Chegar a casa gelada depois de um noite de velório em Agosto.
O frio era outonal. O vento soprava cortante. Tenho de admitir que tive de vestir pijama de calças e manga comprida e ainda calçar umas meias, para conseguir adormecer.
Frio com constatações sobre a efemeridade da vida não combinam, ou então até combinam demasiado!
Sempre achamos que as pessoas que sempre cá estiveram, que já cá estavam quando nascemos, que nos viram crescer vão cá estar para sempre. Um dia percebemos que não. Constatamos que tudo tem um fim, até nós.
São estes momentos que me ensinam a viver intensamente o presente. A aproveitar e a ser grata pelo que tenho. Pois um dia, não mais estarei por cá e o que levarei serão as minhas vivências. Tudo o que for material fica, não faz parte de nós.
Também foi um serão com alegrias. Como sempre nestes momento encontramos quem não vemos há décadas. Neste caso, para mais de 25 anos! Quem me viu crescer e que agora encontro com cabeleiras brancas, ou mesmo já sem fio de cabelo! Nalguns casos o reconhecimento é difícil.
- Só percebi quem eras quando te vi ao lado do teu pai!
E nestes momentos voltamos a ser a filha de.
Com constatações sobre a vida e com o fim que um dia nos baterá à porta, terminamos o dia ainda com mais vontade de aproveitar a vida!
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21 de agosto de 2014
6 de junho de 2014
1 de outubro de 2013
O meio
Estou no meio.
No meio do projecto que me consome os dias e as noites.
No meio da minha vida.
No meio de chuva e vendaval.
Estou no meio.
Olho para um dos lados e vejo o passado, olho para o outro e tento vislumbrar o futuro.
Estou cansada (muito!) mas realizada.
O grande esforço acaba por compensar.
Preciso de forças para a última metade do projecto.
Coragem para o que me espera.
Acredito que tudo correrá bem.
E os contratempos serão ultrapassados, pois é para isso que cá estou.
Hoje estou no meio. Amanhã onde estarei?
No meio do projecto que me consome os dias e as noites.
No meio da minha vida.
No meio de chuva e vendaval.
Estou no meio.
Olho para um dos lados e vejo o passado, olho para o outro e tento vislumbrar o futuro.
Estou cansada (muito!) mas realizada.
O grande esforço acaba por compensar.
Preciso de forças para a última metade do projecto.
Coragem para o que me espera.
Acredito que tudo correrá bem.
E os contratempos serão ultrapassados, pois é para isso que cá estou.
Hoje estou no meio. Amanhã onde estarei?
17 de setembro de 2013
Filhos
Não resisti a esta definição de filho...
Filho, um curso intensivo de amar alguém para além de nós mesmos!
12 de setembro de 2013
Dias bons!
Hoje vai ser um dia bom!
Acordar cedo, ver o céu límpido, ouvir os pássaros no seu chilrear matinal... Tudo sinais de bom agoiro.
O dia será o que dele fizermos. Eu, vou fazer do meu um excelente dia!
Acordar cedo, ver o céu límpido, ouvir os pássaros no seu chilrear matinal... Tudo sinais de bom agoiro.
O dia será o que dele fizermos. Eu, vou fazer do meu um excelente dia!
8 de fevereiro de 2013
Foi bom mas acabou-se
Já vos tinha contado como agarro as oportunidades. Como aproveito o que a vida me dá, mesmo que pareça pequeno. O meu trabalho temporário em part-time já acabou. Estive a substituir um professor que já regressou. Foi pouco porque apenas trabalhei duas horas por dia, o que no fim do mês não rendeu nem um ordenado mínimo nacional. Muito curto para alguém viver, muito menos uma família com 3 filhos. Mas foi melhor que nada. Melhor que estar em casa, a trabalhar é certo, mas de graça. O trabalho de cuidar de uma família não é pago, nem reconhecido. Por isso é bom trabalhar fora e ganhar algum dinheiro, mesmo que pouco. Faz-nos sentir mais úteis. Úteis à sociedade e à economia doméstica.
Agora voltei a ser apenas a sopeira da casa, sem ofensa para as outras mães de família e donas de casa. Habituada a trabalhar fora, a ter uma carreira e um belo ordenado, não consigo sentir-me de outra maneira. Tento valorizar o tempo que passo com os meus filhos. Mas não consigo deixar de me sentir desaproveitada. Já dei tanto a tantas empresas. Já paguei tanto de segurança social e de IRS e agora não contribuo para o PIB nacional, não pago impostos sobre o rendimento, por não ter rendimento.
