Mostrar mensagens com a etiqueta linha saúde 24. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta linha saúde 24. Mostrar todas as mensagens

27 de janeiro de 2015

Quando eles estão bem eu estou bem

Pois, hoje não é o caso.
O mais novo acorda com um febrão. Toca a medicar e ver a febre baixar. Fica em casa. Mais tarde o pai telefona a avisar que teve outro pico de febre quase nos 40ºC. Susto. Dorme quase todo o tempo. A febre sobre muito e desce pouco à custa de medicação e panos molhados na testa. Pensava que era a anunciada vaga de gripe, mas afinal não. A Saúde 24 manda-me ir ao hospital E eu, muito bem mandada, lá vou. As médicas super atenciosas vêem tudo. Quando chegam à garganta dizem:
- É daqui! É esta garganta que está a estragar tudo!
Lá levamos a receita do antibiótico e vamos para casa. 
Felizmente reage muito bem à medicação e a febre cede logo. Já não voltou a ter febre apesar de continuar a queixar-se. Diz que tem dores de barriga.
É é assim que a vida dá uma volta, ainda que sem gravidade. Quando eles não estão bem, eu não estou bem. 
Prefiro ter de pedir que fiquem quietos, que não corram em casa, que não pulem, que não cantem às 7h30 da manhã, altura que o meu cérebro ainda não despertou totalmente, do que isto.
Quando ficam quietos, quando dormem de dia, quando só querem colo, o meu coração fica apertadinho. Só desejo que fiquem bem, para voltarem à agitação do costume.
Prefiro andar cansada da sua atividade constante do que preocupada pelo seu sossego.
Bichos esquisitos as mães!
 

5 de maio de 2014

Dualidades de uma vida (im)perfeita

Ponto alto do Dia da Mãe: o pequeno almoço preparado com todo o Amor pelos meus filhos. As prendas feitas por eles no maior dos secretismos.
Mas a vida tem SEMPRE duas faces, a cor de rosa e a real. Depois do pequeno almoço de sonho, verificamos que o mais novo continua com febre alta. Já lá vão uns dias, acompanhada de dores de garganta e agora a queixar-se dos dois ouvidos!
Como o quadro mostra pioria lá ponho o chapéu de mãe enfermeira e levo-o ao hospital. Mais vale cedo do que tarde e foi logo pela manhã bem cedo.
Menos mal. Nos dias de festividades os hospitais estão vazios. Ou só lá vai quem mesmo precisa, ou não há doenças em dias de festas...
Foi rápido a ser observado. Mais demorado o resultado de um exame, mas isso é normal. Ao almoço já estávamos em casa. Mas as febres de 39ºC não o largaram todo o dia. Conseguimos baixar para os 38ºC, não abaixo disso.
Não comeu todo o dia, passou o tempo no sofá. Não jantou e adormeceu no sofá pelas sete e meia da noite. Continuámos a medicá-lo durante a noite mas a febre (a tramada) teimou em não passar.
Hoje pelas sete e meia da manhã acordou a queixar-se de dores no peito. Mau! Lá ligámos para a Saúde 24 (808 24 24 24) e a enfermeira aconselhou-nos a levar o pequeno a um médico. Quando o quadro apresenta novos sintomas ou agravamento dos existentes é sinal que algo mudou e deve ser de novo avaliado.
Lá vou eu novamente para o médico com ele.
E são assim, o retratos da vida de uma mãe normal, com uma vida como todas as outras. Uns dias (ou horas) melhores, para outras serem bem piores.
Quem disse que vida de mãe não tem emoção?

11 de fevereiro de 2014

Gripe: Proteja-se


Durante o Inverno a actividade gripal aumenta. Por essa razão espera-se aumento de casos de gripe nas próximas semanas.

