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4 de dezembro de 2016
Derruba-os como peões
Tenho andado ausente deste blog. Não tenho tido tempo suficiente para escrever o que me vai na alma. Mas não abandonei este espaço, nada disso!
Na verdade tenho andado atarefada a dar apoio a familiares doentes. Depois de passar longas horas nas urgências hospitalares, fiquei com a garganta infetada. Os hospitais não são lugar para se passar muito tempo. Devíamos entrar e sair, não passar lá 10 horas seguidas...
A cereja no topo do bolo foi a gripe que se abateu cá em casa. Um a um caem que nem tordos. Começou pelo pai, seguiu-se a filha. Agora os mais novos também já tossem. Só falta chegar-lhes a febre ardente que queima os outros.
Tenho uma banda sonora de espirros, tosse e ai ais. Doe-lhes o corpo, arde-lhes a garganta e eu tento baixar-lhes a febre com paracetamol, ibuprofeno, mas também com panos molhados na testa. Esta febre não cede só com estes medicamentos.
A Direção Geral de Saúde anunciou que a gripe este ano ia ser forte. Pela amostra parece que é. Derruba-os como peões, um a um, como num jogo de bowling.
11 de fevereiro de 2015
Novos melhores amigos
Estes são os meus novos melhores amigos. Fiéis companheiros de horas difíceis. Nasomet para (tentar) parar o ranho. Água do mar para lavar e desinfetar o nariz a toda a hora, Neo-Sinefrina para conseguir respirar. Ibuprofeno para desinflamar a garganta e tirar dores de cabeça, garganta e corpo!
Vamos ver se serão suficientes.
28 de janeiro de 2015
Report de Estado
Filho mais novo já não tem febre e foi à escola.
Continua a antibiótico.
Diz que doeu a barriga e a cabeça...
Aqui que dor! Custa tanto mandá-los para a escola sem estarem totalmente bons.
Mas se não vão perdem matéria... e nós perdemos o trabalho!
Como são difíceis as decisões dos pais.
Continua a antibiótico.
Diz que doeu a barriga e a cabeça...
Aqui que dor! Custa tanto mandá-los para a escola sem estarem totalmente bons.
Mas se não vão perdem matéria... e nós perdemos o trabalho!
Como são difíceis as decisões dos pais.
27 de janeiro de 2015
Quando eles estão bem eu estou bem
Pois, hoje não é o caso.
O mais novo acorda com um febrão. Toca a medicar e ver a febre baixar. Fica em casa. Mais tarde o pai telefona a avisar que teve outro pico de febre quase nos 40ºC. Susto. Dorme quase todo o tempo. A febre sobre muito e desce pouco à custa de medicação e panos molhados na testa. Pensava que era a anunciada vaga de gripe, mas afinal não. A Saúde 24 manda-me ir ao hospital E eu, muito bem mandada, lá vou. As médicas super atenciosas vêem tudo. Quando chegam à garganta dizem:
- É daqui! É esta garganta que está a estragar tudo!
Lá levamos a receita do antibiótico e vamos para casa.
Felizmente reage muito bem à medicação e a febre cede logo. Já não voltou a ter febre apesar de continuar a queixar-se. Diz que tem dores de barriga.
É é assim que a vida dá uma volta, ainda que sem gravidade. Quando eles não estão bem, eu não estou bem.
Prefiro ter de pedir que fiquem quietos, que não corram em casa, que não pulem, que não cantem às 7h30 da manhã, altura que o meu cérebro ainda não despertou totalmente, do que isto.
Quando ficam quietos, quando dormem de dia, quando só querem colo, o meu coração fica apertadinho. Só desejo que fiquem bem, para voltarem à agitação do costume.
Prefiro andar cansada da sua atividade constante do que preocupada pelo seu sossego.
Bichos esquisitos as mães!
