- Mamã, não tenho mais aulas!
- O quê? Mas as aulas só acabam na sexta feira!
- Mas quinta tenho torneio de futebol e sexta visita de estudo, por isso não tenho mais aulas no segundo período!
E assim se acaba um segundo período dois dias mais cedo!
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4 de abril de 2019
14 de novembro de 2016
Bullying onde menos esperamos
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| Bullying físico |
Estou com o coração apertado.
A PSP-Escola Segura foi à escola de 1º e 2º ciclo dos meus filhos explicar a cada turma o que é o bullying, explicar aos meninos e meninas que devem ajudar os seus colegas que possam ser vítimas. Enfim, um excelente trabalho da escola e da polícia na prevenção e deteção de situações em que as crianças não têm a segurança que merecem.
Temos aproveitado o tema para conversas cá em casa. Não foi na primeira nem na segunda conversa que o mais velho puxa pelo mais novo para contar porque andou à tareia na escola.
Há um menino que bate ao meu mais novo desde que a escola começou!
- Mamã, desde uma semana depois das aulas começarem, corrige o miúdo.
Estou com o coração partido.
O meu filhote mais novo, aquele que sempre se defende, aquele que nunca suspeitaria que pudesse ser vítima. É pequenito para a idade o meu filho, mas rijo. Defende-se sempre e por isso ele próprio não pensou que fosse bullying. Mas levar violentos pontapés nas partes baixas e fortes murros na barriga com repetição diária é bullying!
Já falei com a professora que ficou de resolver o assunto dentro da escola. Se isto se repetir mais um dia que seja os pais terão de ser chamados à escola e serão responsabilizados.
Tenho o coração tão apertado! O meu filho, o meu bebé, (já lhe expliquei que vai ser o meu bebé para sempre) vítima de bullying! É como se eu tivesse falhado em permitir que isto esteja a acontecer há dois longos meses.
Falamos sempre com eles. Perguntamos como correu a escola, o que fizeram. E nada. Nunca nos contou nada. Teve de ser o irmão, a quem outros meninos mais velhos contaram que o viam sempre luta com outro miúdo, a trazer o assunto para casa. Afinal estava apenas a defender-se e foi isso que nos explicou, assim como os outros detalhes terríveis.
Não é que conversar sobre estes temas não adiante. Parece que nunca é suficiente. Faltava-nos falar mais uma ou outra vez para que o assunto nos chegasse. Como aconteceu agora. Finalmente. Mais vale tarde que nunca. Ainda assim sabe a notícia demasiado tardia.
Os livros que preciso encontrar para me ajudar a lidar com esta situação. Vou primeiro ver se há na biblioteca, caso contrário terei mesmo de os comprar.
Os provocadores, os fala barato e os falsos amigos - Defende-te do Bullying, Jenny Alexander.
Todos sabemos quem são… dão-nos «acidentalmente» encontrões nos corredores da escola ou deixam de súbito de falar connosco sem motivo aparente. Mas como podemos lidar com estas situações de forma eficaz? Aquilo que este livro pretende é ajudar a aumentar a autoestima e autoconfiança, pois só a partir daí dr poderá ter uma atitude assertiva. Através de exercícios, testes e exemplos, poderá a pouco e pouco construir e reforçar as defesas psicológicas contra o bullying e libertar-se do medo e da ansiedade.
Todos sabemos quem são… dão-nos «acidentalmente» encontrões nos corredores da escola ou deixam de súbito de falar connosco sem motivo aparente. Mas como podemos lidar com estas situações de forma eficaz? Aquilo que este livro pretende é ajudar a aumentar a autoestima e autoconfiança, pois só a partir daí dr poderá ter uma atitude assertiva. Através de exercícios, testes e exemplos, poderá a pouco e pouco construir e reforçar as defesas psicológicas contra o bullying e libertar-se do medo e da ansiedade.
A agressividade na escola - Bullying, Jenny Alexander
O bullying é um problema que existe nas escolas há já algum tempo, e que com o passar dos anos tem tomado proporções cada vez mais preocupantes sendo desconcertante o número de jovens em idade escolar que sofre deste problema. Como progenitora, Jenny Alexander viu-se confrontada com este fenómeno e, tendo em conta todas as dificuldades por que passou, decidiu criar um livro de auto-ajuda para pais cujos filhos fossem alvo de intimidação pelos colegas, divulgando estratégias simples e úteis para que estes possam tomar um papel activo na busca de soluções. Escrito de forma simples neste livro poderá encontrar a informação de que necessita sobre a ajuda disponível e sobre como desenvolver boas técnicas de defesa psicológica. Um guia essencial para todos aqueles que, directa ou indirectamente, sejam confrontados com este fenómeno.
O bullying é um problema que existe nas escolas há já algum tempo, e que com o passar dos anos tem tomado proporções cada vez mais preocupantes sendo desconcertante o número de jovens em idade escolar que sofre deste problema. Como progenitora, Jenny Alexander viu-se confrontada com este fenómeno e, tendo em conta todas as dificuldades por que passou, decidiu criar um livro de auto-ajuda para pais cujos filhos fossem alvo de intimidação pelos colegas, divulgando estratégias simples e úteis para que estes possam tomar um papel activo na busca de soluções. Escrito de forma simples neste livro poderá encontrar a informação de que necessita sobre a ajuda disponível e sobre como desenvolver boas técnicas de defesa psicológica. Um guia essencial para todos aqueles que, directa ou indirectamente, sejam confrontados com este fenómeno.
Alguém tem algum nesta temática que recomende?
22 de setembro de 2016
Dizem que começa hoje
Bem vindo Outono!
Sim, ainda o escrevo com letra maiúscula, pois foi assim que a minha super professora da escola primária, Maria Emília, me ensinou.
A ela devo muito. Devo a forma como escrevo, hoje (quase) sem erros. Na verdade, hoje, os erros devem mais à pressa, aos teclados e aos corretores ortográficos do que à ignorância. Graças a ela aprendi a escrever corretamente. Não foi um caminho fácil.
