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14 de abril de 2017

Motivação e Resiliência

Já sinto falta do exercício de escrita diária que desenvolvi neste blog e que tem estado ausente nos últimos meses.

A obrigação, por mim auto-infligida, de escrita diária foi um processo útil na organização de ideias, na busca diária de algo que pudesse ser salientado na minha vida, ou numa sugestão para os leitores.

No entanto, por ter decidido que o blog não seria um espaço de queixas, nem de maldizer, antes um espaço onde sempre tentei registar e salientar as coisas boas da vida. Da minha Vida.

No entanto, há dias, meses e longos períodos em que a nossa vida é uma luta contra problemas familiares, problemas de saúde e em que todas as nossas forças estão focadas na resolução desses problemas.

Problema é ela própria uma palavra que não gostaria que fosse usual neste espaço. Esta tem sido a minha vida no último ano e picos. Tenho tido grandes problemas para aprender a lidar, resolver uns, aceitar outros sem solução.

Por tudo isto, a minha maior ausência deste espaço. Não quero andar a queixar-me de problemas. Não pretendo suscitar pena pois todos temos os nossos próprios desafios e dificuldades . Todos temos as nossas alegrias e as nossas tristezas. Não gosto de carregar os outros com o fardo dos meus problemas.

Prefiro ter um espaço de troca de ideias, onde se salientam as coisas boas da vida, por muito pequenas e insignificantes que possam ser.

Continuo a escolher ser Feliz. Uma escolha diária. Uma opção face aos problemas. Muitos não os posso resolver. Alguns terão solução a seu tempo. Isto é, talvez o tempo os ajude a resolver. Os que dependem de mim tenho tentado resolver.

Um grande problema de cada vez. Para me poder focar e conseguir canalizar energias suficientes para a sua resolução. Quando um destes grandes problemas está resolvido, logo ataco outro. Novamente foco a atenção e a energia no problema seguinte.

Tenho um ou dois desses problemas controlados. Não têm solução. Estou a meio da resolução de outro enorme problema. Possivelmente o mais importante e difícil de resolver de toda a minha vida. Tenho de ter paciência pois o processo leva tempo. Preciso de ser resiliente e não desistir, nem perder a motivação pelo caminho.

E voltar a ler este texto várias vezes para não me esquecer.


26 de fevereiro de 2017

Para hoje #1 Mais sorrisos


Objetivo para o dia de hoje: Mais sorrisos!

Implica dar e receber.
Quantos mais sorrisos distribuirmos, mais sorrisos encontraremos à nossa volta.

Vale a pena tentar. Quem alinha?

25 de fevereiro de 2016

Estamos de parabéns


Estamos de parabéns, eu e a minha princesa. Faz hoje anos que me tornei mãe pela primeira vez.
O meu mundo mudou. O meu Eu deixou de ser o centro do mundo, para colocar primeiro a minha filha, depois os outros também, no centro do meu mundo.

Uma enorme mudança de perspetiva. Os nossos interesses alargam-se, as nossas prioridades tornam-se menos egoístas. É tempo de maior partilha, de preocupar-mo-nos com o bem estar de outros que não nós.

É tempo de amor multiplicado. De perceber que o amor não se esgota, não se divide mas se multiplica. A nossa capacidade de amar estende-se. A nossa vida fica mais cheia, mais completa. Damos por nós a pensar como foi possível viver tanto tempo sem filhos.

Há toda uma vida a.f (antes de filhos) e d.f. (depois de filhos).
Se antes pensávamos que ter filhos significaria fazer sacrifícios, descobrimos que significa antes aumentar a intensidade da vida, do amor e da Felicidade.

30 de março de 2015

Pés na areia e olhos no mar


Com os pés na areia e olhos postos no mar.
Vozes de crianças a brincar. Os miúdos correm de um lado para o outro, tal as saudades que tinham da praia.
Os escaravelhos das dunas são perseguidos, colocados num balde para mais tarde serem devolvidos à natureza.
Estes dias de férias sabem a céu. Sabem a felicidade.

14 de março de 2015

O que me faz Feliz?


Depois de uma semana tramada fico feliz por dormir muitas horas...
Acordar de mansinho num dia de sol radioso,
Fazer panquecas e tomar um pequeno almoço tardio com os meus príncipes e princesa.
Sim, isto faz-me Feliz!