19 de dezembro de 2014
Margarida Gautier: Depressão
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| Margarida Gautier |
"Não estou ainda capaz de articular grandes frases, por isso vou escrever apenas o que me vai agora na alma. A minha mana Margarida foi das mulheres mais fortes que já conheci até hoje. Era inteligente, criativa, carinhosa, divertida, lutadora e muito, muito minha amiga. Tinha também amigos nos quatro cantos do mundo pois sempre foi uma pessoa de grande carisma e com uma alegria de viver incomparável. Nada foi alguma vez capaz de deter a minha irmã Margarida. Apesar de, com o seu coração bom, ter sido muitas vezes magoada injustamente pela vida, ao ponto de vir a sofrer de uma doença perigosíssima, talvez a doença mais perigosa dos tempos actuais, a depressão. A minha irmã lutou durante mais de vinte anos com esta doença, algo que ía e vinha sem qualquer controlo ou ante-visão. O certo é que durante muitos anos faltou informação no nosso país sobre o que realmente significa para alguém entrar em depressão. Depressão não é igual a estar deprimida. Depressão é uma doença grave e continua a somar casos e mais casos, todos eles idênticos aos da minha irmã. Hoje a minha querida irmã Margarida resolveu terminar com este sofrimento. Era já desumano e incapaz de ser suportado.
Pelo facto de estar a ser mal acompanhada a nível médico e por muitas vezes se auto-medicar, a Margarida entrou numa espiral confusa e vertiginosa, num enorme poço sem qualquer maneira possível de o voltar a escalar.
Este post não serve apenas para agradecer a todas as pessoas que já me enviaram importantes palavras de condolências, mas também como um Alerta a todas as pessoas que estão ou julgam estar em depressão. Procurem ajuda médica! E se a dos hospitais for escassa – invistam em vós, procurem um bom médico pois a sanidade mental não tem preço.
Se conhecem alguém assim, não dêem qualquer hipótese e levem-na pelo braço, se for preciso, sentar-se em frente a um bom médico psiquiatra. Sem tabus – mas com um imenso sentido de responsabilidade.
A minha irmã pediu ajuda muitas vezes. À família, aos amigos, aos médicos, aos psicólogos e até a desconhecidos. E nenhum de nós teve a força ou o know how suficiente para a conseguir ajudar.
A Depressão é uma doença terrível e já chega de virarmos a cara para o outro lado. Temos uma significativa percentagem de portugueses a viver neste momento em estados de depressão, sem que ninguém se aperceba. Muitos deles continuam a ter grandes responsabilidades e outros assumem até posições profissionais de grande destaque mediático, mas é muito difícil dar-se por isso. É, por isto, preciso redobrarmos a atenção de modo a ajudar quem está a precisar. E se for preciso, denunciem a situação a terceiros, a quartos, às pessoas que forem precisas para que se consiga obter o melhor tratamento médico para quem padece desta horripilante perturbação.
Não considero, como já algumas pessoas simpaticamente me disseram, que tenha sido um acto de coragem, ou como alguns outros, um acto de cobardia. Foi apenas um acto ditado por uma mente não sã. O estado em que a minha querida Margarida se encontrava tinha muito pouco de si própria. Grande parte dos seus actos, pensamentos, inseguranças, preocupações, etc, etc, tinham origem apenas e somente nesta doença.
Hoje, dia 16 de Dezembro de 2014, a Margarida ficou em paz. Acabou-se o sofrimento. Foi ter com os meus avós que já a esperavam há muito e está lá já a olhar por todos nós. Fotógrafa, criadora de cães, muito alegre e uma tia extremosa para as minhas filhas, são apenas alguns dos tributos das Margarida que nunca esquecerei."
Francisco Gautier
22 de outubro de 2014
Que bicho nos mordeu?
Que bicho nos terá mordido aqui por casa?
Vomita um, vomita outro, eu limpo vómito, lavo lençóis, capas e edredões. Vomita outra, vomito eu...
E assim vai a vida desta família.
Vomita um, vomita outro, eu limpo vómito, lavo lençóis, capas e edredões. Vomita outra, vomito eu...
E assim vai a vida desta família.
29 de setembro de 2014
Maleitas
Ou maleitazitas, vá.
O mais novo teve uma febrita baixa durante a semana passada. Com anti-inflamatório de manhã e à noite passou para não mais voltar. A mais velha teve a mesma febre baixa este fim de semana. Apenas uma dose de anti-inflamatório foi o suficiente para terminar por aqui. Já eu que não faço febre, mas isto é outra história, já que nem médicos acreditam, mas juro que é verdade, tive muito estranha. A temperatura subiu, sem chegar aos 37ºC, logo, oficialmente não era febre.