Nunca poderei esquecer o dia que dei a mão à palmatória. Na verdade foi a uma régua comprida que a professora Maria Emília manejava com mestria, fruto de muitos anos de experiência.
Andava na Terceira Classe, hoje rebatizada de Terceiro Ano. O desafio era um ditado em que não se podiam dar erros. O castigo, uma reguada por cada erro acima dos cinco. Foi uma manhã tenebrosa. O meu veredito foram 11 (Onze!) erros. Um a um, os meus colegas caminharam em direção à mesa da professora. Levaram uma, duas reguadas. Ainda me estou a ver chegar junto à professora Maria Emília, fixar a palma da mão enquanto os dedos eram firmemente seguros e aquela régua estalava na minha mão, seis vezes!
Não sabia que uma mão podia latejar de dor. Mas aquela latejou toda a manhã, todo o dia. Não sei nem se tive coragem de contar aos meus pais. Não senti raiva, só vergonha Morri de vergonha por ter 11 erros no ditado.
20 de setembro de 2016
Fui transferido do colégio para a escola pública
Muito engraçado!
Apesar de ter tido os meus filhos na escola privada e ter sido obrigada a transferi-los para a pública quando deixei de conseguir pagar a privada.
Exagerado, mas divertidíssimo!
Algumas notas:
Começou o ano lectivo e há cerca de 10000 alunos que foram transferidos do ensino privado para o público, depois dos cortes do governo no número de turmas financiadas pelo Estado em escolas particulares. São dez mil alunos que vão para o desconhecido e que serão largados na selva que é o sistema de ensino público, cheio de pessoas pobres e malformadas. Tive acesso ao diário do Bernardo, 14 anos, que viu a sua vida sofrer uma mudança radical ao ser transferido para um desses ninhos de piolhos e tuberculose.
O relato que se segue pode ferir a suscetibilidade dos leitores mais sensíveis.
9:00h - Primeira aula e desde logo notei algo de muito estranho quando a professora fez a chamada: todos os meus colegas têm apenas dois nomes. Aliás, eu ia levando falta por não ter respondido «presente» quando a senhora professora chamou por Bernardo de Melo! Só respondo quando usam dois apelidos, Bernardo Campos de Melo! Notei, também, que os poucos que eram chamados com três nomes era porque tinham dois nomes próprios: Cátia Vanessa, Sandro Miguel, Andreia Patrícia. Estranhei, não o facto de terem dois nomes próprios, mas o facto de nenhum deles ser Maria.
9:30h - Cada um fez uma pequena apresentação sobre si e um dos colegas que me chamou logo à atenção foi o Wilson! Nunca tinha visto ninguém tão bronzeado! Aquilo só pode ser solário duas vezes por dia o que me leva a crer que os pais dele devem ter imenso dinheiro e ele tem um SPA em casa. E isso leva-me também a querer um para mim.
Note to self: falar com o papá para comprar um solário para colocar ao lado do jacuzzi.
9:45h - Outra colega que estranhei foi a Vânia que disse que depois das aulas trabalhava num café. Não percebi o conceito e peguei logo no iPhone Gold para pesquisar no Google e, ao que parece, existem mesmo pessoas que trabalham e estudam ao mesmo tempo! Até existe o termo que desconhecia por completo «trabalhador-estudante». Dizem que é para pagar os estudos e terem dinheiro para viver. Coitada, os pais dela devem ser mesmo forretas ou talvez tenham morrido e alguma tia lhe terá ficado com a herança e as casas todas.
10:30h - Pedi uma caneta emprestada ao Pedro Miguel (lá está mais um com segundo nome que não é Maria) e reparei que o estojo dele era muito giro. Perguntei-lhe onde tinha comprado aquele estojo, assim com ar vintage, e ele disse-me que não se lembrava, isto porque o tinha sido comprado no 5º ano. Diga, Pedro Miguel? Não percebi e perguntei-lhe «Como assim? Reutilizas estojos de um ano para o outro? Não compras sempre mochila, estojo e todo o material novo?» e ele respondeu-me «Não, porque eu estou no SASE.». Senti-me envergonhado por não ter percebido logo que ele fazia parte de um desses clubes de colecionadores que só utilizam artigos raros e antiquíssimos.
Note to self: pedir dinheiro ao papá para a joia de inscrição no SASE.
13:00h - Almocei na cantina e ao início fiquei satisfeito por ser arroz de pato, mas depois, percebi que era arroz de frango. Já que assim era perguntei se, ao menos, me podiam servir só com a parte escura do frango, já que o peito é muito seco. A senhora Custódia, da cantina, riu-se e perguntou se eu queria sobremesa. Perguntei o que havia e ela respondeu «Gelatina de morango, gelatina de ananás e gelatina de tutti frutti.» Já me tinham falado de praxes, mas não sabia que eram assim tão humilhantes. Esperemos que sejam só nos primeiros dias e que para a semana já haja pato e crumble de maça com gelado caseiro.
14:00h - Alguns colegas, como sabem que venho de um meio diferente e mais civilizado, convidaram-me para integrar uma lista para concorrer à associação de estudantes. Aceitei desde logo e perguntei quem eram os outros jotas para formarmos um grupo forte e com experiência política. Disseram-me que o único jota era o JP e que era ele que sacava as músicas do Anselmo Ralph para passar durante a campanha.
15:40h - No intervalo grande gerou-se uma discussão e dois alunos começaram a agredir-se. Um deles era claramente mais forte do que o outro (deve fazer parte da equipa de rugby). O outro rapaz ficou maltratado e disse-lhe «Vou chamar o meu pai e o meu tio!» o que me leva a pensar que deve ser filho de alguém importante e que os seus familiares virão cá à escola apresentar queixa. Os outros alunos que estavam a assistir a tudo bem que disseram «Agora é que vai ser, vem a família toda do Igor e vai ser só xinadas e fuscas na escola!».
Note to self: perguntar ao papá se conhece os Xinadas e Fuscas e se é uma família brasonada.
16:00h - Chego à aula de educação física e qual não é o meu espanto quando não vejo onde estão os estábulos dos cavalos para o hipismo! Nem campo de ténis e, afinal, não havia campo de rugby! Resta-me esperar que as obras que estão a fazer atrás do pavilhão sejam para construir um campo de golfe.
