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2 de junho de 2017

Não fazer aos outros o que não gostas que te façam a ti


Hoje foi um dos dias que tive de voltar a ler este texto.
Há dias difíceis, são o acumular de semanas e meses difíceis. Nestas alturas, por muito que não queiramos vamos a baixo. Ficamos sem forças para responder aos desafios diários como o que deveríamos fazer.

Nos momentos em que mais preciso de ajuda é quando me fecho na minha concha. Mesmo sem querer afasto os que melhor me querem e que poderiam ser o meu melhor suporte nas alturas difíceis. À minha fragilidade acrescento a solidão de ver afastados os meus entes mais queridos.

Tenho de conseguir reagir melhor a estas situações. Já sou uma mulher com mais de quarenta anos. Preciso de ter o discernimento de não afastar os mais próximos, por muito mal que me sinta, cansada possa estar ou esgotada. É mais fácil dizê-lo do que fazê-lo. Por isso é importante escrever. Para que mais tarde possa voltar a ler.

Há lições de vida que nos custam a aprender. Só nos prejudicamos com isso. Se não conseguirmos aprender e integrar, a vida encarrega-se de nos oferecer problemas maiores de forma a termos uma nova oportunidade de aprender e fazer melhor.

Já passei por muitos obstáculos, sem nunca desistir. Não será agora que baixarei os braços. Lutarei com todas as forças que tenho e com aquelas que ainda terei de arranjar. Tudo não passa de uma nova provação, de uma nova oportunidade para me manter firme e fiel aos meus valores.

Não será por me fazerem mal que eu retribuirei esse mal a quem mo inflige. Preciso de me manter ereta, de coluna firme e honesta. Se alguém não procede bem, eu irei agir da melhor forma possível até ao fim.

Sempre vivi com o lema "Não fazer aos outros o que não gostas que te façam a ti". Não vai ser agora que agirei de forma diferente.


23 de setembro de 2016

Coisas de que não gosto #2

Um coisa que me dá cabo do juízo é estar numa fila, em que a pessoa de trás se cola, literalmente, a nós.

Ainda num destes dias, na fila do supermercado, um cavalheiro resolveu que o meu espaço privado deveria ser zero. Eu avançava devagarinho 10 cm e ele acompanhava. Eu desencostava, ele encostava. Cheguei a virar-me de lado para a fila, mas nem assim consegui evitar o contato físico, desta vez no meu cotovelo.

Tentei todos os truques subtis de que me consegui lembrar. Todos infrutíferos. Quando comecei a hiperventilar pensei Já chega! Respirei fundo e expliquei-lhe delicadamente Tem muito espaço atrás de si, não precisa de se encostar a mim. Aparentou surpresa e desculpou-se, enquanto se afastava aqueles centímetros preciosos.

Porque será que as pessoas de uma forma geral não respeitam o espaço privado do outro?

9 de junho de 2015

Rosas e espinhos


Há dias difíceis.
Gosto de ser mãe. Amo os meus filhos. Mas a maternidade não é um mar de rosas. Essas mesmo estão cheias de espinhos.
Chegar a casa, cheia de calor. Pensar em descansar. Encontrar os filhos zangados. Um lavado em lágrimas, sentido mesmo, com as coisas que o irmão lhe disse.
Tentar acalmar um, ter um conversa séria com o outro. Há dias que parece não termos o poder de fazer os nossos filhos felizes. Há dias, em que por muito que façamos, parece não conseguirmos fazer o suficiente.
Amanhã será um novo dia. E o sol brilhará, apesar da trovoada que se está a desenvolver.

16 de fevereiro de 2015

Vestir de Igual: Sim ou Não?


Há quem goste de vestir os seus filhos de igual. Há quem abomine, que considere um atentado à individualidade.

Eu gosto de os ver com roupa a condizer. Não são gémeos, não sinto que lhe possa causar crises de identidade. Não tem de ser exatamente igual mas gosto que as cores combinem. Gosto de ter uma peça igual e as outras diferentes. Ou todas diferentes mas na mesma paleta cromática.

Como nesta tarde em que as camisolas são iguais, as camisas diferentes mas na mesma cor. As calças são ambas azuis escuras num modelo diferente. Um tem carneiras em castanho enquanto o outro as tem bege. São como eles, parecidas mas não iguais.


O importante é que se sintam bem. O que parece acontecer, quando um deles me pede para vestir uma camisola como a do mano!

