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4 de setembro de 2015
Solidariedade
As imagens que publiquei são trágicas, chocantes até. Mas foram necessárias. Foi preciso um bebé sírio de três anos morrer afogado no Mediterrâneo e as suas fotos correrem mundo para tocar as consciências.
Os Europeus ficaram sensíveis e pressionam os seus governos à solidariedade com quem sofre. Manifestações de pesar e de apoio surgem um pouco por todo o lado. Temos de continuam a afirmar a nossa disponibilidade para ajudar quem foge da morte e da violência.
Nós somos Humanos. Pelos menos a maioria de nós. Acredito que temos de nos unir para ajudar. Hoje são os sírios mas amanhã poderemos ser nós. Até no momento de nascer precisamos de sorte!
5 de julho de 2015
NÃO!
A Grécia, o berço da democracia, votou OXI.
Escolheu o NÃO à austeridade.
Resta conhecer a reação do Eurogrupo.
A Europa em suspenso.
30 de junho de 2015
A Grécia e a Europa, trocado por miúdos
- A Grécia não quer pagar o que deve (na verdade, quem quer?)
- A Europa não empresta mais a quem não garante o pagamento (quem não faria o mesmo?)
- Tsípras (Primeiro Ministro grego) convoca um referendo (quem não quer salvar a pele?)
- Os gregos terão de responder SIM ou NÃO à continuidade no Euro
Baralhados?
A pergunta do referendo Grego:
"Deverá ser aceite o projeto de acordo que foi apresentado pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional no Eurogrupo de 25.06.2015 e que consiste em duas partes, que constituem a sua proposta unificada? O primeiro documento intitula-se ‘Reformas para a Conclusão do Presente Programa e Mais Além’ e o segundo ‘Análise Preliminar à Sustentabilidade da Dívida".
Isto é pergunta que se apresente?
Não se preocupem, vou trocar isto por miúdos:
Não se preocupem, vou trocar isto por miúdos:
-"Aceitam a austeridade imposta pela União Europeia e Fundo Monetário Internacional?"
Sim!
Significa que os gregos aceitam a austeridade, de forma a poderem pagar a dívida e continuar a receber fundos para continuarem a sua vidinha (3º Resgate).
Não!
Significa que os gregos não aceitam a austeridade, pelo que não terão como pagar a sua dívida e nem a União Europeia, nem o Fundo Monetário Internacional irão emprestar mais dinheiro.
A Grécia entrará em bancarrota, não pagará as dividas e ninguém lhes venderá nada.
Como não são autossuficientes, haverá carências graves, fome e miséria. O mesmo que acontece em Cuba nos últimos 50 anos.
Dizem (os entendidos) que nestas circunstâncias a Grécia sairá (ou será corrida?) do Euro.
Perderá a moeda Europeia.
Dizem (os entendidos) que será o início do fim da moeda única.
A ver vamos.
Na Grécia:
- Tsípras (Primeiro Ministro Grego) foi eleito pela Coligação da Esquerda Radical com a promessa de dizer fim à austeridade.
- Já disse que não aceitava a austeridade.
- Os credores disseram que não emprestam mais dinheiro.
- Tsípras ficou sem dinheiro para pagar pensões, salários à função pública e importar bens essenciais.
- Se aceitar a austeridade, trai os seus eleitores
- Se não aceitar austeridade, o seu país entra na bancarrota e o seu povo não terá o que comer.
- Entre a espada e a parede, ou entre a sua promessa e o que terá de aceitar, o que faz?
- Convoca um referendo!
- Lava as mãos da única decisão que teria de tomar.
- Passa as responsabilidades do futuro do país para o povo grego.
- Se o SIM ganhar, haverá austeridade, sem que tenha responsabilidade.
- Se ganhar o NÃO (o que Tsípras defende) conseguirá o que pretende, sem que possa ser responsabilizado pelas terríveis consequências que se seguirão
- Portugal observa com apreensão o desenrolar dos acontecimentos.
- As ondas de choque (consequências) irão ser sentidas em toda a Europa.
- Os países Europeus mais pobres (Portugal, Espanha, Itália, Irlanda) estarão mais vulneráveis ao desmoronar da moeda única.
A Europa não está numa boa posição, mas pior está o povo grego.
