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| Amamentar |
Antes de mais já sabemos como é. Já não estamos assustadas com as histórias do que pode correr mal, do que correu menos bem com a vizinha, com a prima, com a cunhada da amiga.
Os casos menos bons são assim, de um para mil. Nos outros 999 tudo corre bem.
Não começar logo assustada é meio caminho andado para o sucesso. Depois a subida do leite ocorre mais cedo e é menos brusca. O corpo já está adaptado. Todo o processo acontece naturalmente, sem sobressaltos.
Foi assim que parti para a amamentação do segundo filho. Tudo correu em velocidade de cruzeiro. O leite surgiu gradualmente. O bebé foi mamando, o estimulo levou a que mais leite fosse produzido. Conseguia sempre tirar um pouco de leite no fim das mamadas e colocar num biberão no frigorífrico. Todos os dias dava ao bebé uma refeição de leite materno através de biberão.
Por um lado, estava a habituá-lo ao biberão e não estranharia quando um dia fosse preciso alguém dar-lhe por mim. Por outro lado, eu mesma aproveitava para deixar o bebé ao cuidado de alguém e sair, apanhar ar, ir ao ginásio. Enfim, ter umas horinhas do dia para mim. Para fazer o que me apetecesse ou precisasse. E sabe tão bem! Faz tão bem à nossa cabeça, ao nosso bem estar e auto-estima.
Querer momentos para nós não é egoísmo. Para darmos precisamos de ter. Se não estivermos felizes, equilibradas, não podemos dar estabilidade e felicidade aos nossos filhos. O pai e as avós, ou os tios podem muito bem ficar com o bebé por umas horas. Nós podemos sair com uma amiga, podemos ir ao ginásio para recuperarmos a nossa forma, podemos ir ao cabeleireiro ou à esteticista. Faz muito bem à alma.
Esta semana continuarei com mais posts sobre amamentação. O meu contributo para a celebração da Semana Mundial do Aleitamento Materno.