16:10h - Notei que alguns dos meus colegas não tinham roupa de marca. Esta altura do Verão às vezes é complicada porque as empregadas vão de férias e não há quem nos lave e passe a roupa e temos de usar aquela de andar por casa, tipo Zara e Springfield, que só usamos para dormir.
17:00h - Fui à aula de Educação Moral e Religiosa e finalmente uma professora que me pareceu competente. Freira, como as que tão bem me educaram no colégio do 1º ciclo, só para rapazes, onde andei. No fim, cantámos algumas das músicas de que mais gosto «No rabo é pecado.» e «Jesus melhor do que Phelps.».
17:50h - Um dos meus colegas atendeu o telemóvel no meio de uma aula e fiquei chocado! Já não há respeito! «Pai, vou sair daqui a bocado, vens buscar-me?», perguntou ele! A tratar o pai por tu? Será que também o faz com a mãe? E será que os pais também o tratam por tu? Começo a perceber que quando se dizia que as pessoas do ensino público não têm a mesma educação nem princípios é, de facto, verdade.
18:00h - Ao sair da escola, vejo três rapazes na minha direção e percebi logo que deviam ser irmãos do Wilson, pois estavam tão ou mais bronzeados do que ele. Fiquei pasmado quando me pediram dinheiro! «Como é que pessoas que têm solários em casa precisam de dinheiro emprestado», pensei. Mas, depois, percebi que era um assalto! Estavam a assaltar-me mesmo à porta da escola! Os mitos que se contavam no colégio afinal são mesmo verdade. A vida é injusta, se eu andasse por aí, como os irmãos do Wilson, a roubar dinheiro aos outros, também tinha possibilidades de ter um SPA com solário na minha moradia.
Arrepiante. Ao pé deste diário, o da Anne Frank é uma história para crianças. Resta-me deixar o apelo a todos para que partilhem este texto para que todos possam ver a desumanidade a que estão a ser sujeitados milhares de alunos que foram obrigados a sair da sua escola privada para esta zona de guerra que é a escola pública.
Fonte: Por falar noutra coisa
Apesar de ter tido os meus filhos na escola privada e ter sido obrigada a transferi-los para a pública quando deixei de conseguir pagar a privada.
Exagerado, mas divertidíssimo!
Algumas notas:
- Tratamos os filhos por tu e eles a nós
- Não compramos mochilas e estojos novos todos os anos
- Os meus filhos não têm smartphones, e os mais novos nem têm telemóvel
- Também não temos consolas, PSP's e outros que tais (por opção)
- Os meus filhos brincam com outras crianças: correm, saltam, jogam às escondidas e esfolam os joelhos
- A minha filha teve melhores professores do 1º ciclo na escola pública do que teve na privada
- Era muito bom poder entregar os meus filhos na escola privada às 8h e, se a isso o trabalho me obrigasse, ir buscá-los apenas às 19h. Isto sem ter de os inscrever num ATL noutra instituição e ter alguém para os ir buscar à escola.
Começou o ano lectivo e há cerca de 10000 alunos que foram transferidos do ensino privado para o público, depois dos cortes do governo no número de turmas financiadas pelo Estado em escolas particulares. São dez mil alunos que vão para o desconhecido e que serão largados na selva que é o sistema de ensino público, cheio de pessoas pobres e malformadas. Tive acesso ao diário do Bernardo, 14 anos, que viu a sua vida sofrer uma mudança radical ao ser transferido para um desses ninhos de piolhos e tuberculose.
O relato que se segue pode ferir a suscetibilidade dos leitores mais sensíveis.
9:00h - Primeira aula e desde logo notei algo de muito estranho quando a professora fez a chamada: todos os meus colegas têm apenas dois nomes. Aliás, eu ia levando falta por não ter respondido «presente» quando a senhora professora chamou por Bernardo de Melo! Só respondo quando usam dois apelidos, Bernardo Campos de Melo! Notei, também, que os poucos que eram chamados com três nomes era porque tinham dois nomes próprios: Cátia Vanessa, Sandro Miguel, Andreia Patrícia. Estranhei, não o facto de terem dois nomes próprios, mas o facto de nenhum deles ser Maria.
9:30h - Cada um fez uma pequena apresentação sobre si e um dos colegas que me chamou logo à atenção foi o Wilson! Nunca tinha visto ninguém tão bronzeado! Aquilo só pode ser solário duas vezes por dia o que me leva a crer que os pais dele devem ter imenso dinheiro e ele tem um SPA em casa. E isso leva-me também a querer um para mim.
Note to self: falar com o papá para comprar um solário para colocar ao lado do jacuzzi.
9:45h - Outra colega que estranhei foi a Vânia que disse que depois das aulas trabalhava num café. Não percebi o conceito e peguei logo no iPhone Gold para pesquisar no Google e, ao que parece, existem mesmo pessoas que trabalham e estudam ao mesmo tempo! Até existe o termo que desconhecia por completo «trabalhador-estudante». Dizem que é para pagar os estudos e terem dinheiro para viver. Coitada, os pais dela devem ser mesmo forretas ou talvez tenham morrido e alguma tia lhe terá ficado com a herança e as casas todas.
10:30h - Pedi uma caneta emprestada ao Pedro Miguel (lá está mais um com segundo nome que não é Maria) e reparei que o estojo dele era muito giro. Perguntei-lhe onde tinha comprado aquele estojo, assim com ar vintage, e ele disse-me que não se lembrava, isto porque o tinha sido comprado no 5º ano. Diga, Pedro Miguel? Não percebi e perguntei-lhe «Como assim? Reutilizas estojos de um ano para o outro? Não compras sempre mochila, estojo e todo o material novo?» e ele respondeu-me «Não, porque eu estou no SASE.». Senti-me envergonhado por não ter percebido logo que ele fazia parte de um desses clubes de colecionadores que só utilizam artigos raros e antiquíssimos.
Note to self: pedir dinheiro ao papá para a joia de inscrição no SASE.