A verdade é que o caminho a que levará o SIM será oposto ao que levará o NÃO.
Cabe aos gregos escolher o seu destino.
29 de outubro de 2014
A ameaça Russa
Caças Russos sobrevoam o Espaço Aéreo Europeu. Aviões dos países da Aliança Atlântica (NATO) escoltam-nos para fora deste espaço.
Por agora ficamos por aqui. Eu fico preocupada. A paz que temos vivido dentro da Europa fica em cheque. Gostaria de saber o que aconteceria se fosse ao contrário e um avião europeu entrasse em Espaço Aéreo Russo sem autorização. Seria com certeza considerado uma agressão.
Eu também considero uma agressão esta invasão do nosso espaço aéreo. Primeiro a Ucrânia, agora a Europa. Espero que os dirigentes russos ganhem um pouco de juízo. Por pouco que fosse seria bem vindo.
Tenho colegas a viajar para a Rússia e fico preocupada. Verdade que fico.
6 de junho de 2014
Dia D: Desembarque na Normandia
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| Dia D, Desembarque na Normandia |
Faz hoje 70 anos que os aliados desembarcaram na Normandia.
O inicio do fim de um regime de opressão, de fortes a dominar os fracos, de xenofobia, de holocausto.
O regime nazi ocupou a Europa. Exterminou milhões de judeus e todos os que se lhe opunham.
Criou os chamados campos de concentração que mais não eram que campos de extermínio.
Foram feitas experiências com seres humanos. Foi determinada a temperatura a partir da qual os seres humanos não mais sobreviviam. Foram partidos ossos em vários pontos para ser observada a sua regeneração. Foram cortados corpos, injectados agentes infecciosos para analisar a evolução da infecção. Foram ministrados medicamentos a uns e não a outros para verificar a eficácia desses mesmos medicamentos. Um sem número de atrocidades registadas pelos supostos "médicos nazis".
Faz hoje 70 anos o inicio do fim desta catástrofe.
70 anos depois vivemos na Europa outra crise profunda. A extrema direita está em ascensão em muitos países europeus.
Voltamos a ter os fortes a explorar os fracos. Não pela força das armas mas pela força do capital. Uns poucos muito ricos, têm tudo, outros, a maioria, não tem nada. Há fome, há doença, há suicídios, a miséria alastra.
70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo já esteve melhor, está a ficar pior de forma rápida e sistemática.
É bom refletir no passado, olhar o presente e proteger o futuro de forma a não deixar que o passado se repita.
Desculpem o post tão duro mas os tempos foram duros, a Guerra foi terrível e agora os tempos voltaram a ser duros.
Vale a pena pensarmos nisso.
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| Dia D, Desembarque na Normandia |
7 de novembro de 2013
Cultura: Portugal na cauda da Europa
Portugal na cauda da Europa no que diz respeito à participação cultural.
Mais um estudo em que Portugal não fica bem na fotografia.
Tantas exposições interessantes, museus, galerias, mercados, e os portugueses abstêm-se de consumir actividades culturais. A crise não pode ser desculpa pois muitas destas actividades até são gratuitas. Vamos continuar a divulgar a cultura. Eu vou fazendo o que posso neste pequeno espaço.
Fonte: Público
Os portugueses são dos cidadãos da União Europeia com menores taxas de participação em actividades culturais e Portugal é o país onde há maior falta de interesse pela leitura, de acordo com o inquérito Eurobarómetro esta segunda-feira divulgado.
De uma forma geral, os dados deste inquérito, o primeiro sobre o assunto desde 2007, mostram que o que se passa em Portugal acontece em traços gerais na Europa. Ou seja, a tendência mostra que os europeus se interessam cada vez menos pela cultura, verificando-se uma diminuição na participação em actividades culturais. Existem, no entanto, algumas diferenças significativas, como é o caso da Suécia (43%), da Dinamarca (36%) e dos Países Baixos (34%), onde os cidadãos descrevem a sua taxa de participação como elevada ou muito elevada.
Portugal é, com o Chipre, um dos países do fim da tabela, com apenas 6% da população (menos seis pontos percentuais que em 2007) a registar uma participação elevada ou muito elevada, apenas ultrapassados pela Grécia, onde 5% dos cidadãos diz ter uma actividade cultural frequente.
