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6 de fevereiro de 2015

Pneu Furado: Quem quer?



Mas que bela maneira da iniciar o fim de semana, isto é, de acabar a semana.
Pneu em baixo, jante no chão...
Golpe no pneu.
Como ver o copo meio cheio?

Ainda bem que não foi em andamento!
É só despesa. Ninguém se magoou.
Que sorte, não?




29 de maio de 2014

Preciso de sorte

Quando as coisas não estão bem, precisamos de coragem para as mudar.
Hoje é o dia.
Desejem-me sorte.

7 de fevereiro de 2014

Desejem-me sorte

Hoje entrego mais um daqueles mega projectos. Os que nos saiem do pelo.
Obrigam a um esforço brutal. Contêm mil e um detalhes que podem correr mal, mas que temos a obrigação de os fazer correr bem.
Estou de rastos. Mas hoje entrego o projecto.
Desejem-me sorte para que tudo corra bem. Volarei no fim de semana dar mais notícias e visitar mais os blogs de que tanto gosto.
Boa sexta para vocês que amanhã já é fim de semana!

31 de dezembro de 2013

Ultrapassar 2013


O ano de 2013 foi um turbilhão de emoções na minha vida.
Passei o Natal de 2012 com a doce promessa de um emprego para 2 de Janeiro de 2013. No último dia do ano recebi um e-mail esquivo, que faltando totalmente à verdade, dava o dito por não dito, sem nunca assumir o acordado. Magoou-me muito.
Foi um pontapé no estômago. Entrei o novo ano com o peso do desemprego em cima.
Tínhamos chegado ao fundo do poço, raspado as últimas migalhas do que nos restava. Estávamos em risco de perder a casa e de ficar na rua com três crianças pequenas.
Olhava para eles e o desespero deu lugar à determinação. Eu não podia deixar que algo de mal lhes acontecesse. Eu teria de dar a volta. Como, não sabia.
Para isso teria de fazer algo novo. Teria de descobrir um novo caminho, já que a tradicional pesquisa de emprego, com o envio de CV e partilha da situação com todos os contactos profissionais não estava a dar frutos. Todas as empresas estavam a despedir e não tinham lugar para mim. Ao envio de CV nunca tive resposta. Não sei se pela idade, se pela senioridade na carreira. As poucas vagas eram para júniores: gente nova, com sangue na guelra e barata.
Olhei para os meus filhos e decidi que tinha de fazer o que ainda não tinha feito. Tinha de trilhar um caminho novo que me levasse a bom porto.
Não podemos continuar a fazer o mesmo de sempre e esperar um desfecho diferente, já nos explicou Einstein.
Tentei pensar de forma diferente, procurar outras áreas fora da minha zona de conforto.
Observei que em tempo de crise, todos se refreiam no consumo. Tudo o que possa ser considerado supérfluo era preterido.
Olhei para o essencial. O que era realmente importante para todos? O que ninguém poderia dispensar, mesmo que quisesse?
A resposta começou a formar-se no meu pensamento. A Comida. Todos precisamos de comer. Todos os dias e várias vezes ao dia. O que ingerimos desaparece. Deixa de existir. Voltamos sempre a a ter de comprar comida.
Virei-me para esta área. Comecei por confeccionar bolos e bolinhos. Pesquisei receitas, métodos e segredos. Inventei as minhas próprias combinações. Fiz comida, bolos, bolinhos e especialidades gourmet. Arranjei clientes. Tive uma enorme aceitação nos meus artigos. Todos apreciavam o que fazia. Não só me pagavam pelo que fazia como ainda me enchiam o ego com elogios! Foi reconfortante. Recuperei as forças e a auto-estima.
Descobri que mesmo em tempos de crise todos precisam de comer. Quem tem emprego tem falta do bem mais escasso, o tempo. Tempo para cozinhar uma refeição diferente, para fazer um bolo para celebrar um momento especial.
Dediquei-me a esta actividade com todo o amor e carinho, que se reflectiam no resultado final. Estava a dar muito de mim no que fazia e a receber muito em troca. O amor que punha na confecção das minhas iguarias, era-me retribuído em enormes elogios.
Descobri caminhos novos, competências que não sabia que tinha. Eu quase não cozinhava. Tinha quem o fizesse por mim. Trabalhava muito mas chegava a casa e tinha o jantar pronto. Eu própria não tinha tempo para a cozinha. Não tinha de desenvolver as artes da culinária.
A necessidade foi mãe da evolução. Estudei, pesquisei, testei e descobri que tinha um dom, ou um gosto muito especial para fazer coisas diferentes e muito apreciadas por quem as provava.
Foi um caminho duro. Não só estudava novas receitas, como fazia compras, cozinhava e procurava clientes para as minhas iguarias.
E ainda era mãe, mulher e pessoa. Tentava cuidar de tudo como podia. Algumas vezes, algumas coisas ficavam para trás. Tudo menos a vontade de dar uma vida confortável aos meus filhos. Com um tecto e comida suficientes e amor e carinho em enorme quantidade.
A minha determinação deu frutos. Se esta nova actividade não me permitia pagar uma renda, já era suficiente para satisfazer as necessidades básicas dos meus filhos. Ganhei uma certeza. Acontecesse o que acontecesse, eles nunca iriam passar fome. Desde que eu tivesse o suficiente para comprar alguns ingredientes, podia transformá-los em algo único, receber dinheiro por isso, com o qual poderia voltar a comprar mais ingredientes e ainda alimentar os meus filhos.
Este novo alento e auto-estima trouxe-me algo de muito bom: um emprego!
Chegou à minha vida a meio do ano, em Junho. Dediquei-me com alma e coração ao novo projecto. Prescindi de férias com os meus filhos, mas tive a alegria de voltar ao mercado de trabalho. Um emprego muito abaixo do nível de carreira que tinha tido. Um enorme retrocesso financeiro. Ainda assim um oportunidade a agarrar com unhas e dentes. Se para voltar a trabalhar teria de aceitar ganhar quase metade do que estava habituada, assim seria. São sinais dos tempos, da crise em que vivemos. Descobri que entrei numa empresa mais que fantástica, onde adorava ficar, com progressão na carreira merecida. Tenho esperança que isso aconteça apesar de saber que isso não é política das empresas. As progressões são lentas, curtas e nem sempre justas. Quero acreditar que o meu mérito será reconhecido. Quando deixar de acreditar nisso posso sempre procurar novas oportunidades. É mais fácil arranjar emprego quando temos um emprego. A nossa capacidade negocial sobe consideravelmente. Era o que eu não tinha quando arranjei este emprego. Só voltar ao activo era pralá de bom! Não podia perder a oportunidade com negociações salariais. Se estou arrependida? Não. Nunca!
As oportunidades têm de ser aproveitadas. Depois podemos procurar algo melhor. Nunca recusar uma oportunidade pequena, esperando pela grande. Ela não nos vai bater à porta.
Este post já vai muito longo. A mensagem final que queria deixar é apenas uma: nunca desistam!
Lutem, procurem, voltem a lutar, voltem a procurar. Não baixem os braços nunca! Quando encontrarem uma oportunidade, agarrem-na. Por muito pequenina que seja. Em breve, melhores dias virão. Haverá melhores oportunidades para todos nós. Para já temos de agarrar o que a vida nos dá.
E este blog é isto mesmo,  uma ode à vida e às coisas boas que ela nos dá!
Obrigada pelo apoio e o carinho que me têm dado. Nem imaginam o bem que fazem ao estarem aí, ao deixarem os vossos comentários, ao incentivarem e ao apoiarem, apesar de nem sequer me conhecerem, apesar de nunca terem visto a minha cara, nem ouvido a minha voz.

