Vida de Mulher aos 40
Actualidade, Moda, Beleza, Saúde, Filhos, vivido por uma Mulher na casa dos 40.
21 de maio de 2013
Miguel Esteves Cardoso: A invasão que aí vem
No PÚBLICO.pt de ontem dá-se conta de uma reportagem da LUSA sobre o protesto dos pequenos produtores da aldeia transmontana de Duas Igrejas contra a nova lei das sementes que está quase a ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Falam por todas as sementes, todas as hortas, todos os agricultores e, sobretudo, pela economia e cultura portuguesas. A lei das sementes - que proíbe, regulamentando, a milenária troca de sementes entre produtores - é pior do que uma invasão francesa de Napoleão. É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-corporações multinacionais (como a gigantesca e sinistra Monsanto) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar-lhes direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos. Pense-se em cada semente como uma palavra da língua portuguesa. Na nova lei colonialista das sementes é como obrigar os portugueses a sofrer a chatice e a despesa de registar tudo o que dizem, burocratizando cada conversa. Atenção: é o pior ataque à nossa cultura e economia desde que todos nascemos. Querem empobrecer-nos e tornar-nos ainda mais pobres do que somos, roubando-nos as nossas poucas riquezas para podermos passar a ter de comprá-las a empresas multinacionais que se apoderaram delas, legalmente mas sem qualquer mérito, desculpa ou escrutínio. Revoltemo-nos. Já. Faltam poucos dias antes de ser tarde de mais. E para sempre. Acorde.”
Miguel Esteves Cardoso in Público, 19 maio 2013
Assine a Petição contra a patenteação de sementes!
Satisfação vs Insatisfação
Quando hoje li esta história da Manuela não pude deixar de me lembrar de outra menina.
É uma amiga da minha filha. Foram colegas no colégio desde os 3 anos, até a minha ter de sair já no 3º ano, por não podermos pagar mais o colégio.
Esta menina não é rica. Mas é filha de pais divorciados. Pais que se dão bem, que falam um com o outro mas que disputam o seu amor, fazendo-lhe todas as vontades. Esta menina é super mimada e manda em duas casas. Quando está com a mãe, esta faz-lhe tudo o que ela quer, até deixá-la dormir sempre na sua cama. Quando está com o pai, em casa dos avós, tem 3 adultos a mimá-la e em quem mandar.
Esta menina com 8 anos passou um dia connosco nas férias. Mudou de roupa 3 vezes ao longo do dia. Casa vez que molhava um fato de banho, ia logo vestir outro seco. Quando se sentava à mesa começava logo em altos berros "odeio esta comida", "odeio esparguete!". Com dois filhos mais pequenos sentados à mesa, tive de lhe explicar que não se diz que se odeia a comida. Se não quer comer só tem de dizer que não quer que eu não obrigo. Os mais pequenos não podem ouvir essas coisas porque senão também eles vão repetir. Depois expliquei-lhe calmamente que não percebia como ela não gostava de esparguete, pois todas as crianças adoravam esparguete. Deviam ver a cara de espanto dela, "é verdade que todas as crianças adoram esparguete?". Eu acho que ela nunca tinha provado esparguete na vida! A mãe diz que ela só gosta de hamburguers e batata frita e pelos vistos todos lhe fazem a vontade e é tudo o que come na vida!
A história da Manuela fez-me lembrar também este episódio, pois quanto mais damos aos filhos, mais eles ficam insatisfeitos. Eu gosto de ensinar aos meus a darem valor ao que têm e a serem felizes por isso.
Vai haver sempre mais coisas que não temos, do que as que temos, se isso nos causar infelicidade iremos sempre ser muito infelizes.
Eu prefiro ensinar a felicidade por estarmos juntos, por sermos uma família e por termos amigos!
É uma amiga da minha filha. Foram colegas no colégio desde os 3 anos, até a minha ter de sair já no 3º ano, por não podermos pagar mais o colégio.
Esta menina não é rica. Mas é filha de pais divorciados. Pais que se dão bem, que falam um com o outro mas que disputam o seu amor, fazendo-lhe todas as vontades. Esta menina é super mimada e manda em duas casas. Quando está com a mãe, esta faz-lhe tudo o que ela quer, até deixá-la dormir sempre na sua cama. Quando está com o pai, em casa dos avós, tem 3 adultos a mimá-la e em quem mandar.
