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30 de janeiro de 2015

Michele Obama sem véu na Arábia Saudita

Michelle e Barak Obama, como rei Salman na Arábia Saudita
O motivo de zum zum da semana é Michelle Obama. E porquê? podem perguntar. Fez algo de extraordinário? Nem por isso. Não fundou outro hospital. Não apoiou a educação das crianças. Desta vez.

Michelle Obama acompanhou o marido, o Presidente dos Estados Unidos ao funeral do rei Abdullah da Arábia Saudita e não usou o véu, obrigatório para todas as mulheres naquele país.

Gostei da atitude da Michelle Obama. Uma mulher ocidental que se manteve fiel aos seus princípios e não alterou  a sua conduta correta. 

Apesar de admirar a sua atitude, não acho nada de transcendente. Já não é a primeira mulher ocidental que faz o mesmo na Arábia Saudita. Angela Merkel teve a mesma atitude e não foi tão admirada nessa altura.

Se queremos mudar as coisas, temos de deixar de ser coniventes com esta pratica. Todo este espanto e comentários não ajudam a tornar uma cabeça de mulher destapada como uma coisa normal e sem ser digna de nota.

Michele e Barak Obama, como rei Salman na Arábia Saudita
Angela Merkel com o rei Abdullah da Arábia Saudita

23 de janeiro de 2015

O Rei Abdullah da Arabia Saudita morre aos 90 anos


Um dos últimos monarcas absolutos do mundo, o quinto filho do fundador da Arabia Saudita a ocupar o trono, deixa a região num clima de incerteza.
O rei Abdullah introduziu uma série de reformas na arábia saudita, nomeadamente, a autorização para eleições municipais, tentou que as mulheres pudessem vir a votar (o que acabou por não acontecer), e criou bolsas de estudo que permitiram que milhares de jovens estudassem no estrangeiro. Colocou a Arábia Saudita como potencia da região e aniquilou a Al-Qaeda no país, na sequência de atentados levados a cabo na Arábia Saudita.
Com a sua morte sobre ao troco o seu meio irmão Salman com 79 anos. A Arábia Saudita continua como um país repressivo onde as mulheres não podem conduzir, a dissidência é punida com prisão e as execuções públicas uma pratica comum.
O novo rei Salman pertence a uma linha mais conservadora que o anterior rei. Anunciou já que o país manterá a linha que segue desde a sua criação e apela à união das nações árabes e muçulmanas.
O futuro da região fica mais incerto numa altura que a Arábia Saudita tenta travar o avanço do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, ao mesmo tempo que tenta travar as aspirações do Irão em tornar-se uma potencia na região.

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