No entanto, os arrepios de frio estavam cá, as dores no corpo todo. Com o anti-inflamatório comecei com os calores e suores, típicos da baixa de febre. As dores passaram. Tive dores de garganta e de ouvidos. mais um vez, oficialmente não estive doente, pois só a febre indica sinal inflamatório...
Hoje, felizmente já tudo se foi. Não passou de uma pequena virose sem consequências.
O mais novo teve uma febrita baixa durante a semana passada. Com anti-inflamatório de manhã e à noite passou para não mais voltar. A mais velha teve a mesma febre baixa este fim de semana. Apenas uma dose de anti-inflamatório foi o suficiente para terminar por aqui. Já eu que não faço febre, mas isto é outra história, já que nem médicos acreditam, mas juro que é verdade, tive muito estranha. A temperatura subiu, sem chegar aos 37ºC, logo, oficialmente não era febre.
No entanto, os arrepios de frio estavam cá, as dores no corpo todo. Com o anti-inflamatório comecei com os calores e suores, típicos da baixa de febre. As dores passaram. Tive dores de garganta e de ouvidos. mais um vez, oficialmente não estive doente, pois só a febre indica sinal inflamatório...
Hoje, felizmente já tudo se foi. Não passou de uma pequena virose sem consequências.
22 de setembro de 2014
Conversas lá de casa #6
O mais novo, hoje pela manhã.
- Mamã, dói-me quando engulo cuspo... e saliva.
E assim fico a saber que anda a chocar alguma!
- Mamã, dói-me quando engulo cuspo... e saliva.
E assim fico a saber que anda a chocar alguma!
19 de setembro de 2014
Moda anti-vacinas provoca surto fatal nas escolas de Los Angeles
A recusa em vacinar crianças, devido a receios infundados de uma suposta relação entre as vacinas e doenças como o autismo, transformou as escolas dos bairros mais abastados de Los Angeles (EUA) em terreno fértil para a tosse convulsa.
De acordo com uma investigação do Hollywood Reporter, a taxa de vacinação dos alunos de várias escolas de Hollywood e Beverly Hills está ao nível dos valores registados no país menos desenvolvido do mundo, o Sudão do Sul.
Há estabelecimentos onde até 88% dos alunos, sobretudo crianças no pré-escolar, não receberam vacinas elementares como as que previnem a difteria, o tétano, a tosse convulsa ou a rubéola.
Esta tendência está fortemente relacionada com campanhas mediáticas protagonizadas por estrelas do cinema e da televisão, nomeadamente a apresentadora Jenny McCarthy, que apontam para a alegada existência de uma relação entre a vacinação e o autismo, a asma ou o eczema, e para o progressivo enfraquecimento do sistema imunitário das crianças vacinadas.
O movimento cresceu sobretudo a partir de 2007, e os seus proponentes citam frequentemente um estudo do médico britânico Andrew Wakefield, publicado no Lancet em 1998, que foi entretanto descredibilizado pelos seus pares.
O discurso tem colhido fortemente entre as classes alta e média-alta da Califórnia, tradicionalmente adeptas de terapias alternativas. Só as comunidades judias ultra-ortodoxas do Brooklyn, os amish do Ohio e os somalis do Minnesota vacinam menos as suas crianças que esta elite mediática.
É precisamente em Los Angeles que se situa o epicentro de um inédito surto de tosse convulsa que já vitimou três bebés. Pelo menos 72 casos foram acompanhados pelo Hospital Pediátrico de Los Angeles. “Tossem com tanta força que vomitam e fracturam costelas, acabando intubados e ventilados”, descreve o especialista de infeciologia da instituição, Jeffrey Bender, citado pelo Hollywood Reporter.
Pelo menos 8.000 casos foram diagnosticados por toda a Califórnia desde o início do ano.
Desde os anos 50 que os EUA não enfrentava um surto de tosse convulsa desta dimensão, graças a décadas de vacinação. O esforço, no entanto, parece estar agora a ser revertido pela recusa dos pais em vacinarem os filhos.