19 de janeiro de 2015

Dia mais Triste do Ano?


Acabei de ler que hoje terá sido o dia mais triste do ano.
No meu caso, nem por sombras!
Tive na passada semana um par de dias bem piores que hoje. Se não foram os piores deste ano, não quero nem ver esses dias! Que a Vida me dê força e paciência!

Vamos por partes.

1 - Não odeio as segundas feiras.
São para mim um dia como outro qualquer. Não começo a semana a pensar no fim de semana. Tento viver cada dia o melhor que consigo.

2 - Hoje esteve sol.
Ao contrário do fim de semana, hoje esteve um dia lindo de sol. Frio mas solarengo. Só isso já melhora a minha disposição em p'r'aí uns 1000%!

3- Os meus filhos estão bem de saúde
Eles estão bem e eu estou bem. Passou a ser assim desde que fui mãe.

4 - As coisas no trabalho vão bem.
Depois de um ano de 2014 bem difícil, as coisas encarreiraram. Ano novo, vida nova. Tenho nova chefia e desta vez posso dizer que é cinco estrelas. Já tinha saudades!

Pior Dia do Ano?

Estas afirmações valem o que valem.
Para mim, nada!

Tenho dias bons, outros nem por isso.
Tento viver o melhor que posso e consigo.
Um dia de cada vez.
Este não foi seguramente o pior dia deste ano.
Só posso, no entanto, desejar que todos os que aí vêem sejam ainda melhores!

A boa notícia? É que o dia mais triste do ano foi inventado por uma empresa. Não acreditem em tudo o que lêem!




13 de junho de 2014

Resultados Exames 4º Ano!

Estou que nem posso!
A minha filha mais velha recebeu hoje as notas dos Exames Finais do 4º ano de Português e Matemática e teve 5 a cada uma das disciplinas!
Este é o resultado de muito trabalho pois começou o ano com um suficiente.
Por agora tenho um sorriso de orelha a orelha e vou ficar a digerir esta felicidade!

4 de maio de 2014

Dia da Mãe


Acordei com uma canção.
Os meus filhos vieram acordar-me (tarde) com uma flor na mão.
Cantaram uma canção com uma letra inventada (como o fazem tantas vezes!) em que falavam da mãe.
Levaram-me para a sala pela mão, para ver a surpresa que me tinham preparado.
Tinham a mesa posta com um mega pequeno almoço para mim!
Eles o e seu cúmplice (o pai) tinham preparado tudo.
Jarra de flores com gerberas, batido de morango e banana, como eu tenho feito nos últimos dias, e uma seleção de croissants e pãozinhos com fiambre e queijo (sem manteiga) como eu gosto!
Ao lado estavam os postais e presentes que fizeram na escola com "I love you mommy" e outras coisas que tais.
Cada um mais entusiasmado que o outro, para me mostrar tudo o que tinham feito para mim.
Não sei quem estava mais feliz, se eu, se eles. Ele, pela felicidade de me oferecerem as suas coisas, eu pelo carinho e cuidado que puseram em tudo.
Foi um pequeno almoço de Dia da Mãe super especial. Diria até, Perfeito!

8 de fevereiro de 2014

O fim e o início


Sabem quando nos dedicamos com alma e coração a um projecto? Quando os últimos dias e semanas são consumidos com um trabalho imenso? Algo grande, trabalhoso, importante mas  muito interessante?
É ao que me tenho dedicado nos últimos tempos. Ontem entreguei  este projecto que me deu tantas dores de cabeça mas também tanta satisfação.
O dia começou cedo. Tinha o despertador para as 6h mas às 5h já já tinha despertado, não conseguia dormir. Às 7h30 já estava na estrada.
Foi um dia longo mas bom!
Fiquei cansada, estafada mas muito FELIZ!
É mesmo tão bom quando entregamos um projecto a que nos dedicámos! Tem um sabor tão doce a missão cumprida! Uma felicidade efémera.
Estes momentos são tão bons e duram tão pouco que tento saboreá-los ao máximo.
Com isto se fechou mais um ciclo que iniciará outro já na segunda feira.

22 de janeiro de 2014

Receita para a Felicidade


Um fluxograma muito simples explica como ser Feliz.
Se não é Feliz, mude.
Caso não queira ser Feliz, deixe tudo igual ao que está!