É nestes exemplos que se vê o que Portugal está a desperdiçar. Tantos licenciados com experiência que poderiam estar a contribuir para o nosso país e estão assim, desperdiçados. E quando isto acontece em duplicado no casal deixa de ser ridículo para passar a ser dramático.
Há que ter esperança e continuar a lutar. Acreditar que melhores dias virão, para nós e para todos os outros.
Agora voltei a ser apenas a sopeira da casa, sem ofensa para as outras mães de família e donas de casa. Habituada a trabalhar fora, a ter uma carreira e um belo ordenado, não consigo sentir-me de outra maneira. Tento valorizar o tempo que passo com os meus filhos. Mas não consigo deixar de me sentir desaproveitada. Já dei tanto a tantas empresas. Já paguei tanto de segurança social e de IRS e agora não contribuo para o PIB nacional, não pago impostos sobre o rendimento, por não ter rendimento.
É nestes exemplos que se vê o que Portugal está a desperdiçar. Tantos licenciados com experiência que poderiam estar a contribuir para o nosso país e estão assim, desperdiçados. E quando isto acontece em duplicado no casal deixa de ser ridículo para passar a ser dramático.
Há que ter esperança e continuar a lutar. Acreditar que melhores dias virão, para nós e para todos os outros.
4 de fevereiro de 2013
Fevereiro Mês do Amor
Estamos em Fevereiro, o mês do Amor. As montras das lojas enchem-se de corações e de ursinhos carinhosos, na esperança de despertar o desejo consumista dos apaixonados. As prendinhas ou prendonas que se oferecem ao mais que tudo, o jantar romântico que se prepara em casa, ou a reserva no restaurante da moda. Tudo vale para aumentar o PIB nacional e a felicidade de quem recebe a oferta.
Por outro lado, temos os outros, os que odeiam o São Valentim, ou o Dia dos Namorados, como é conhecido em Portugal. Os que não têm namorado, companheiro, ou par e que odeiam quem tem, a ideia de ter e tudo o que tenha um coração.
Sinceramente não entendo esta forma de pensar. Mesmo em solteira e sem namorado, nunca odiei o Amor, ou a ideia do Amor. Podemos ter Amor aos filhos, aos pais e, mais importante que tudo, Amor a nós próprios. Amor à vida! Sempre tive muito!
Acho que só mesmo os mal amados, podem ter tanto ódio ao Amor. Já me cruzei com muitas pessoas destas que perante a visão de qualquer coração, começam a destilar o seu veneno. Em vez de odiarem tanto o Amor, deveriam investir mais na Amizade, na Compreensão, na Fraternidade, na Solidariedade e seriam de certeza muito mais Felizes!
30 de janeiro de 2013
Fechar de página
Hoje fecho mais uma página do meu livro da vida.
Uma má opção que condicionou e ainda condiciona negativamente a minha vida.
Sinto e sei que temos de fechar as páginas das histórias que não queremos continuar a escrever, para podermos abrir um novo livro, com um página em branco, onde poderemos escrever outras coisas, melhores, com mais cuidado e idealmente com mais sucesso.
Sinto uma pequena tristeza pelo insucesso, mas uma enorme alegria por ver esta história terminada. Uma enorme vontade de escrever um futuro melhor, que o meu passado muito recente.
Se tudo correr bem, daqui a um ano olharei para trás e verei apenas um pesadelo que durou 2 anos e que ficou para trás, enterrado nos confins da memória.
Uma má opção que condicionou e ainda condiciona negativamente a minha vida.
Sinto e sei que temos de fechar as páginas das histórias que não queremos continuar a escrever, para podermos abrir um novo livro, com um página em branco, onde poderemos escrever outras coisas, melhores, com mais cuidado e idealmente com mais sucesso.
Sinto uma pequena tristeza pelo insucesso, mas uma enorme alegria por ver esta história terminada. Uma enorme vontade de escrever um futuro melhor, que o meu passado muito recente.
Se tudo correr bem, daqui a um ano olharei para trás e verei apenas um pesadelo que durou 2 anos e que ficou para trás, enterrado nos confins da memória.
22 de janeiro de 2013
Meandros
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| Meandros |
Temos de aproveitar todas as oportunidades. Por vezes começam com coisas pequeninas que depois crescem e dão frutos bonitos.
Sempre tive este espírito, de aceitar desafios e ir tentando que os desafios sejam cada mais estimulantes e dentro do que pretendemos. A vida não é uma linha recta mas meandros que nos levam onde queremos, se formos direccionando a nossa vontade e aceitando os desafios que surjam, mesmo que um pouco para o lado do que queremos. Curva para lá, curva para cá e lá nos vamos aproximando do que queremos. A água, se não correr para o lado nos meandros, fica estagnada, podre. Ao circundar os obstáculos, flui, vai seguindo o seu caminho em direcção ao objectivo.
