19 de abril de 2014

Terreiro do Paço: A Primavera é Linda


De 14 a 23 de abril, o espectáculo multimédia vídeo mapping A Primavera é Linda, volta ao Terreiro do Paço para receber a Primavera.

A fachada nascente do Terreiro do Paço vai encher-se de cor, luz e animação. Durante 10 noites será projectado, num espaço de mais de 150 metros de comprimento, um filme em 3D que contou, na sua construção, com a participação de 40 crianças de várias escolas de Lisboa.

Este espectáculo, da autoria de Nuno Maya e Carole Purnelle do Atelier O CUBO e com banda sonora original do compositor francês Sylvain Moreau, é uma reposição adaptada do primeiro projecto em video mapping que os autores criaram para o Terreiro do Paço, em Março de 2013.

Entrada Livre
Sessões às 21h, 22h e 23h
De 14 a 23 de Abril de 2014

O Consumo Feliz: Museu Berardo


Finalmente consegui ver esta exposição Consumo Feliz, Publicidade e Sociedade no século XX, no Museu Berardo.
Um acervo de originais de ilustração publicitária do Séc. XX.
Entrada Gratuita, até 1 Junho de 2014.



17 de abril de 2014

Morreu Gabriel Garcia Marquez aos 87 anos

Gabriel Garcia Marquez
O escritor colombiano Gabriel García Márquez morreu, aos 87 anos, na Cidade do México.
Prémio Nóbel da Literatura de 1982, García Márquez deixa a mulher, Mercedes Barcha Pardo, e dois filhos.

Nasceu em Aracataca, Colômbia a 6 de março de 1927. Morreu na Cidade do México a 17 de abril de 2014. Foi escritor, jornalista, editor e ativista colombiano. Considerado um dos autores mais importantes do Séc XX, ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto da sua obra, que entre outros livros inclui o famoso Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Viajou muito pela Europa e viveu até a morte no México. Era pai do cineasta Rodrigo García.

Em abril de 2009 declarou que se aposentou e que não pretendia escrever mais livros. Essa notícia foi confirmada em 2012, quando o seu irmão, Jaime Garcia Marquez, anunciou que foi diagnosticada demência a Gabriel Garcia Marquez e que, embora estivesse em bom estado físico, havia perdido a memória e não voltaria a escrever.

Aos 22 anos, Gabriel García Márquez tinha abandonado a Faculdade de Direito para se dedicar à vida de boémio literário. Instalado em Barranquilla, no litoral caribenho, vivia de camisa florida e bigode frondoso, lia e escrevia sem parar, sobrevivendo com os trocos que ganhava num jornal local. Um dia veio procurá-lo, na livraria onde trabalhava, uma senhora que ele a princípio não reconheceu. Era sua mãe. Vinha pedir ajuda para vender a casa dos avós, na cidadezinha colombiana de Aracataca, onde ele tinha nascido, em 1927, e vivido até 8 anos de idade. O reencontro com a terra natal abriu os olhos do aspirante a escritor para o potencial literário de memórias de família e lendas populares, que alimentariam nas décadas seguintes a obra do vencedor do Prémio Nóbel de Literatura de 1982. Na sua autobiografia, “Viver para contar”, de 2002, García Márquez recordou aquela viagem como a decisão mais importante de sua vida.

Criado pelos avós, ambos exímios contadores de histórias, García Márquez teve com eles as primeiras lições de narrativa. O avô, Nicolás Ricardo Márquez Mejía, um temido coronel que o neto só chamava de “Papalelo”, mostrou-lhe o mundo das relações de poder. A avó, Tranquilina Iguarán, cheia de superstições e histórias de fantasmas, apresentou ao jovem as maravilhas e terrores do folclore. Em dezenas de livros de ficção e não ficção publicados ao longo de seis décadas de carreira, muitos dos quais se tornaram clássicos do século XX, como “Cem anos de solidão”, “O outono do patriarca”, “Amor nos tempos do cólera” e “Crónica de uma morte anunciada”, García Márquez expressou uma visão do mundo que abarcava tanto os meandros da política latino-americana quanto a dimensão fantástica da existência.