Também o número de casos de rubéola nos EUA se encontra no nível mais alto dos últimos 20 anos.
As autoridades sanitárias de Los Angeles criticam os pais que recusam vacinar os seus filhos, argumentando que não são apenas as suas crianças que ficam em perigo, mas também as dos outros pais.
Fonte: Sol
4 de setembro de 2014
Portugal em choque: Morreu uma criança com cancro
Portugal está em choque.
Parece que morreu uma criança com cancro.
Uma injustiça.
Tenho o maior respeito pela dor destes pais, pois sendo mãe, não posso nem imaginar o tamanho da dor de perder um filho.
Fico ainda mais chocada, com as dezenas (centenas?) de outras crianças internadas nos IPO de Lisboa e Porto. Crianças que ninguém conhece. Crianças que morrem com cancro sem estrelato, sem concertos, sem revistas. Sem celeuma. Só com dor. Com tristeza. No anonimato.
O cancro existe e devemos lembrar-nos de todos os que sofrem com essa doença, com as suas famílias destroçadas. O ano todo. Não só quando os media nos dizem que uma criança morreu.
Morreu um criança com cancro. É a notícia do dia. Portugal está em choque.
Ah! E é suposto todos porem uma imagem rosa os seus perfis do Facebook, Twitter e Blogs.
5 de maio de 2014
Dualidades de uma vida (im)perfeita
Ponto alto do Dia da Mãe: o pequeno almoço preparado com todo o Amor pelos meus filhos. As prendas feitas por eles no maior dos secretismos.
Mas a vida tem SEMPRE duas faces, a cor de rosa e a real. Depois do pequeno almoço de sonho, verificamos que o mais novo continua com febre alta. Já lá vão uns dias, acompanhada de dores de garganta e agora a queixar-se dos dois ouvidos!
Como o quadro mostra pioria lá ponho o chapéu de mãe enfermeira e levo-o ao hospital. Mais vale cedo do que tarde e foi logo pela manhã bem cedo.
Menos mal. Nos dias de festividades os hospitais estão vazios. Ou só lá vai quem mesmo precisa, ou não há doenças em dias de festas...
Foi rápido a ser observado. Mais demorado o resultado de um exame, mas isso é normal. Ao almoço já estávamos em casa. Mas as febres de 39ºC não o largaram todo o dia. Conseguimos baixar para os 38ºC, não abaixo disso.
Não comeu todo o dia, passou o tempo no sofá. Não jantou e adormeceu no sofá pelas sete e meia da noite. Continuámos a medicá-lo durante a noite mas a febre (a tramada) teimou em não passar.
Hoje pelas sete e meia da manhã acordou a queixar-se de dores no peito. Mau! Lá ligámos para a Saúde 24 (808 24 24 24) e a enfermeira aconselhou-nos a levar o pequeno a um médico. Quando o quadro apresenta novos sintomas ou agravamento dos existentes é sinal que algo mudou e deve ser de novo avaliado.
Lá vou eu novamente para o médico com ele.
E são assim, o retratos da vida de uma mãe normal, com uma vida como todas as outras. Uns dias (ou horas) melhores, para outras serem bem piores.
Quem disse que vida de mãe não tem emoção?
Mas a vida tem SEMPRE duas faces, a cor de rosa e a real. Depois do pequeno almoço de sonho, verificamos que o mais novo continua com febre alta. Já lá vão uns dias, acompanhada de dores de garganta e agora a queixar-se dos dois ouvidos!
Como o quadro mostra pioria lá ponho o chapéu de mãe enfermeira e levo-o ao hospital. Mais vale cedo do que tarde e foi logo pela manhã bem cedo.
Menos mal. Nos dias de festividades os hospitais estão vazios. Ou só lá vai quem mesmo precisa, ou não há doenças em dias de festas...
Foi rápido a ser observado. Mais demorado o resultado de um exame, mas isso é normal. Ao almoço já estávamos em casa. Mas as febres de 39ºC não o largaram todo o dia. Conseguimos baixar para os 38ºC, não abaixo disso.