Esta menina com 8 anos passou um dia connosco nas férias. Mudou de roupa 3 vezes ao longo do dia. Casa vez que molhava um fato de banho, ia logo vestir outro seco. Quando se sentava à mesa começava logo em altos berros "odeio esta comida", "odeio esparguete!". Com dois filhos mais pequenos sentados à mesa, tive de lhe explicar que não se diz que se odeia a comida. Se não quer comer só tem de dizer que não quer que eu não obrigo. Os mais pequenos não podem ouvir essas coisas porque senão também eles vão repetir. Depois expliquei-lhe calmamente que não percebia como ela não gostava de esparguete, pois todas as crianças adoravam esparguete. Deviam ver a cara de espanto dela, "é verdade que todas as crianças adoram esparguete?". Eu acho que ela nunca tinha provado esparguete na vida! A mãe diz que ela só gosta de hamburguers e batata frita e pelos vistos todos lhe fazem a vontade e é tudo o que come na vida!
A história da Manuela fez-me lembrar também este episódio, pois quanto mais damos aos filhos, mais eles ficam insatisfeitos. Eu gosto de ensinar aos meus a darem valor ao que têm e a serem felizes por isso.
Vai haver sempre mais coisas que não temos, do que as que temos, se isso nos causar infelicidade iremos sempre ser muito infelizes.
Eu prefiro ensinar a felicidade por estarmos juntos, por sermos uma família e por termos amigos!
20 de maio de 2013
Pesadelo de Domingo à tarde... com continuação segunda de manhã...
É o que acontece quando se apanha um grande susto, uma grande preocupação.
Temos uma enorme descarga de adrenalina para conseguirmos aguentar o choque, a pressão. Para conseguirmos resolver os grandes problemas.
No momento deixamos de ter frio, fome ou sono. Temos energia de sobra para nos dedicarmos à nossa preocupação. Estamos à altura de tudo o que no seja solicitado. É aquela velha expressão "fui buscar forças não sei bem onde". É à adrenalina. Perante um perigo, põe-nos o coração a bater mais rápido, em modo de sobrevivência. Retira-nos todas as outras sensações para todas as nossas energias e concentrarem na sobrevivência, nesta caso na saúde de um filho.
O pior é depois. O nível de adrenalina baixa abruptamente na corrente sanguínea. O nível de glicose que gastámos anteriormente caí para níveis mínimos. Começam as dores. Ontem quando cheguei a casa, sentia um aperto no coração, uma pressão.
Hoje, os meus intestinos estão numa lástima. O meu estômago grita por socorro. O pequeno almoço já foi rejeitado de rajada. Sinto frio, dores de cabeça. Nem o chá com açúcar me anima.
Agora vou ver se consigo aguentar um pouco de arroz cá dentro. Logo se verá como será a tarde.
Aí! Dói-me tudo!
Só me consola saber que a miúda está bem. Dedo cosido, braço ao peito mas bem disposta e com história para contar na escola!
Temos uma enorme descarga de adrenalina para conseguirmos aguentar o choque, a pressão. Para conseguirmos resolver os grandes problemas.
No momento deixamos de ter frio, fome ou sono. Temos energia de sobra para nos dedicarmos à nossa preocupação. Estamos à altura de tudo o que no seja solicitado. É aquela velha expressão "fui buscar forças não sei bem onde". É à adrenalina. Perante um perigo, põe-nos o coração a bater mais rápido, em modo de sobrevivência. Retira-nos todas as outras sensações para todas as nossas energias e concentrarem na sobrevivência, nesta caso na saúde de um filho.
O pior é depois. O nível de adrenalina baixa abruptamente na corrente sanguínea. O nível de glicose que gastámos anteriormente caí para níveis mínimos. Começam as dores. Ontem quando cheguei a casa, sentia um aperto no coração, uma pressão.
Hoje, os meus intestinos estão numa lástima. O meu estômago grita por socorro. O pequeno almoço já foi rejeitado de rajada. Sinto frio, dores de cabeça. Nem o chá com açúcar me anima.
Agora vou ver se consigo aguentar um pouco de arroz cá dentro. Logo se verá como será a tarde.
Aí! Dói-me tudo!
Só me consola saber que a miúda está bem. Dedo cosido, braço ao peito mas bem disposta e com história para contar na escola!
Pesadelo de Domingo à Tarde
Era uma pacata tarde de domingo em família.