Segundo este relatório, no ano passado apenas 38% dos cidadãos da União Europeia realizaram alguma actividade cultural. Ainda assim o cinema é uma das áreas menos afectadas, com uma percentagem muito próxima da de 2007 (apenas mais um ponto percentual agora). Mas no que a Portugal se refere, que tem vindo a sofrer uma grande quebra nas bilheteiras, o estudo revela que mais de 70% dos cidadãos não foram uma única vez ao cinema nos últimos 12 meses – uma diferença quatro pontos percentuais quando comparado com os dados de 2007. Dados iguais à Roménia e à Bulgária.
Já o ballet, a dança e a ópera mantêm-se com uma adesão igual, sendo apontados, no entanto, como as escolhas menos habituais entre os cidadãos europeus (apenas 18% no último ano). Mas se em traços gerais, na Europa estes dados se mantêm, em Portugal sofrem uma redução de um ponto percentual em relação ao último inquérito, sendo que apenas 8% dos cidadãos foram a um espectáculo destas áreas no último ano.
O inquérito indica que assistir/ouvir programas na televisão/rádio são as actividades culturais mais comuns na União Europeia (72% pelo menos uma vez nos últimos 12 meses), seguindo-se depois a leitura de um livro com 68%. E aqui mais uma vez os países nórdicos em destaque: na Suécia 90% dos cidadãos leram um livro no ano passado, na Dinamarca a taxa é de 82%. Em Portugal esta taxa é de 40% (menos dez pontos percentuais), sendo que a maioria apresenta como justificação para não ler, a falta de interesse.
No que diz respeito a este ponto – à leitura de um livro –, o relatório aponta que os resultados são “fortemente” influenciados pelo nível de escolaridade, assim como, por exemplo, a idade se reflectiu como um factor determinante naqueles que vêem mais televisão ou ouvem rádio (são os mais velhos quem vê ou ouve mais televisão e rádio).
As idas ao teatro também não fazem parte dos planos da maioria dos português, uma vez que 87% dos cidadãos diz não ter ido ao teatro no último ano – uma quebra de seis pontos percentuais. Nas visitas a monumentos históricos e a museus e galerias Portugal também surge no fundo da lista – apenas 30% (menos oito pontos percentuais) visitaram monumentos e 17% (menos sete pontos percentuais) foram a museus e galerias.
Também a participação nos concertos sofreu uma queda, quando se comparam os dados com o inquérito de 2007. No geral a participação europeia nesta actividade é de 35% (menos dois pontos percentuais que 2007), enquanto em Portugal é de 19% (menos quatro pontos percentuais). De acordo com os inquiridos, 25% alegou não ir a concertos por questões económicas (Portugal 35%), sendo que a falta de interesse foi a justificação de 29% (Portugal 40%).
As visitas a bibliotecas públicas também não são comuns em Portugal, como referem os dados. Em Portugal, apenas 15% dos cidadãos visitaram uma biblioteca no ano passado, registando-se uma quebra de nove pontos percentuais. Na Europa, a média é de 31%, também se verificando uma queda comparativamente com 2007, neste caso de quatro pontos percentuais.
Este inquérito, para o qual foram entrevistadas cerca de 27.563 pessoas no espaço europeu (1015 em Portugal), coincide com a abertura do Fórum Europeu de Cultura, em Bruxelas, que reúne cerca de 1200 agentes culturais e responsáveis políticos, nas vésperas de ser adoptado o novo programa “Europa Criativa”, da Comissão Europeia.
O estudo completo pode ser consultado aqui.
Mais um estudo em que Portugal não fica bem na fotografia.
Tantas exposições interessantes, museus, galerias, mercados, e os portugueses abstêm-se de consumir actividades culturais. A crise não pode ser desculpa pois muitas destas actividades até são gratuitas. Vamos continuar a divulgar a cultura. Eu vou fazendo o que posso neste pequeno espaço.
Fonte: Público
Os portugueses são dos cidadãos da União Europeia com menores taxas de participação em actividades culturais e Portugal é o país onde há maior falta de interesse pela leitura, de acordo com o inquérito Eurobarómetro esta segunda-feira divulgado.
