Mostrar mensagens com a etiqueta Gabriel Garcia Marquez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gabriel Garcia Marquez. Mostrar todas as mensagens

28 de maio de 2014

Lançamento Livro Contos Municipais: António Manuel Venda


É dia 29 de Maio pelas 18h30, no auditório da Escola Secundária de Camões, na Rua Almirante Barroso nº 25 B em Lisboa.

O lançamento do novo livro do meu amigo António Manuel Venda. Nascido em Monchique a sua escrita trás-nos ao mundo da fantasia e das crenças do interior. Para mim, o Gabriel Garcia Marquez português!


Os «Contos Municipais» situam-se no espaço imaginário que tem marcado boa parte das geografias literárias de António Manuel Venda. Todos eles interligados, mais do que contos constituem uma narrativa onde se olha de forma terna mas ao mesmo tempo crua, surpreendente e por vezes avassaladora para um município do interior do país e mesmo assim com o mar à vista. Quase um milagre, como aqueles que algumas das personagens protagonizam, saindo do concelho para galáxias que só a imaginação permite atingir, atravessando oceanos neste nosso planeta ou fazendo viagens municipais em meios de transporte que ninguém diria capazes de tanta carburação.
Uma ligação umbilical – para usar uma expressão muito presente na parte final do livro – parece ser o que existe entre Monchique e a escrita de António Manuel Venda.


«Habituámo-nos a ir descobrindo o mundo de António Manuel Venda como se fôssemos exploradores em busca da última mina perdida da escrita.» 
Fernando Sobral, Jornal de Negócios

«A prosa de António Manuel Venda é outra literatura.» 
Torcato Sepúlveda, Grande Reportagem

«O autor usa a escrita com recato e parcimónia, sem nunca se pôr em bicos de pés.» 
Ana Cristina Leonardo, Expresso


António Manuel Venda nasceu em Monchique, no Sul de Portugal, em 1968. Publicou vários livros de ficção, o primeiro dos quais o conjunto de contos «Quando o Presidente da República Visitou Monchique por Mera Curiosidade», recentemente reeditado pela Just Media. Foi distinguido com prémios literários pelo Instituto Abel Salazar, pelo Centro Nacional de Cultura, pela Câmara Municipal de Almada, pela Secretaria de Estado da Cultura e pela Sociedade Portuguesa de Autores. Já houve quem escrevesse que seria mais fácil falsificar um quadro de Salvador Dali do que assinar um livro seu com outro nome. 

17 de abril de 2014

Morreu Gabriel Garcia Marquez aos 87 anos

Gabriel Garcia Marquez
O escritor colombiano Gabriel García Márquez morreu, aos 87 anos, na Cidade do México.
Prémio Nóbel da Literatura de 1982, García Márquez deixa a mulher, Mercedes Barcha Pardo, e dois filhos.

Nasceu em Aracataca, Colômbia a 6 de março de 1927. Morreu na Cidade do México a 17 de abril de 2014. Foi escritor, jornalista, editor e ativista colombiano. Considerado um dos autores mais importantes do Séc XX, ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto da sua obra, que entre outros livros inclui o famoso Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Viajou muito pela Europa e viveu até a morte no México. Era pai do cineasta Rodrigo García.

Em abril de 2009 declarou que se aposentou e que não pretendia escrever mais livros. Essa notícia foi confirmada em 2012, quando o seu irmão, Jaime Garcia Marquez, anunciou que foi diagnosticada demência a Gabriel Garcia Marquez e que, embora estivesse em bom estado físico, havia perdido a memória e não voltaria a escrever.

Aos 22 anos, Gabriel García Márquez tinha abandonado a Faculdade de Direito para se dedicar à vida de boémio literário. Instalado em Barranquilla, no litoral caribenho, vivia de camisa florida e bigode frondoso, lia e escrevia sem parar, sobrevivendo com os trocos que ganhava num jornal local. Um dia veio procurá-lo, na livraria onde trabalhava, uma senhora que ele a princípio não reconheceu. Era sua mãe. Vinha pedir ajuda para vender a casa dos avós, na cidadezinha colombiana de Aracataca, onde ele tinha nascido, em 1927, e vivido até 8 anos de idade. O reencontro com a terra natal abriu os olhos do aspirante a escritor para o potencial literário de memórias de família e lendas populares, que alimentariam nas décadas seguintes a obra do vencedor do Prémio Nóbel de Literatura de 1982. Na sua autobiografia, “Viver para contar”, de 2002, García Márquez recordou aquela viagem como a decisão mais importante de sua vida.

