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8 de fevereiro de 2013

Foi bom mas acabou-se

Já vos tinha contado como agarro as oportunidades. Como aproveito o que a vida me dá, mesmo que pareça pequeno. O meu trabalho temporário em part-timeacabou. Estive a substituir um professor que já regressou. Foi pouco porque apenas trabalhei duas horas por dia, o que no fim do mês não rendeu nem um ordenado mínimo nacional. Muito curto para alguém viver, muito menos uma família com 3 filhos. Mas foi melhor que nada. Melhor que estar em casa, a trabalhar é certo, mas de graça. O trabalho de cuidar de uma família não é pago, nem reconhecido. Por isso é bom trabalhar fora e ganhar algum dinheiro, mesmo que pouco. Faz-nos sentir mais úteis. Úteis à sociedade e à economia doméstica.

Agora voltei a ser apenas a sopeira da casa, sem ofensa para as outras mães de família e donas de casa. Habituada a trabalhar fora, a ter uma carreira e um belo ordenado, não consigo sentir-me de outra maneira. Tento valorizar o tempo que passo com os meus filhos. Mas não consigo deixar de me sentir desaproveitada. Já dei tanto a tantas empresas. Já paguei tanto de segurança social e de IRS e agora não contribuo para o PIB nacional, não pago impostos sobre o rendimento, por não ter rendimento.

É nestes exemplos que se vê o que Portugal está a desperdiçar. Tantos licenciados com experiência que poderiam estar a contribuir para o nosso país e estão assim, desperdiçados. E quando isto acontece em duplicado no casal deixa de ser ridículo para passar a ser dramático.
Há que ter esperança e continuar a lutar. Acreditar que melhores dias virão, para nós e para todos os outros.

17 de novembro de 2012

Correr atrás das oportunidades


Pois hoje fui atrás desta oportunidade profissional e estive no Open Day da Emirates. Eu e mais cerca de 3000 pessoas. Homens e mulheres que procuram um sonho, um emprego, um escape à crise. Antes da hora marcada a fila já dava a volta ao quarteirão do Hotel Sheraton, em Lisboa. A chuva matinal dava o ar de sua graça. Ao fim de 5 horas de espera (houve quem tivesse esperado mais) consegui entrar numa sala onde puder entregar o meu curriculum e ter a entrevista de emprego mais rápida de que alguma vez tive notícia. Eu, e todos os outros, fomos entrevistados durante cerca de 30 segundos enquanto entregávamos em mãos o curriculum a um membro do staff de recrutamento. Acho que nem um casting costuma ser tão rápido. Desejo firmemente que a entrevista de 30 segundos permita a este experiente staff conseguir fazer a triagem de quem tem ou não potencial para este trabalho. Quem não receber a chamada da sorte até domingo pelas 22h, pode esquecer os Emirates e só poderá voltar a concorrer daqui a 6 meses. Desejo a maior das sortes a todos os que suportaram horas de espera para aceder a esta entrevista relâmpago, e muita clareza de julgamento a quem terá de fazer a escolha. Quem se estiver a preparar para comparecer ao Open Day de Faro e do Porto, aconselho a chegar uma hora mais cedo e a fazer o pré-registo aqui.
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