A Direção-Geral da Saúde sugere algumas medidas de proteção:
  • Lavar as mãos muitas vezes, com água e sabão, principalmente depois de se assoar, espirrar ou tossir;
  • Tapar o nariz e a boca, quando espirrar e tossir, com um lenço de papel ou com o braço e nunca com as mãos. O lenço de papel deve ser deitado no lixo ou sanita;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos;
  • Evitar o contacto próximo com pessoas com gripe;
  • Se estiver doente assegurar distância em relação a outros para não transmitir a gripe;
  • Se possível, ficar em casa quando estiver com gripe;
  • Limpar frequentemente objetos e superfícies que possam estar contaminados (maçanetas de portas, corrimãos, telefones e computadores, por exemplo);
  • Dormir bem, praticar atividade física, reduzir o stress, beber muitos líquidos e ter uma alimentação equilibrada;
  • Se estiver doente consulte o médico ou ligue para 808 24 24 24 (Linha Saúde 24).

10 de dezembro de 2013

Dói dói trim trim...


E pronto, já inaugurei as visitas ao Hospital São Francisco Xavier este inverno.
Sem chuva estava tudo a correr tão bem! Mas o miúdo do meio andava há umas semanas com uma tosse alérgica. Não é grave mas também não é bom. Chegou a casa com um ataque de tosse que não passava dei-lhe um anti-histaminico (anti-alérgico) e pedi para esperar sossegado. A tosse passou mas começou a respirar com um silvo! Parecia o vento a passar pelas frestas da janela. Até ele ficou assustado.
Não tinha febre, nem dores. Achei que não era grave.
Dei banho aos 3, jantaram todos. Tudo calmo e pronto para ir para a cama. Por descargo de consciência resolvi ligar para a Saúde 24 (808 24 24 24). Sou fã da Saúde 24! Os enfermeiro ajudam, dão conselhos, orientam e evitam-se muitas idas desnecessárias ao hospital. Adoro este serviço e recorro a ele sempre que as crianças estão doentes, ou mesmo os adultos.
Esperava receber uns conselhos, umas receitas caseiras e "continue a vigiar". A sra. enfermeira explicou-me que o meu filho tinha de ser visto por um médico num prazo máximo de 4 horas pois estava com obstrução respiratória. Mau! Isto não é bom de ouvir! Será alérgico? Não sabia. Teria de ser avaliado por um médico pois podia ser de foro alérgico, ou não... Mau!
Lá troquei o pijama do miúdo por uma roupa e fomos ao hospital. Foi super rápido. Com 3 miúdos pequenos já conheço todas as equipas de enfermeiros e médicos. Fomos triados por um dos enfermeiros do costume (já os conhecem e perguntam aos miúdos pelos irmãos) e visto por um pediatra com quem já estivemos umas 3 vezes... Um médico muito cool. Mandou fazer um aerossol para desobstruir as vias respiratórias e voltar para ser avaliado. Pouco depois do aerossol já o miúdo respirava tranquilamente, sem barulhos estranhos. Então já não apitas? Mesmo cool este pediatra! Auscultou de novo o miúdo e nem sinal de apitos! Terapêutica para fazer em casa e ala que nos vamos pois faz muito frio na rua por estes dias!

20 de maio de 2013

Pesadelo de Domingo à Tarde


Era uma pacata tarde de domingo em família.
Tinha ido buscar a minha avó para estar com os bisnetos. Eu estava na cozinha de volta dos tachos.
A mais velha fazia os trabalhos de casa na sala, com o pai e explicar-lhe a matéria. A bisavó assistia. Os mais pequenos brincavam no quarto.
O quente sol da tarde envolvia a cozinha numa luz magnífica.