20 de janeiro de 2015

Reciprocidades #2

Há precisamente oito meses resolvi limpar a lista de blogs que acrescentava na coluna do lado direito, para dar lugar a uma lista mais justa. Dar destaque a quem lista também o Vida de Mulher aos 40 no seu blog.
Oito meses depois considero que valeu a pena. Tenho uma lista de 21 blogs, outras vidas que se têm vindo a cruzar com a minha.

Uma troca justa e reciproca. Se quiserem ver o vosso blog nesta lista, adicionem o Vida de Mulher aos 40 na vossa. Em seguida, enviem-me um e-mail. Quero continuar a fazer do Reciprocidades uma forma de troca mais justa.

4 de janeiro de 2015

Mamã, estou a portar-me bem?


Filho mais novo é o mais traquina. Sempre foi.
Filho mais novo andou numa excitação com o Natal e não se portou assim tão bem...

No primeiro dia do ano filhos gostaram muito de ver os espectáculos de fogo de artifício da passagem da meia noite em cada uma das cidades do mundo.

Aquilo é que eles gostavam de ver! Ai o fogo de artifício da Madeira, o segundo maior do mundo, logo a seguir ao do Dubai, segundo garantem os madeirenses.

Pai promete que se filho mais novo se portar bem nos 365 dias do novo ano, iremos todos passar o fim do ano à Madeira e ver o fogo de artifício. Sabemos que não se promete o que não se pode cumprir. Mas temos a certeza que filho mais novo não consegue portar-se bem durante 365 dias.

Julgava que filho mais novo não conseguia portar-se bem, nem um dia inteiro. Bom, parece que estava enganada. Até agora filho mais novo já garantiu 3 dias inteiros a portar-se como um anjo!

- Mamã, estou a portar-me bem?
É a frase que mais oiço ao longo do dia.
Vamos ver como correm os próximos 362 dias?

27 de novembro de 2014

Hora de dormir

Tenho chegado tarde a casa. Sempre mais tarde que o pai que os vai buscar à escola e leva às atividades. A semana que estive fora fez pesar as saudades.
Os miúdos sentem a minha falta. Falta de mãe.

Hoje cheguei ainda mais tarde... Eram horas de se irem deitar. O do meio, mais meloso, deu-me o seu abraço apertadinho. Mas não lhe chegou. Foi-se deitar. Passado um tempo voltou a levantar-se.
- Às vezes quando estou deitado tenho saudades e tenho de me levantar para te abraçar!
Mais um abraço. Apertado. Dos bons.
Lá o consigo deitar.
O tempo passa e volta a levantar-se.
- Estou com dores de crescimento! Sim! Nos joelhos.
Lá dou a massagem. Mais um abraço. Só consigo resolver com o xarope que faz passar as dores e adormecer.
Faz milagres. Basta uma colherada. Deita-se e dorme.
Desde que seja doce e dado pela mãe tem o efeito que a mãe disser.
Antes de me deitar passo a espreitar.
Dorme tranquilamente. Como os outros dois.

12 de junho de 2014

Pulseiras: Teoria da Conspiração #2


Lembram-se do desaparecimento da caixa dos elásticos, para fazer as famosas pulseiras?
Pois a Teoria da Conspiração tem continuidade, como qualquer boa teoria da conspiração!
Não é que a miúda trouxe da escola a caixa completa?
Apareceu nos perdidos e achados e uma auxiliar que já a tinha visto à procura, foi entregar-lhe.
Até aqui tudo bem.
Chega a casa.
- Estás a ver como tinhas deixado a caixa na escola?
- Não, eu levei para o carro do papá! Alguém roubou do carro do papá e foi por na escola!

Pois claro! Alguém entra no carro, sem arrombar a porta, rouba a caixa, fecha o carro para não deixar rasto e ainda vai à escola deixar a caixa!
Estamos perante um mestre de ilusionismo maior que Luís de Matos ou até mesmo David Copperfield!
Tenham cuidado com ele!

