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24 de setembro de 2014
Medo do escuro
Os meus rapazes participaram-me que têm medo do escuro.
Desdobrei-me em explicações e demonstrações (ora apaga, ora acende a luz) e tudo se mantém igual no quarto, mas não adiantou.
Contam-me que não tinham medo, mas que depois de verem A Origem dos Guardiões passaram a ter. Começaram a ter pesadelos.
Não sei o que pensar. Se miúdos de 6 e 7 anos não podem ver animações para a sua idade, o que poderão ver sem mais efeitos secundários?
A pediatra explicou-me há muitos anos, quando a mais velha começou com pesadelos, que as crianças vivem os sonhos como se fossem a realidade. Durante a noite revivem os acontecimentos do dia e pois isso esperneiam, mexem braços e pernas pois acreditam que estão a correr e a repetir os jogos do dia. As imagens rápidas das vivências diurnas, tomam proporções fantasmagóricas durante a noite. Os pesadelos são normais, vão passar, piti piti piti.
Mas, e até passarem? Como gerir estas noites atribuladas com palavras, gritos e movimentações estranhas?
Alguma dica por esse lado?
28 de novembro de 2012
Sonhos e pesadelos
Esta manhã acordei com dois filhos na cama. E um boneco de dormir, sinal de que tinha por lá passado o terceiro.
Parece que esta maltinha foi hoje toda assolada por sonhos maus. A mais velha contou-me que sonhou que tinha muitos trabalhos de casa mas não os podia fazer porque tinha deixado os livros de matemática no trabalho do pai, os de língua portuguesa no trabalho da mãe, e os de estudo do meio, noutro sítio de que já não me recordo.
Acho tão giro como funciona a cabeça humana, como sonhamos com o que nos acontece de dia, depois de mexido e bem misturado dá uns sonhos muito estranhos.
Facto: ontem o pai levou os três miúdos à escola. Pouco depois de ter saído ligou-me a pedir que espreite para o passeio para ver se tinha deixado a mochila da mais velha, junto ao sítio onde tinha estacionado o carro, pois quando chegou à escola da mochila nem sinal.
Como não dava para ver da janela, tive de me agasalhar e descer. Lá estava a mochila de rodas cor de rosa, bem estacionada no meio do passeio! Os condutores na fila de trânsito fitavam admirados a mochila solitária no passeio. Liguei a avisar que a tinha encontrado. Lá voltou o pai para recolher a mochila, depois de deixar a miúda na escola SEM material. Deve ter apanhado um susto de morte e ter ficado cheia de medo de lhe ralharem por não ter material, se bem a conheço.
Este susto, mais o medo de lhe ralharem, mais a preocupação com os trabalhos de casa resultou num pesadelo: não poder fazer os trabalhos de casa por ter deixado os livros no trabalho dos pais, os grandes culpados do sucedido, mesmo no sonho!
Parece que esta maltinha foi hoje toda assolada por sonhos maus. A mais velha contou-me que sonhou que tinha muitos trabalhos de casa mas não os podia fazer porque tinha deixado os livros de matemática no trabalho do pai, os de língua portuguesa no trabalho da mãe, e os de estudo do meio, noutro sítio de que já não me recordo.
Acho tão giro como funciona a cabeça humana, como sonhamos com o que nos acontece de dia, depois de mexido e bem misturado dá uns sonhos muito estranhos.
Facto: ontem o pai levou os três miúdos à escola. Pouco depois de ter saído ligou-me a pedir que espreite para o passeio para ver se tinha deixado a mochila da mais velha, junto ao sítio onde tinha estacionado o carro, pois quando chegou à escola da mochila nem sinal.
Como não dava para ver da janela, tive de me agasalhar e descer. Lá estava a mochila de rodas cor de rosa, bem estacionada no meio do passeio! Os condutores na fila de trânsito fitavam admirados a mochila solitária no passeio. Liguei a avisar que a tinha encontrado. Lá voltou o pai para recolher a mochila, depois de deixar a miúda na escola SEM material. Deve ter apanhado um susto de morte e ter ficado cheia de medo de lhe ralharem por não ter material, se bem a conheço.
Este susto, mais o medo de lhe ralharem, mais a preocupação com os trabalhos de casa resultou num pesadelo: não poder fazer os trabalhos de casa por ter deixado os livros no trabalho dos pais, os grandes culpados do sucedido, mesmo no sonho!
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