Podia acabar por aqui. Mas não. A miúda entra da cozinha para me dar um recado da bisavó.
De repente começa a gritar. Largo a faca que tinha na mão, passo as mãos por água e vou em seu socorro.
Tinhas as mãos cobertas de sangue! Muito sangue! - O que aconteceu? Perguntava. Só gritava de susto e de dor (?). Levei-a até ao lavatório e passei água pelas mãos. Tinha de perceber o que se passava.
A água enxaguou o sangue e vi-o. Um corte enorme, na base do polegar, mesmo na articulação. Merda! (desculpem-me a expressão, mas há alturas que esta palavra se torna necessária). Aquilo não era bom. Um corte profundo numa articulação é um ferimento grave. A minha experiência de socorrista gritou-me: para o hospital! E a minha voz correspondeu ao apelo.
O pai achou que eu estava a ter um ataque de histeria. - Acalma-te, assim enervas a miúda. - Vamos pôr água para estancar o sangue.
Não se põe água para estancar o sangue, a água só provoca mais hemorragia. - Compressão manual directa e hospital, o mais rapidamente possível, gritei.
A bisavó, que está cega dos dois olhos dizia: - Não, ponham água oxigenada para parar de sangrar!
- Não hospital já! Não se põe nunca água oxigenada nas feridas, muito menos em caso de hemorragia.
O pai lá continua que quando socorro outras pessoas não me ponho a gritar. Pois não, mas também não tenho de discutir com familiares a necessidade de ir com urgência para o hospital.
Quem me dera não perceber o que se estava a passar. As articulações são dos locais mais frágeis do nosso corpo. Em cada uma passa uma veia, uma artéria, um nervo e um tendão. O risco de cortar uma destas coisas é muito grande. O meu maior medo era se o tensão estava cortado.
Lá fomos para o hospital. O pai a conduzir, a miúda na cadeira dela sem cinto, eu sentada aos seus pés (sem cinto, claro) agarrada à sua mão, onde tinha posto papel higiénico entre os dedos e a fechava com toda a força.
Em caso de hemorragia o que se deve fazer sempre é Compressão Manual Directa, colocar um pano limpo em cima do ferimento e fazer força, comprimir, com a nossa mão o sítio da ferida. Deste modo, o sangue deixa de sair, pois deixa de ter por onde. O orifício de saída fica bloqueado pelo socorrista. O pano é apenas retirado no hospital.
As mulheres são multifacetadas, habituadas ao multi-tasking (execução de inúmeras tarefas em simultâneo). A caminho do hospital liguei para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24). Ligo sempre. Normalmente para ter a confirmação do  que já sei, mas também para enviarem o belo fax para o hospital.
Respondi a meia dúzia de perguntar e a enfermeira confirmou: - Continue a pressionar os dedos fechados como está a fazer e vá para o hospital. Vou já enviar o fax.
À chegada a S. Francisco Xavier começa novo filme. Entro directamente para a triagem, com uma criança com uma hemorragia numa mão. Avisam-me que não pode ser triada sem fazer ficha. Explico que foi um acidente que a criança está com uma hemorragia. A enfermeira insiste que tenho de ir fazer a ficha. Explico que já o pai já foi fazer a ficha e manda-me sentar, sem olhar sequer para a mão da miúda. Começa a triar outra criança em situação de doença e não de acidente. Vou tentar agilizar a ficha. Levo a miúda de 9 anos ao colo, continuando a pressionar os seus dedos, para estancar a hemorragia. Vejo o pai a tentar estacionar o carro do lado de fora do hospital, como lhe mandaram fazer. Peço-lhe ajuda para fazer a ficha.
Com os cortes nos serviços o hospital S. Francisco Xavier já não tem inscrição na Pediatria, fecharam este serviço administrativo. Agora fazem-se as inscrições na Obstetrícia que fica na porta ao lado. Fui para lá com a miúda. Não estava ninguém para fazer a inscrição. Gritei para dentro do guiché a dizer que tinha uma criança com uma hemorragia. Não apareceu ninguém. Apenas consegui a atenção de todos os que estavam na sala de espera do serviço.
Finalmente entra  o pai. Digo-lhe que tem de fazer a ficha pois recusam-se a olhar para a miúda sem ter ficha. Volto para a pediatria. À entrada da triagem encontro uma pediatra a quem explico a situação. Volta a dizer que não a pode ver sem ter ficha. Querem lá ver que uma pessoa se pode esvair em sangue numa urgência hospitalar que ninguém a vê se a m**** da ficha não estiver feita?
