Tenho as emoções ao rubro!
Esta semana está a ser intensa. Recebo notícias de boas perspectivas para os próximos tempos. Depois de um ano duro, difícil, com muitos dissabores, a neblina começa a desvanecer-se. Tudo fica mais claro e as oportunidades visíveis.
Boa sorte para mim!
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3 de março de 2015
31 de dezembro de 2013
Ultrapassar 2013
O ano de 2013 foi um turbilhão de emoções na minha vida.
Passei o Natal de 2012 com a doce promessa de um emprego para 2 de Janeiro de 2013. No último dia do ano recebi um e-mail esquivo, que faltando totalmente à verdade, dava o dito por não dito, sem nunca assumir o acordado. Magoou-me muito.
Foi um pontapé no estômago. Entrei o novo ano com o peso do desemprego em cima.
Tínhamos chegado ao fundo do poço, raspado as últimas migalhas do que nos restava. Estávamos em risco de perder a casa e de ficar na rua com três crianças pequenas.
Olhava para eles e o desespero deu lugar à determinação. Eu não podia deixar que algo de mal lhes acontecesse. Eu teria de dar a volta. Como, não sabia.
Para isso teria de fazer algo novo. Teria de descobrir um novo caminho, já que a tradicional pesquisa de emprego, com o envio de CV e partilha da situação com todos os contactos profissionais não estava a dar frutos. Todas as empresas estavam a despedir e não tinham lugar para mim. Ao envio de CV nunca tive resposta. Não sei se pela idade, se pela senioridade na carreira. As poucas vagas eram para júniores: gente nova, com sangue na guelra e barata.
Olhei para os meus filhos e decidi que tinha de fazer o que ainda não tinha feito. Tinha de trilhar um caminho novo que me levasse a bom porto.
Não podemos continuar a fazer o mesmo de sempre e esperar um desfecho diferente, já nos explicou Einstein.
Tentei pensar de forma diferente, procurar outras áreas fora da minha zona de conforto.
Observei que em tempo de crise, todos se refreiam no consumo. Tudo o que possa ser considerado supérfluo era preterido.
Olhei para o essencial. O que era realmente importante para todos? O que ninguém poderia dispensar, mesmo que quisesse?
A resposta começou a formar-se no meu pensamento. A Comida. Todos precisamos de comer. Todos os dias e várias vezes ao dia. O que ingerimos desaparece. Deixa de existir. Voltamos sempre a a ter de comprar comida.
Virei-me para esta área. Comecei por confeccionar bolos e bolinhos. Pesquisei receitas, métodos e segredos. Inventei as minhas próprias combinações. Fiz comida, bolos, bolinhos e especialidades gourmet. Arranjei clientes. Tive uma enorme aceitação nos meus artigos. Todos apreciavam o que fazia. Não só me pagavam pelo que fazia como ainda me enchiam o ego com elogios! Foi reconfortante. Recuperei as forças e a auto-estima.
Descobri que mesmo em tempos de crise todos precisam de comer. Quem tem emprego tem falta do bem mais escasso, o tempo. Tempo para cozinhar uma refeição diferente, para fazer um bolo para celebrar um momento especial.
Dediquei-me a esta actividade com todo o amor e carinho, que se reflectiam no resultado final. Estava a dar muito de mim no que fazia e a receber muito em troca. O amor que punha na confecção das minhas iguarias, era-me retribuído em enormes elogios.
Descobri caminhos novos, competências que não sabia que tinha. Eu quase não cozinhava. Tinha quem o fizesse por mim. Trabalhava muito mas chegava a casa e tinha o jantar pronto. Eu própria não tinha tempo para a cozinha. Não tinha de desenvolver as artes da culinária.
A necessidade foi mãe da evolução. Estudei, pesquisei, testei e descobri que tinha um dom, ou um gosto muito especial para fazer coisas diferentes e muito apreciadas por quem as provava.
Foi um caminho duro. Não só estudava novas receitas, como fazia compras, cozinhava e procurava clientes para as minhas iguarias.
E ainda era mãe, mulher e pessoa. Tentava cuidar de tudo como podia. Algumas vezes, algumas coisas ficavam para trás. Tudo menos a vontade de dar uma vida confortável aos meus filhos. Com um tecto e comida suficientes e amor e carinho em enorme quantidade.
