A Bastarda de Istambul mostrou-me o universo do conflito armenico-turco, em que os primeiros reclamam o reconhecimento do genocídio de 1915, e os segundos o negam continuamente.
Isto, através de duas raparigas de 19 anos, uma turca e outra de origem arménia cujas histórias se cruzam de uma forma surpreendente e inesperada.
Para além dos factos históricos este livro apresenta-nos o ponto de vista dos dois lados. E tudo é tão diferente quando o vemos pelos olhos dos outros!
Elif Shafak oferece-nos uma escrita frenética, incisiva com a qual caracteriza os personagens como arquétipos da sociedade. De tal forma que este livro lhe valeu uma acusação por traição à pátria. Acusação essa que mais tarde lhe foi retirada.
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| Elif Shafak |
Adorei o livro a oportunidade de conhecer esta escritora, muito diferente do que tinha até aqui conhecido.

