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15 de novembro de 2013

Lambreta, António Zambujo


Apaixonei-me por esta música desde a primeira vez que a ouvi na rádio.
Esta voz conquistou-me imediatamente. Não conhecia o António Zambujo. Ignorância minha pois já lançou o Quinto álbum.

Vale a pena ouvir com atenção e ler também esta bela poesia.

Lambreta

 Vem dar uma voltinha na minha lambreta
 Deixa de pensar no tal Vilela
 Que tem carro e barco à vela
 O pai tem a mãe também
 Que é tão tão
 Sempre a preceito
 Cá para mim no meu conceito
 Se é tão tão e tem tem tem
 Tem de ter algum defeito

 Vem dar uma voltinha na minha lambreta
 Vê só como é bonita
 É vaidosa, a rodinha mais vistosa
 Deixa um rasto de cometa
 É baixinha mas depois
 Parece feita para dois
 Sem falar nos eteceteras
 Que fazem de nós heróis

 Eu sei que tenho estilo gingão
 Volta e meia vai ao chão
 Quando faz de cavalinho
 Mas depois passa-lhe a dor,
 Endireita o guiador
 E regressa de beicinho
 Para o pé do seu amor

 Vem dar uma voltinha na minha lambreta
 Eu juro que eu guio devagarinho
 Tu só tens de estar juntinho
 Por razões de segurança
 E se a estrada nos levar
 Noite fora até ao mar
 Páro na beira da esperança
 Com a luzinha a alumiar

 E deixa de pensar no tal Vilela
 O que tem carro e barco à vela
 O pai tem a mãe também
 Que é tão tão
 Sempre a preceito
 Cá para mim no meu conceito
 Se é tão tão e tem tem tem,
 Tem que ter algum defeito
 Se é tão tão e tem tem tem,
 Tem que ter algum defeito
 Se é tão tão e tem tem tem,
 Tem que ter algum defeito ...

António Zambujo

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