13:00h - Almocei na cantina e ao início fiquei satisfeito por ser arroz de pato, mas depois, percebi que era arroz de frango. Já que assim era perguntei se, ao menos, me podiam servir só com a parte escura do frango, já que o peito é muito seco. A senhora Custódia, da cantina, riu-se e perguntou se eu queria sobremesa. Perguntei o que havia e ela respondeu «Gelatina de morango, gelatina de ananás e gelatina de tutti frutti.» Já me tinham falado de praxes, mas não sabia que eram assim tão humilhantes. Esperemos que sejam só nos primeiros dias e que para a semana já haja pato e crumble de maça com gelado caseiro.
14:00h - Alguns colegas, como sabem que venho de um meio diferente e mais civilizado, convidaram-me para integrar uma lista para concorrer à associação de estudantes. Aceitei desde logo e perguntei quem eram os outros jotas para formarmos um grupo forte e com experiência política. Disseram-me que o único jota era o JP e que era ele que sacava as músicas do Anselmo Ralph para passar durante a campanha.
15:40h - No intervalo grande gerou-se uma discussão e dois alunos começaram a agredir-se. Um deles era claramente mais forte do que o outro (deve fazer parte da equipa de rugby). O outro rapaz ficou maltratado e disse-lhe «Vou chamar o meu pai e o meu tio!» o que me leva a pensar que deve ser filho de alguém importante e que os seus familiares virão cá à escola apresentar queixa. Os outros alunos que estavam a assistir a tudo bem que disseram «Agora é que vai ser, vem a família toda do Igor e vai ser só xinadas e fuscas na escola!».
Note to self: perguntar ao papá se conhece os Xinadas e Fuscas e se é uma família brasonada.
16:00h - Chego à aula de educação física e qual não é o meu espanto quando não vejo onde estão os estábulos dos cavalos para o hipismo! Nem campo de ténis e, afinal, não havia campo de rugby! Resta-me esperar que as obras que estão a fazer atrás do pavilhão sejam para construir um campo de golfe.
16:10h - Notei que alguns dos meus colegas não tinham roupa de marca. Esta altura do Verão às vezes é complicada porque as empregadas vão de férias e não há quem nos lave e passe a roupa e temos de usar aquela de andar por casa, tipo Zara e Springfield, que só usamos para dormir.
17:00h - Fui à aula de Educação Moral e Religiosa e finalmente uma professora que me pareceu competente. Freira, como as que tão bem me educaram no colégio do 1º ciclo, só para rapazes, onde andei. No fim, cantámos algumas das músicas de que mais gosto «No rabo é pecado.» e «Jesus melhor do que Phelps.».
17:50h - Um dos meus colegas atendeu o telemóvel no meio de uma aula e fiquei chocado! Já não há respeito! «Pai, vou sair daqui a bocado, vens buscar-me?», perguntou ele! A tratar o pai por tu? Será que também o faz com a mãe? E será que os pais também o tratam por tu? Começo a perceber que quando se dizia que as pessoas do ensino público não têm a mesma educação nem princípios é, de facto, verdade.
18:00h - Ao sair da escola, vejo três rapazes na minha direção e percebi logo que deviam ser irmãos do Wilson, pois estavam tão ou mais bronzeados do que ele. Fiquei pasmado quando me pediram dinheiro! «Como é que pessoas que têm solários em casa precisam de dinheiro emprestado», pensei. Mas, depois, percebi que era um assalto! Estavam a assaltar-me mesmo à porta da escola! Os mitos que se contavam no colégio afinal são mesmo verdade. A vida é injusta, se eu andasse por aí, como os irmãos do Wilson, a roubar dinheiro aos outros, também tinha possibilidades de ter um SPA com solário na minha moradia.
Arrepiante. Ao pé deste diário, o da Anne Frank é uma história para crianças. Resta-me deixar o apelo a todos para que partilhem este texto para que todos possam ver a desumanidade a que estão a ser sujeitados milhares de alunos que foram obrigados a sair da sua escola privada para esta zona de guerra que é a escola pública.
Fonte: Por falar noutra coisa
11 de maio de 2016
Síndrome do 3º Período
O 3º período escolar é aquela altura do ano em que os miúdos estão cansados da escola, distraídos, desatentos e a suspirar por férias.
Eles estão assim, tal como eu estava na idade deles. Ainda me lembro de como suspirava, a olhar pela janela da sala de aula e a sonhar com as férias grandes.
Por aqui, o mais novo anda com preguiça para fazer a totalidade dos trabalhos de casa. Já foi chamado à atenção pela professora, que falou connosco para reforçarmos a atenção.
O do meio, diz que não quer ir à aula de formação musical (que sempre adorou), que não gosta deste professor de coro (descobriu agora!). Que a escola é uma seca, que já sabe tudo de matemática e estudo do meio e que estão sempre a estudar a mesma matéria (isto é verdade mas terá de habituar-se).
Paciência para mim, para nós, para a conseguirmos passar também para eles.
É o que eu chamo o Síndrome do Terceiro Período. Um onda de tédio e falta de vontade invade os estudantes no final do ano letivo. O problema é que isto coincide com a época de testes finais, provas de aferição ou exames conforme o caso!
São só os meus, ou este mal é geral? Contem-me como os vossos filhos reagem ao cansaço de final de ano letivo.
18 de abril de 2016
Ser educador de infância
Li este post da Kiki e não pude deixar de responder.
Não suporto os sorrisos de condescendência ou compaixão para com as educadoras de infância.
Infelizmente ainda há quem as veja como as que tomam conta dos filhos. Uma educadora de infância não é uma babysitter. Estudou pedagogia. Conhece técnicas e métodos de estimular o desenvolvimento de competências chave em idades precoces.
São as primeiras a ajudar os nossos filhos na socialização, saber estar em grupo, não descurando o desenvolvimento de competências linguísticas, matemáticas, assim como da motricidade.
Se já reconhecemos o valor de uma boa professora primária, está na altura de reconhecermos a importância de um bom profissional no pré-escolar. Infelizmente ainda há crianças que não frequentam o ensino pré-escolar e entram diretamente no primeiro ciclo (antiga primária). Só posso dizer que se notam as diferenças nestas crianças.