Convém identificar o que mudar para ser Feliz.
Normalmente é mudar em termos de comportamento e atitudes perante as situações da vida.

Não vale: preciso que me saia o Euromilhões para ser Feliz!

Será mais: 
  • Aceitar o que a vida me dá
  • Viver um dia de cada vez
  • Apreciar as pequenas coisas da vida
  • Apreciar a Vida!

O que gostavam de mudar para serem Felizes?

19 de dezembro de 2013

A Felicidade que quero Ter

Um post que li hoje no Homem Sem Blog inspirou-me.
O Bruno assume preferir não chegar a rico solitário mas ter um emprego razoável e constituir uma família onde impera o amor.
Como o compreendo. E partilho da mesma escolha.
Tive uma carreira de sucesso, depois casei e tive filhos. Ao 3º fui despedida da multinacional onde trabalhava. Passei de bestial a besta!
Deixei de ter o dinheiro que tinha. Hoje arranjei um emprego mais modesto mas ainda assim numa área que gosto.
Olho à minha volta e vejo 3 filhos fantásticos. Oiço as suas gargalhadas e canções todo o dia e vejo que valeu a pena. Sonho chegar aos 80 com uma família unida, carinhosa e terna. Até lá dou e recebo milhões de beijos e abraços por dia.
Cá em casa cultivamos a expressão dos afectos. Todos nos beijamos e abraçamos. Os miúdos estão habituados e retribuem. Mais ainda. Cada vez que entro em casa atropelam-me de abraços e beijos.
E isto, não há dinheiro que possa comprar!


11 de novembro de 2013

Afinal os Portugueses são Felizes!


Segundo um estudo realizado pelo jornal Expresso os Portugueses são felizes.

Eu, posso dizer que apesar da crise, e quem sabe se não mesmo por causa dela, sou hoje mais feliz do que era quando tinha mais dinheiro e não tinha passado dificuldades.

Explicação? Comecei a dar valor ao que interessa mesmo, às pequenas coisas como estar com os meus filhos, um passeio ao ar livre, gargalhadas em família, contar uma história, ouvir a minha filha mais velha a ler uma história aos irmãos, um abraço dos meus filhos, ouvir dizer que sou a melhor mãe do mundo.
É a primazia do ser em relação ao ter. Quando temos menos, temos de procurar mais no ser e muitas vezes o que encontramos é muito bonito.

Quando pergunto, como estás?, ou estás boa? não me respondam nunca com o "vai-se andando", que me atiro ao ar!

Recomendo a leitura da revista do Expresso de 9 de Novembro de 2013.

Fonte: Expresso

O Expresso encomendou um grande inquérito nacional para tirar o pulso à felicidade dos portugueses. Ouvimos psicólogos, psiquiatras, médicos e outros especialistas que nos ajudaram a construir um questionário com mais de 50 perguntas, cuja primeira parte publicamos na Revista da próxima edição do Expresso.  

Surpreendentemente, apesar da grande crise económica que abala o país, a maioria dos portugueses revela-se feliz: 55% dos inquiridos dizem que, olhando para a sua situação atual, estão felizes, e 12% mesmo muito felizes. Apenas 26% respondem "nem feliz, nem infeliz", o equivalente ao tão típico "vai-se andando" português; 79% consideram-se otimistas ou moderadamente otimistas, contra apenas 18% que veem o copo meio vazio; 69% respondem mesmo que estão tão ou mais felizes do que há três anos, quando começaram a sentir-se os efeitos da crise económica e da austeridade.

19 de setembro de 2013

Dias bons vs dias maus

Há dias mais difíceis, como o caos de ontem. Outros mais fáceis como o de hoje.
Conseguem-se terminar tarefas, fechar assuntos, resolver problemas. Vemos as coisas avançar e sem muito esforço. Hoje foi um destes dias. Chegar ao fim do dia, olhar para trás e ver mais tarefas realizadas, completadas do que no somatório dos últimos dias.
Hoje foi mesmo um dia bom. Produtivo! Desejo muitos e muitos dias assim.
Chego ao fim do dia com uma sensação de realização e muito menos cansada que anteriormente.
Sabe tão bem!