4 de junho de 2014

Pulseiras: Teoria da Conspiração #1


Todos conhecem as pulseriras feitas de eleásticos, qual febre que atacou todas as crianças deste pais, não conhecem?
Pois aqui por casa os 3 pitufos também se dedicam compulsivamente à criação destas pulseiras.
Num destes dias a mais velha levou a caixa de plástico, cheia de divisórias, com os elásticos de várias cores, agulhas e fechos para a escola.
Não pediu autorização. Pôs num saco e lá foi.
À tarde o pai foi buscá-la à escola. À noite não encontrou  a caixa em casa. "Ficou no carro do papá", concluiu.
Fui procurar ao carro do papá, ao carro da mamã e nada de caixa de elásticos.
"Foi roubada do teu carro, papá!! Nova brilhante conclusão.
- Não querida, deixaste na escola.
- Não deixei nada! Levei para o carro do papá, se não está á foi porque a roubaram!
Pois deve ter sido isso, abriram  a porta do carro, sem arrombar, roubaram a caixa dos elásticos do chinês, não levaram os sacos. mochilas e o infindável de coisas que estão sempre no carro, só escolheram a caixa dos elásticos e voltaram a fechar bem a porta, para não deixar rasto!
Agora estão aí ladrões a fazer pulseiras compulsivamente. Cuidado com eles!
Atentem nas vossas caixas de elásticos, sim?

23 de maio de 2014

Vida sem Internet



Já imaginaram uma vida sem internet, redes sociais, smartphones e afins?
Eu ainda sou do tempo...
Nunca é tarde para refletir e se for o caso, mudar um pouco o nosso comportamento!

20 de maio de 2014

Reciprocidades

Há quem lhe chame limpezas de Primavera. Para mim é uma questão de reciprocidade. Há cada vez mais blogs que eu acrescento à minha lista de blogs, ali na coluna do lado direito. Blogs giros, de gente gira, algumas que fui conhecendo, outras não. É sempre de muito bom grado que acrescento blogs a esta lista. Alguns dos autores visitam o meu blog, comentam, deixam o seu rasto. No entanto, há imensos autores que apesar de comentarem regulamente o meu blog, NUNCA acrescentaram o link do Vida de Mulher aos 40, à sua lista de blogs.
Pode ser por inércia, pois alguns têm blogs na lista que não são actualizados há mais de um ano! Pode ser por puro esquecimento.
No entanto a minha lista de blogs continua a crescer a olhos vistos.
Revolvi ser mais justa e adotar uma política de reciprocidade. Acrescentem o link à vossa lista de blogs e o vosso blog também entra na minha lista.
Assim, dou um maior destaque a quem realmente tem uma atenção para comigo.

Quem quiser entrar na lista, por favor avise-me quando acrescentar o link do Vida de Mulher aos 40 ao vosso blog. Penso que estarei a agir de forma mais JUSTA.

Acham que estou a proceder mal?

24 de abril de 2014

Livro: A Culpa Não é Sempre da Mãe


O livro que todas as mães precisavam. Foi escrito pela jornalista Sónia Morais Santos. Também ela mãe, filha e irmã.
Fui ao lançamento do livro da Sónia. Estava agendado para as 18h30 e apesar de ter uma alerta no Outlook não consegui sair do trabalho. Cheguei à Fnac do Colombo já passava das 19h30. Não ouvi nada da apresentação mas, felizmente, quando cheguei havia uma fila interminável de leitores, fãs, familiares e amigos à espera que a Sónia autografasse o livro. Ainda cheguei a tempo de ter o meu livro autografado. Apesar do cansaço, a Sónia brindou todos com um sorriso, com palavras de simpatia e uma cuidada dedicatória (Obrigada Sónia!).
Eu, mãe de 3, diariamente atormentada pelas ausências, por chegar demasiado tarde e achar que não estou tempo suficiente com os meus filhos, AGRADEÇO à Sónia este livro. Apesar de estar bem consciente do mal que a culpa infringe nas pessoas, não consigo evitar que em diversas situações da vida dos meus filhos, a sinta, como uma espada enterrada no peito.
Livro obrigatório para todas as mães se sentirem mais leves.
Um presente doce e terno para os filhos oferecerem às mães no Dia da Mãe que se avizinha (é já dia 4 de Maio). Podem encomendar aqui.


