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25 de dezembro de 2014

Natal a sós


No meio da azáfama do Natal, entre conversas animadas e gritos de crianças, penso naqueles que passam o Natal a sós.

Nem todos têm um Natal como o nosso. A festa da família! Como fazem os que não têm família?
Há quem já não tenha pai nem mãe, não tenha avós nem tios.

Há os que imigram e estão sozinhos num país estranho. Há pessoas sós. A quem esta quadra aguça a dor, a quem a festa da família mais realça a ausência da sua.

Neste dia o meu pensamento está também com quem passa o Natal só.

Vejo tantos filhos únicos serem hoje o alvo de atenções da toda a família. Fico a pensar que vida terá enquanto adulto, já sem pais nem avós que o mimem.
Que filhos terá? Possivelmente um ou mesmo nenhum. Tendemos a repetir o que vivemos. Se nos ensinam que a vida não está para ter mais que um, interiorizamos essa verdade. Teremos apenas um. Com alguma sorte conseguirá um emprego fora e imigrará. Que será do Natal desse pai ou dessa mãe que tudo investiram num único filho e depois se vêem sós?

Ninguém está preparado para a solidão, apesar de a construirmos nós mesmos. Em cada separação, zanga familiar, mais rapidamente caminhamos para ficarmos sozinhos. Poucos de nós nascem sem muita gente à volta, mas a maioria vive os seus últimos anos muito só.

Não deveríamos cultivar mais as amizades? Não poderíamos tornar os laços mais fortes? Criar uma família maior? Mais unida?

Começo por mim, recordo quantas amizades saíram da minha vida. Por merdices que não têm importância nenhuma, mas da qual fizemos um cavalo de batalha. Olho para mim e vejo que não tenho feito o suficiente para não acabar os meus dias a sós.

18 de outubro de 2013

Recuperar o tempo perdido

A vida tem ciclos. Mais trabalho, menos trabalho, mais canseiras, mais descanso.
Desde que tive filhos nunca mais passei pelos ciclos do descanso... mas continuo a ter esperança no futuro!
Como contei aqui, estive nos últimos 3 meses absorvida num mega projecto que me consumiu dias e noites, me afastou de amigos e filhos.
Agora, entregue o projecto, os meus dias estão mais calmos.
Resolvi aproveitar esta calmaria pouco duradoura para pôr a vida social em dia.
Vida social de mãe de três crianças pequenas, leia-se, retomar almoços com amigas e amigos de longa data. Não há tempo e muita energia para saídas noturnas.
Comecei esta semana. Foi pegar na agenda, OK, Gmail e telemóvel, as únicas agendas que uso há anos, e começar a marcar almoços com pessoas de quem gosto.
Com aquelas amigas do coração, com amigos que vêm da adolescência, que sempre estiveram lá, com mais ou menos ausências. 
A vida aproxima-nos e afasta-nos.
Por vezes temos de fazer o esforço, dar o passo. Enviar um e-mail, uma mensagem, ou ligar. Quando almoçamos? Esta semana tem sido assim. Almoços que me enchem o coração a cada dia. Uma agenda preenchida com pessoas bonitas, que me são muito queridas.
Sei que os dias calmos não vão durar muito, mas tenho aproveitado para encher o coração com amizades boas. Pessoas que adoro. Carregar baterias.
E vocês, também costumam planear almoços, cafés e afins com as pessoas de quem gostam?

4 de fevereiro de 2013

Fevereiro Mês do Amor



Estamos em Fevereiro, o mês do Amor. As montras das lojas enchem-se de corações e de ursinhos carinhosos, na esperança de despertar o desejo consumista dos apaixonados. As prendinhas ou prendonas que se oferecem ao mais que tudo, o jantar romântico que se prepara em casa, ou a reserva no restaurante da moda. Tudo vale para aumentar o PIB nacional e a felicidade de quem recebe a oferta.

Por outro lado, temos os outros, os que odeiam o São Valentim, ou o Dia dos Namorados, como é conhecido em Portugal. Os que não têm namorado, companheiro, ou par e que odeiam quem tem, a ideia de ter e tudo o que tenha um coração.

Sinceramente não entendo esta forma de pensar. Mesmo em solteira e sem namorado, nunca odiei o Amor, ou a ideia do Amor. Podemos ter Amor aos filhos, aos pais e, mais importante que tudo, Amor a nós próprios. Amor à vida! Sempre tive muito!

Acho que só mesmo os mal amados, podem ter tanto ódio ao Amor. Já me cruzei com muitas pessoas destas que perante a visão de qualquer coração, começam a destilar o seu veneno. Em vez de odiarem tanto o Amor, deveriam investir mais na Amizade, na Compreensão, na Fraternidade, na Solidariedade e seriam de certeza muito mais Felizes!

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