Tinha ido buscar a minha avó para estar com os bisnetos. Eu estava na cozinha de volta dos tachos.
A mais velha fazia os trabalhos de casa na sala, com o pai e explicar-lhe a matéria. A bisavó assistia. Os mais pequenos brincavam no quarto.
O quente sol da tarde envolvia a cozinha numa luz magnífica.
Podia acabar por aqui. Mas não. A miúda entra da cozinha para me dar um recado da bisavó.
De repente começa a gritar. Largo a faca que tinha na mão, passo as mãos por água e vou em seu socorro.
Tinhas as mãos cobertas de sangue! Muito sangue! - O que aconteceu? Perguntava. Só gritava de susto e de dor (?). Levei-a até ao lavatório e passei água pelas mãos. Tinha de perceber o que se passava.
A água enxaguou o sangue e vi-o. Um corte enorme, na base do polegar, mesmo na articulação. Merda! (desculpem-me a expressão, mas há alturas que esta palavra se torna necessária). Aquilo não era bom. Um corte profundo numa articulação é um ferimento grave. A minha experiência de socorrista gritou-me: para o hospital! E a minha voz correspondeu ao apelo.
O pai achou que eu estava a ter um ataque de histeria. - Acalma-te, assim enervas a miúda. - Vamos pôr água para estancar o sangue.
Não se põe água para estancar o sangue, a água só provoca mais hemorragia. - Compressão manual directa e hospital, o mais rapidamente possível, gritei.
A bisavó, que está cega dos dois olhos dizia: - Não, ponham água oxigenada para parar de sangrar!
- Não hospital já! Não se põe nunca água oxigenada nas feridas, muito menos em caso de hemorragia.
O pai lá continua que quando socorro outras pessoas não me ponho a gritar. Pois não, mas também não tenho de discutir com familiares a necessidade de ir com urgência para o hospital.
Quem me dera não perceber o que se estava a passar. As articulações são dos locais mais frágeis do nosso corpo. Em cada uma passa uma veia, uma artéria, um nervo e um tendão. O risco de cortar uma destas coisas é muito grande. O meu maior medo era se o tensão estava cortado.
Lá fomos para o hospital. O pai a conduzir, a miúda na cadeira dela sem cinto, eu sentada aos seus pés (sem cinto, claro) agarrada à sua mão, onde tinha posto papel higiénico entre os dedos e a fechava com toda a força.
Em caso de hemorragia o que se deve fazer sempre é Compressão Manual Directa, colocar um pano limpo em cima do ferimento e fazer força, comprimir, com a nossa mão o sítio da ferida. Deste modo, o sangue deixa de sair, pois deixa de ter por onde. O orifício de saída fica bloqueado pelo socorrista. O pano é apenas retirado no hospital.
As mulheres são multifacetadas, habituadas ao multi-tasking (execução de inúmeras tarefas em simultâneo). A caminho do hospital liguei para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24). Ligo sempre. Normalmente para ter a confirmação do que já sei, mas também para enviarem o belo fax para o hospital.
Respondi a meia dúzia de perguntar e a enfermeira confirmou: - Continue a pressionar os dedos fechados como está a fazer e vá para o hospital. Vou já enviar o fax.
À chegada a S. Francisco Xavier começa novo filme. Entro directamente para a triagem, com uma criança com uma hemorragia numa mão. Avisam-me que não pode ser triada sem fazer ficha. Explico que foi um acidente que a criança está com uma hemorragia. A enfermeira insiste que tenho de ir fazer a ficha. Explico que já o pai já foi fazer a ficha e manda-me sentar, sem olhar sequer para a mão da miúda. Começa a triar outra criança em situação de doença e não de acidente. Vou tentar agilizar a ficha. Levo a miúda de 9 anos ao colo, continuando a pressionar os seus dedos, para estancar a hemorragia. Vejo o pai a tentar estacionar o carro do lado de fora do hospital, como lhe mandaram fazer. Peço-lhe ajuda para fazer a ficha.
Com os cortes nos serviços o hospital S. Francisco Xavier já não tem inscrição na Pediatria, fecharam este serviço administrativo. Agora fazem-se as inscrições na Obstetrícia que fica na porta ao lado. Fui para lá com a miúda. Não estava ninguém para fazer a inscrição. Gritei para dentro do guiché a dizer que tinha uma criança com uma hemorragia. Não apareceu ninguém. Apenas consegui a atenção de todos os que estavam na sala de espera do serviço.
