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1 de janeiro de 2017

Feliz Ano Novo

Feliz Ano Novo

Desejo a todos um excelente 2017.

Que seja bem melhor que 2016, um ano particularmente difícil que me deixa feliz ver pelas costas.

Este virar de página dá-me a esperança de escrever uma nova história em 2017.

Bom ano a todos!


6 de janeiro de 2016

Janeiro, o mês mais triste do ano?


Será mesmo Janeiro o mês mais triste do ano?

Há até quem considere a primeira segunda feira de Janeiro o dia mais triste de todo o ano.
Depois da euforia das festas de Natal e Ano Novo, vemo-nos em dias cinzentos, frios e com menos dinheiro na carteira depois dos gastos com as festas.

Eu não aprecio o frio e a falta de sol, mas consigo sempre ver o copo meio cheio. Depois do Natal, os dias curtos, em que acordamos de noite e voltamos a ter noite às 17h, vão dando lugar a dias cada vez maiores. De Janeiro a Junho a duração da luz do dia vai sempre crescendo.

Vejo neste crescimento um novo começo, uma nova esperança, numa primavera radiosa e num verão quente. Por mais cinzento que possa ser um inverno, ele dará sempre origem a uma primavera que por sua vez terminará num verão. Este sim, a minha época de eleição.

Olho pela janela e observo o céu sem cor, a chuva a cair. Este mundo cinzento com uma humidade que se cola à pele. Observo as nuvens densas e tenho a visão do sol radioso que brilha por cima delas.

3 de março de 2015

Boas perspectivas

Tenho as emoções ao rubro!
Esta semana está a ser intensa. Recebo notícias de boas perspectivas para os próximos tempos. Depois de um ano duro, difícil, com muitos dissabores, a neblina começa a desvanecer-se. Tudo fica mais claro e as oportunidades visíveis.

Boa sorte para mim!

3 de janeiro de 2015

Esperança e otimismo


O Novo Ano veio chegou com novos sentimentos nos portugueses. Finalmente, o vocabulário foi alterado. As palavras que detesto como crise, e a pior de todas, que evitei ao longo destes anos sempre a pensar em escrevê-la apenas em jeito de despedida - troika - palavra horrenda, que nem pertence à língua portuguesa, foi usada até à exaustão pela comunicação social, políticos e população.

Este novo ano de 2015, trás um novo léxico aos portugueses. as palavras agora são de otimismo. Uma nova energia positiva corre mas bocas de cada um, nas mensagens nas redes sociais. Todos desejam saúde em primeiro lugar, pois tudo o resto é considerado vir por acréscimo. Um retorno ao que é essencial. Isto é bom. Já não se ouve tantos pedidos de emprego, como em anos anteriores, tendo eu própria formulado esse desejo em 2012.

Os corações enchem-se de esperança num ano melhor e essa onda de energia positiva tem realmente influência no que poderemos esperar dos próximos tempos.

Um brinde à esperança e ao otimismo de todos!


22 de novembro de 2014

Prisão de José Sócrates

José Sócrates
Hoje é o dia que começo a acreditar no meu país. O dia em que volto a acreditar na justiça portuguesa.
O dia em que a Esperança renasce.
Todos sabemos que há políticos corruptos. Acontece em todos os países. Mas, na maioria dos países, os corruptos são apanhados, julgados e condenados.

Em portugal não acontecia. Em Portugal há (havia?) o sentimento de que quem tivesse dinheiro, ou poder político, poderia fazer o que quisesse e ficaria impune pelos seus crimes.

Hoje é o dia em que começo a acreditar que isto pode mudar.

Na semana passada estava no Brasil. Ao telefone o marido perguntou-me:
- Então? Novidades do Brasil?
- Nada de novo, membros do governo foram presos...
- Aqui em Portugal também foram presos membros do governo!
- Juras? Mas isso é inédito em Portugal!

Aterrei em Lisboa sabendo que voltava a um país diferente do que deixei. Um pequeno passo para a justiça portuguesa, um passo gigante para os portugueses.

Acredito, ou esforço-me por acreditar, que existam políticos honestos e que procurem o bem colectivo. A impunidade dos corruptos deixa-me uma péssima opinião sobre a totalidade dos políticos, mesmo nos honestos, caso existam.

A prisão de José Sócrates

A notícia de hoje, inesperada, trás-me uma lufada de ar fresco sobre o futuro. Dá-me forças para acreditar que a justiça portuguesa existe. Que os prevaricadores serão apanhados, julgados e condenados.

José Sócrates

José Socrates

26 de setembro de 2014

Esperança

Esperança é o sentimento que enche o meu coração quando saio de casa pela manhã.
Azáfama familiar matinal. Três miúdos vestidos, de pequeno almoço tomado, mochilas às costas e 'bora lá enfrentar o dia!
Consigo deixar a mais velha na escola às 8h15! Como lhe (nos) está a custar estes novos horários!
Tento deitá-los mais cedo.  A roupa para cada dia já fica preparada durante o fim de semana é organizada em embalagens individuais.

