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8 de março de 2017

Para que serves tu?



Será que antes de casar ou decidir morar com um companheiro as mulheres avaliam realmente o contributo que este companheiro dará na sua vida, ou se irá apenas ser uma parasita doméstico?

Para refletir todos os dias mas especialmente hoje, o Dia da Mulher.


NÃO COZINHAS, NÃO LIMPAS O PÓ, NÃO SABES USAR UM BERBEQUIM. PARA QUE SERVES TU?

¬ E uma camisa, és capaz de passar?
¬ Acho que sim. Não há de ser muito difícil.
¬ Por acaso é. É das coisas mais difíceis de passar a fer­ro, uma camisa. Mas pronto, achas que és capaz?
¬ Se é das coisas mais difíceis, por que é que me pedes para passar precisamente a camisa?
¬ Eu não te estou a pedir. Estou a perguntar se és ca­paz. Calculo que não, mas pergunto à mesma.
¬ Isto parece conversa de malucos.
¬ Eu é que estou a dar em maluca ao ver a quantidade de coisas que tu não sabes fazer. Comecei pelas simples. Já vi que não sabes. Pode ser que sejas bom nas complicadas.
¬ Já te disse que não sei passar a ferro.
¬ Não. Tu disseste que não sabes passar T-shirts nem calças. E quando te perguntei se nunca tinhas aprendi­do, ficaste ofendido. Ora, as calças de ganga devem ser a coisa mais simples de passar a ferro. Mas fácil do que is­so, só se for um lençol. Mas tu, nem isso.
¬ Lembra-me por que é que estamos a ter esta conversa.
¬ Porque namoramos há quatro meses, tu tens mais de 40 anos, já foste casado e eu nunca te vi a mexer uma palha em casa. E agora achei que era boa ideia esclare­cer o assunto.
¬ Porquê agora?
¬ Porque ontem voltaste a falar em vivermos juntos.
¬ O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
¬ Deves estar a brincar. Gosto muito de ti, mas achas que vou meter em minha casa uma pessoa que não sabe cozinhar? Que não passa a ferro, não limpa o pó…
¬ Mas tu queres um namorado ou uma empregada?
¬ Eu quero uma pessoa com quem possa partilhar tare­fas. Também quero partilhar a vida, a cama, as refeições, rebeubéu, pardais ao ninho. Isso é tudo muito bonito. Mas tem de ser alguém que se mexa.
¬ Já sabias que não sou muito prendado nas lides da casa.
¬ Eu já sabia que és um menino e que nunca fizeste na­da em casa porque a tua mãe, as tuas irmãs e a vossa em­pregada faziam tudo. Tu e o teu pai eram uns lordes. Mas não sabia que tu nem sequer sabes estrelar um ovo. Pen­sei que não gostasses muito. Mas na verdade não sabes.
¬ Nunca precisei. E vais ficar chateada comigo por causa disso?
¬ Chateada? Eu?! Não. Vou é pensar trinta vezes antes de me meter na aventura de viver contigo. Tu é que es­tás habituado a criadas, não sou eu.
¬ Não sei passar camisas, mas sei fazer outras coisas.
¬ Ah sim? Então quais, ó senhor homem? Estás a fa­lar de bricolage? O que é que tu sabes fazer? Sabes mu­dar uma torneira?
¬ Não, isso não. Para isso chamo um canalizador.
¬ E usar um berbequim? E fazer uma puxada de luz e montar uma tomada? E tapar uns buracos na parede para a pintar? Sabes? Se me vais dizer que és um artista a mudar lâmpadas, eu vou-me rir. Porque isso faço eu. Isso e as outras coisas todas. E também escusas de dizer que sabes aparar a relva porque eu não tenho quintal.
¬ Sei tratar do carro. Sabes fazer isso?
¬ Tratar de um carro? Correias de distribuição, folgas nos foles, ignição, discos de travão…? Isso não conta para o currículo de casa. Para isso vou a um mecânico.
¬ Estás mesmo a ponderar o nosso futuro em função do que eu faço em casa?
¬ Estou. E se outras mulheres fizessem o que eu estou a fazer, poupavam muitos dissabores. Para tua informação, sintonizar os canais da televisão e garantir que es­tá tudo bem com o wi-fi não é grande ajuda hoje em dia.
¬ Se calhar devias queixar-te à minha mãe.
¬ Eu? Tu é que devias. E agradecer-lhe pela educação que não te deu. Ao menos sabes ir às compras? Escolher fruta. Comparar preços? Ver a melhor carne?
¬ Não.
¬ Então, além do sexo e de perceberes de música e de cinema, tu serves para quê, ao certo…?