Finalmente entra o pai. Digo-lhe que tem de fazer a ficha pois recusam-se a olhar para a miúda sem ter ficha. Volto para a pediatria. À entrada da triagem encontro uma pediatra a quem explico a situação. Volta a dizer que não a pode ver sem ter ficha. Querem lá ver que uma pessoa se pode esvair em sangue numa urgência hospitalar que ninguém a vê se a m**** da ficha não estiver feita?
Sento-me na triagem e a enfermeira lá se digna a olhar para o dedo da miúda pois já tinha acabado de triar a situação de doença anterior.
Nisto chega o pai que explica que finalmente apareceu alguém nas inscrições da Obstetrícia que lhe indicou que temos de levar a miúda para a urgência de adultos pois tem de ser vista pela cirurgia. Será que as incompetentes das pediatra e enfermeira da Pediatria não nos podiam já ter dito isso e encaminhado para o dito serviço? Não, ficaram a fazer a birra da ficha. “Sem ficha não podemos fazer nada”, nem olhar para uma situação de emergência!
A minha vontade é voltar lá hoje e fazer queixa desta gente. Mas depois fico a pensar, com 3 filhos sou cliente assídua deste serviço, não quero ficar na lista negra e da próxima vez ser (ainda mais) mal tratada.
Lá vamos nós para o serviço de urgência de adultos. Felizmente era tarde de futebol e tudo estava calmo. Sim, para quem não sabe fique a saber: está provado estatisticamente que as pessoas não sofrem de situações de emergência durante os jogos de futebol. Pelo contrário, logo que estes terminam há uma afluência aos serviços de urgência de situações recentes, semi-recentes e do dia anterior.
Finalmente uma triagem a sério. A muito custo tentam tirar o papel higiénico do dedo da miúda para substituir por gaze esterilizada. Ela recusa-se. Tem mais medo de médicos, enfermeiros e hospitais do que de qualquer outra coisa. Lá aceita ser ela a tirar o papel. Com muita paciência este enfermeiro consegue ver-lhe o dedo. Não consegue que mexa o polegar. Eu acho que é por medo. Mas também pode ser por corte de tendão… O enfermeiro telefona ao cirurgião plástico. Em caso de corte de tendão será com ele, em caso de menor gravidade pequena cirurgia. O cirurgião plástico indica-lhe que nos devemos dirigir à pequena cirurgia que ele mesmo lá irá observá-la.
Lá chegados ele observa-a com imensa paciência. Ela chora, não quer mostrar, diz-lhe que lhe dói e só pergunta o que lhe vão fazer. Morre de medo do desconhecido!
Aos pouco lá ganha a confiança da miúda, consegue ver o dedo e a muito custo consegue que ela o mexa um milímetro Ainda assim, já é suficiente para excluir o corte de tendão. Ufa! Que alívio! O pior que poderia ter acontecido não se confirma! Toca-lhe dum lado e doutro da ponta do dedo. Ela sente. Exclui também o corte de nervo. Outra boa notícia! Já só falta suturar o dedo.
Para suturar o dedo deveria ser alguém da pequena cirurgia. Por sorte dela, é tarde de futebol e a enfermeira indica ao cirurgião plástico que os outros colegas estão “lá em cima”. Ele resolve pôr as mãos na massa e ser ele a tratar a miúda, para não a deixar à espera dos colegas que assistiam ao jogo de futebol . Ia ser suturada por um cirurgião plástico.
Mais fácil de dizer do que fazer. Ela não se quer deitar, quer ver o que lhe vão fazer. Está com muitas dores e ainda mais medo. Lá nos esmeramos todos, mãe, enfermeira e médico e lá a conseguimos deitar. Explicam-lhe que vão ver e tratar o dedo. Mas ela quer saber exactamente o QUE LHE VÃO FAZER? Quer ver todos os instrumentos… Lá se deita e o médico desinfecta o dedo e a mão e começa a dar a anestesia explicando que vai sentir uma picada e depois não sente mais nada. Ela sente a picada e ainda fica com mais medo. Do outro lado da cortina os retirados ao futebol, suturam a testa de um bebé. O médico explica-lhe que não pode chorar que assusta o bebé. Indica-lhe que se lhe doer só tem de levantar a outra mão. Ela quer saber: - E se eu levantar a mão, o que é que vocês fazem? A resposta – Paramos! acalma-a e dá-lhe confiança. Lá se deixa tratar, agarrando a minha mão com muita força. Recebe vários pontos, nem contei. Estava mais preocupada com o bem estar dela. Não teve dor nenhuma, nem sentiu os pontos. Olhou para o dedo antes de lhe colocarem o penso.
