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2 de agosto de 2013

Cristina Espírito Santo e os Pobrezinhos da Comporta


Cristina Espírito Santo gosta de brincar aos pobrezinhos. Eu não tenho nada contra, podia brincar até aos sem abrigo, para mim seria igual.

É pena é que alguém tão rica, que teve acesso às melhores escolas, às melhores universidades, à arte e à cultura, não seja bem educada. Alguém deveria ter-lhe ensinado que não se diz tudo o que vem à cabeça. Sobretudo de forem saídas ocas e que possam ofender alguém.

Uma geração constrói uma fortuna, tenta educar os filhos da melhor forma possível e as gerações futuras vivem apenas para gastar o dinheiro, com nojo dos mais pobres. Uma geração cria e outra destrói.

Nos anos 30 e 40, o Presidente do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, Ricardo Espírito Santo Silva, ensinava os seus sobrinhos (só tivera filhas) a aprender tudo sobre o negócio da família. Ensina-os a começar por baixo. O meu querido avô trabalhou no Banco Espírito Santo. Foi um dos pobrezinhos que começou por baixo. Começou como paquete aos 14 anos. Anos mais tarde chegou a director de balcão. Contava-me histórias, em como o dr. Ricardo e o dr. Manuel, por quem tinha uma enorme admiração, punham os seus filhos e sobrinhos ao lado do meu avô e de outros colaboradores, a aprender tudo sobre o banco.

Mais tarde, com o 25 de Abril, o banco foi nacionalizado, os directores saneados. O meu avô passou horrores. Teve medo mas, talvez graças ao respeito das equipas que liderava, não chegou a ser saneado. No entanto, os seus problemas de coração agravaram-se e acabou por ter de se reformar.

Cristina de Castelo-Branco Espírito Santo Silva Toscano Rico, filha de Jorge e Kiki Espírito Santo, pede agora desculpa à família. Bem o pode fazer, pois não reflete em nada os valores desta família. Pode ter a certeza que o seu tio-avô Ricardo Espírito Santo Silva e o seu avô Manuel Espírito Santo Silva, pudessem saber o que se está a passar, davam uma volta no túmulo e assentavam-lhe um bom açoite no traseiro mordido pelos mosquitos da Comporta!

16 de maio de 2012

Crise. Qual crise?


Há quem diga que estamos em crise. A comunicação social apregoa a crise diariamente e assusta as pessoas.
Na vida diária, por vezes é difícil encontrar os sinais da crise.
Hoje à hora do almoço tentei embelezar as minhas reais patinhas, pois o tempo quente já pede umas sandálias. Por volta da uma da tarde, num cabeleireiro low cost no Saldanha, já não havia vaga senão para as 19h30. Como? Sim, está tudo cheio! - A essa hora infelizmente já não posso. Já está ao serviço a mãe taxista que vai buscar e levar as crias às actividades de final de dia.

Levei a mais velha ao treino e corri para outro cabeleireiro em Algés. Tinha quatro manicuras ao serviço. Pode sentar-se é já a próxima. Que bom ia conseguir ser atendida. Indicaram-me a manicura que estava mesmo a acabar a cliente anterior. Sentei-me e esperei.
Passado pouco tempo informaram-me que afinal tinha outra cliente à espera. Que chato. Lá vou perder mais tempo. Será que me despacho a tempo? Ainda tenho de ir buscar os outros dois rebentos mais novos.
Indicaram-me a segunda manicura que estava a terminar com outra cliente. Esperei.

Quando estava quase a ser atendida aparece um cliente para arranjar as sobrancelhas. Dizem-me que AFINAL ele TAMBÉM estava à minha frente. Entra num gabinete para ser atendido pela MINHA segunda manicura.

DESCULPE? Quando entrei o rapaz que gere agenda do cabeleireiro Paz em Algés diz-me que sou a próxima cliente. Que espere pois a primeira manicura a terminar me atende. Depois de 45 minutos de espera já foram atendidos dois outros clientes antes de mim? Mas não me disse que seria a primeira a ser atendida?

Surreal: saí o homem das sobrancelhas disparado do gabinete para tirar satisfações COMIGO. Que já lá estava há muito tempo. Muito antes de mim. DESCULPE? Está a falar comigo? Trabalha no cabeleireiro Paz? Gere as marcações na agenda? Então desculpe, não o conheço de nenhum lado, a conversa é com a gestão do cabeleireiro. Não me interessa nada saber da sua vida nem a que horas chegou.
Que chegou primeiro. Que estou a ser indelicada, etc.

O senhor desculpe mas estou a falar com o senhor da recepção, se não se importa.
Por acaso entendi mal e quando cheguei avisou-me que tinha pessoas à minha frente? Não sabia, responde. Se não sabia devia saber, ou perguntar, antes de me mandar sentar e informar que seria a próxima cliente. Se me dissesse que teria de esperar uma hora, eu agradeceria mas iria embora. Tenho 3 filhos para ir buscar e o tempo contado.

Vida de mãe taxista é tramada. Andei a correr de um lado para o outro, não consegui arranjar as patinhas, tive de aturar o homem mal educado que arranjou as sobrancelhas antes de mim e que se meteu na conversa que não lhe dizia respeito.

Agora tenho de ir tratar de mim eu mesma. Tentar fazer um trabalho minimamente decente, pois sou eu que vou andar de sandálias amanhã.

O lado positivo? pelo menos vou poupar umas massas. Gosto de ver sempre o copo meio cheio! Hoje foi um bocadinho mais difícil...




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