Um bom pré-escolar é quase um pré-requisito para um bom primeiro ciclo. Falo tanto da facilidade de aprendizagem do português, da matemática e do estudo do meio, como da própria adaptação à sala de aula, à turma, à horas das refeições e até ao recreio.
Dito isto, quando alguém me diz que é educadora de infância, os meus olhos ficam (ainda) mais abertos e esboço um sorriso. Um enorme sorriso de admiração.
Por EU não ter paciência para aturar 25 crianças e ADMIRAR quem não só consegue, como dedica a sua vida a DESENVOLVER crianças em idades precoces.
Eu dou um enorme sorriso de admiração a todas e todos os educadores de infância que fazem este importante trabalho e que eu, reduzindo-me à minha insignificância, tenho de confessar que não seria capaz de fazer!
Tenho uma grande admiração pelos educadores de infância e reconheço a sua importância na estimulação e desenvolvimento de competências nos meus filhos.
Não suporto os sorrisos de condescendência ou compaixão para com as educadoras de infância.
Infelizmente ainda há quem as veja como as que tomam conta dos filhos. Uma educadora de infância não é uma babysitter. Estudou pedagogia. Conhece técnicas e métodos de estimular o desenvolvimento de competências chave em idades precoces.
São as primeiras a ajudar os nossos filhos na socialização, saber estar em grupo, não descurando o desenvolvimento de competências linguísticas, matemáticas, assim como da motricidade.
Se já reconhecemos o valor de uma boa professora primária, está na altura de reconhecermos a importância de um bom profissional no pré-escolar. Infelizmente ainda há crianças que não frequentam o ensino pré-escolar e entram diretamente no primeiro ciclo (antiga primária). Só posso dizer que se notam as diferenças nestas crianças.
Um bom pré-escolar é quase um pré-requisito para um bom primeiro ciclo. Falo tanto da facilidade de aprendizagem do português, da matemática e do estudo do meio, como da própria adaptação à sala de aula, à turma, à horas das refeições e até ao recreio.
Dito isto, quando alguém me diz que é educadora de infância, os meus olhos ficam (ainda) mais abertos e esboço um sorriso. Um enorme sorriso de admiração.
Por EU não ter paciência para aturar 25 crianças e ADMIRAR quem não só consegue, como dedica a sua vida a DESENVOLVER crianças em idades precoces.
Eu dou um enorme sorriso de admiração a todas e todos os educadores de infância que fazem este importante trabalho e que eu, reduzindo-me à minha insignificância, tenho de confessar que não seria capaz de fazer!
Tenho uma grande admiração pelos educadores de infância e reconheço a sua importância na estimulação e desenvolvimento de competências nos meus filhos.
6 de outubro de 2015
Que tal começar a escola com um pé partido?
Novo ano letivo, nova correria.
Miúdos a adaptarem-se às rotinas após três longos meses de férias.
Mal se ambientaram, começaram os acidentes que alteraram as rotinas!
Crianças são sempre crianças e nunca sabemos a novidade que nos trás cada dia.
Filho do meio leva com um skate no tornozelo.
Chora na escola, põem-lhe gelo (não há melhor remédio para a maioria das mazelas!), sai da escola e o pai leva-o ao Conservatório para as aulas de violino.
Chega a casa a coxear. Já depois do jantar peço para ver o tornozelo. Ai! Olhar de mãe identifica sinais de alerta. Não está muito inchado, mas tem uma pequena nódoa negra em cima de um alto. Pesquiso os movimentos do tornozelo. Consegue fazer todos menos um. Não consegue fazer o movimento de flexão e extensão do pé. Fico realmente preocupada. Não sendo uma menina sossegada, já fiz mais de meia dúzia de entorses, todos da tibiotársica. Conheço bem os sintomas.
Vamos ao hospital, anuncio. Que não é preciso, que está pouco inchado contrapõe o pai. Nestas coisas ganha sempre a mãe, claro está. Também sou sempre eu a selecionada para ir ao hospital e o pai para ficar com os outros dois em casa.
- Vou levá-lo ao hospital.
Lá vamos nós. Chego, faço a inscrição enquanto ele fica no carro. Vou busca-lo e levo-o ao colo. Somos imediatamente chamados para triagem. O médico chama-os muito rápido.
- Tem de fazer um raio-X e depois ir para a ortopedia. Devem já estar fartos de nós. Hoje já lhes mandámos mais de 20 crianças. Não sei o que se passa.
- Deve ter sido por a escola ter começado esta semana. Os miúdos estão todos excitados.
- Sabe ir até ao raio-X?
- Sim, doutora, já tenho muita experiência.
Peço uma cadeira de rodas, apesar de ser uma mãe que pega diariamente os seus filhos ao colo (adoro!), um miúdo de oito anos já pesa horrores.
Lá vamos nós a rodar pelos longos corredores do hospital. Deixamos a pediatria e dirigimo-nos ao raio-X. As crianças são mesmo bem tratadas neste hospital. Explicam-lhes tudo. Mostram-lhes tudo. Parece que estão numa visita de estudo ao hospital.
Saímos do raio-X e vamos à receção de adultos pedir a transferência da ocorrência da pediatria. Chegamos à sala de espera. Só crianças em cadeiras de roda eram três.
Foi rápida a chamada da ortopedia. O médico também super simpático toca-lhe em todos os ossos e tendões do tornozelo para identificar o único onde tem dor. Muita dor.
Mostra-nos o raio-X digital no seu computador.
- Está a ver? Aqui. Fez entorse da tibiotársica e ainda partiu um pouco o osso.
Infelizmente o meu receio confirmou-se. Era o que eu tinha imaginado, sem a parte do osso partido.
Em vez de gesso, imobiliza o tornozelo com uma ligadura feita de esponja que aperta bem. Logo se segue o veredito:
- Duas semanas sem por o pé no chão, na terceira semana já pode por o pé no chão mas ainda com muletas.
Aqui ele desata num pranto.
- Logo agora que ia começar o meu desporto favorito!
E chora. Chora. Voltamos à pediatria para devolver a cadeira de rodas.