Por Paulo Farinha em Notícias Magazine

27 de março de 2016

Je suis Charlie, je suis Paris, je suis Brussels, je suis Paki



Eu sou tudo isto e muito mais. Na verdade o que eu sou é humanista. Acredito na humanidade, nas pessoas. Apesar de algumas terem perdido todos os resquícios de humanidade...

Acredito que todos temos o bem e o mal em nós. Que temos de aprender com os nossos pais, a nossa sociedade a respeitar os outros.

Por mim podem acreditar no que quiserem. Em Jesus, em Maomé, em Abraão. Podem acreditar no que quiserem desde que não me imponham as vossas convicções, nem os vossos costumes.

Tenho amigos em todas as religiões. Tenho amigos sem nenhuma religião. Nenhum vale mais do que outro. Nenhum é mais humano do que outro.

Podem acreditar em todos os paraísos ou infernos que quiserem. Por mim é igual. Não tenho medo de ir para nenhum inferno, pois não acredito que exista.

Infelizmente acredito que estar no inferno é ser mulher ou criança em algumas latitudes do planeta Terra. O paraíso? É ter o suficiente para viver num país seguro, com liberdade de pensamento e de ação. E com igualdade de género.

Um lugar em que cada um possa ser ele próprio. sem ser discriminado pelo seu aspeto físico, pela sua religião, género, idade ou profissão.

Todos somos diferentes. Todos somos únicos.

No fundo, acredito que todos devem ser livres de ser o que querem, desde que a sua liberdade não interfira com a liberdade dos outros.


8 de março de 2016

Dia da Mulher: Porque comemoramos este dia?


No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Enquanto existirem mulheres que são vendidas pelos pais, forçadas a casar, violadas, vítimas de violência pelos seus companheiros, mortas, continuará a fazer sentido este dia.

9 de novembro de 2012

Catarina Furtado lança Corações com Coroa

Catarina Furtado apresentou publicamente a sua associação de promoção da Igualdade e da Não Discriminação de cada uma e de todas as pessoas, famílias, comunidades e países, nomeadamente no âmbito da Educação, Saúde, Desenvolvimento e Direitos Humanos; princípios garantidos numa base de transparência e coerência como referência.

"Corações com Coroa" é uma associação sem fins lucrativos que tem como objectivo central promover uma cultura de solidariedade e inclusão sócio-afectiva das pessoas em situações de vulnerabilidade, risco e pobreza e assim contribuir para que em Portugal se promova e vivencie uma cultura de Direitos Humanos assente na Não discriminação e Não violência.

Esta conferência teve a participação de Francisco George (director-geral da saúde), Alanna Armitage, do fundo para a População das Nações Unidas, Leonor Beleza, Maria Barroso, Manuela Eanes e Maria José Ritta.

Corações com Coroa
Tive a sorte de poder estar presente em parte desta conferência e poder sentir a enorme vontade de ajudar que rege estas pessoas. A realidade é menos bonita do que pensamos. Portugal desceu 12 posições no ranking mundial para a igualdade de género. É muito. Não podemos deixar passar ao lado. Temos de nos importar e de fazer alguma coisa para inverter esta situação. No dia 11 de Outubro celebrou-se o primeiro Dia Internacional da Menina, centrado na luta contra o casamento infantil, uma prática que viola os direitos humanos, o que infelizmente passou despercebido na maioria dos meios de comunicação social.
Apesar das personalidades presentes achei a conferência muito vazia. Ou não foi devidamente promovida, ou estas causas ainda não tocam a maioria dos portugueses. O que mostra o longo caminho que temos ainda a percorrer.
Os parabéns à Catarina que além de ser uma mulher lindíssima por fora é ainda mais bonita por dentro.
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