A capital de um universo ficcional

Esse estilo começou a se consolidar em seu primeiro romance, “A revoada”, publicado em 1955. Foi nele a primeira aparição da cidade fictícia de Macondo, que criou ainda sob o impacto do regresso a Aracataca. Assim como sua terra natal, Macondo era um povoado colombiano empobrecido, dominado por uma companhia bananeira, mas com um rico repertório de histórias locais. A cidade surgiu em vários outros livros do escritor, como “Ninguém escreve ao coronel” (1961) e “Cem anos de solidão” (1967).

Foi este último que projetou o nome de García Márquez no cenário mundial. Aos 40 anos, ele já havia lançado outros cinco livros de ficção, mas nunca tinha ganhado um tostão com literatura. Mantinha-se como jornalista, primeiro em vários veículos colombianos, como “El Universal”, “El Heraldo” e “El Espectador”, onde aproveitava as horas vagas para escrever ficção (nessa época descobriu Kafka, que o impressionou muito, pois não imaginava que era permitido escrever sobre coisas como um homem que vira uma barata). Depois foi correspondente na Europa, nos Estados Unidos e no México, onde se instalou no início dos anos 60 com a mulher, Mercedes Barcha, e o filho Rodrigo. Na capital mexicana, em 1964, nasceu o seu segundo filho, Gonzalo.

Gabriel Garcia Marquez
Foi nessa época, enquanto conduzia numa estrada mexicana, que o escritor vislumbrou aquela que seria a frase de abertura de “Cem anos de solidão”: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. Gostava de dizer que, depois disso voltou para casa e trancou-se pelos anos seguintes para escrever o romance que conta a história de sete gerações da família Buendía.

Cem anos de solidão” acompanha a intrincada árvore genealógica dos Buendía, na qual o autor parece se divertir com a repetição de nomes (Aureliano, Amaranta, Remedio, José Arcadio), em uma narrativa repleta de personagens e situações fantásticas: o patriarca José Arcadio, fundador de Macondo; Úrsula Iguarán, a mulher que vive mais de 115 anos; José Arcadio Segundo, único sobrevivente do massacre dos grevistas da companha bananeira de Macondo; Maurício Babilônia, sempre envolto em uma nuvem de borboletas amarelas; ou o cigano Melquíades, cujos pergaminhos preveem glórias e tragédias da família.

Com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em cerca de 35 línguas, “Cem anos de solidão” tornou- se não só o livro mais popular de García Márquez, mas também o emblema de uma geração da literatura latino-americana identificada com o rótulo do “realismo fantástico”. A partir de meados dos anos 1960, enquanto o continente ia sendo encoberto pela sombra de ditaduras militares, autores da região alcançaram uma projeção internacional inédita. Além do colombiano, fizeram parte do chamado “boom” da literatura latino-americana escritores como o argentino Julio Cortázar, o mexicano Carlos Fuentes, o cubano Alejo Carpentier e o peruano Mario Vargas Llosa.

Gabriel Garcia Marquez



Horizonte

E assim se faz uma viagem de regresso pelas estradas da vizinha Espanha, encontrando em cada monte o belo touro que nos admira e nos indica que estamos em terras de nuestros hermanos.

16 de abril de 2014

Regresso

O regresso custa, mas temos de voltar.
Voltar à realidade.
À vidinha de todos os dias...
As férias não duram sempre, não é?
Aqui vamos nós... de volta.

Ainda há Neve



Ainda há neve em Andorra.
Apesar do calor dos últimos dias ainda resta alguma coisa.
Eu não me queixo. Está fofa e um bocado mole. É mais fácil para travar e para andar devagar {mesmo como eu gosto}.
Não está boa para andar depressa, mesmo nas pistas rápidas a neve mole trava a velocidade. A neve a descongelar fica empapada e molenga. Não está bom para os profissionais, mas está ótimo para mim que gosto dos meus passeios pela neve e de desfrutar das paisagens.
Não se pode ter tudo. Estar de t-shirt na montanha ao sol é um privilégio. Agora que experimentei ski de primavera dificilmente me deixo convencer a voltar em Janeiro ou Fevereiro. Nessa altura está muito frio, alguns dias nevoeiro, e noutros caem nevões que nos impedem de esquiar ou andar na rua.
Não troco o ski de primavera por nada deste mundo.

Já experimentaram esquiar ao sol?

15 de abril de 2014

Até já...

Estou exausta. Estes dias na neve cansam.
Vou alí até ao hammam relaxar, recuperar as forças e já volto!