Criado pelos avós, ambos exímios contadores de histórias, García Márquez teve com eles as primeiras lições de narrativa. O avô, Nicolás Ricardo Márquez Mejía, um temido coronel que o neto só chamava de “Papalelo”, mostrou-lhe o mundo das relações de poder. A avó, Tranquilina Iguarán, cheia de superstições e histórias de fantasmas, apresentou ao jovem as maravilhas e terrores do folclore. Em dezenas de livros de ficção e não ficção publicados ao longo de seis décadas de carreira, muitos dos quais se tornaram clássicos do século XX, como “Cem anos de solidão”, “O outono do patriarca”, “Amor nos tempos do cólera” e “Crónica de uma morte anunciada”, García Márquez expressou uma visão do mundo que abarcava tanto os meandros da política latino-americana quanto a dimensão fantástica da existência.

A capital de um universo ficcional

Esse estilo começou a se consolidar em seu primeiro romance, “A revoada”, publicado em 1955. Foi nele a primeira aparição da cidade fictícia de Macondo, que criou ainda sob o impacto do regresso a Aracataca. Assim como sua terra natal, Macondo era um povoado colombiano empobrecido, dominado por uma companhia bananeira, mas com um rico repertório de histórias locais. A cidade surgiu em vários outros livros do escritor, como “Ninguém escreve ao coronel” (1961) e “Cem anos de solidão” (1967).

Foi este último que projetou o nome de García Márquez no cenário mundial. Aos 40 anos, ele já havia lançado outros cinco livros de ficção, mas nunca tinha ganhado um tostão com literatura. Mantinha-se como jornalista, primeiro em vários veículos colombianos, como “El Universal”, “El Heraldo” e “El Espectador”, onde aproveitava as horas vagas para escrever ficção (nessa época descobriu Kafka, que o impressionou muito, pois não imaginava que era permitido escrever sobre coisas como um homem que vira uma barata). Depois foi correspondente na Europa, nos Estados Unidos e no México, onde se instalou no início dos anos 60 com a mulher, Mercedes Barcha, e o filho Rodrigo. Na capital mexicana, em 1964, nasceu o seu segundo filho, Gonzalo.

Gabriel Garcia Marquez
Foi nessa época, enquanto conduzia numa estrada mexicana, que o escritor vislumbrou aquela que seria a frase de abertura de “Cem anos de solidão”: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. Gostava de dizer que, depois disso voltou para casa e trancou-se pelos anos seguintes para escrever o romance que conta a história de sete gerações da família Buendía.

Cem anos de solidão” acompanha a intrincada árvore genealógica dos Buendía, na qual o autor parece se divertir com a repetição de nomes (Aureliano, Amaranta, Remedio, José Arcadio), em uma narrativa repleta de personagens e situações fantásticas: o patriarca José Arcadio, fundador de Macondo; Úrsula Iguarán, a mulher que vive mais de 115 anos; José Arcadio Segundo, único sobrevivente do massacre dos grevistas da companha bananeira de Macondo; Maurício Babilônia, sempre envolto em uma nuvem de borboletas amarelas; ou o cigano Melquíades, cujos pergaminhos preveem glórias e tragédias da família.

Com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em cerca de 35 línguas, “Cem anos de solidão” tornou- se não só o livro mais popular de García Márquez, mas também o emblema de uma geração da literatura latino-americana identificada com o rótulo do “realismo fantástico”. A partir de meados dos anos 1960, enquanto o continente ia sendo encoberto pela sombra de ditaduras militares, autores da região alcançaram uma projeção internacional inédita. Além do colombiano, fizeram parte do chamado “boom” da literatura latino-americana escritores como o argentino Julio Cortázar, o mexicano Carlos Fuentes, o cubano Alejo Carpentier e o peruano Mario Vargas Llosa.

Gabriel Garcia Marquez

Sigam-me no BlogLovin'.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...