Deixo-a à porta da escola às 8h15.
Começo a ter esperança.
Era tão bom que hoje não apanhasse nenhum acidente...
Quem me dera que a autoestrada estivesse sem transito!
Desenvolvo a esperança. Espero que ninguém pise o risco, abuse da sorte e provoque acidentes. Mas vejo tanta asneira. Tanta gente nervosa a pisar o risco!

Hoje a esperança foi grande.
Da minha parte tinha feito tudo para uma viagem calma. Saí de casa a tempo, deixei a miúda na escola a horas.
Só faltava que o transito colaborasse.
Esperança. Fé?
Esta manhã tudo fluiu! Bastantes automóveis deslizaram sem sobressaltos. Sem batidas, sem toques. Quando isto acontece TUDO é tão mais fácil.
Tão bom chegar cedo, sem sustos, sem stresses!
Não há como ter Esperança para que tudo corra suave e calmamente!


4 de abril de 2014

Dias com Esperança

Uns dias são melhores que outros.
A seguir a um dia muito mau há normalmente uma bonança.
Ou é o desgaste que não nos deixa aborrecer mais, ou uma noite de sono que nos acalma e organiza as ideias.
Só mais um dia. Aguentar só mais um dia. Aguentar só mais um mês.
Entretanto procurar alternativas é sempre uma excelente opção!
Alguma coisa vai surgir! Tenho a certeza!

31 de dezembro de 2013

Ultrapassar 2013


O ano de 2013 foi um turbilhão de emoções na minha vida.
Passei o Natal de 2012 com a doce promessa de um emprego para 2 de Janeiro de 2013. No último dia do ano recebi um e-mail esquivo, que faltando totalmente à verdade, dava o dito por não dito, sem nunca assumir o acordado. Magoou-me muito.
Foi um pontapé no estômago. Entrei o novo ano com o peso do desemprego em cima.
Tínhamos chegado ao fundo do poço, raspado as últimas migalhas do que nos restava. Estávamos em risco de perder a casa e de ficar na rua com três crianças pequenas.
Olhava para eles e o desespero deu lugar à determinação. Eu não podia deixar que algo de mal lhes acontecesse. Eu teria de dar a volta. Como, não sabia.
Para isso teria de fazer algo novo. Teria de descobrir um novo caminho, já que a tradicional pesquisa de emprego, com o envio de CV e partilha da situação com todos os contactos profissionais não estava a dar frutos. Todas as empresas estavam a despedir e não tinham lugar para mim. Ao envio de CV nunca tive resposta. Não sei se pela idade, se pela senioridade na carreira. As poucas vagas eram para júniores: gente nova, com sangue na guelra e barata.
Olhei para os meus filhos e decidi que tinha de fazer o que ainda não tinha feito. Tinha de trilhar um caminho novo que me levasse a bom porto.
Não podemos continuar a fazer o mesmo de sempre e esperar um desfecho diferente, já nos explicou Einstein.
Tentei pensar de forma diferente, procurar outras áreas fora da minha zona de conforto.
Observei que em tempo de crise, todos se refreiam no consumo. Tudo o que possa ser considerado supérfluo era preterido.
Olhei para o essencial. O que era realmente importante para todos? O que ninguém poderia dispensar, mesmo que quisesse?
A resposta começou a formar-se no meu pensamento. A Comida. Todos precisamos de comer. Todos os dias e várias vezes ao dia. O que ingerimos desaparece. Deixa de existir. Voltamos sempre a a ter de comprar comida.
Virei-me para esta área. Comecei por confeccionar bolos e bolinhos. Pesquisei receitas, métodos e segredos. Inventei as minhas próprias combinações. Fiz comida, bolos, bolinhos e especialidades gourmet. Arranjei clientes. Tive uma enorme aceitação nos meus artigos. Todos apreciavam o que fazia. Não só me pagavam pelo que fazia como ainda me enchiam o ego com elogios! Foi reconfortante. Recuperei as forças e a auto-estima.
Descobri que mesmo em tempos de crise todos precisam de comer. Quem tem emprego tem falta do bem mais escasso, o tempo. Tempo para cozinhar uma refeição diferente, para fazer um bolo para celebrar um momento especial.
Dediquei-me a esta actividade com todo o amor e carinho, que se reflectiam no resultado final. Estava a dar muito de mim no que fazia e a receber muito em troca. O amor que punha na confecção das minhas iguarias, era-me retribuído em enormes elogios.
Descobri caminhos novos, competências que não sabia que tinha. Eu quase não cozinhava. Tinha quem o fizesse por mim. Trabalhava muito mas chegava a casa e tinha o jantar pronto. Eu própria não tinha tempo para a cozinha. Não tinha de desenvolver as artes da culinária.
A necessidade foi mãe da evolução. Estudei, pesquisei, testei e descobri que tinha um dom, ou um gosto muito especial para fazer coisas diferentes e muito apreciadas por quem as provava.
Foi um caminho duro. Não só estudava novas receitas, como fazia compras, cozinhava e procurava clientes para as minhas iguarias.
E ainda era mãe, mulher e pessoa. Tentava cuidar de tudo como podia. Algumas vezes, algumas coisas ficavam para trás. Tudo menos a vontade de dar uma vida confortável aos meus filhos. Com um tecto e comida suficientes e amor e carinho em enorme quantidade.
A minha determinação deu frutos. Se esta nova actividade não me permitia pagar uma renda, já era suficiente para satisfazer as necessidades básicas dos meus filhos. Ganhei uma certeza. Acontecesse o que acontecesse, eles nunca iriam passar fome. Desde que eu tivesse o suficiente para comprar alguns ingredientes, podia transformá-los em algo único, receber dinheiro por isso, com o qual poderia voltar a comprar mais ingredientes e ainda alimentar os meus filhos.
Este novo alento e auto-estima trouxe-me algo de muito bom: um emprego!
Chegou à minha vida a meio do ano, em Junho. Dediquei-me com alma e coração ao novo projecto. Prescindi de férias com os meus filhos, mas tive a alegria de voltar ao mercado de trabalho. Um emprego muito abaixo do nível de carreira que tinha tido. Um enorme retrocesso financeiro. Ainda assim um oportunidade a agarrar com unhas e dentes. Se para voltar a trabalhar teria de aceitar ganhar quase metade do que estava habituada, assim seria. São sinais dos tempos, da crise em que vivemos. Descobri que entrei numa empresa mais que fantástica, onde adorava ficar, com progressão na carreira merecida. Tenho esperança que isso aconteça apesar de saber que isso não é política das empresas. As progressões são lentas, curtas e nem sempre justas. Quero acreditar que o meu mérito será reconhecido. Quando deixar de acreditar nisso posso sempre procurar novas oportunidades. É mais fácil arranjar emprego quando temos um emprego. A nossa capacidade negocial sobe consideravelmente. Era o que eu não tinha quando arranjei este emprego. Só voltar ao activo era pralá de bom! Não podia perder a oportunidade com negociações salariais. Se estou arrependida? Não. Nunca!
As oportunidades têm de ser aproveitadas. Depois podemos procurar algo melhor. Nunca recusar uma oportunidade pequena, esperando pela grande. Ela não nos vai bater à porta.
Este post já vai muito longo. A mensagem final que queria deixar é apenas uma: nunca desistam!
Lutem, procurem, voltem a lutar, voltem a procurar. Não baixem os braços nunca! Quando encontrarem uma oportunidade, agarrem-na. Por muito pequenina que seja. Em breve, melhores dias virão. Haverá melhores oportunidades para todos nós. Para já temos de agarrar o que a vida nos dá.
E este blog é isto mesmo,  uma ode à vida e às coisas boas que ela nos dá!
Obrigada pelo apoio e o carinho que me têm dado. Nem imaginam o bem que fazem ao estarem aí, ao deixarem os vossos comentários, ao incentivarem e ao apoiarem, apesar de nem sequer me conhecerem, apesar de nunca terem visto a minha cara, nem ouvido a minha voz.