Cada um ao seu Ritmo


Cada um vai ao seu ritmo, os miúdos, ao ritmo de aprendizagem.
Os campeões, nas suas corridas às pistas vermelhas, pretas e à estância vizinha.
Eu? Ao meu ritmo. Devagar pelas azuis. Parar, admirar a vista soberba, tirar as luvas e registar o que vejo em fotografias. Voltar a por as luvas. Voltar a descer devagar, deslizando, desenhando ziguezagues na neve.
Este é o meu ritmo de ski. Não contabilizo as pistas que fiz, os kilometros percorridos, nem tão pouco a cor das pistas. Gosto de pistas largas, com boa neve e melhor vista. Se a vista é boa gosto de a desfrutar, saborear devagarinho, admirar enquanto inspiro devagar e expiro com força.
É assim que vivo o meu dia de ski e ADORO!
Faço paragens na esplanada. Converso com as outras esquiadores de esplanada. Eu adoro esplanar! Seja na praia, no campo, ou na montanha.
Enquanto uns correm pelas pistas, sobem e descem em alta velocidade, fazem pretas e vermelhas, eu saboreio devagarinho!

Qual o vosso ritmo de ski?

14 de abril de 2014

Voltar aos skis


Voltar a pôr uns skis.
Regressar às pistas após 11 anos de intervalo.
Foi a primeira gravidez que me fez deixar de ir para a neve; depois foi ter um bebé pequeno. Quando a bebé cresceu voltei a ficar grávida e continuei a não por os pés na neve.
Logo que nasceu o segundo... já sabem, não é? Fiquei grávida do terceiro. Foi assim tipo, sessões contínuas de gravidez e pós parto.
O tempo passa muito rápido e quando os miúdos já têm idade para fazer ski, eu passei 11 anos, 11 anos! Sem por os pés na neve!

Senti um aperto na barriga. Estava apreensiva. Como iria ser? Será que ainda saberia esquiar? Iria começar a cair?
Lá apertei as botas, coloquei os pés nos skis, batons nas mãos e vamos para a frente.
A neve estava boa. Espessa e fofa.
Subi as primeiras cadeiras. Desci a pista verde. Deslizei. Virei. Fiz ziguezagues. Não custou nada.
Segui para uma pista azul. Larga e com neve fofa. Desci sem cair. Senti-me tão bem!
Afinal andar de ski, sempre é como andar de bicicleta: uma vez que se aprenda, nunca mais se esquece!



13 de abril de 2014

Quatro estrelas na montanha!



Estamos tão bem instalados!
Chama-se Anyós Park e é um complexo de 4 estrelas em La Massana, Andorra.
Oferece quartos, suites familiares, restaurante e complexo Spa.
A comida é variada e em boa quantidade. O simpático staff é 90% português e fazem-nos sentir em casa!

Temos acesso à piscina indoor de água salgada com circuito de águas, banho turco e sauna, assim como a ginásio com máquinas ultra modernas e vista para a montanha.

Oferta variada de aulas de grupo. Foi a minha oportunidade de experimentar o TRX e ficar rendida a esta aula tão completa que trabalha equilibrío, força, amplitude de movimentos e alongamento.







Este post não foi patrocinado, a estadia não foi oferecida (apesar de que não me importasse nada se tivesse sido, que eu não sou esquisita e uma viagem para cinco custa caro!).



11 de abril de 2014

Montanhas brancas e ski

Finalmente na estância de ski. Aulas diárias de esqui para os miúdos e nós livres para esquiar ao nosso ritmo.
Começaram a dar os primeiros passos numa pista de aprendizagem, passaram para a pista verde no segundo dia, para logo irem para as azuis. De novatos a cair, a grandes esquiadores foram umas horas!
Quem me dera ter aprendido tão rápido quanto os pequenotes!


Respirar o ar da montanha dá-me uma sensação sem par! Ar fresco e limpo como não há igual! Adoro!


Vai uma voltinha de funicular?
Com eles foi com gritos de alegria!

10 de abril de 2014

Neve à Vista!


Viajámos horas e horas de carro até as vislumbras-mos: as primeiras montanhas com neve!
Estavam mesmo por trás de um campo com paineis solares fotovoltaicos. Picos brancos nevados rasgavam as núvens e surgiam junto ao céu.

A excitação aumentou de volume! Os miúdos iam finalmente para a neve!
A prometida surpresa começava a revelar-se!

