16 de maio de 2012

Crise. Qual crise?


Há quem diga que estamos em crise. A comunicação social apregoa a crise diariamente e assusta as pessoas.
Na vida diária, por vezes é difícil encontrar os sinais da crise.
Hoje à hora do almoço tentei embelezar as minhas reais patinhas, pois o tempo quente já pede umas sandálias. Por volta da uma da tarde, num cabeleireiro low cost no Saldanha, já não havia vaga senão para as 19h30. Como? Sim, está tudo cheio! - A essa hora infelizmente já não posso. Já está ao serviço a mãe taxista que vai buscar e levar as crias às actividades de final de dia.

Levei a mais velha ao treino e corri para outro cabeleireiro em Algés. Tinha quatro manicuras ao serviço. Pode sentar-se é já a próxima. Que bom ia conseguir ser atendida. Indicaram-me a manicura que estava mesmo a acabar a cliente anterior. Sentei-me e esperei.
Passado pouco tempo informaram-me que afinal tinha outra cliente à espera. Que chato. Lá vou perder mais tempo. Será que me despacho a tempo? Ainda tenho de ir buscar os outros dois rebentos mais novos.
Indicaram-me a segunda manicura que estava a terminar com outra cliente. Esperei.

Quando estava quase a ser atendida aparece um cliente para arranjar as sobrancelhas. Dizem-me que AFINAL ele TAMBÉM estava à minha frente. Entra num gabinete para ser atendido pela MINHA segunda manicura.

DESCULPE? Quando entrei o rapaz que gere agenda do cabeleireiro Paz em Algés diz-me que sou a próxima cliente. Que espere pois a primeira manicura a terminar me atende. Depois de 45 minutos de espera já foram atendidos dois outros clientes antes de mim? Mas não me disse que seria a primeira a ser atendida?

Surreal: saí o homem das sobrancelhas disparado do gabinete para tirar satisfações COMIGO. Que já lá estava há muito tempo. Muito antes de mim. DESCULPE? Está a falar comigo? Trabalha no cabeleireiro Paz? Gere as marcações na agenda? Então desculpe, não o conheço de nenhum lado, a conversa é com a gestão do cabeleireiro. Não me interessa nada saber da sua vida nem a que horas chegou.
Que chegou primeiro. Que estou a ser indelicada, etc.

O senhor desculpe mas estou a falar com o senhor da recepção, se não se importa.
Por acaso entendi mal e quando cheguei avisou-me que tinha pessoas à minha frente? Não sabia, responde. Se não sabia devia saber, ou perguntar, antes de me mandar sentar e informar que seria a próxima cliente. Se me dissesse que teria de esperar uma hora, eu agradeceria mas iria embora. Tenho 3 filhos para ir buscar e o tempo contado.

Vida de mãe taxista é tramada. Andei a correr de um lado para o outro, não consegui arranjar as patinhas, tive de aturar o homem mal educado que arranjou as sobrancelhas antes de mim e que se meteu na conversa que não lhe dizia respeito.

Agora tenho de ir tratar de mim eu mesma. Tentar fazer um trabalho minimamente decente, pois sou eu que vou andar de sandálias amanhã.

O lado positivo? pelo menos vou poupar umas massas. Gosto de ver sempre o copo meio cheio! Hoje foi um bocadinho mais difícil...




5 comentários:

  1. Há dias assim, e infelizmente gente mal educada e gente pouco profissional é o que nao falta por aí. Enfim...
    Beijinhos

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  2. Olá.
    Eu trabalho no Saldanha e gostaria de saber onde fica esse cabeleireiro low cost. É que os preços que se praticam por aqui não estão adequados à nossa bolsa.

    Obrigada
    Sandra Silva

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    Respostas
    1. fica na avenida dos bombeiros voluntários em Algés, eu costumo ir la sempre, apesar da confusão, são todos simpáticos e tratam muito bem os clientes, nunca tive razões de queixa, e os preços são mesmo muito acessíveis ! recomendo !!

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    2. Esse é o de alges nao é o do saldanha

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Digam de vossa justiça!

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