31 de março de 2014

Família: Dias do Avesso

Numa familia há dias cor de rosa mas também há outros que nem por isso.
Há dias mesmo do avesso em que o imprevisto acontece.
Os miúdos andam num enorme entusiasmo com a sua nova coleção de cartas do InviZimals. Jogam com as cartas, veem o que falta. Verificam as "involuções", como SEMPRE chamam às evoluções dos seus personagens; verificam os escudos, os habitats e os demais elementos desta grande produção.
Desde que receberam as primeiras cartas que me pedem insistentemente para comprar a caderneta. O que eu própria também faço questão, para aprenderem a separar as cartas da coleção das repetidas.
Todos os dias me perguntam:
- Mamã, já compraste a caderneta?
Perguntam-me à noite, para me voltarem a perguntar de manhã. Voltam a perguntar ao final do dia.
Um destes dias, no fim do jantar, prometi que iria comprar logo a seguir.
Deixei-os à mesa. O pai estava em casa mas ao telefone, com uma chamada de trabalho.
Quando regressei com a caderneta fui informada que se tinham virado do avesso. O pai teve de desligar o telefone quando ouviu os gritos e choro dos três.
Encontrou-os na sala engalfinhados no chão. O mais novo tinhe feito alguma à irmã mais velha, o do meio tinha-a defendido, ao que o mais novo respondeu com duas mordidelas no braço e ombro, que deixaram uma marca de sangue e uma nódoa negra; ao que o do do meio retorquiu com um soco na barriga do mais novo.
Resultado, gritavam os três, choravam os três. O mais novo levou uma descasca e ficou de castigo. Não abriu a boca, como acontece quando merece castigo.
No dia seguinte apenas os dois mais velhos tiveram ordem para arrumar as cartas na caderneta, ficando o mais novo no seu castigo, apenas a olhar.
Dá-me dó vê-lo assim, estoicamente a aceitar o castigo, como que a espiar os seus pecados. Quando sabe que merece, aceita o castigo sem queixume. Fecha a boca e olha de lado. Percebe quando faz mal, e que merece ser castigado. Mas volta sempre a fazer das suas. Passado um dia pergunta se ainda está de castigo.
Será que são todos assim?
Terão todos os irmãos momento de amor, com abraços e beijos e outros momento de verdadeira pancadaria?
Às vezes sinto que estou a criar uns pequenos piratas das Caraíbas...

24 de março de 2014

Porque a minha vida tem tanta emoção?

Às vezes penso, porque não serei uma pessoa "normal"? Das que fazem tudo certinho e a quem a vida corre bem?
Porque sou a eterna distraída? Porque saio de casa 3 vezes pela manhã, para entrar outras tantas, antes de ter telemóvel, chaves do carro e tudo o mais que preciso?
Porque me esqueço dos óculos de sol, das chaves do carro, do telemóvel e de tantas outras coisas?
Ontem sai para fazer umas compras no Colombo. Fui a uma loja, depois a outra.
Voltei para ao carro. Procuro as chaves na mala e nada! Tiro tudo e as chaves não estão!
Como vou agora voltar para casa?
Pergunto ao segurança do parque mas alí ninguém entregou as chaves do carro.
Volto ao centro comercial. Vou à primeira loja e as chaves não estão lá. Indicam-me o atendimento ao cliente para verificar se foram entregues.
Vou até lá. Também não têm as minhas chaves. Vou à outra loja. Pergunto ao segurança na porta. Não sabe. Indica-me o atendimento ao cliente. Atravesso a loja. A menina pergunta-me: - Como a posso ajudar?
- Perdi as chaves do carro no provador, começo eu.
- Isso sei eu! e desaparece da minha frente.
Eu fiquei tão aliviada, mas tão aliviada! Fiquei de sorriso de orelha a orelha.
Volta com a chave, pergunta-me a marca e modelo do carro, pede-me para assinar em como levantei as chaves.
Eu saio da loja toda contente, o segurança pergunta-me com o olhar e eu faço um like com o dedo. Recebo um sorriso de volta!
Chego ao parque e vejo o segurança que me pergunta também se a encontrei, a que respondo com outro "like". Liga para a central e avisa que encontrei a chave.
Antes de perceber que tinha perdido a chave já tinha feito o pagamento do estacionamento. Perguntei como fazia agora para sair e respondeu-me que à saída do parque, caso o cartão não me permitisse sair, que tocasse para a segurança que abrir-me-iam a cancela.
Assim fiz. O cartão não abriu a cancela. Toquei para a segurança, mal disse que tinha perdido a chave do carro interromperam-me:
- Pode por o cartão novamente.
Assim fiz e a cancela abriu. Só tive tempo de responder com um obrigada e ir para casa!
Porque todos os dias da minha vida têm de ter TANTA emoção? Porquê?

6 de março de 2014

Following my steps?

I have found in my older daughter back pack a book of tails from Hans Christian Andersen.
I love "The ugly duckling" and all other stories take have gone through my childhood.
I grew up reading these stories. They helped me become what I am today.

I try to teach my kids to read good books, or to read any book in general.
It is so rewarding to see that they start following my footprints. It shows me that, in spite of all difficult situations I was able to get the message through. They start to show to enjoy quality music, quality books, loving sports, enjoying healthy food.
Thanks so much Live for this rewarding feeling. It hasn't been easy. But I am in the right way. It seems that I must be doing something right.