Lá saímos e ficamos à espera que o pai nos vá buscar.
17 de maio de 2013
Regresso ao Inverno
16 de maio de 2013
Sandálias Zara
15 de maio de 2013
Angelina Jolie faz mastectomia dupla
Hoje tiro o chapéu a Angelina Jolie.
Por ser uma mulher belíssima, sexy, generosa, de uma enorme humanidade.
Hoje especialmente por ter tornado público que se submeteu a uma mastectomia dupla para prevenir o cancro da mama.
A sua mãe morreu cedo vítima de um cancro nos ovários. Angelina fez análises que detectaram alterações genéticas responsáveis pelo desenvolvimento de um cancro. Angelina antecipou-se, removeu ambas as mamas (é este o nome científico correcto) e reconstruiu o seu corpo!
É a mesma pessoa mas agora ainda mais digna da minha admiração!
Dia Internacional da Família
Hoje é o Dia internacional da Família.
Esta é (quase) a minha família. Não temos o cão, apesar de os meus filhos o pedirem nos anos, no Natal e sempre que possam ter direito a uma prenda.
Somos muitos, falamos alto, todos ao mesmo tempo. Todos querem fazer-se ouvir e não é fácil.
Mas há muitos afectos. Muitos beijos, muitos mimos. À noite aninham-se em cima de nós no sofá, como uma ninhada de cachorrinhos.
Nem sempre é fácil mas é sempre muito bom.
Obrigada família por alegrarem os meus dias!
Esta é (quase) a minha família. Não temos o cão, apesar de os meus filhos o pedirem nos anos, no Natal e sempre que possam ter direito a uma prenda.
Somos muitos, falamos alto, todos ao mesmo tempo. Todos querem fazer-se ouvir e não é fácil.
Mas há muitos afectos. Muitos beijos, muitos mimos. À noite aninham-se em cima de nós no sofá, como uma ninhada de cachorrinhos.
Nem sempre é fácil mas é sempre muito bom.
Obrigada família por alegrarem os meus dias!
Saudades de Amesterdão
Hoje a equipa do Benfica está hospedada no hotel Hilton de Amesterdão.
Faz-me recordar a minha estadia neste mesmo hotel, há uns quantos anos a trás. Tantos! Sei lá quantos. Uns 15 anos ou por aí.
Hoje não me hospedo no Hilton, nem em outro Hotel.
Nessa altura também não o fiz a título particular mas profissional. Passei uns dias fantásticos, com muito trabalho mas muita diversão também. Na época de ouro das dot com, trabalhava-se muito mas divertia-mo-nos mais. Era parte do "job description". Tínhamos de trabalhar imenso, apresentar resultados mas divertir-mo-nos em dose equivalente. A hierarquia estava sempre a perguntar: Are you having Fun? e aí de nós que não estivéssemos. Só assim se conseguiam os resultados que nós conseguiamos. Era trabalhar 24 horas por dia, mas com muita diversão pelo meio.
Saudades? Algumas...
Tenho saudades da pressão dos resultados, da interacção com os colegas e ainda mais do ambiente multi-cultural onde vivia. Trabalhava diariamente com pessoas dos quatro cantos da Europa. Comunicava em inglês, espanhol e em algum português!
Foi uma fase muito boa. Aprendi muito. Absorvi tudo o que podia. Aproveitei cada minuto de interação com pessoas diferentes de mim, cada viagem, cada reunião. Sabia que não ia durar sempre e aproveitei o mais que podia.
Hoje, se sou quem sou, também a esta fase o devo. Também o devo à minha sede de aprendizagem, o querer saber sempre mais. A eterna inconformidade de sentir que "nada sei".
Bons tempos, colegas fantásticos! Muito trabalho e muito divertimento!
7 de maio de 2013
Um pouco de chuva com cheiro de terra molhada
Dia quente. Abafado. Caem uns pingos grossos. Nem chega a molhar a terra. Logo emana numa nuvem de aroma. "Um pouco de chuva com cheiro de terra molhada..." e logo começo a ouvir a bela canção da Bethania, dentro da minha cabeça. Este cheiro doce, que nos envolve nos dias de verão em que cai chuva no solo quente.
