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9 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo: Capas de Homenagem

Por todo o mundo o que queriam silenciar tornou-se num grito.
As capas dos jornais prestaram uma homenagem à Charlie Hebdo e encheram-se de cartoons e mensagens de apoio. Documentos históricos que ilustram mais uma página negra na história dos nossos tempos.
The Independent, 8 Janeiro 2015
Berria, 8 Janeiro 2015

Berlingske, 8 Janeiro 2015
Politiken, 8 Janeiro 2015
Diario de Noticias, 8 Janeiro 2015

Berliner Kurier, 8 Jan 2015


L'Alsace, 8 Janeiro 2015


De Morgen, 8 Janeiro 2015

Jornal i, 8 Janeiro 2015

L'Equipe, 8 Janeiro 2015




Corriere della Sera, 8 Janeiro 2015

Corse Matin, 8 Janeiro 2015

The Daily Telegraph, 8 Janeiro 2015




el Mundo, 8 Janeiro 2015

Morgen Post

Jornal de Notícias, 8 Janeiro 2015



L'Yonne Republicaine, 8 Janeiro 2015

L´Humanité, 8 Janeiro 2015

La Croix, 8 Janeiro 2015

Le Dauphiné, 8 Janeiro 2015

La Dépêche, 8 Janeiro 2015

La Provence, 8 Janeiro 2015

La Tribune, 8 Janeiro 2015

La Figaro, 8 Janeiro 2015

Le Parisien, 8 Janeiro 2015

LÉcho, 8 Janeiro 2015

Ouest France, 8 Janeiro 2015

Marianne, 8 Janeiro 2015

Les Echos, 8 Janeiro 2015

Libération, 8 Janeiro 2015


Normandie, 8 Janeiro 2015



Publico, 8 Janeiro 2015

Sud Ouest, 8 Janeiro 2015

The Guardian, 8 Janeiro 2015

Negocios, 8 Janeiro 2015

The National, 8 Janeiro 2015

The Times, 8 Janeiro 2015

Correio da Manhã, 8 Janeiro 2015


Miguel Esteves Cardoso: Je Suis Charlie

Miguel Esteves Cardoso

Mais uma crónica memorável de Miguel Esteves Cardoso.
Quem será o primeiro idiota entre nós a dizer que a culpa foi dos assassinados da Charlie Hebdo? Tem todo o direito de dizê-lo. É isso a liberdade de expressão. Ser-se estúpido também é um direito. Até os assassinos o têm.


Não se percebe a gabarolice dos estúpidos assassinos quando gritaram "Matámos a Charlie Hebdo".

Não se pode matar a Charlie Hebdo. Não se pode matar a valente e hilariante revista que goza com tudo e com todos desde os tempos em que se chamava Hara-Kiri. Muitos poderosos tentaram censurar os satíricos da Charlie Hebdo. Nunca conseguiram. Nunca conseguirão.

O que se pode matar é a liberdade de expressão. Ou reforçá-la: foi o que fizeram os estúpidos assassinos que reagiram a desenhos satíricos massacrando os autores com metralhadoras. Desencadeou-se imediatamente uma onda de solidariedade francesa e internacional para reafirmar a liberdade de expressão.

Os mais perigosos inimigos da liberdade de expressão são pessoas inteligentes e bem-intencionadas que publicamente pedem tratamento especial para a religião islâmica (ou qualquer outra religião) para não "ferir susceptibilidades" ou "fazer provocações". São pessoas liberais que defendem calmamente a protecção das sensibilidades muçulmanas através da violação da liberdade de expressão, por muito civilizada e politicamente correcta que seja a forma de censura que propõem.

Mostraram-se quando foi o caso de Salman Rushdie e mostrar-se-ão outra vez dentro em breve. Quem será o primeiro idiota entre nós a dizer que a culpa foi dos assassinados da Charlie Hebdo? Tem todo o direito de dizê-lo. É isso a liberdade de expressão. Ser-se estúpido também é um direito. Até os assassinos o têm.

Miguel Esteves Cardoso, in Publico
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