26 de novembro de 2012
Conduzir à chuva
Conduzo pelas ruas do Bairro Alto, pelo piso escorregadio de paralelepípedos de granito. A chuva cai sem tréguas. Tudo está cinzento lá fora. Como detesto o inverno, penso. “Qual a estação do ano que vais gostas?” pergunto à mais velha. “Gosto do inverno e do outono! Não gosto do verão e da primavera porque as melgas picam-me”. A sério que gostas do inverno, quando chove e não podemos andar na rua? Pergunto admirada. “Sim, porque não suporto a comichão que me fazem as picadas das melgas.” Coitada. É uma vítima das melgas. Podem estar 100 pessoas mas é ela quem é picada. E cada picada resulta num nódulo inchado, por vezes até com pus, se não for tratada com cortisona. É assim desde que nasceu. Não me admira que tenha horror às melgas. Se ouvir uma melga durante a noite, chama-nos para lhe darmos caça. Não sossega sem ter a certeza que a inimiga foi exterminada.
Um dia, mais pequena, por volta dos três anos, uma melga refastelou-se com o seu sangue e numa noite deixou-lhe 13 babas nos pés. A miúda coitada chorava de comichão e dor. Não conseguia nem pôr o pé no chão e teve de faltar à escola, para ficar todo todo o dia no sofá com os pés para o ar.
22 de novembro de 2012
Choro terapêutico
O que me fez rir este post da Sónia.
Há uns anos atrás, tinha de correr o país de carro em trabalho. Conduzia horas e horas sozinha pelas autoestradas portuguesas. Ia ao Porto, a Aveiro, a Coimbra e ao Algarve. Estas horas eram terapêuticas Ouvia música, pensava na vida, arrumava as ideias. Só não chorava, como a Sónia. Ela tem muita razão em dizer que chorar faz muito bem à alma. É verdade! Mas eu não preciso de conduzir umas horas sozinha para chorar. Eu aproveito quase todos os dias. É que eu tenho um grande defeito. Sou muito acelerada. Começo a andar muito depressa, a fazer tudo demasiado rápido. Resultado, bato com os ombros nas ombreiras das portas, com os cotovelos nas paredes, fecho armários deixando o nariz lá dentro, dou quedas aparatosas na rua, na casa de amigos e demais sítios por onde ando. Nestas ocasiões choro e bem. Alto e bom som. Os meus filhos já estão habituados a ouvir-me chorar e gritar de dor da outra ponta da casa. Chegam rápido a perguntar "o que foi desta vez?" e a querer saber se "tens sangue?". Já se sabe que se não houver sangue não é grave, aos olhos de uma criança. Na triagem do hospital nunca acreditam que me magoei sozinha. Já vi uns olhares complacentes e a pergunta "tem a certeza?". É claro que tenho a certeza que bati na porta sozinha, eu saberia se tivesse tido ajuda, mas não é que não preciso de nenhuma ajuda para me magoar a sério? Já sou desastrada o suficiente para fazer tudo sozinha!
Há uns anos atrás, tinha de correr o país de carro em trabalho. Conduzia horas e horas sozinha pelas autoestradas portuguesas. Ia ao Porto, a Aveiro, a Coimbra e ao Algarve. Estas horas eram terapêuticas Ouvia música, pensava na vida, arrumava as ideias. Só não chorava, como a Sónia. Ela tem muita razão em dizer que chorar faz muito bem à alma. É verdade! Mas eu não preciso de conduzir umas horas sozinha para chorar. Eu aproveito quase todos os dias. É que eu tenho um grande defeito. Sou muito acelerada. Começo a andar muito depressa, a fazer tudo demasiado rápido. Resultado, bato com os ombros nas ombreiras das portas, com os cotovelos nas paredes, fecho armários deixando o nariz lá dentro, dou quedas aparatosas na rua, na casa de amigos e demais sítios por onde ando. Nestas ocasiões choro e bem. Alto e bom som. Os meus filhos já estão habituados a ouvir-me chorar e gritar de dor da outra ponta da casa. Chegam rápido a perguntar "o que foi desta vez?" e a querer saber se "tens sangue?". Já se sabe que se não houver sangue não é grave, aos olhos de uma criança. Na triagem do hospital nunca acreditam que me magoei sozinha. Já vi uns olhares complacentes e a pergunta "tem a certeza?". É claro que tenho a certeza que bati na porta sozinha, eu saberia se tivesse tido ajuda, mas não é que não preciso de nenhuma ajuda para me magoar a sério? Já sou desastrada o suficiente para fazer tudo sozinha!