3 de maio de 2013
É sempre bom recordar
É bom recordar que este blog está aberto a quem tenha ideias diferentes da sua autora.
Os comentários com ideias contrárias são publicados. No entanto, não são tolerados comentários com linguagem imprópria, ofensas e agressões.
Este é um blog de uma mulher normal, com problemas como toda a gente, mas FELIZ!
Os comentários com ideias contrárias são publicados. No entanto, não são tolerados comentários com linguagem imprópria, ofensas e agressões.
Este é um blog de uma mulher normal, com problemas como toda a gente, mas FELIZ!
2 de maio de 2013
Miguel Esteves Cardoso: Ninguém tem pena das pessoas felizes
Ninguém tem pena das pessoas felizes
Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade.
As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos.
É assim. Chega um infeliz ao pé de nós e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: «E tu? Sempre bem disposto, não?». O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que nos morreu uma avó, que nos atraiçoou uma namorada, que nos atropelaram a cadelinha ali na estrada de Sines.
E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de «culpa». Se elas estão felizes, rodeadas de pessoas tristes, é lógico que pensem que há ali qualquer coisa que não bate certo. As infelizes acusam sempre os felizes de terem a culpa. É como a polícia que vai à procura de quem roubou as jóias e chega à taberna e prende o meliante com ar mais bem disposto.
Em Portugal, se alguém se mostra feliz é logo suspeito de tudo e mais alguma coisa. «Julgas que é por acaso que aquele marmanjo anda tão bem disposto?», diz o espertalhão para outro macambúzio. É normal andar muito em baixo, mas há gato se alguém andar nem que seja só um bocadinho «em cima». Pensam logo que é «em cima» de alguém.
Ser feliz no meio de muita gente infeliz é como ser muito rico no meio de um bairro-de-lata. Só sabe bem a quem for perverso.
Infelizmente, a felicidade não é contagiosa. A alegria, sim, e a boa disposição, talvez, mas a felicidade, jamais.
Porque a felicidade não pode ser partilhada, não pode ser explicada, não tem propriamente razão.
Não se pode rir em Portugal sem que pensem que se está a rir de alguém ou de qualquer coisa. Um sorriso que se sorria a uma pessoa desconhecida, só para desabafar, é imediatamente mal interpretado. Em Portugal, as pessoas felizes sofrem de ser confundidas com as pessoas contentes.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas
1 de maio de 2013
Dia do Trabalhador
Neste dia 1 de Maio sinto aquela nostalgia de já não ser trabalhadora. Sim. Trabalhadora. Daquelas que têm salário . E têm de cumprir horário. Das que têm subsídios que podem ser cortados.
Enquanto uns se manifestam contra os cortes de regalias eu aqui fico, a desejar voltar a ter trabalho. Daquele que paga salário.
Trabalho tenho muito, mas sem salário e esse não conta.
Aí que saudades de ter trabalho!
Enquanto uns se manifestam contra os cortes de regalias eu aqui fico, a desejar voltar a ter trabalho. Daquele que paga salário.
Trabalho tenho muito, mas sem salário e esse não conta.
Aí que saudades de ter trabalho!
29 de abril de 2013
Taxistas vivem à custa do Sistema Nacional de Saúde
Hoje fiquei a saber que centenas de empresas de taxis vivem à custa do Sistema Nacional de Saúde (SNS). Estão em protesto por o Ministério da Saúde pretender retirar aos taxis o contrato de transporte de doentes não urgentes.
Com todo o respeito que tenho por estes profissionais, fico satisfeita em saber desta alteração. Não me parece bem que o Sistema Nacional de Saúde, pago pelos impostos de todos nós, sirva para sustentar centenas de empresas de taxis. Se estas empresas não são viáveis, terão de fechar, como as de outros sectores de actividade. Gostaria de ver o orçamento do Ministério da Saúde gasto mais em saúde: consultas, cirurgias e tratamentos a doentes e não em transporte em taxis.
Mas é aquela máxima, todos concordam que o estado tem de cortar custos, desde que não seja na sua quinta. E há muitas quintas!
28 de abril de 2013
Festa Primavera Jardim Botânico da Ajuda
Está a decorrer este fim de semana no Jardim Botânico da Ajuda a Festa da Primavera.
Um programa rico para passar um dia em família em contacto com a natureza.