Longe estava a viagem à Serra da Estrela há dois anos. A primeira vez que viram neve, mas em que não tiveram oportunidade de experimentar o ski. Aqui ia ser uma experiência completa. Férias na neve com aulas de ski incluídas! Iupi!

9 de abril de 2014

Pelos Caminhos da Vizinha Espanha


Vimos uma paisagem semelhante à portuguesa que deu origem a outra bem diferente.
O mau tempo deu lugar ao sol. O frio deu lugar a temperatura exterior de 25ºC.
Começámos a ver campos de painéis solares. Isto porque nuestros hermanos já são (quase) energéticamente autónomos, graças a enormes campos fotovoltaicos.
Fico a pensar o que andamos nós a fazer, a anos luz do que se passa já aqui, do outro lado da fronteira.
Se continuarmos a comprar fora todos os combustíveis não há austeridade que nos valha. Porque não produzir o que necessitamos? Por que não começar por ter autonomia energética? Imaginam quantos milhões poupariamos? Têm alguma ideia de quanto deixariamos de ter de comprar ao estrangeiro?
Estas questões assaltam-me os espírito emquanto passo por campos e campos cobertos por painéis solares fotovoltaicos.
Mesmo aqui ao lado: na nossa vizinha Espanha.

Ò Elvas, ò Elvas: Madrid à Vista!

Madrid à Vista!
Nova paragem.
Desta vez na capital espanhola, Madrid.
Aqui iriamos pernoitar para seguir viagem no dia seguinte.
Mas isso só no dia seguinte. Antes disso, a festa alargou: jantarada com amigos em Madrid.
Eramos 3 casais e 8 miúdos pequenos, catorze convivas no total. Uma mesa comprida e cheia!
Um grande rebuliço, maior alegria e o calor do re-encontro.
É o que faz ter amigos nos 4 cantos do mundo!
Onde quer que se vá tem-se gente amiga à espera!

8 de abril de 2014

Pelos Caminhos de Portugal

Vacas
Pelos caminhos de Portugal
Encontrámos tanta coisa linda
Vimos o mundo sem igual.

Os campos não estão cultivados
Pois acabámos há muito
com toda a nossa agricultura

Vimos manadas de vacas;
Rebanhos de ovelhas;
Cabradas de cabras

Tudo foi uma festa!
(E ainda aproveitámos 
para recordar os nomes coletivos)



Vacas a pastar

Aí vamos nós!

E a aventura continua.
Em breve tempo para detalhes!

5 de abril de 2014

Aventura: Primeira Paragem

Primeira paragem: estação de serviço.
A aventura alarga-se.
A partir de aqui já somos 4 adultos e 5 crianças.
A diversão multiplica-se e a algazarra também!

Bye Bye Lisboa


Deixamos Lisboa sob um manto de nevoeiro.
Não conseguimos vislumbrar o Rio Tejo. Com dificuldade reconhecemos os recortes da Ponte 25 de Abril.
A aventura aguarda-nos!

Vamos partir...

Vamos iniciar uma longa viagem de carro.
Início de férias da Páscoa e uma mega surpresa para os mirins cá de casa!
Estão todos numa excitação!
Vou dando notícias sempre que conseguir WiFi grátis.
Lembram-se da pirâmide de Maslow dos tempos modernos?

4 de abril de 2014

Cinema Grátis na Culturgest

Para todos aqueles que gostam de cultura mas acham a cultura cara, fica um sugestão de cultura grátis para o fim de semana. Na Culturgest, em Lisboa.

A Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação Espinho e a Société Radio-Canada em colaboração com a Culturgest oferecem este programa a não perder.
A Criação dos Pássaros
Frédéric Back nasceu em 8 de abril de 1924 numa aldeia dos arrabaldes de Saarbrücken, na região do Sarre, nesse tempo território francês. Assim que começou a andar, começou também a desenhar com tudo o que apanhava à mão, e por esses anos nasceram duas das suas grandes paixões – música e animais.
Quando chegou o tempo de escolher os seus estudos, Back sabia que era através do desenho que mais facilmente se exprimia. Tirou um curso de litografia na Écolle Estienne, em Paris, e dois anos depois foi estudar para a Escola de Belas-Artes de Rennes, onde encontrou um professor que já muito admirava como artista gravador e que teve enorme influência na sua formação, Mathurin Méheut. Com Méheut aprendeu a observar o mundo de perto e a desenhar pessoas e animais em movimento, ilustrando frequentemente as relações dos humanos com a terra e os animais.
Acabados os estudos, fez longas viagens, sempre pintando, sobretudo paisagens. Em 1948 fixou-se em North Sidney no Canadá e começou a trabalhar para a Radio-Canada onde ficou até ao fim da sua carreira. Os seus filmes de animação são verdadeiros manifestos a favor da proteção da Natureza e da alteração de comportamento dos homens e da economia, que põe em perigo “este paraíso terrestre”. A sua profunda militância exprimiu-se também de outras formas – fazendo conferências, participando em manifestações, fundando a Société Québécoise pour la Défense des Animaux. Os seus filmes foram nomeados quatro vezes para os Óscares, e por duas vezes venceu. Recebeu as maiores honras no seu país e deixou-nos na véspera de Natal do ano passado.


1ª Sessão · 15h

Abracadabra
Abracadabra (1970)
Duração: 9'20'', sem palavras
Abracadabra é a história de quatro crianças de diferentes continentes que formam um grupo para encontrar o sol e ajudá-lo a soltar-se da prisão dum feiticeiro mau. É um conto alegórico chamando a atenção para os perigos de exaustão de uma fonte natural indispensável, aqui representada pelo sol.

A conquista do Fogo
Inon Ou La Conquête du Feu (1972)
Inon Ou A Conquista do Fogo
Duração: 9'35'', em inglês, com legendas em português
Este filme aborda um tema universal: a busca do fogo. Inspirado numa lenda dos Algonquin (povo nativo no noroeste da América do Norte), o fogo é guardado por Inon, o Deus dos Trovões, para que a humanidade não lhe tenha acesso. Os animais unem-se e vão tirar o fogo ao deus para o dar aos seus irmãos humanos. A história passa-se num tempo em que humanos e animais se compreendiam uns aos outros e viviam em harmonia com a natureza.

A criação dos Pássaros
La Création des Oiseaux (1972)
A Criação dos Pássaros
Duração: 10'4'', sem palavras
A história do filme é inspirada em lendas ameríndias sobre o ciclo das estações. O bonito dia de verão termina subitamente quando as crianças fogem do Lobo Uivante, o vento terrível do frio. Abrigam-se na floresta. O Lobo Uivante despe as árvores das suas belas folhas coloridas mas não consegue encontrar as crianças, escondidas entre as plantas de folhas perenes. Por isso, junta forças com o Urso Branco, a neve, para os atingir com jatos de neve. Extenuada pelo frio, uma rapariguinha implora a Glooscap, o grande Manitou, para trazer de novo o tempo quente. Glooscap ordena ao Sol que afaste o Lobo Uivante e o Urso Branco. A seguir sopra vida nas folhas mortas, transformando-as em coloridos pássaros que enchem o ar com os seus cantos.

The Mighty River
The Mighty River (1993)
O Rio Enorme
Duração: 24', em inglês, com legendas em português
A água limpa, essencial a todas as formas de vida, está a tornar-se cada vez mais rara. Como a desflorestação, a perda de água limpa é uma tragédia global. No seguimento do sucesso internacional do filme O homem que plantava árvores (a ser projetado na sessão das 16h30), que ganhou um Óscar e levou a que se plantassem milhões de árvores, Frédéric Back decidiu fazer um filme sobre o St. Lawrence River (Rio São Lourenço). "Magtogoek", como é chamado pelo povo Mi'kmaq, nasce nos Grande Lagos, segue um extenso percurso através de Ontário e Quebeque e desagua no Atlântico. As suas águas, que antes abundavam de animais e plantas, hoje suportam as consequências de décadas de sobre-exploração e poluição industrial. Aliás, todos os rios do mundo sofrem o mesmo destino! Ao lançar-se neste grande projeto de cinema de animação, o realizador, um ativista da defesa do ambiente, esperava que a riqueza do filme, oferecendo informação surpreendente sobre o St. Lawrence River e o seu passado glorioso, suscitasse uma maior consciência dos problemas existente e inspirasse ações concretas para salvar esta e outras fontes naturais muito degradadas.