A minha determinação deu frutos. Se esta nova actividade não me permitia pagar uma renda, já era suficiente para satisfazer as necessidades básicas dos meus filhos. Ganhei uma certeza. Acontecesse o que acontecesse, eles nunca iriam passar fome. Desde que eu tivesse o suficiente para comprar alguns ingredientes, podia transformá-los em algo único, receber dinheiro por isso, com o qual poderia voltar a comprar mais ingredientes e ainda alimentar os meus filhos.
Este novo alento e auto-estima trouxe-me algo de muito bom: um emprego!
Chegou à minha vida a meio do ano, em Junho. Dediquei-me com alma e coração ao novo projecto. Prescindi de férias com os meus filhos, mas tive a alegria de voltar ao mercado de trabalho. Um emprego muito abaixo do nível de carreira que tinha tido. Um enorme retrocesso financeiro. Ainda assim um oportunidade a agarrar com unhas e dentes. Se para voltar a trabalhar teria de aceitar ganhar quase metade do que estava habituada, assim seria. São sinais dos tempos, da crise em que vivemos. Descobri que entrei numa empresa mais que fantástica, onde adorava ficar, com progressão na carreira merecida. Tenho esperança que isso aconteça apesar de saber que isso não é política das empresas. As progressões são lentas, curtas e nem sempre justas. Quero acreditar que o meu mérito será reconhecido. Quando deixar de acreditar nisso posso sempre procurar novas oportunidades. É mais fácil arranjar emprego quando temos um emprego. A nossa capacidade negocial sobe consideravelmente. Era o que eu não tinha quando arranjei este emprego. Só voltar ao activo era pralá de bom! Não podia perder a oportunidade com negociações salariais. Se estou arrependida? Não. Nunca!
As oportunidades têm de ser aproveitadas. Depois podemos procurar algo melhor. Nunca recusar uma oportunidade pequena, esperando pela grande. Ela não nos vai bater à porta.
Este post já vai muito longo. A mensagem final que queria deixar é apenas uma: nunca desistam!
Lutem, procurem, voltem a lutar, voltem a procurar. Não baixem os braços nunca! Quando encontrarem uma oportunidade, agarrem-na. Por muito pequenina que seja. Em breve, melhores dias virão. Haverá melhores oportunidades para todos nós. Para já temos de agarrar o que a vida nos dá.
E este blog é isto mesmo, uma ode à vida e às coisas boas que ela nos dá!
Obrigada pelo apoio e o carinho que me têm dado. Nem imaginam o bem que fazem ao estarem aí, ao deixarem os vossos comentários, ao incentivarem e ao apoiarem, apesar de nem sequer me conhecerem, apesar de nunca terem visto a minha cara, nem ouvido a minha voz.
18 de junho de 2013
Não sou feita para desistir
Esta talvez seja a frase que melhor me define.
A vida tem-me pregado muitas partidas. Como se forças superiores me quisessem colocar à prova. Tenho passado muitas dificuldades a vários níveis. Uma infância e adolescência difíceis, que não me levaram para a droga ou alcoolismo mas antes que fizeram agarrar aos estudos com uma enorme vontade de chegar a ser alguém na vida. Consegui ser esse alguém. Ter muito sucesso e reconhecimento na vida profissional. Constituir família.
Não fosse eu ficar demasiado arrogante com o que tinha atingido, a vida decidiu colocar-me à prova novamente. O desemprego duplo, meu e do meu marido, que chega quase ao mesmo tempo, precisamente durante a licença de maternidade do nosso terceiro filho.
Neste momento sentimos que nos tiram o chão debaixo dos pés. Se ao terceiro filho já temos o receio e nos questionamos em como vamos conseguir educar, sustentar 3 crianças, tendo os dois emprego, ao ficarmos os dois desempregados, posso dizer que dá medo. Muito medo.
Ainda assim não desistimos. Procurámos emprego que não encontrámos. Criámos o nosso próprio posto de trabalho. Com a crise que se seguiu tornou-se num descalabro financeiro. Terminamos o processo ainda com mais dívidas.
Vivemos muitos dias de aflição. Eu tive muito medo de perder a casa. De ficar com os meus 3 filhos na rua.
De um dia para o outro tivemos de os tirar do colégio onde sempre estiveram. Sem qualquer preparação. Literalmente de um dia para o outro. Sofri muito por eles. No fim eles adaptaram-se muito bem. Estão felizes nas suas novas escolas públicas. Mostraram que também são fortes, que se adaptam às dificuldades da vida. Que herdaram os nossos genes, ou que lhes soubemos passar os nossos valores. São uns lutadores e uns vencedores. E eu fico muito feliz com isso.