21 de maio de 2013

Satisfação vs Insatisfação

Quando hoje li esta história da Manuela não pude deixar de me lembrar de outra menina.
É uma amiga da minha filha. Foram colegas no colégio desde os 3 anos, até a minha ter de sair já no 3º ano, por não podermos pagar mais o colégio.
Esta menina não é rica. Mas é filha de pais divorciados. Pais que se dão bem, que falam um com o outro mas que disputam o seu amor, fazendo-lhe todas as vontades. Esta menina é super mimada e manda em duas casas. Quando está com a mãe, esta faz-lhe tudo o que ela quer, até deixá-la dormir sempre na sua cama. Quando está com o pai, em casa dos avós, tem 3 adultos a mimá-la e em quem mandar.
Esta menina com 8 anos passou um dia connosco nas férias. Mudou de roupa 3 vezes ao longo do dia. Casa vez que molhava um fato de banho, ia logo vestir outro seco. Quando se sentava à mesa começava logo em altos berros "odeio esta comida", "odeio esparguete!". Com dois filhos mais pequenos sentados à mesa, tive de lhe explicar que não se diz que se odeia a comida. Se não quer comer só tem de dizer que não quer que eu não obrigo. Os mais pequenos não podem ouvir essas coisas porque senão também eles vão repetir. Depois expliquei-lhe calmamente que não percebia como ela não gostava de esparguete, pois todas as crianças adoravam esparguete. Deviam ver a cara de espanto dela, "é verdade que todas as crianças adoram esparguete?". Eu acho que ela nunca tinha provado esparguete na vida! A mãe diz que ela só gosta de hamburguers e batata frita e pelos vistos todos lhe fazem a vontade e é tudo o que come na vida!
A história da Manuela fez-me lembrar também este episódio, pois quanto mais damos aos filhos, mais eles ficam insatisfeitos. Eu gosto de ensinar aos meus a darem valor ao que têm e a serem felizes por isso.
Vai haver sempre mais coisas que não temos, do que as que temos, se isso nos causar infelicidade iremos sempre ser muito infelizes.
Eu prefiro ensinar a felicidade por estarmos juntos, por sermos uma família e por termos amigos!

2 de maio de 2013

Miguel Esteves Cardoso: Ninguém tem pena das pessoas felizes


Ninguém tem pena das pessoas felizes

Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade.
As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos.

É assim. Chega um infeliz ao pé de nós e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: «E tu? Sempre bem disposto, não?». O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que nos morreu uma avó, que nos atraiçoou uma namorada, que nos atropelaram a cadelinha ali na estrada de Sines.

E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de «culpa». Se elas estão felizes, rodeadas de pessoas tristes, é lógico que pensem que há ali qualquer coisa que não bate certo. As infelizes acusam sempre os felizes de terem a culpa. É como a polícia que vai à procura de quem roubou as jóias e chega à taberna e prende o meliante com ar mais bem disposto.

Em Portugal, se alguém se mostra feliz é logo suspeito de tudo e mais alguma coisa. «Julgas que é por acaso que aquele marmanjo anda tão bem disposto?», diz o espertalhão para outro macambúzio. É normal andar muito em baixo, mas há gato se alguém andar nem que seja só um bocadinho «em cima». Pensam logo que é «em cima» de alguém.

Ser feliz no meio de muita gente infeliz é como ser muito rico no meio de um bairro-de-lata. Só sabe bem a quem for perverso.
Infelizmente, a felicidade não é contagiosa. A alegria, sim, e a boa disposição, talvez, mas a felicidade, jamais.

Porque a felicidade não pode ser partilhada, não pode ser explicada, não tem propriamente razão.
Não se pode rir em Portugal sem que pensem que se está a rir de alguém ou de qualquer coisa. Um sorriso que se sorria a uma pessoa desconhecida, só para desabafar, é imediatamente mal interpretado. Em Portugal, as pessoas felizes sofrem de ser confundidas com as pessoas contentes.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas

31 de dezembro de 2012

Felicidade para o Novo Ano


Desejo um Ano Novo cheio de Felicidade a todos o que me têm seguido este ano.
Os tempos não se avizinham fáceis. Mas agora, mais do que nunca, temos de nos manter fiéis aos nossos valores, manter a coluna vertebral bem direita e não nos deixar vergar nunca. Temos de fazer por merecer a Sorte que precisamos que a Vida nos traga no Novo Ano.
Tudo de bom!