22 de outubro de 2013

Os Deuses devem estar Loucos! #1

Sabem aqueles dias em que pensam que não deviam nem existir?
Seria melhor nem sequer nos termos levantado da cama?
Ficamos a pensar no que teremos feito para merecer tão pouca sorte?

E se mais tarde receberam uma notícia fantástica?
Daquelas que vos faz pensar porque tiveram tanta sorte?
Que dia mais esquizofrénico!
Os Deuses devem Estar Loucos. Só podem!

31 de dezembro de 2012

Felicidade para o Novo Ano


Desejo um Ano Novo cheio de Felicidade a todos o que me têm seguido este ano.
Os tempos não se avizinham fáceis. Mas agora, mais do que nunca, temos de nos manter fiéis aos nossos valores, manter a coluna vertebral bem direita e não nos deixar vergar nunca. Temos de fazer por merecer a Sorte que precisamos que a Vida nos traga no Novo Ano.
Tudo de bom!

Desejos de Ano Novo


2012 aproxima-se rapidamente do fim.
Foi um ano e pêras!
Com muita coisa boa, com muita coisa má.
Com menos trabalho tive mais tempo para os meus filhos. Aproximei-me mais deles. Usufrui mais da sua companhia. Acho que os meus três pitufos tiveram mais pai e mãe em 2012, do que em todos os seus anos de vida. Com menos trabalho tivemos menos dinheiro. Passeámos menos. Ainda assim, conseguimos em Janeiro levá-los a ver neve ao vivo, pela primeira vez das suas vidas. Viajamos menos, não tivemos férias na praia, pela primeira vez das suas vidas. Ficámos em casa nas férias. Íamos à praia nuns dias, aos parques noutras, a piscinas noutros. Passámos tempo juntos. Tivemos muita saúde. Todos nós. Vi pessoas à minha volta terem doenças chatas, fatais. Felizmente nada com os meus. E disso tenho de agradecer à VIDA! Tivemos também muitos momentos maus, a falta de dinheiro. Começar a contar os meses em que conseguimos manter a casa. Procurar emprego, trabalho e não conseguir nada. Ficar frustrados, chorar muito. Secar as lágrimas e tratar das crianças. Mudar tudo na nossa vida. Passar de ricos a pobres num piscar de olhos. Aprender a lidar com isso. Tentar transmitir segurança aos filhos. Uma segurança que não sentimos. Continuar com Esperança no futuro. Desejar com todas as forças arranjar trabalho que nos permita viver. Pagar a casa e comer, que são as coisas mais importantes. Para o Novo Ano desejo que continuemos todos a ter muita Saúde e um Trabalho, Emprego o que seja, que pague um salário que nos permita sobreviver em 2013. Par além disso continuaremos a ser trabalhadores, dedicados, optimistas, honestos, determinados. Agora só precisamos que a Vida nos dê um pouco de Sorte!
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