Crac!
Crac! (1981)
Duração: 15', sem palavras
Crac! revela a rápida transformação da sociedade do Quebeque através da história de uma cadeira de baloiço. Neste fascinante conto, com uma leve nostalgia, Back leva-nos ao tempo das ricas tradições varridas pelas forças implacáveis do progresso e da urbanização. Crac! é o som da árvore que cai, derrubada pelo machado e transformada em cadeira. É o som da cadeira quando baloiça. É também o som das brechas nas nossas vidas quando as mudanças ocorrem muito rapidamente. Crac! é o tributo de Frédéric Back ao Quebeque, a sua casa adotiva, e à cultura da sua mulher e do seu filho. Com este filme Back, e a produtora Radio-Canada, receberam o seu primeiro Óscar, em 1982.

2ª Sessão · 16h30

Ilusão
Illusion? (1975)
Ilusão?
Duração: 11'30'', sem palavras
"Qualquer ser vivo que partilha o mundo connosco teve que se adaptar e evoluir durante milhões de anos. Cada flor, cada inseto, cada animal é um milagre que espera para ser descoberto, uma maravilha para ser respeitada e amada. Mas gostamos de os substituir pelas nossas próprias invenções, servidas pelos mágicos da publicidade, os promotores do progresso e do consumismo. Infelizmente estas invenções ficam fora de moda muito depressa. Avariam-se, muitas vezes levando consigo o que é essencial à nossa vida e felicidade, os elementos necessários para sustentar os verdadeiros milagres produzidos pela natureza".
Frédéric Back

Taratata
Taratata (1977)
Duração: 8'30'', sem palavras
"Taratata é uma homenagem aos cortejos que se costumavam realizar no dia de São João Batista, o feriado nacional do Quebeque. Estes cortejos eram uma ocasião de honrar valores tradicionais ou demonstrar progresso através de carros alegóricos. Realizados todos os anos em 24 de junho em aldeias e cidades por todo o Quebeque, proporcionavam aos músicos e bandas locais a oportunidade de mostrar os seus talentos. As crianças adoravam os que desfilavam nos seus esplêndidos uniformes. O dia acabava com um grande fogo de artifício. Eu quis evocar mais uma vez esta celebração popular, enfatizando o que era encantador, ridículo ou pretensioso".
Frédéric Back

All Nothing
All Nothing (1978)
Tudo Nada
Duração: 11'30'', sem palavras
O filme All Nothing é uma alegoria que retrata o desejo da humanidade de se apropriar de toda a beleza e recursos da natureza. Por demasiado tempo cometemos o erro de acreditar que o mundo tinha sido criado inteiramente para nosso benefício. Como se extinguiram incontáveis espécies de plantas e animais, pouco resta ao nosso planeta para nos dar: água limpa e luxuriantes florestas são cada vez mais raras. O filme termina, todavia, com uma nota positiva: Frédéric Back acalenta a esperança de que as futuras gerações descobrirão a alegria de partilhar e a importância de viver em harmonia com a natureza.

O Homem que plantava Árvores
The Man Who Planted Trees (1987)
O Homem Que Plantava Árvores
Duração: 30', em inglês, com legendas em português
O Óscar que ganhou com Crac! permitiu a Frédéric Back realizar o seu sonho de transportar para o écran a história maravilhosa de Jean Giono, O Homem que plantava árvores. De uma maneira mais refinada, a sua mensagem ambiental e a sua filosofia de vida refletem as preocupações já patentes nos seus anteriores filmes. As sementes que o pastor planta são símbolos de todas as nossas ações, boas e más, que têm enormes consequências que mal conseguimos imaginar. Compete-nos pensar e agir de acordo com as nossas expectativas de futuro e, se possível, deixar para os que ficam depois de nós um mundo mais belo e prometedor do que aquele que herdámos.

Frédéric Back, who died last Christmas, was born near Saarbrücken (then in French territory) in 1924, developing two great childhood passions: music and animals. Since drawing was his preferred means of expression, he took a course in lithography in Paris, later studying Fine Arts in Rennes, where he was enormously influenced by a teacher, Mathurin Méheut, who taught him how to observe the world and draw people and animals in movement. In 1948, he settled in Canada and worked for Radio-Canada. His animation films are genuine manifestos in favour of nature protection, winning two Oscars.

