Fiquei hoje a saber que a austeridade vai ser maior em 2016 do que foi em 2015. Vão devolver-nos parte da sobretaxa do IRS, mas vamos pagar mais por gasolina, por tabaco (para quem fuma), pela compra de automóveis. Devolvem de um lado para retirar do outro.
Mas para mim, o mais grave, é o aumento do IRS para as famílias com filhos. Retiram o coeficiente de 0,3 por filho. Este coeficiente, não sendo ainda justo para quem tem filhos, estava mais próximo da justiça, do que a situação das famílias em 2016. Cada filho vai ter uma dedução fixa no IRS no valor de 550€, valor inferior ao apurado com o coeficiente de 0,3%.
O que seria realmente justo seria cada filho valer uma pessoa inteira, isto é valer UM, tal como expliquei aqui.
Quem julgava que tinha deixado a austeridade para trás, desengane-se.
Este ano, as famílias com filhos serão ainda mais penalizadas no apuramento do seu IRS, ou seja, vão pagar mais IRS em 2016 do que pagaram em 2015.
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5 de fevereiro de 2016
11 de fevereiro de 2013
Duodécimos e Austeridade #2
Pedro: Não achas que estamos a exagerar, Gaspar?
Gaspar: Não Pedro, eles aguentam mais austeridade.
Pedro: Mas queixam-se muito!
Gaspar: Mas ainda conseguem pagar as contas com menos dinheiro. Não vês que escolheram receber os subsídios nas férias e no Natal? Em Julho e Dezembro lançamos um imposto extra, para quem não recebeu por duodécimos e eles nem sentem a diferença!
Pedro: És mesmo muito espero Gaspar!
Gaspar: Não Pedro, eles aguentam mais austeridade.
Pedro: Mas queixam-se muito!
Gaspar: Mas ainda conseguem pagar as contas com menos dinheiro. Não vês que escolheram receber os subsídios nas férias e no Natal? Em Julho e Dezembro lançamos um imposto extra, para quem não recebeu por duodécimos e eles nem sentem a diferença!
Pedro: És mesmo muito espero Gaspar!
7 de fevereiro de 2013
Duodécimos e Austeridade
Afinal, apesar de tanta contestação os portugueses ainda aguentam mais austeridade.
Não é verdade?
Mas foi esta a mensagem que os portugueses deixaram ao governo.
Se não vejamos:
O prazo para os trabalhadores se pronunciarem já passou. A maioria decidiu não receber por duodécimos. Cada um sabe de si mas a mim choca-me que assim tenham decidido. Qualquer merceeiro sabe que é melhor receber a pronto que fiado. Com o que recebemos podemos fazer o que quisermos: gastar, poupar, pôr a render juros. Mas os portugueses, na sua maioria, decidiram não receber a pronto, mas fiado.
Porque é que isto me choca? Meus senhores, porque estão a dar ao governo a mensagem: ainda aguentamos mais austeridade. Conseguimos viver com menos. Até pedimos para não receber o ordenado todo e guardar uma parte para estoirar nas férias!
Não é assim? É para juntar para o seguro do carro? Para o IMI? Lamento, mas esta não é a leitura do governo. Se não querem receber tudo e juntar para o seguro do carro, é porque não precisam desse dinheiro e só o querem para estoirar nas férias!
É preciso cuidado com as decisões, pois todas têm uma leitura. E a leitura que o governo vai fazer não é muito boa para os trabalhadores. Se aguentam mais austeridade, vão ter mais aumentos de impostos. Ah pois é!
Não é verdade?
Mas foi esta a mensagem que os portugueses deixaram ao governo.
Se não vejamos:
- O governo aumentou os impostos
- O governo alterou as taxas de IRS para os portugueses pagarem mais.
- O governo cortou parte dos subsídios (taxa extra 3,5% de imposto)
O prazo para os trabalhadores se pronunciarem já passou. A maioria decidiu não receber por duodécimos. Cada um sabe de si mas a mim choca-me que assim tenham decidido. Qualquer merceeiro sabe que é melhor receber a pronto que fiado. Com o que recebemos podemos fazer o que quisermos: gastar, poupar, pôr a render juros. Mas os portugueses, na sua maioria, decidiram não receber a pronto, mas fiado.