25 de outubro de 2012
O chá que nos alenta
Hoje o dia está assim. Chuvoso. Apetece um chá quente para nos aquecer a alma e nos dar alento. Alento para fazer face às dificuldades. Os tempos estão cinzentos, como o dia. Mas temos de ter esperança e continuar a lutar.
29 de agosto de 2012
Dúvidas Existenciais II
O meu filho de 5 anos continua com dúvidas existenciais.
- Mamã, como é que nasceram as primeiras pessoas?
- Da barriga da mãe delas...
- Não. As primeiras mesmo. Quando não havia pessoas e só havia criaturas maléficas?
Glup. O que vou responder? O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? É suposto estas perguntas acontecerem aos 5 anos?
- Só havia criaturas maléficas? Pergunto.
- Mamã, não interessa. Não havia pessoas. Como é que nasceram as pessoas?
- Eh... não sei. Se calhar da mesma maneira que as outras criaturas...
Acho que ainda é muito cedo para explicar a teoria evolucionista.
- Mamã, como é que nasceram as primeiras pessoas?
- Da barriga da mãe delas...
- Não. As primeiras mesmo. Quando não havia pessoas e só havia criaturas maléficas?
Glup. O que vou responder? O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? É suposto estas perguntas acontecerem aos 5 anos?
- Só havia criaturas maléficas? Pergunto.
- Mamã, não interessa. Não havia pessoas. Como é que nasceram as pessoas?
- Eh... não sei. Se calhar da mesma maneira que as outras criaturas...
Acho que ainda é muito cedo para explicar a teoria evolucionista.
22 de agosto de 2012
Dúvidas Existenciais
O meu filho de 5 anos está com dúvidas existenciais.
"Mamã, se há tantas profissões giras, como é que eu vou conseguir escolher uma?"
Pois, é verdade, há muitas profissões giras. Mas vais ter muito tempo para escolher, não tens de escolher já.
"Mas há tantas giras, ainda agora falaste em padeiro, é tão giro fazer pão. Não sei se quero ser padeiro ou veterinário".
"Mamã, se há tantas profissões giras, como é que eu vou conseguir escolher uma?"
Pois, é verdade, há muitas profissões giras. Mas vais ter muito tempo para escolher, não tens de escolher já.
"Mas há tantas giras, ainda agora falaste em padeiro, é tão giro fazer pão. Não sei se quero ser padeiro ou veterinário".
16 de agosto de 2012
Virar de página
Os últimos dias têm sido de virar de páginas.
A vida trás-nos momentos melhores, outros nem por isso. Todos importantes pois ajudam a construir a pessoa que somos. Há experiências menos felizes que podemos desejar não ter acontecido. Mas são esses momentos que nos obrigam a mudanças.
Quantas vezes temos de nos reinventar a nós mesmas.
Estou neste momento a virar uma página menos boa. Ainda a tentar retirar a lições que me trouxe. Já sinto o alívio de ver a página ficar para trás, apesar de não fazer ideia do que a próxima página me vai trazer.
Há que fechar janelas, para poder abrir novas portas.
Tem sido um chegar a casa de rastos, cansada mas cheia de expectativa.
A entrevista que tive abre-me uma esperança. Uma luz ao fundo do túnel.
Claro que nada acontece em Agosto e terei de esperar por Setembro para saber se daqui sairão frutos. De qualquer das formas, sinto que ao fechar uma página tenho a possibilidade de abrir um milhão de outras novas. Assim o farei. Sempre com a força e determinação que ponho nas coisas. Espero vir a colher os frutos do meu trabalho, da minha honestidade, verdade e determinação.
Torçam por mim.
A vida trás-nos momentos melhores, outros nem por isso. Todos importantes pois ajudam a construir a pessoa que somos. Há experiências menos felizes que podemos desejar não ter acontecido. Mas são esses momentos que nos obrigam a mudanças.
Quantas vezes temos de nos reinventar a nós mesmas.
Estou neste momento a virar uma página menos boa. Ainda a tentar retirar a lições que me trouxe. Já sinto o alívio de ver a página ficar para trás, apesar de não fazer ideia do que a próxima página me vai trazer.
Há que fechar janelas, para poder abrir novas portas.
Tem sido um chegar a casa de rastos, cansada mas cheia de expectativa.
A entrevista que tive abre-me uma esperança. Uma luz ao fundo do túnel.
Claro que nada acontece em Agosto e terei de esperar por Setembro para saber se daqui sairão frutos. De qualquer das formas, sinto que ao fechar uma página tenho a possibilidade de abrir um milhão de outras novas. Assim o farei. Sempre com a força e determinação que ponho nas coisas. Espero vir a colher os frutos do meu trabalho, da minha honestidade, verdade e determinação.
Torçam por mim.
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