Culturgest, Lisboa
Domingo, 6 de Abril
Grande Auditório
15h e 16h30 · Entrada gratuita
Levantamento de senha de acesso a partir das 14h, no limite dos lugares disponíveis.
Máximo: 2 senhas por pessoa.
M6

Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt

Dias com Esperança

Uns dias são melhores que outros.
A seguir a um dia muito mau há normalmente uma bonança.
Ou é o desgaste que não nos deixa aborrecer mais, ou uma noite de sono que nos acalma e organiza as ideias.
Só mais um dia. Aguentar só mais um dia. Aguentar só mais um mês.
Entretanto procurar alternativas é sempre uma excelente opção!
Alguma coisa vai surgir! Tenho a certeza!

3 de abril de 2014

Só hoje: Aguenta mais!

Comovi-me com este post.
Tocou-me pois sinto na pele a dicotomia de desejar manter um emprego e o sentimento de perda da vida dos meus filhos.
Ontem foi um dia muito importante para eles. Os dois mais velhos tiveram uma audição de violino.
Eu tive de escolher, entre manter o emprego, ou fazer parte da vida dos meus filhos.
Nunca fui alcoólica mas agora compreendo quem faz parte do Alcoólicos Anónimos. Todos os dias digo para mim mesma. - Hoje não me vou despedir! Hoje vou conseguir resistir ao desejo do meu corpo, do meu cérebro que diariamente me ordenam: - Despede-te! - Vai-te embora! - Não engulas mais sapos! - Tu não mereces isto!
E eu penso. Penso que não mereço mas que tenho de ter força e aguentar, pelo bem estar dos meus filhos. É bom poder ir ao supermercado e comprar o que é preciso. É bom poder ir comprar os ténis para substituir os que lhes deixaram de servir na última semana.
Todos os dias digo a mim mesma: - Só hoje, tem força e não te despeças.
É uma luta infernal. Uma luta titanica entre coração e razão. Tenho seguido a razão, quando sei que o coração é que tem razão.
O coração é que sente o que é melhor para mim. Sabe o que é melhor para a minha vida. Sei que tenho de mudar. Encontrar outro lugar para mim. Apesar de tentar estou profundamente infeliz.
Perdi um marco importante na vida dos meus filhos e chorei. Às escondidas no trabalho, em claro em casa, chorei. Deixei sair a enorme dor que sinto no peito.
Tenho de encontrar uma ocupação, ou um trabalho que seja compatível com a minha condição de mãe. Tenho de conseguir estar com os meus filhos.
Voltei a dizer. Vão te despeças. Aguenta. Só mais um dia, só mais um mês.
Não sei se vou conseguir.
Não sei se chego ao fim do dia com trabalho.

