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22 de novembro de 2014

Prisão de José Sócrates

José Sócrates
Hoje é o dia que começo a acreditar no meu país. O dia em que volto a acreditar na justiça portuguesa.
O dia em que a Esperança renasce.
Todos sabemos que há políticos corruptos. Acontece em todos os países. Mas, na maioria dos países, os corruptos são apanhados, julgados e condenados.

Em portugal não acontecia. Em Portugal há (havia?) o sentimento de que quem tivesse dinheiro, ou poder político, poderia fazer o que quisesse e ficaria impune pelos seus crimes.

Hoje é o dia em que começo a acreditar que isto pode mudar.

Na semana passada estava no Brasil. Ao telefone o marido perguntou-me:
- Então? Novidades do Brasil?
- Nada de novo, membros do governo foram presos...
- Aqui em Portugal também foram presos membros do governo!
- Juras? Mas isso é inédito em Portugal!

Aterrei em Lisboa sabendo que voltava a um país diferente do que deixei. Um pequeno passo para a justiça portuguesa, um passo gigante para os portugueses.

Acredito, ou esforço-me por acreditar, que existam políticos honestos e que procurem o bem colectivo. A impunidade dos corruptos deixa-me uma péssima opinião sobre a totalidade dos políticos, mesmo nos honestos, caso existam.

A prisão de José Sócrates

A notícia de hoje, inesperada, trás-me uma lufada de ar fresco sobre o futuro. Dá-me forças para acreditar que a justiça portuguesa existe. Que os prevaricadores serão apanhados, julgados e condenados.

José Sócrates

José Socrates

10 de julho de 2012

Licenciatura Express: Novo serviço da Lusófona

Pronto, não me vou conter mais. Apesar de não gostar de política vou mesmo comentar este caso.
O escândalo com a licenciatura do ministro Miguel Relvas.
Já não nos bastava o escândalo com a outra licenciatura, tirada ao domingo pelo ex-primeiro ministro José Sócrates, para agora vermos políticos tirarem licenciaturas por correspondência. Isto é, sem frequentarem aulas, fazerem exames ou simplesmente sem aparecerem em frente aos professores doutores de uma "prestigiada" universidade do nosso país.
Não questiono o "poder" dos senhores professores doutores de darem a alguém equivalência a cadeiras por competências demonstradamente adquiridas na "universidade da vida". Não será esta "universidade da vida" oposta ao que as universidades pretendem fomentar, o saber institucional, sistemático, académico, ponderado, estudado, comparado entre autores?
Não pondo em questão as competências de Miguel Relvas em assuntos de política, gostaria de saber se a Universidade Lusófona já atribuiu equivalências a tantas cadeira, num processo de um cidadão comum, isto é, a alguém não ligado à política e a um dos partidos no poder.
Dito de outro modo, como pode a Universidade Lusófona manter a sua credibilidade, se não existe, ou não se conhece outro caso similar de licenciatura tirada em apenas um ano, por alguém não ligado aos partidos do governo?
Caso este formato seja normal e acessível ao cidadão comum, penso que os meus 20 anos de experiência profissional me possam render uma ou outra licenciatura numa prestigiada universidade portuguesa. Ah! Mas já tenho uma, tirada cadeira a cadeira, durante 4 anos, anterior a Bolonha. Aí se eu soubesse disto tinha evitado tantas horas de estudo e tanto dinheiro gasto em propinas!

Até já. Vou à Lusófona deixar o meu curriculum. Pode ser que em breve tenha mais uma ou duas licenciaturas.
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