31 de dezembro de 2012

Desejos de Ano Novo


2012 aproxima-se rapidamente do fim.
Foi um ano e pêras!
Com muita coisa boa, com muita coisa má.
Com menos trabalho tive mais tempo para os meus filhos. Aproximei-me mais deles. Usufrui mais da sua companhia. Acho que os meus três pitufos tiveram mais pai e mãe em 2012, do que em todos os seus anos de vida. Com menos trabalho tivemos menos dinheiro. Passeámos menos. Ainda assim, conseguimos em Janeiro levá-los a ver neve ao vivo, pela primeira vez das suas vidas. Viajamos menos, não tivemos férias na praia, pela primeira vez das suas vidas. Ficámos em casa nas férias. Íamos à praia nuns dias, aos parques noutras, a piscinas noutros. Passámos tempo juntos. Tivemos muita saúde. Todos nós. Vi pessoas à minha volta terem doenças chatas, fatais. Felizmente nada com os meus. E disso tenho de agradecer à VIDA! Tivemos também muitos momentos maus, a falta de dinheiro. Começar a contar os meses em que conseguimos manter a casa. Procurar emprego, trabalho e não conseguir nada. Ficar frustrados, chorar muito. Secar as lágrimas e tratar das crianças. Mudar tudo na nossa vida. Passar de ricos a pobres num piscar de olhos. Aprender a lidar com isso. Tentar transmitir segurança aos filhos. Uma segurança que não sentimos. Continuar com Esperança no futuro. Desejar com todas as forças arranjar trabalho que nos permita viver. Pagar a casa e comer, que são as coisas mais importantes. Para o Novo Ano desejo que continuemos todos a ter muita Saúde e um Trabalho, Emprego o que seja, que pague um salário que nos permita sobreviver em 2013. Par além disso continuaremos a ser trabalhadores, dedicados, optimistas, honestos, determinados. Agora só precisamos que a Vida nos dê um pouco de Sorte!
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