Exposições, workshops, visitas guidas, música, venda de produtos naturais, jardinagem.
O bilhete custa 2€ a partir dos 5 anos e incluí toda a programação.
23 de abril de 2013
Salvar um pardal
Ontem foi um dia muito giro que acabou de forma inesperada.
Depois da escola, os miúdos estavam a brincar no jardim. O do meio aparece esbaforido, a falar muito depressa, precisava da máquina fotográfica para fotografar um passarinho que tinha caido do ninho. Lá fui eu com a máquina fotográfica.
Encontrei um pardalito muito assustado, perseguido por 4 miúdos que o queriam salvar, mas que o iam fotografando com o o IPad de um e a nossa máquina fotográfica.
Tive de intervir, pegar no assustado passaroco e arranjar uma solução. Pensei num vizinho que tem gaiolas com alpista para o alimentar, mas os miúdos mostraram-me o ninho. Um ninho baixo, demasiado baixo, junto a umas escadas. Consegui voltar a pôr o pardal no seu ninho. Espero que a sua vida volte ao normal.
Mas foi muito giro ver quatro rapazinhos muitos preocupados em salvar um passarinho!
Hoje foram para a escola muito empolgados a contar a história do passarinho ajudaram a salvar. Só desejo que este inocência bondosa e generosa se mantenha nas suas vidas!
Depois da escola, os miúdos estavam a brincar no jardim. O do meio aparece esbaforido, a falar muito depressa, precisava da máquina fotográfica para fotografar um passarinho que tinha caido do ninho. Lá fui eu com a máquina fotográfica.
Encontrei um pardalito muito assustado, perseguido por 4 miúdos que o queriam salvar, mas que o iam fotografando com o o IPad de um e a nossa máquina fotográfica.Tive de intervir, pegar no assustado passaroco e arranjar uma solução. Pensei num vizinho que tem gaiolas com alpista para o alimentar, mas os miúdos mostraram-me o ninho. Um ninho baixo, demasiado baixo, junto a umas escadas. Consegui voltar a pôr o pardal no seu ninho. Espero que a sua vida volte ao normal.
Mas foi muito giro ver quatro rapazinhos muitos preocupados em salvar um passarinho!
Hoje foram para a escola muito empolgados a contar a história do passarinho ajudaram a salvar. Só desejo que este inocência bondosa e generosa se mantenha nas suas vidas!
22 de abril de 2013
I'm back
Ou estou de volta, na língua de Camões.
Tenho andado tão desaparecida que é uma vergonha!
Estou viva e saudável e prometo voltar a postar as minhas opiniões e devaneios.
Beijos!
Em breve: mais episódios de vida de uma mulher de 40.
Tenho andado tão desaparecida que é uma vergonha!
Estou viva e saudável e prometo voltar a postar as minhas opiniões e devaneios.
Beijos!
Em breve: mais episódios de vida de uma mulher de 40.
2 de abril de 2013
A nossa Família, Miguel Esteves Cardoso
![]() |
| Miguel Esteves Cardoso e Maria João Pinheiro, 2013 |
"Se não fosse o NHS — o sistema de saúde do Reino Unido, onde nasceram, muito prematuramente, as minhas filhas — elas não teriam sobrevivido. Elas devem a vida ao NHS. E eu devo-lhe o amor e a alegria de conhecer a Sara e a Tristana, para não falar no meu neto, António, igualmente devedor, mais as netas e netos que aí vêm. Se não fosse o SNS (Serviço Nacional de Saúde) eu teria morrido em 2005, com uma hepatite alcoólica causada unicamente por culpa minha. Seria também coxo, quando me deram uma prótese para anca. E, sobretudo, teria morrido, se o SNS não me tivesse dado o antibiótico caríssimo (Linozelid) que me salvou do MRSA assassino que me infectou durante a operação.
Se não fosse o SNS, a Maria João, o meu amor, estaria morta.
Se não fossem o IPO e o Hospital de Santa Maria, pagos pelo SNS, ela não estaria viva, por duas vezes.
Sem a NHS e o SNS, eu seria um morto, sem mulher, filhas ou netos. Estaríamos todos mortos ou condenados à inexistência.
Não é difícil chegar à conclusão, atingida desde os meus dezanove anos, de que as melhores ideias de todas são a social democracia e o Estado-providência: não tanto no sentido ideológico como na prática.
