Hoje é Dia Mundial da Alimentação. Se em países em via de desenvolvimento a preocupação é fazer chegar alimentos às populações, nos países desenvolvidos a luta é contra a obesidade e as doenças a ela associadas.
Portugal tem um dos melhores índices de saúde infantil do mundo, apresentando uma das menores taxas mundiais mortalidade infantil (até aos 5 anos) com apenas 2,4 mortes por cada 1000 bebés nascidos, dados de 2010.
Se este facto tem dado a Portugal rasgados elogios por parte da comunidade internacional, já a taxa de obesidade infantil é das mais altas do mundo e um enorme motivo de preocupação.
De acordo com os dados divulgados pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) sabe-se que 32% das crianças portuguesas com menos de 8 anos têm excesso de peso e que apenas 40% pratica actividades desportivas extra-curriculares.
Isto significa que 1 em cada 3 crianças tem excesso de peso ou é obesa!
Não nos deixemos enganar a obesidade é uma doença comportamental! Isto significa que é consequência do nosso estilo de vida e alimentação e que está nas nossas mãos alterar a situação.
Vejo tantos pais em desespero por terem os filhos doentes com uma rara doença genética que traduz malformações que ninguém consegue tratar ou curar. O caso da obesidade, causadora de mais mortes anuais do que as doenças genéticas, a história é diferente. A obesidade pode ser prevenida e mesmo depois de instalada, pode ser curada.
Sei que todos os pais querem o melhor para os seus filhos e que fazem tudo o que puderem para que sejam saudáveis. Não fazem mais e melhor porque só não sabem, ou não podem. Por isso é importante divulgar as práticas para evitar e curar a obesidade infantil.
A prevenção da obesidade infantil passa essencialmente por implementação de uma alimentação equilibrada no seio da família e a adopção de práticas de actividade física no dia a dia.
Alimentação correcta:
Muitas vezes as pessoas obesas não comem mais do que os magros. Comem de forma diferente, comem pior. O importante é ter uma alimentação correcta, nutricionalmente equilibrada e nas quantidades certas.
Exercício físico:
As crianças e jovens necessitam de cerca de 60 minutos de actividade física intensa por dia. Os pais devem proporcionar às crianças a prática de exercício físico e incluí-lo nas suas actividades extra-curriculares. Até aos 6 anos as actividades adequadas são a natação e a ginástica (ou expressão físico-motora). Já a partir dos 6 anos abrem-se inúmeras possibilidades, podendo a criança continuar com a ginástica ou natação e ainda experimentar uma série de actividades individuais ou de grupo. O importante é estar sempre em movimento.
Já a partir dos 13 anos são mais adequadas e estimulantes as praticas de actividade em grupo como é o caso dos desportos colectivos que além da vertente física promovem o desenvolvimento de competências sociais, integração num grupo de referência de hábitos saudáveis. Os desportos colectivos oferecem ao jovem ainda a inserção num grupo social que o apoia nas outras vertentes da sua vida.
Os pais podem estimular a actividade das crianças ao fim de semana, saindo à rua para andar a pé com as crianças, levá-las a parques infantis que estimulam a sua motricidade, e ainda sair em família com bicicletas e passar dias divertidos aos ar livre.
No fundo, está nas nossas mãos, em cada dia, fazermos a opção mais saudável. Escolher a alimentação mais saudável rica em fibras e vitaminas, com inclusão de vegetais e frutos frescos e pobre em sal e gorduras, assim como escolher passar uma manhã ou tarde ao ar livre a andar de bicicleta ou a jogar à bola com o nossos filhos.
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16 de outubro de 2012
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