam com as cartas, veem o que falta. Verificam as "involuções", como SEMPRE chamam às evoluções dos seus personagens; verificam os escudos, os habitats e os demais elementos desta grande produção.
Desde que receberam as primeiras cartas que me pedem insistentemente para comprar a caderneta. O que eu própria também faço questão, para aprenderem a separar as cartas da coleção das repetidas.
Todos os dias me perguntam:
- Mamã, já compraste a caderneta?
Perguntam-me à noite, para me voltarem a perguntar de manhã. Voltam a perguntar ao final do dia.
Um destes dias, no fim do jantar, prometi que iria comprar logo a seguir.
Deixei-os à mesa. O pai estava em casa mas ao telefone, com uma chamada de trabalho.
Quando regressei com a caderneta fui informada que se tinham virado do avesso. O pai teve de desligar o telefone quando ouviu os gritos e choro dos três.
Encontrou-os na sala engalfinhados no chão. O mais novo tinhe feito alguma à irmã mais velha, o do meio tinha-a defendido, ao que o mais novo respondeu com duas mordidelas no braço e ombro, que deixaram uma marca de sangue e uma nódoa negra; ao que o do do meio retorquiu com um soco na barriga do mais novo.
Resultado, gritavam os três, choravam os três. O mais novo levou uma descasca e ficou de castigo. Não abriu a boca, como acontece quando merece castigo.
No dia seguinte apenas os dois mais velhos tiveram ordem para arrumar as cartas na caderneta, ficando o mais novo no seu castigo, apenas a olhar.
Dá-me dó vê-lo assim, estoicamente a aceitar o castigo, como que a espiar os seus pecados. Quando sabe que merece, aceita o castigo sem queixume. Fecha a boca e olha de lado. Percebe quando faz mal, e que merece ser castigado. Mas volta sempre a fazer das suas. Passado um dia pergunta se ainda está de castigo.
Será que são todos assim?
Terão todos os irmãos momento de amor, com abraços e beijos e outros momento de verdadeira pancadaria?
Às vezes sinto que estou a criar uns pequenos piratas das Caraíbas...
17 de fevereiro de 2014
Dias intensos
O que se consegue fazer num fim de semana sem chuva é incrível!
Mesmo que não sejam só actividades ao ar livre. A disposição das pessoas melhora. Têm vontade de se encontrar, de estar juntas.
No sábado tivemos um lanche em casa da minha avó, com um primo, mulher e filhos que ainda não conhecia. Ele é filho de um irmão da minha avó, mas da minha idade. Cheguei a ir ao seu casamento, mas nunca tinha conhecido os filhos. Um casal de gémeos da idade do meu filho do meio. Os primos não se conheciam mas fartaram-se de divertir: um de cinco, três de seis e uma de nove anos. Nós pusemos a conversa em dia. Tomámos chá, comemos bolo caseiro, pãezinhos e biscoitos. Tudo uma delícia. Nestas alturas ficamos a pensar porque não nos juntamos mais vezes e deixamos a vida passar...
Domingo foi dia de nos juntarmos em casa da minha sogra. Almoço de família com cunhados, cunhadas, sobrinhos e sobrinhas. Os primos eram nove. Raramente conseguimos juntá-los todos. Há sempre um que está doente, ou agora mais recentemente, a estudar. Foi o que aconteceu à minha mais velha. Tivemos de voltar para casa mais cedo para estudar para o teste de matemática.
Mas ainda aproveitou. Estar com as primas da mesma idade são sempre momentos muito bem passados. Os mais novos aproveitaram até ao fim. Deixaram-nos no sossego de casa, para chegarem apenas para jantar.
Gosto de fins de semana assim!
Mesmo que não sejam só actividades ao ar livre. A disposição das pessoas melhora. Têm vontade de se encontrar, de estar juntas.
No sábado tivemos um lanche em casa da minha avó, com um primo, mulher e filhos que ainda não conhecia. Ele é filho de um irmão da minha avó, mas da minha idade. Cheguei a ir ao seu casamento, mas nunca tinha conhecido os filhos. Um casal de gémeos da idade do meu filho do meio. Os primos não se conheciam mas fartaram-se de divertir: um de cinco, três de seis e uma de nove anos. Nós pusemos a conversa em dia. Tomámos chá, comemos bolo caseiro, pãezinhos e biscoitos. Tudo uma delícia. Nestas alturas ficamos a pensar porque não nos juntamos mais vezes e deixamos a vida passar...
Domingo foi dia de nos juntarmos em casa da minha sogra. Almoço de família com cunhados, cunhadas, sobrinhos e sobrinhas. Os primos eram nove. Raramente conseguimos juntá-los todos. Há sempre um que está doente, ou agora mais recentemente, a estudar. Foi o que aconteceu à minha mais velha. Tivemos de voltar para casa mais cedo para estudar para o teste de matemática.
Mas ainda aproveitou. Estar com as primas da mesma idade são sempre momentos muito bem passados. Os mais novos aproveitaram até ao fim. Deixaram-nos no sossego de casa, para chegarem apenas para jantar.
Gosto de fins de semana assim!
Subscrever:
Mensagens (Atom)