Tive um revés que mudou tudo e que contei aqui. No dia antes do Natal ofereceram-me um emprego, numa empresa de vão de escada é certo, em que até tinha medo que não me chegassem a pagar o ordenado, para no último dia do ano me enviarem um e-mail a dar o dito por não dito, numa esquiva mentirosa que me insultou. Preferia muito mais que me tivessem dito: mudámos de ideias. Tão simples quanto isso.
Passei o Ano Novo com um balde de água fria em cima. Isso deu-me ainda mais vontade de dar a volta. De fazer algo diferente.
A pesquisa de emprego não estava a resultar. Eu tinha de procurar algo diferente. Fui ao fundo do baú procurar outras competências que nunca tinha usado a nível profissional. Encontrei o que nunca esperei. Comecei a cozinhar e a fazer bolos para fora. Descobri que mesmo em alturas de crise, a comida é o que ninguém pode dispensar. Mesmo em alturas de quebra de consumo, todos têm de comer todos os dias e várias vezes ao dia. E mesmo em alturas de crise há quem ainda tenha emprego e ganhe dinheiro. E são estas pessoas que têm emprego e dinheiro que não têm tempo. Não têm tempo para as coisas básicas da vida como cozinhar ou fazer um bolo. São estas pessoas que têm de dedicar as 24 horas do seu dia a manter o seu emprego. E descobri serem estas as pessoas dispostas a pagar a alguém que tem tempo, vontade, dedicação e bom gosto para fazer um prato delicioso para uma festa de família, ou um bolo para uma ocasião especial.
Desde Janeiro que me tenho dedicado a esta nova arte. Recebi muito em troca: quer o pagamento pelo meu trabalho, quer muito reconhecimento pelo que faço. Recebi muitos parabéns, muitas pessoas me disseram que o que fazia era delicioso.
Foi um novo alento na minha vida. Uma nova energia em mim. Fui novamente reconhecida pelo meu trabalho, ainda que num trabalho diferente. Voltei a ganhar dinheiro, ainda que não o suficiente para pagar uma renda.
Por isso, posso dizer a todos os desempregados: não desistam! Procurem algo diferente. Todos servimos para alguma coisa, ou para muitas coisas. Procurem algo diferente e alguma coisa há-de surgir. As peças irão encaixar-se, como para mim.
Depois de começar a ter sucesso numa nova arte, a vida deu-me um grande presente. Ofereceu-me novamente uma enorme dádiva. Deu-me a oportunidade de voltar a trabalhar! Um novo emprego na minha área! Numa altura como esta, o que mais podia desejar?
Estou mil vezes grata à VIDA por mais esta oportunidade.
Prometo aproveitá-la com unhas e dentes!
São nestes momentos que sinto que algo superior me pôs à prova. Deu-me uma dificuldade enorme, para ver como reagia. Outros no meu lugar desistiram, caíram, suicidaram-se. Eu lutei, com todas as minhas forças! Tentei poupar os meus filhos às dificuldades, na medida do possível. Sabiam que não tínhamos dinheiro mas nada lhes faltou. Nem comida nem diversão. Passeios, brincadeiras, estarmos juntos não tem preço. Continuaram a divertir-se. Fizeram novos e fantásticos amigos nas escolas novas. São crianças felizes.
Eu, mais uma vez provei à vida que Não sou feita para desistir!
A vida tem-me pregado muitas partidas. Como se forças superiores me quisessem colocar à prova. Tenho passado muitas dificuldades a vários níveis. Uma infância e adolescência difíceis, que não me levaram para a droga ou alcoolismo mas antes que fizeram agarrar aos estudos com uma enorme vontade de chegar a ser alguém na vida. Consegui ser esse alguém. Ter muito sucesso e reconhecimento na vida profissional. Constituir família.
Não fosse eu ficar demasiado arrogante com o que tinha atingido, a vida decidiu colocar-me à prova novamente. O desemprego duplo, meu e do meu marido, que chega quase ao mesmo tempo, precisamente durante a licença de maternidade do nosso terceiro filho.