A nossa família e as nossas famílias só existem e podem existir se não tiverem morrido. Damos graças aos serviços nacionais de saúde — a esse empenho ideológico e caríssimo — que nos tratam como se fizéssemos parte deles.
Devemos as nossas vidas a decisões políticas tomadas por outros."
Miguel Esteves Cardoso, in Jornal Público 23/03/2013
1 de abril de 2013
Dia das Mentiras
Dia das Mentiras
Detesto este dia, um dia dedicado a enganar os amigos, a mentir descaradamente, em que até mesmo a comunicação social tem a coragem de difundir notícias falsas, para depois as desmentir, afirmando: era dia 1 de Abril.
Desde pequena que não gostava de ser gozada neste dia e também não o aproveitava para dizer mentiras.
Tal como é meu costume, gosto de aprofundar as razões por detrás das efemérides. Gosto de compreender como pode ter surgido um costume aos meus olhos tão bizarro.
Vamos então à aula de História.
Em França, durante o reinado de Carlos IX, o Ano Novo era comemorado a 25 de Março, com a chegada da Primavera. Estas festas duravam uma semana e terminavam a 1 de Abril.
Em 1564, o rei adoptou o Calendário Gregoriano e o Ano Novo passou a ser comemorado a 1 de Janeiro. Muitos conservadores resistiram à mudança e continuaram a comemorar o Ano Novo a 1 de Abril. Rapidamente estes conservadores começaram a ser alvo de escárnio e a receber convites para festas que não existiam. Este novo costume espalhou-se em França e duzentos anos depois para Inglaterra e daí para o resto do mundo.
Com isto não passo a gostar mais deste costume, mas ajuda-me compreender a sua origem.
E vocês, o que acham deste dia?
30 de março de 2013
Pipocas perfeitas (e baratas!)
Lembram-se deste post, sobre pipocas de micro-ondas?
Fiquei mesmo irritada. Queimei vários sacos de pipocas, fiquei com a casa a cheirar a incêndio e as pipocas ficaram péssimas.
O meu filho do meio perguntou-me "Não sabes fazer pipocas doces?".
Pois era isso mesmo que diziam os pacotes: pipocas doces. O resultado, esse ficou bem longe da promessa.
Não sou mulher de me deixar vencer, muito menos por um saco de pipocas. Andei a pensar no assunto e a minha boa memória levou-me aos meus tempos de infância, em que não tinha micro-ondas. Sempre fiz pipocas em casa. Nunca queimei pipocas. Porque terá então isso acontecido agora? Lembrei-me da minha velha companheira panela de pressão. Em casa da minha mãe, e da minha avó também, sempre se cozinhou com panelas de pressão. E foi assim que aprendi a cozinhar. Na minha infância, fazia pipocas sempre que queria na panela de pressão da minha mãe e nunca queimei uma pipoca!
A festa de aniversário que se seguiu cá me casa foi a oportunidade de testar a velha teoria. Desta vez comprei um saquinho de milho que custou um euro e pouco, pus um pouco de óleo no fundo da panela de pressão e deitei o milho. Fechei a tampa e menos de um minuto depois já começavam as pipocas a estalar: pop, pop, pop, pop. Assim que terminaram os estalos, abri a panela e lá estavam elas. Abertas, cheirosas e fumegantes. Deitei-as numa taça e provei-as. Já só faltava estarem doces. OK. Pus um açúcar e um pouco de água numa penelinha, levei ao lume, e logo que o açúcar deixou de fazer espuma, ficou com uma cor caramelizada e estava no ponto. Desliguei o lume, verti o açúcar derretido cuidadosamente por cima das pipocas, tendo o cuidado de as mexer e deitar aos poucos sobre todas as pipocas. E ficou pronto. Logo que o açúcar arrefeceu tinha pipocas envolvidas em açúcar. Estavam estaladiças, doces e deliciosas!
Os miúdos adoraram. Ficaram óptimas e ainda mais baratas do que as de micro-ondas!
29 de março de 2013
Ricardo Araújo Pereira: carta aos 19% de Desempregados
O Ricardo Araújo Pereira continua a escrever como só ele, a pôr o dedo na ferida, de forma brutal e a chamar os bois pelos nomes. Ah! E sempre com um humor incomparável.
Eu, fazendo parte destes 19%, revejo-me completamente neste texto.
"Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego.
Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade.
O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer."
Ricardo Araújo Pereira,
Visão, 27 de Março de 2013
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