Continua a chorar, agora convulsivamente. A enfermeira muito atenciosa conversa com ele. Explico que tem asma e que pode iniciar uma crise. A enfermeira muito paciente consegue acalmá-lo.
Temos mesmo excelentes profissionais de saúde nos hospitais públicos! Tanto médicos, como enfermeiros, como técnicos de radiologia. São profissionais com competências técnicas e humanas para lidar com as crianças que sofreram um trauma, estão com dores e fragilizadas. Estou muito grata a todos eles.
Este é o acontecimento que me tem transtornado os últimos dias e afastado um bocadinho do blog. O rapaz não se adapta a andar de canadianas e em casa anda ao meu colo de um lado para o outro.
Mais um episódio na vida de uma mãe de três.
Miúdos a adaptarem-se às rotinas após três longos meses de férias.
Mal se ambientaram, começaram os acidentes que alteraram as rotinas!
Crianças são sempre crianças e nunca sabemos a novidade que nos trás cada dia.
Filho do meio leva com um skate no tornozelo.
Chora na escola, põem-lhe gelo (não há melhor remédio para a maioria das mazelas!), sai da escola e o pai leva-o ao Conservatório para as aulas de violino.
Chega a casa a coxear. Já depois do jantar peço para ver o tornozelo. Ai! Olhar de mãe identifica sinais de alerta. Não está muito inchado, mas tem uma pequena nódoa negra em cima de um alto. Pesquiso os movimentos do tornozelo. Consegue fazer todos menos um. Não consegue fazer o movimento de flexão e extensão do pé. Fico realmente preocupada. Não sendo uma menina sossegada, já fiz mais de meia dúzia de entorses, todos da tibiotársica. Conheço bem os sintomas.
Vamos ao hospital, anuncio. Que não é preciso, que está pouco inchado contrapõe o pai. Nestas coisas ganha sempre a mãe, claro está. Também sou sempre eu a selecionada para ir ao hospital e o pai para ficar com os outros dois em casa.
- Vou levá-lo ao hospital.
Lá vamos nós. Chego, faço a inscrição enquanto ele fica no carro. Vou busca-lo e levo-o ao colo. Somos imediatamente chamados para triagem. O médico chama-os muito rápido.
- Tem de fazer um raio-X e depois ir para a ortopedia. Devem já estar fartos de nós. Hoje já lhes mandámos mais de 20 crianças. Não sei o que se passa.
- Deve ter sido por a escola ter começado esta semana. Os miúdos estão todos excitados.
- Sabe ir até ao raio-X?
- Sim, doutora, já tenho muita experiência.
Peço uma cadeira de rodas, apesar de ser uma mãe que pega diariamente os seus filhos ao colo (adoro!), um miúdo de oito anos já pesa horrores.
Lá vamos nós a rodar pelos longos corredores do hospital. Deixamos a pediatria e dirigimo-nos ao raio-X. As crianças são mesmo bem tratadas neste hospital. Explicam-lhes tudo. Mostram-lhes tudo. Parece que estão numa visita de estudo ao hospital.
Saímos do raio-X e vamos à receção de adultos pedir a transferência da ocorrência da pediatria. Chegamos à sala de espera. Só crianças em cadeiras de roda eram três.
Foi rápida a chamada da ortopedia. O médico também super simpático toca-lhe em todos os ossos e tendões do tornozelo para identificar o único onde tem dor. Muita dor.
Mostra-nos o raio-X digital no seu computador.
- Está a ver? Aqui. Fez entorse da tibiotársica e ainda partiu um pouco o osso.
Infelizmente o meu receio confirmou-se. Era o que eu tinha imaginado, sem a parte do osso partido.
Em vez de gesso, imobiliza o tornozelo com uma ligadura feita de esponja que aperta bem. Logo se segue o veredito:
- Duas semanas sem por o pé no chão, na terceira semana já pode por o pé no chão mas ainda com muletas.
Aqui ele desata num pranto.
- Logo agora que ia começar o meu desporto favorito!
E chora. Chora. Voltamos à pediatria para devolver a cadeira de rodas.
Continua a chorar, agora convulsivamente. A enfermeira muito atenciosa conversa com ele. Explico que tem asma e que pode iniciar uma crise. A enfermeira muito paciente consegue acalmá-lo.
Temos mesmo excelentes profissionais de saúde nos hospitais públicos! Tanto médicos, como enfermeiros, como técnicos de radiologia. São profissionais com competências técnicas e humanas para lidar com as crianças que sofreram um trauma, estão com dores e fragilizadas. Estou muito grata a todos eles.
Este é o acontecimento que me tem transtornado os últimos dias e afastado um bocadinho do blog. O rapaz não se adapta a andar de canadianas e em casa anda ao meu colo de um lado para o outro.
Mais um episódio na vida de uma mãe de três.
30 de setembro de 2015
Reuniões de Pais
Depois de três apresentação em simultâneo de pais e alunos com o diretor de turma, iniciamos as reuniões de projeto pedagógico com os diretores de turma.
Se esta logística é complicada para todos, imaginem quem tem três filhos a estudar no mesmo agrupamento. Felizmente esta segunda ronda de reuniões não é coincidente. Conseguiram marcá-las em dias consecutivos! Grande sorte, hein!
Só temos de sair mais cedo do trabalho em três dias diferentes. Muito bom para a gestão das boas relações laborais!
23 de setembro de 2015
Novo ano, novas rotinas
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| Violino |
Primeiros trabalhos de casa. Como lhes custa voltar ao ritmo!
Novos horários de violino. A família adapta-se o melhor que pode. A mais velha tem um horário fantástico, com aulas só de manhã, já que está no ensino articulado. As aulas de música muito bem arrumadas em duas tardes semanais. Vai ter todo o tempo do mundo para estudar, com a calma que aprecia. Só nos falta conhecer os horários do Desporto Escolar para ver se consegue frequentar os Desportos Gímnicos, a ginástica do seu coração!
