Há até quem considere a primeira segunda feira de Janeiro o dia mais triste de todo o ano.
Depois da euforia das festas de Natal e Ano Novo, vemo-nos em dias cinzentos, frios e com menos dinheiro na carteira depois dos gastos com as festas.
Eu não aprecio o frio e a falta de sol, mas consigo sempre ver o copo meio cheio. Depois do Natal, os dias curtos, em que acordamos de noite e voltamos a ter noite às 17h, vão dando lugar a dias cada vez maiores. De Janeiro a Junho a duração da luz do dia vai sempre crescendo.
Vejo neste crescimento um novo começo, uma nova esperança, numa primavera radiosa e num verão quente. Por mais cinzento que possa ser um inverno, ele dará sempre origem a uma primavera que por sua vez terminará num verão. Este sim, a minha época de eleição.
Olho pela janela e observo o céu sem cor, a chuva a cair. Este mundo cinzento com uma humidade que se cola à pele. Observo as nuvens densas e tenho a visão do sol radioso que brilha por cima delas.