Não comeu todo o dia, passou o tempo no sofá. Não jantou e adormeceu no sofá pelas sete e meia da noite. Continuámos a medicá-lo durante a noite mas a febre (a tramada) teimou em não passar.
Hoje pelas sete e meia da manhã acordou a queixar-se de dores no peito. Mau! Lá ligámos para a Saúde 24 (808 24 24 24) e a enfermeira aconselhou-nos a levar o pequeno a um médico. Quando o quadro apresenta novos sintomas ou agravamento dos existentes é sinal que algo mudou e deve ser de novo avaliado.
Lá vou eu novamente para o médico com ele.
E são assim, o retratos da vida de uma mãe normal, com uma vida como todas as outras. Uns dias (ou horas) melhores, para outras serem bem piores.
Quem disse que vida de mãe não tem emoção?
10 de janeiro de 2014
Foto inspiradora 2013 #3
Mais uma participação de muita emoção na rubrica "Foto inspiradora de 2013".
Desta vez foi de Os dias da Bi, cujo blog não conhecia mas a que desde logo me rendi.
Um blog escrito do coração, mesmo como eu gosto!
Olhar para as fotos de 2013 e escolher uma não é fácil. Tantos momentos, tantas alegrias... Mas confesso que nem precisei de ir rever fotos de 2013 para saber qual a foto que mais me inspirou no ano que passou. Assim que decidi aceitar o desafio, soube logo qual a foto que ia escolher.
2013 foi um ano particularmente difícil devido ao problema de saúde do meu pai. Muito medo, muita angústia, muitas incertezas, mas também muita fé e muita esperança.
Já mais para o fim do ano, em Setembro, e depois do 2ª aniversário da Carlota, levamo-la a ver o avô ao IPO, precisamente porque ele não pôde estar com ela no dia do aniversário nem no dia da sua festa e porque sempre assistimos ao quanto a presença dela o animava e ajudava.
Consegui registar este encontro. Foi incrível. É sem dúvida a foto que mais me inspira do ano que passou.
Os Dias da Bi
17 de fevereiro de 2013
Actualização: Gripe 4-1
Actualizando o estado. Cá em casa a gripe está a vencer 4-1. Com a minha queda, apenas a filhota ficou livre dos efeitos desta gripe tão violenta que nos tem assolado a existência.
6 de fevereiro de 2013
Gripe: 3-2
![]() |
| Vírus da Gripe |
Podem ter estranhado a minha ausência. A verdade é que tenho passado uns dias difíceis aqui por casa.
A gripe abateu-se mesmo nesta casa. Marido e dois filhos com febrões de 40ºC que dificilmente baixam dos 38ºC para logo, passado duas horas da medicação voltarem para os 39,8ªC. Entretanto é correr aos panos molhados na testa para, desta forma, tentar controlar a febre. Não tem sido nada fácil.
A minha sorte é que não apanho gripes. Já tive uma grande gripe em pequena, em que tive vários dias com febrões de 40ºC. Deve ter-me ficado a imunidade pois nunca vais voltei a ter uma gripe na minha vida. Trato de todos, levo com espirros, tosses e respirações na cara e nada. Esteja alguém bem para tratar dos doentes! Desta vez a mais velha também se tem salvado. Em plena época de testes parece que a gripe a poupou.
A imunidade é mesmo uma coisa muito boa. Ou se tem ou não tem. Ou se está imune a este vírus desta gripe, ou não se está. Não há meio termo. Cá em casa a gripe ganhou 3-2. Três foram apanhados, duas salvaram-se. Se não apanhei foi mesmo a imunidade que me salvou. Levei com todos os espirros possíveis em cima e não tenho qualquer sintoma.
Nestes momentos o meu pensamento vai até aqueles que não têm imunidade e ficam sujeitos a estas e a outras doenças. Lembro-me dos doentes com imunodeficiência humana (HIV), dos doentes oncológicos, a quem os tratamentos de quimioterapia lhes suprimem as defesas e aos doentes transplantados, como a minha amiga Sandra, que ficam obrigados a tomar imunosupressores para toda a vida, na tentativa que o seu próprio corpo não rejeite os órgãos estranhos que o permitem funcionar em pleno.
A imunidade é uma dádiva da vida que todos devemos preservar!
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