Encontrei na mochila da minha filha mais velha um livro de contos de Hans Christian Andersen.
Eu adoro "O Patinho Feio" e todas as outras historias que me acompanharam na minha infância.
Cresci a ler estas histórias. Ajudaram a tornar-me em quem sou hoje.

Eu tento ensinar os meus filhos a ler bons livros, ou a ler qualquer livro, para ganharem o hábito.
É tão reconfortante ver que começam a seguir as minhas pisadas. Mostra-me que, apesar de todas as dificuldades, fui capaz de fazer a mensagem passar. Começam a mostram apreciar boa música, bons livros, adoram desporto e comida saudável.

Obrigada Vida por este sentimento reconfortante. Não tem sido fácil. Mas estou no caminho certo. Parece que tenho estado a fazer alguma coisa correcta.



12 de fevereiro de 2014

A vida corre

Eles crescem, o tempo passa e eu fico de boca aberta a olhar para eles.
A mais velha está no 4º ano, o do meio no primeiro ano. Têm trabalhos de casa, testes para estudar. O mais novo, pela primeira vez na sua vida vê-se sozinho sem ninguém para brincar. Nada normal para um irmão mais novo, de uma família numerosa.
O mais novo é o mais independente, o mais estouvado e também o mais teimoso.
Agora deu-lhe para pedir para estudar.
- Mamã, também quero estudar! Dá-me fichas para fazer!
Lá tive de procurar os livros de fichas que o do meio teve antes de entrar para o primeiro ano. Tenho de lhe dar o livro a ajudá-lo a ler as instruções. Se os irmãos estudam, ele também quer estudar.
Estou estupefacta! Este sempre foi o menos aplicado na escola. Ainda na semana passada tivemos queixas da educadora. Faz os trabalhos à pressa para ir brincar. De uma semana para a outra só pede para "estudar".
Se os irmãos estudam, ele também quer estudar.
E assim a vida passa, eles crescem e eu tento agarrar o tempo que não para.

11 de fevereiro de 2014

Parar vs Abrandar


Por vezes não paro nos sinais de Stop, confesso.
Algumas vezes abrando, olho e se verifico que não há perigo, avanço.
Sempre que abrando num sinal de Stop, lembro-me daquela anedota:

O homem abrandou no sinal de Stop, o polícia viu e mandou-o parar.
O homem argumenta que abrandar é o mesmo que parar.
O polícia resolve dar-lhe uma lição. Leva-o para a esquadra e dá-lhe com o cassetete.
O homem grita:
- Pare! Pare!
O polícia pergunta-lhe:
- Tem a certeza que quer que pare, ou prefere que abrande?

E vocês, param ou abrandam no Stop?
Lembrem-se disto!




4 de fevereiro de 2014

Por em Perspectiva

Quando temos um dia tramado, quando alguns seres conseguem não chegar ao nível de humanos, quando nos conseguem humilhar, perseguir, denegrir, chatear e enfurecer...
O melhor é mesmo por as coisas em perspectiva.
Depois de secar as lágrimas olho à volta e agradeço ter a família que tenho; todos termos saúde (OK, com umas mazelitas, mas tudo coisas sem importância); termos uma casa com teto, onde não chove; termos comida na mesa; termos o aconchego do lar.
Acendo a lareira, recebo os meus filhos à porta, recebo mil abraços e beijos.
Ficam extasiados com a lareira acesa durante a semana.
Jantamos e aconchegamos-nos no sofá, como uma ninhada de gatinhos.
Ponho as coisas em perspectiva, agradeço à vida tudo o que tenho.
E arranjo forças para um novo dia, acreditando que amanhã será um dia melhor do que hoje.

Beijinhos!
Paula

29 de janeiro de 2014

O bom da chuva


O bom dos dias de chuva é chegar a casa e ter onde estacionar.
Acho que devia haver uma multa para vizinhos que se gabam de ter 3 ou 4 lugares de garagem e deixam os carros na rua.

27 de janeiro de 2014

O que são gays

Conversas de família, no meio de muitos mimos e beijinhos.
O pai dá beijinhos ao mais novo.
- Vais ter muitas namoradas.
- Não quero ter namoradas.
- Então vais ser namorado do papá, e vai de mais abraços.
- Não papá, não podemos ser namorados, senão somos gays.
- Gays? Pergunta o pai. - O que são gays?
- Gays são homens que casam com homens e mulheres que casam com mulheres!
Ficamos de boca aberta por uma criança de 5 anos estar assim tão esclarecida!

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