Sento-me na triagem e a enfermeira lá se digna a olhar para o dedo da miúda pois já tinha acabado de triar a situação de doença anterior.
Nisto chega o pai que explica que finalmente apareceu alguém nas inscrições da Obstetrícia que lhe indicou que temos de levar a miúda para a urgência de adultos pois tem de ser vista pela cirurgia. Será que as incompetentes das pediatra e enfermeira da Pediatria não nos podiam já ter dito isso e encaminhado para o dito serviço? Não, ficaram a fazer a birra da ficha. “Sem ficha não podemos fazer nada”, nem olhar para uma situação de emergência!
A minha vontade é voltar lá hoje e fazer queixa desta gente. Mas depois fico a pensar, com 3 filhos sou cliente assídua deste serviço, não quero ficar na lista negra e da próxima vez ser (ainda mais) mal tratada.
Lá vamos nós para o serviço de urgência de adultos. Felizmente era tarde de futebol e tudo estava calmo. Sim, para quem não sabe fique a saber: está provado estatisticamente que as pessoas não sofrem de situações de emergência durante os jogos de futebol. Pelo contrário, logo que estes terminam há uma afluência aos serviços de urgência de situações recentes, semi-recentes e do dia anterior.
Finalmente uma triagem a sério. A muito custo tentam tirar o papel higiénico do dedo da miúda para substituir por gaze esterilizada. Ela recusa-se. Tem mais medo de médicos, enfermeiros e hospitais do que de qualquer outra coisa. Lá aceita ser ela a tirar o papel. Com muita paciência este enfermeiro consegue ver-lhe o dedo. Não consegue que mexa o polegar. Eu acho que é por medo. Mas também pode ser por corte de tendão… O enfermeiro telefona ao cirurgião plástico. Em caso de corte de tendão será com ele, em caso de menor gravidade pequena cirurgia. O cirurgião plástico indica-lhe que nos devemos dirigir à pequena cirurgia que ele mesmo lá irá observá-la.
Lá chegados ele observa-a com imensa paciência. Ela chora, não quer mostrar, diz-lhe que lhe dói e só pergunta o que lhe vão fazer. Morre de medo do desconhecido!
Aos pouco lá ganha a confiança da miúda, consegue ver o dedo e a muito custo consegue que ela o mexa um milímetro  Ainda assim, já é suficiente para excluir o corte de tendão. Ufa! Que alívio! O pior que poderia ter acontecido não se confirma! Toca-lhe dum lado e doutro da ponta do dedo. Ela sente. Exclui também o corte de nervo. Outra boa notícia! Já só falta suturar o dedo.
Para suturar o dedo deveria ser alguém da pequena cirurgia. Por sorte dela, é tarde de futebol e a enfermeira indica ao cirurgião plástico que os outros colegas estão “lá em cima”. Ele resolve pôr as mãos na massa e ser ele a tratar a miúda, para não a deixar à espera dos colegas que assistiam ao jogo de futebol . Ia ser suturada por um cirurgião plástico.
Mais fácil de dizer do que fazer. Ela não se quer deitar, quer  ver o que lhe vão fazer. Está com muitas dores e ainda mais medo. Lá nos esmeramos todos, mãe, enfermeira e médico e lá a conseguimos deitar. Explicam-lhe que vão ver e tratar o dedo. Mas ela quer saber exactamente o QUE LHE VÃO FAZER? Quer ver todos os instrumentos… Lá se deita e o médico desinfecta o dedo e a mão e começa a dar a anestesia explicando que vai sentir uma picada e depois não sente mais nada. Ela sente a picada e ainda fica com mais medo. Do outro lado da cortina os retirados ao futebol, suturam a testa de um bebé. O médico explica-lhe que não pode chorar que assusta o bebé. Indica-lhe que se lhe doer só tem de levantar a outra mão. Ela quer saber:  - E se eu levantar a mão, o que é que vocês fazem? A resposta – Paramos! acalma-a e dá-lhe confiança. Lá se deixa tratar, agarrando a minha mão com muita força. Recebe vários pontos, nem contei. Estava mais preocupada com o bem estar dela. Não teve dor nenhuma, nem sentiu os pontos. Olhou para o dedo antes de lhe colocarem o penso.

Lá saímos e ficamos à espera que o pai nos vá buscar.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...