Comovi-me #1

"há uma guerra no mundo que eu não conhecia: é entre mães que trabalham e mães a tempo inteiro. está por todo o lado. 
nunca fez parte dos meus planos ser mãe a tempo inteiro. aconteceu. aconteceu no dia em que eu e ele olhámos para ela e não fomos capazes: tinha 5 meses. nesse dia eu disse ao meu patrão que não ia voltar: ia ser mãe a tempo inteiro. financeiramente ia ser mais difícil para nós, emocionalmente mais fácil. passaram quase 3 anos.
às vezes sinto que tenho de pedir desculpa à minha mãe. ela foi mãe a tempo inteiro. ela estava lá sempre. para nos fazer bolos, desinfectar as feridas, comprar gelados, pentear os nossos cabelos. e eu às vezes tinha vergonha: dizia baixinho quando perguntavam na escola. a minha mãe é doméstica. escrevia em letras pequeninas: doméstica. naqueles dias as mães que ficavam em casa eram domésticas. a mãe da raquel era médica. a da sandra usava saltos altos, era advogada. a minha estava lá sempre: descalça, sentada no pátio a fazer-nos colares de pompons. 
as pessoas dizem que eu devia voltar a trabalhar. que me fazia bem. que tenho de sair de casa, ganhar o meu dinheiro, pensar mais em mim. nunca respondo: desisti de explicar. eu gosto disto. isto de ser mãe a tempo inteiro. isto de ser doméstica. percebo que não é para toda a gente, que para algumas mães pode ser cansativo, frustrante, desmotivador. percebo isso. percebo isso porque às vezes é: cansativo, frustrante, desmotivador. mas a maioria das vezes é bom. é tão bom: estar sempre aqui. fazer-lhes bolos, desinfectar-lhes as feridas, comprar-lhes gelados, pentear-lhes os cabelos.
não o trocava por nada: o prazer de ver um ser humano nascer, crescer: cada descoberta, cada conquista. vi-as todas. eu estive lá sempre. agradeço a sorte que tenho: estes anos com eles, todos os dias, todo o dia. no fim do dia, quando deito a cabeça na almofada sinto-me bem. realizada. também tenho esse direito: de me sentir realizada.
por isso esta guerra que há no mundo eu não percebo: entre mães que trabalham e são sempre acusadas de passar pouco tempo com os filhos e mães que ficam em casa e são sempre subestimadas por quem trabalha. digo-o com orgulho: quando me perguntam digo: sou mãe, estou em casa com os meus filhos. e às vezes ele chega a casa e eles correm à nossa volta e gritam e eu olho para ele e respiro fundo e digo que tivemos um dia difícil:  houve birras, leite entornado, ninguém comeu a sopa, não consegui estender a roupa, ela bateu com a cabeça, não almocei. e depois calo-me. calo-me porque na minha cabeça ele teve um dia pior: porque eu também vi a maria a desenhar uma flor. vi o miguel a acordar da sesta e a esfregar os olhos enquanto sorria. vi-a a dançar de mão dada com ele e a darem gargalhadas muito alto. adormeci-a nos meu braços. ouvi-o dizer balão pela primeira vez. ouvi-a a perguntar-lhe: miguelito gostas de mim? abracei-a quando ela escorregou e bateu com a cabeça. ouvi-a dizer obrigada mamã. calo-me porque fizemos um bolo juntos e comemos uma fatia enquanto ainda estava quente. porque levei-os à janela para verem a chuva e eles estenderam as mãos. eles estavam felizes a sentir a chuva. calo-me porque lhes dei banho, enrolei-os numa toalha e levei-os, um de cada vez, encostados ao meu peito para cima da nossa cama. fiz tudo devagar: tinhamos todo o tempo ali, na nossa casa. calo-me: na minha cabeça ele teve um dia muito pior. na minha cabeça de doméstica. na cabeça de quem gosta disto de ser mãe a tempo inteiro. conto-lhe todas estas coisas e ele sorri: sei que ele gostava de cá estar. sei que ele não aguenta mais de três dias sem trabalhar. não somos iguais.
as mães não são iguais.
e eu admiro-as: as mães que trabalham. as mães que estão longe dos filhos a trabalhar para lhes dar o que eles precisam. o que elas querem conquistar: as que o fazem por eles, por elas. as que perdem momentos: momentos que elas não sabem que perderam. as que saem de casa e deixam os filhos ainda a dormir: as que não os vêem despertar devagarinho. as que comem sanduíches de perú desfiado em frente ao computador enquanto trabalham depressa para sairem mais cedo: as que não fazem o avião todos os dias ao almoço. as que chegam cansadas e têm de fazer tudo depressa: as que não passaram a tarde no parque a subir o escorrega num dia de sol. as que deitam a cabeça na almofada e sentem que passaram naquele dia pouco tempo com seus filhos: eu estive lá sempre. para mim elas são as maiores. digo-o sem problemas: eu tenho dias difíceis. trabalho muito: limpo, aspiro, carrego, passo: mas as mães que têm de trabalhar para mim são as maiores. os pais.
um dia serei uma. o meu coração vai estar pequenino nesse dia.

mãe: outra vez.
fi-lo outra vez: disse que as que mães que trabalham são mais fortes do que nós. mas vês todas as coisas que elas perdem? leste aquilo que dizia que elas têm filhos para os verem a dormir? são as maiores. eu sei que tu me entendes: tu que estavas lá sempre.
e sei que algumas delas também acham que nós, domésticas, somos as maiores."

Li este post da autora do eu, ele, a maria e o miguel, e fiquei comovida.
Tocou-me.
Já fui a mãe que apenas vê os filhos a dormir.
Já fui a mãe que perdeu o emprego na licença de maternidade do nº3.
Fui a mãe que não sabia como manter a casa e continuar a alimentar os filhos.
Fui a mãe que batalhou e arranjou novo emprego.
Agora, sou a mãe que sente que está a perder o crescimento dos filhos.
Agora sou a mãe que quase não vê os filhos.
Será que não pode haver meio-termo entre o tudo ou nada?

2 de abril de 2014

Férias

Em contagem descrescente para as férias da Páscoa.
... e para a surpresa que estamos a preparar para eles!
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