14 de outubro de 2012

Os Dias Bons, por Miguel Esteves Cardoso

Miguel Esteves Cardoso

Mais uma excelente dissertação de Miguel Esteves Cardoso sobre a vida, a felicidade e o amor.

Os dias bons são os dias em que se acorda, tendo dormido oito, nove ou, melhor ainda, dez horas e, reflectindo naquela ronha de quem já não consegue dormir mais mas gosta de ficar na cama (porque a temperatura e a companhia são perfeitas), se lembra que não tem nada para fazer, senão tomar o pequeno-almoço, o almoço, o chá e o jantar. E, se quiser, entretanto, nalgum intervalo qualquer, trabalhar, tanto melhor. Mas não importa. Dias de domingos antigos: dias de prazer sem saber. 
Os dias bons nunca acontecem. Acontecem, quando muito, cinco ou dez mil vezes numa vida. Três míseros anos já têm mais de mil. Domingo, daqui a uma semana, terei a sorte nunca tida de estar casado e feliz com a Maria João há 12 anos. Doze anos cheios de dias bons, impossíveis de contar. 
O amor, para quem é mais novo e não sabe como fazer, não é uma técnica ou uma táctica. Não há segredo. Não há lições. Ou se ama ou não se ama. Ou se é também amado ou não se é. Esperar é o melhor conselho. Experimentar é o pior. O segredo não é ter paciência: é conseguir manter a impaciência num estado de excelsitude. É como o «nunca mais é domingo». Se não sentirmos, todos os dias, que nunca mais é domingo, quando chegar o domingo parecer-se-á com outro dia qualquer. 
Os dias bons não são os que ficam para lembrança. São aqueles que se esquecem, porque se repetem na mais estúpida felicidade mas que, todos juntos, servirão para um dia eu poder dizer «sim, eu já fui feliz». 

Miguel Esteves Cardoso, in Público, 23 Setembro 2012

10 de setembro de 2012

Primeiro Dia de Escola



O primeiro dia de escola por estes lados foi tão bom!
Tenho a sorte de ter filhos que adoram ir para a escola brincar com os amigos. Vestem-se mais rápido, aprontam-se num instantinho para poderem correr para o recreio.

A nossa escola já abriu há uma semana mas hoje começa o ano letivo. Foi uma semana inteirinha de corridas no recreio, debaixo de temperaturas próximas dos 30ºC. Chegavam a casa muito suados, bochechas vermelhas e com um cheiro a raposinho.

Era um instantinho pô-los na banheira, para depois de um bom duche ficarem fresquinhos. O mais novo, que deixou agora de dormir a sesta, andou de rastos. Ainda não tinha acabado o jantar e já queria a sua caminha. Uma maravilha!

Hoje foi diferente. Um dia que muito ansiavam. Os materiais estavam guardados nas mochilas e estavam cheios e vontade de começar com os seus trabalhos. Correram para o recreio de sorriso no rosto. Abraçaram os colegas que só chegaram hoje. Foi tão giro vê-los a fazer corridas. Um corre e os outros tentam alcançá-lo, para depois correr outro e todos o quererem alcançar. Acho que correm para estravasar a enorme alegria que sentem e não conseguem conter dentro do seu pequeno peito.

Também assisti a alguns choros. Uns meninos que ainda não tinham ido à escola na semana passada e estiveram de férias até ontem. O regresso é duro. Não tiveram nem tempo de fazer o desmame das férias, e já estão na escola em actividades lectivas.

Eu gosto de passagens mais graduais. Voltar de férias. Assentar os arraiais. Preparar os materiais escolares com a ajuda deles. Isto vai ajudando-os a perceber a nova etapa. Ajuda-os a perceber que as férias acabaram, sem dramas, sem pressas. Ganham eles próprios uma enorme vontade de começar a pintar os livros novos, a colar, a recortar.

14 de abril de 2012

Mamã és linda!

Sábado, 8h da manhã, acabada de acordar. Olhos inchados. Cabelo desgrenhado. Ouvimos "Mamã, és linda!" de uma carinha laroca de 5 anos. Pronto, estou derretida! Sermos a melhor do mundo para alguém, mesmo quando não estamos no nosso melhor momento. Haverá algo melhor?
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