Já os mais novos têm um horário mais chato. Já que no Conservatório os horários são muito tardios. Vamos ver como corre. Há dois anos, o do meio, chegou a passar aulas de violino deitado nas cadeiras tal era o seu cansaço às 18h30. Este ano têm aulas a terminar às 20h. Vamos ter de estar atentos a esta situação.
21 de setembro de 2015
Regresso à escola
Mais fácil dizer do que fazer, já que hoje ninguém conseguia tirar o corpo da cama. Logo hoje esteve mais confortável e acolhedora do que nunca! Nem com mil beijos, centenas de abraços ou festas nas costas eles despertaram. Ferrados no sono.
Preparam-se num ápice. Um com a excitação da nova escola, os outros com a certeza de conhecerem todos os cantos à sua.
Estes primeiros dias tem um sabor tão doce. Encontrar os colegas que mais gostam, descobrir novos e antigos professores. Tudo se renova.
Os cadernos em branco em que se abre um mar de possibilidades. Novas aprendizagens, novos desafios, novas amizades.
30 de julho de 2015
Livros Escolares em segunda mão
Quando falei aqui na compra dos livros escolares várias leitoras sugeriram a compra de livros em segunda mão. Quanto a mim esta é uma opção muito sustentável. Reutilizar, reciclar.
Também fiz isso. Para a mais velha recebi os livros da prima que está um ano à frente. Consegui aproveitar alguns manuais, tendo apenas de comprar os livros de exercícios. Já no caso dos mais novos, não consegui aproveitar nenhum livro para o mais novo. Isto apesar de um estar apenas um ano à frente do outro. Na primária escrevem nos livros todos, não sendo viável apagar um livro completamente escrito e pintado!
Para quem não tiver irmãos e primos, há sites com bastante oferta de livros escolares em segunda mão. Principalmente em nesta altura do ano.
OLX e Custo Justo - Grande oferta de livros escolares em segunda mão.
Também fiz isso. Para a mais velha recebi os livros da prima que está um ano à frente. Consegui aproveitar alguns manuais, tendo apenas de comprar os livros de exercícios. Já no caso dos mais novos, não consegui aproveitar nenhum livro para o mais novo. Isto apesar de um estar apenas um ano à frente do outro. Na primária escrevem nos livros todos, não sendo viável apagar um livro completamente escrito e pintado!
Para quem não tiver irmãos e primos, há sites com bastante oferta de livros escolares em segunda mão. Principalmente em nesta altura do ano.
OLX e Custo Justo - Grande oferta de livros escolares em segunda mão.
28 de julho de 2015
Livros Escolares com Desconto
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| Descontos em Livros Escolares |
Tenho andado a verificar todos os descontos disponibilizados por livrarias e hipermercados.
A promoção do Continente dá apenas 10% de desconto, todo em crédito em cartão. Fica esta a ser a pior opção.
A Bertrand dá 15% com 5% em crédito.
A Leya Online dá 20% mas 10% são num vale que apenas pode ser utilizado numa compra do dobro do valor, fica sem efeito para quem não queira, ou não possa, fazer uma compra posterior com o dobro do valor.
O Jumbo oferece 15% mas dos quais 5% apenas para quem compre com o Cartão Jumbo, cartão que não tenho.
Depois de todas estas pesquisas cheguei à conclusão que a melhor opção é a Wook com 17% de desconto. 10% imediato e 7% de crédito.
Poupo 25€ e fico com crédito de 7€ para comprar mais tarde num livro não escolar.
Esta promoção Wook é válida até 31 de Julho e podem fazer a encomenda aqui. Não precisam da lista dos livros adotados, apenas terão de selecionar o ano e a escola.
Já fizeram a vossa compra? Aproveitaram os descontos?
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17 de junho de 2015
Horta Escolar
Reunião de notas de um dos filhos. Entrar na escola. Pôr o nariz em tudo, pois claro!
Encontrar a horta escolar linda com as alfaces grandes e viçosas! Os miúdos fizeram um excelente trabalho este ano. Pena que não tenham colhido as alfaces e comido uma salada antes das aulas terminarem!
4 de junho de 2015
Conversas lá de casa #15
- Mamã, tens de assinar o meu teste de matemática.
- É com muito prazer que assino o teu teste com 92%!
E é assim, a rebentar de orgulho, que terminamos este ano letivo!
- É com muito prazer que assino o teu teste com 92%!
E é assim, a rebentar de orgulho, que terminamos este ano letivo!
8 de abril de 2015
Conversas lá de casa #11
Logo de manhã:
- Mamã, levas-me à escola?
- Hoje não entras mais tarde?
- Sim, mas quero ir contigo.
Vejo-a à porta com a wave debaixo do braço.
- Já vi que levas a wave. Quem te vai buscar à escola?
- O papá.
- Combinaste com ele?
- Sim, combinei.
Durante a tarde:
- A miúda ligou-me para a ir buscar à escola. Levou a wave.
- Sim. De manhã perguntei-lhe quem a ia buscar à escola. Disse que tinha combinado contigo!
- Comigo?! Nem me falou no assunto da wave!
- Não?! A mim garantiu-me que tinha combinado. Por isso a deixei levar a wave.
À noite:
- Então, disseste à mamã que tinhas combinado comigo ir buscar-te à escola?
- Eu? Não disse nada!
- Não me disseste que combinaste com o papá ir buscar-te porque levavas a wave?
- Eu, não disse nada!
- Mas eu perguntei se tinhas combinado e tu disseste que sim!
- Olha se disse não ouvi o que perguntaste!
E é isto. Escuta seletiva. Tenho que começar a gravar as conversas cá de casa!
- Mamã, levas-me à escola?
- Hoje não entras mais tarde?
- Sim, mas quero ir contigo.
Vejo-a à porta com a wave debaixo do braço.
- Já vi que levas a wave. Quem te vai buscar à escola?
- O papá.
- Combinaste com ele?
- Sim, combinei.
Durante a tarde:
- A miúda ligou-me para a ir buscar à escola. Levou a wave.
- Sim. De manhã perguntei-lhe quem a ia buscar à escola. Disse que tinha combinado contigo!
- Comigo?! Nem me falou no assunto da wave!
- Não?! A mim garantiu-me que tinha combinado. Por isso a deixei levar a wave.
