Gosto muito de futebol. Em miúda brincava na rua e jogávamos à bola todo o dia. Com irmãos, primos, amigos, primos dos amigos, rapazes e raparigas jogávamos até deixarmos de conseguir ver a bola.
Hoje em dia não gosto daquilo que o futebol de tornou. Uma indústria suja. Gosto do desporto. De ver um bom jogo. E gosto do
Sporting.
A ida a um estádio é uma lotaria. Quando vamos a um concerto sabemos o que nos espera. O alinhamento das músicas mais conhecidas, em conjunto com as do último álbum em promoção. No futebol já não é assim. A nossa equipa pode jogar bem e ganhar, jogar bem e perder, jogar mal e ganhar e jogar mal e perder. Nem sempre os resultados são justos. Nem sempre o espectáculo é bonito. Muitas vezes regressamos tristes, desiludidos e até zangados. Por tudo isto, acho muito arriscado ir ver um jogo de futebol.
Inicio de época, bilhetes oferecidos e jogo a hora ideal para levar crianças. O contexto ideal para levar os miúdos. Lá foram os meus leõezinhos à toca do leão. Eu fiquei a torcer pela vitória, mais pela alegria deles do que por outra coisa, confesso. Desta vez o meu clube portou-se à altura. Os miúdos vieram do estádio radiantes! Viram o seu clube a ganhar e por uns raros 5-1.
Fiquei mesmo contente. Pelos miúdos, pelo Sporting. Pode ser que seja desta que a sorte mude. Pode ser desta que regressemos às vitórias passadas. Dos tempos idos, em que em criança acompanhei várias vitórias do meu Sporting. Agora não é uma convicção, é um desejo.