De uma forma geral, os dados deste inquérito, o primeiro sobre o assunto desde 2007, mostram que o que se passa em Portugal acontece em traços gerais na Europa. Ou seja, a tendência mostra que os europeus se interessam cada vez menos pela cultura, verificando-se uma diminuição na participação em actividades culturais. Existem, no entanto, algumas diferenças significativas, como é o caso da Suécia (43%), da Dinamarca (36%) e dos Países Baixos (34%), onde os cidadãos descrevem a sua taxa de participação como elevada ou muito elevada.
Portugal é, com o Chipre, um dos países do fim da tabela, com apenas 6% da população (menos seis pontos percentuais que em 2007) a registar uma participação elevada ou muito elevada, apenas ultrapassados pela Grécia, onde 5% dos cidadãos diz ter uma actividade cultural frequente.
Segundo este relatório, no ano passado apenas 38% dos cidadãos da União Europeia realizaram alguma actividade cultural. Ainda assim o cinema é uma das áreas menos afectadas, com uma percentagem muito próxima da de 2007 (apenas mais um ponto percentual agora). Mas no que a Portugal se refere, que tem vindo a sofrer uma grande quebra nas bilheteiras, o estudo revela que mais de 70% dos cidadãos não foram uma única vez ao cinema nos últimos 12 meses – uma diferença quatro pontos percentuais quando comparado com os dados de 2007. Dados iguais à Roménia e à Bulgária.
Já o ballet, a dança e a ópera mantêm-se com uma adesão igual, sendo apontados, no entanto, como as escolhas menos habituais entre os cidadãos europeus (apenas 18% no último ano). Mas se em traços gerais, na Europa estes dados se mantêm, em Portugal sofrem uma redução de um ponto percentual em relação ao último inquérito, sendo que apenas 8% dos cidadãos foram a um espectáculo destas áreas no último ano.
O inquérito indica que assistir/ouvir programas na televisão/rádio são as actividades culturais mais comuns na União Europeia (72% pelo menos uma vez nos últimos 12 meses), seguindo-se depois a leitura de um livro com 68%. E aqui mais uma vez os países nórdicos em destaque: na Suécia 90% dos cidadãos leram um livro no ano passado, na Dinamarca a taxa é de 82%. Em Portugal esta taxa é de 40% (menos dez pontos percentuais), sendo que a maioria apresenta como justificação para não ler, a falta de interesse.
No que diz respeito a este ponto – à leitura de um livro –, o relatório aponta que os resultados são “fortemente” influenciados pelo nível de escolaridade, assim como, por exemplo, a idade se reflectiu como um factor determinante naqueles que vêem mais televisão ou ouvem rádio (são os mais velhos quem vê ou ouve mais televisão e rádio).
As idas ao teatro também não fazem parte dos planos da maioria dos português, uma vez que 87% dos cidadãos diz não ter ido ao teatro no último ano – uma quebra de seis pontos percentuais. Nas visitas a monumentos históricos e a museus e galerias Portugal também surge no fundo da lista – apenas 30% (menos oito pontos percentuais) visitaram monumentos e 17% (menos sete pontos percentuais) foram a museus e galerias.
Também a participação nos concertos sofreu uma queda, quando se comparam os dados com o inquérito de 2007. No geral a participação europeia nesta actividade é de 35% (menos dois pontos percentuais que 2007), enquanto em Portugal é de 19% (menos quatro pontos percentuais). De acordo com os inquiridos, 25% alegou não ir a concertos por questões económicas (Portugal 35%), sendo que a falta de interesse foi a justificação de 29% (Portugal 40%).
As visitas a bibliotecas públicas também não são comuns em Portugal, como referem os dados. Em Portugal, apenas 15% dos cidadãos visitaram uma biblioteca no ano passado, registando-se uma quebra de nove pontos percentuais. Na Europa, a média é de 31%, também se verificando uma queda comparativamente com 2007, neste caso de quatro pontos percentuais.
Este inquérito, para o qual foram entrevistadas cerca de 27.563 pessoas no espaço europeu (1015 em Portugal), coincide com a abertura do Fórum Europeu de Cultura, em Bruxelas, que reúne cerca de 1200 agentes culturais e responsáveis políticos, nas vésperas de ser adoptado o novo programa “Europa Criativa”, da Comissão Europeia.
O estudo completo pode ser consultado aqui.
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