À noite:
- Então, disseste à mamã que tinhas combinado comigo ir buscar-te à escola?
- Eu? Não disse nada!
- Não me disseste que combinaste com o papá ir buscar-te porque levavas a wave?
- Eu, não disse nada!
- Mas eu perguntei se tinhas combinado e tu disseste que sim!
- Olha se disse não ouvi o que perguntaste!
E é isto. Escuta seletiva. Tenho que começar a gravar as conversas cá de casa!
18 de março de 2015
Canguru Matemático
Amanhã é dia de Canguru Matemático. Cá em casa em dose dupla. Temos provas do 2º ano e também do 5º ano. A mais velha já fez a primeira prova e ficou entre os melhores da turma. Agora está como primeira suplente. O do meio é a primeira prova e está todo empolgado a resolver as provas dos anos anteriores.
Se isto servir para se interessarem pela matemática, já valeu a pena!
19 de fevereiro de 2015
De volta
O que mais custa nestes dias é regressar às rotinas. Apesar de curtas, as férias do Carnaval deram aos miúdos uns dias de descanso. Uma rotina mais leve, apesar de intensa. Não há escola, não há horas para a acordar. Há tempo para brincar, para estar com os primos. Andam em casa uns dos outros em grupos cada vez maiores.
Houve alguns dias que conseguimos juntar os nove primos. Nem imaginam a excitação destes miúdos quando se juntam! É uma alegria barulhenta. Muitas gargalhadas, muitas histórias. Muita festa e diversão.
Hoje lá voltámos ao despertador, às manhãs caóticas, à correria. Custa a todos. Mas os últimos dias deram para carregar um pouco as baterias!
Houve alguns dias que conseguimos juntar os nove primos. Nem imaginam a excitação destes miúdos quando se juntam! É uma alegria barulhenta. Muitas gargalhadas, muitas histórias. Muita festa e diversão.
Hoje lá voltámos ao despertador, às manhãs caóticas, à correria. Custa a todos. Mas os últimos dias deram para carregar um pouco as baterias!
28 de janeiro de 2015
Report de Estado
Filho mais novo já não tem febre e foi à escola.
Continua a antibiótico.
Diz que doeu a barriga e a cabeça...
Aqui que dor! Custa tanto mandá-los para a escola sem estarem totalmente bons.
Mas se não vão perdem matéria... e nós perdemos o trabalho!
Como são difíceis as decisões dos pais.
Continua a antibiótico.
Diz que doeu a barriga e a cabeça...
Aqui que dor! Custa tanto mandá-los para a escola sem estarem totalmente bons.
Mas se não vão perdem matéria... e nós perdemos o trabalho!
Como são difíceis as decisões dos pais.
11 de outubro de 2014
1º Ano
O meu bebé mais novo entrou este ano para a primeira classe, isto é, para o primeiro ano!
O meu reguila, o mais mexidos dos meus filhos, está agora sentado numa cadeira a aprender a ler, a escrever e a fazer contas.
Pensei que ia estranhar. Julguei que não ia querer estar sentado a aprender. Sempre achei que ia querer recreio todo o dia.
Afinal enganei-me. É um aluno aplicado, cheio de interesse em aprender. Quer ser o melhor da aula.
Não é o melhor mas orgulha-se de ser o mais despachado. Segundo ele, é o terceiro melhor. Mas o mais rápido!
Este fim de semana trouxe os livros e cadernos para mostrar aos pais. Felizmente, que nos outros dias fica tudo na escola. Trás apenas uma pasta com as folhas dos trabalhos de casa. Ainda assim, só tem trabalhos três dias da semana. É um bom ritmo para aprender a estudar regularmente, mas sem sobrecarregar. Treina, exercita a mão, mas não chega a aborrecer-se.
Esteve a mostrar-me cada livro, cada caderno. Tive de ver como tem tudo bem feito. Tive de ler os comentários elogiosos da professora, Muito bem! escrito em vários sítios.
Ela está todo orgulhoso. Eu também. Voltei a elogiá-lo, a mostrar como estou orgulhosa por estar tão aplicado.
Apesar de estar sempre com pressa para acabar os trabalhos, para poder ir brincar, acho que afinal não me vai dar tanto trabalho como eu pensava.
O meu reguila, o mais mexidos dos meus filhos, está agora sentado numa cadeira a aprender a ler, a escrever e a fazer contas.
Pensei que ia estranhar. Julguei que não ia querer estar sentado a aprender. Sempre achei que ia querer recreio todo o dia.
Afinal enganei-me. É um aluno aplicado, cheio de interesse em aprender. Quer ser o melhor da aula.
Não é o melhor mas orgulha-se de ser o mais despachado. Segundo ele, é o terceiro melhor. Mas o mais rápido!
Este fim de semana trouxe os livros e cadernos para mostrar aos pais. Felizmente, que nos outros dias fica tudo na escola. Trás apenas uma pasta com as folhas dos trabalhos de casa. Ainda assim, só tem trabalhos três dias da semana. É um bom ritmo para aprender a estudar regularmente, mas sem sobrecarregar. Treina, exercita a mão, mas não chega a aborrecer-se.
Esteve a mostrar-me cada livro, cada caderno. Tive de ver como tem tudo bem feito. Tive de ler os comentários elogiosos da professora, Muito bem! escrito em vários sítios.
Ela está todo orgulhoso. Eu também. Voltei a elogiá-lo, a mostrar como estou orgulhosa por estar tão aplicado.
Apesar de estar sempre com pressa para acabar os trabalhos, para poder ir brincar, acho que afinal não me vai dar tanto trabalho como eu pensava.
15 de setembro de 2014
Escola: aí vamos nós!
Abertura do ano letivo.
Três miúdos a puxar-me pelo braço.
- Vamos, está na hora!
Vestiram-se num ápice. Comeram num piscar de olhos. E agora apressam-nos.
Vão encontrar os seus amigos de sempre, conhecer amigos novos. Conhecer novos professores, novas escolas.
Eu estou também aos pulinhos a antecipar o que vou ver.
Depois conto como correu!
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