Neste momento sentimos que nos tiram o chão debaixo dos pés. Se ao terceiro filho já temos o receio e nos questionamos em como vamos conseguir educar, sustentar 3 crianças, tendo os dois emprego, ao ficarmos os dois desempregados, posso dizer que dá medo. Muito medo.
Ainda assim não desistimos. Procurámos emprego que não encontrámos. Criámos o nosso próprio posto de trabalho. Com a crise que se seguiu tornou-se num descalabro financeiro. Terminamos o processo ainda com mais dívidas.
Vivemos muitos dias de aflição. Eu tive muito medo de perder a casa. De ficar com os meus 3 filhos na rua.
De um dia para o outro tivemos de os tirar do colégio onde sempre estiveram. Sem qualquer preparação. Literalmente de um dia para o outro. Sofri muito por eles. No fim eles adaptaram-se muito bem. Estão felizes nas suas novas escolas públicas. Mostraram que também são fortes, que se adaptam às dificuldades da vida. Que herdaram os nossos genes, ou que lhes soubemos passar os nossos valores. São uns lutadores e uns vencedores. E eu fico muito feliz com isso.
Tive um revés que mudou tudo e que contei aqui. No dia antes do Natal ofereceram-me um emprego, numa empresa de vão de escada é certo, em que até tinha medo que não me chegassem a pagar o ordenado, para no último dia do ano me enviarem um e-mail a dar o dito por não dito, numa esquiva mentirosa que me insultou. Preferia muito mais que me tivessem dito: mudámos de ideias. Tão simples quanto isso.
Passei o Ano Novo com um balde de água fria em cima. Isso deu-me ainda mais vontade de dar a volta. De fazer algo diferente.
A pesquisa de emprego não estava a resultar. Eu tinha de procurar algo diferente. Fui ao fundo do baú procurar outras competências que nunca tinha usado a nível profissional. Encontrei o que nunca esperei. Comecei a cozinhar e a fazer bolos para fora. Descobri que mesmo em alturas de crise, a comida é o que ninguém pode dispensar. Mesmo em alturas de quebra de consumo, todos têm de comer todos os dias e várias vezes ao dia. E mesmo em alturas de crise há quem ainda tenha emprego e ganhe dinheiro. E são estas pessoas que têm emprego e dinheiro que não têm tempo. Não têm tempo para as coisas básicas da vida como cozinhar ou fazer um bolo. São estas pessoas que têm de dedicar as 24 horas do seu dia a manter o seu emprego. E descobri serem estas as pessoas dispostas a pagar a alguém que tem tempo, vontade, dedicação e bom gosto para fazer um prato delicioso para uma festa de família, ou um bolo para uma ocasião especial.
Desde Janeiro que me tenho dedicado a esta nova arte. Recebi muito em troca: quer o pagamento pelo meu trabalho, quer muito reconhecimento pelo que faço. Recebi muitos parabéns, muitas pessoas me disseram que o que fazia era delicioso.
Foi um novo alento na minha vida. Uma nova energia em mim. Fui novamente reconhecida pelo meu trabalho, ainda que num trabalho diferente. Voltei a ganhar dinheiro, ainda que não o suficiente para pagar uma renda.
Por isso, posso dizer a todos os desempregados: não desistam! Procurem algo diferente. Todos servimos para alguma coisa, ou para muitas coisas. Procurem algo diferente e alguma coisa há-de surgir. As peças irão encaixar-se, como para mim.
Depois de começar a ter sucesso numa nova arte, a vida deu-me um grande presente. Ofereceu-me novamente uma enorme dádiva. Deu-me a oportunidade de voltar a trabalhar! Um novo emprego na minha área! Numa altura como esta, o que mais podia desejar?
Estou mil vezes grata à VIDA por mais esta oportunidade.
Prometo aproveitá-la com unhas e dentes!
São nestes momentos que sinto que algo superior me pôs à prova. Deu-me uma dificuldade enorme, para ver como reagia. Outros no meu lugar desistiram, caíram, suicidaram-se. Eu lutei, com todas as minhas forças! Tentei poupar os meus filhos às dificuldades, na medida do possível. Sabiam que não tínhamos dinheiro mas nada lhes faltou. Nem comida nem diversão. Passeios, brincadeiras, estarmos juntos não tem preço. Continuaram a divertir-se. Fizeram novos e fantásticos amigos nas escolas novas. São crianças felizes.
Eu, mais uma vez provei à vida que Não sou feita para desistir!
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