Porque é que isto me choca? Meus senhores, porque estão a dar ao governo a mensagem: ainda aguentamos mais austeridade. Conseguimos viver com menos. Até pedimos para não receber o ordenado todo e guardar uma parte para estoirar nas férias!
Não é assim? É para juntar para o seguro do carro? Para o IMI? Lamento, mas esta não é a leitura do governo. Se não querem receber tudo e juntar para o seguro do carro, é porque não precisam desse dinheiro e só o querem para estoirar nas férias!
É preciso cuidado com as decisões, pois todas têm uma leitura. E a leitura que o governo vai fazer não é muito boa para os trabalhadores. Se aguentam mais austeridade, vão ter mais aumentos de impostos. Ah pois é!
10 de janeiro de 2013
Quanto vão receber os portugueses em Janeiro?
É uma boa pergunta mas cuja resposta ninguém conhece.
Bem, aqueles que nada têm a receber, sabem o que vão receber: rigorosamente nada.
Quanto aos outros, funcionários públicos e privados não fazem ideia de quanto irão receber em Janeiro. O mesmo se aplica aos patrões que ainda não sabem quanto terão de pagar aos seus trabalhadores.
Confusos? Sãs as decisões políticas em cima do joelho neste belo país à beira mar plantado.
Vejamos:
Novas tabelas de IRS
Foram anunciadas pelo governo novas tabelas de IRS com menos escalões que se traduzirão num aumento das retenções mensais. As tabelas não foram ainda publicadas em Diário da República e até o serem não poderão entrar em vigor.
Sobretaxa de IRS
Sobretaxa de 3,5% aplicada quando as tabelas forem publicadas.
Pagamento de um subsidio em duodécimos (Trabalhadores privados)
O Orçamento do Estado (OE) prevê o pagamento de um subsídio em duo décimos (divisão pelos doze meses do ano). Esta medida pretende atenuar o efeito da sobretaxa de 3,5€ no salário dos portugueses. O outro subsídio será pago 50% antes do trabalhador entrar de férias e os outros 50% até 15 de Dezembro de 2013. Tudo isto previsto pelo OE mas ainda não publicado sob a forma de lei no Diário da República.
Corte de um ou dois subsídios (trabalhadores do estado)
O OE prevê também o corte de um ou dois subsídios aos trabalhadores do estado. Esta medida está dependente de análise pelo Tribunal Constitucional.
Até à promulgação das leis, tudo ficará em aberto. Uma coisa podem os portugueses ter a certeza este ano receberão menos e pagarão mais impostos. Em quanto, a ver vamos.
Bem, aqueles que nada têm a receber, sabem o que vão receber: rigorosamente nada.
Quanto aos outros, funcionários públicos e privados não fazem ideia de quanto irão receber em Janeiro. O mesmo se aplica aos patrões que ainda não sabem quanto terão de pagar aos seus trabalhadores.
Confusos? Sãs as decisões políticas em cima do joelho neste belo país à beira mar plantado.
Vejamos:
Novas tabelas de IRS
Foram anunciadas pelo governo novas tabelas de IRS com menos escalões que se traduzirão num aumento das retenções mensais. As tabelas não foram ainda publicadas em Diário da República e até o serem não poderão entrar em vigor.
Sobretaxa de IRS
Sobretaxa de 3,5% aplicada quando as tabelas forem publicadas.
Pagamento de um subsidio em duodécimos (Trabalhadores privados)
O Orçamento do Estado (OE) prevê o pagamento de um subsídio em duo décimos (divisão pelos doze meses do ano). Esta medida pretende atenuar o efeito da sobretaxa de 3,5€ no salário dos portugueses. O outro subsídio será pago 50% antes do trabalhador entrar de férias e os outros 50% até 15 de Dezembro de 2013. Tudo isto previsto pelo OE mas ainda não publicado sob a forma de lei no Diário da República.
Corte de um ou dois subsídios (trabalhadores do estado)
O OE prevê também o corte de um ou dois subsídios aos trabalhadores do estado. Esta medida está dependente de análise pelo Tribunal Constitucional.
Até à promulgação das leis, tudo ficará em aberto. Uma coisa podem os portugueses ter a certeza este ano receberão menos e pagarão mais impostos. Em quanto, a ver vamos.
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