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4 de abril de 2019

Conversas lá de casa #23

- Mamã, não tenho mais aulas!
- O quê? Mas as aulas só acabam na sexta feira!
- Mas quinta tenho torneio de futebol e sexta visita de estudo, por isso não tenho mais aulas no segundo período!

E assim se acaba um segundo período dois dias mais cedo!

26 de julho de 2017

Tommy: A rosa e os espinhos


A vida continua cheia de emoções na família que adota mais um elemento.

Os miúdos estão mais felizes que nunca, mais calmos e tranquilos e acima de tudo, mais responsáveis. Diariamente escovam o cão. Levam-no a passear várias vezes ao dia. Ainda estamos naquela fase de treino de xixis e cocós na rua.

A tradicionalmente (demasiado) barulhenta hora das refeições tornou-se num momento de tranquilidade para esta família de quatro alminhas e um cão. As crianças comem tranquilamente, sem dar pontapés ou cotoveladas aos irmãos, sem se empurrarem e sem se levantarem. Tudo em nome do bem estar do novo elemento da família que deitado ao lado da mesa de jantar, se assusta com gritos e movimentos bruscos. De repente esta família como tantas outras parece uma família modelo, daquelas das revistas cor de rosa (é melhor aproveitar antes que acabe...).

Como no melhor pano caí a nódoa, o senhor Tommy ontem fez das suas.
Fiquei zangada. Ralhei e não mostrei os dentes. Ficou de orelhas encolhidas e corpo colado ao chão.
Tinha acabado de mudar a minha cama de lavado, quando a encontro com uma mancha molhada... Seriam os miúdos que ali deixaram um fato de banho molhado da piscina? Não... O senhor Tommy tinha resolvido "marcar o território". Nunca o deixei subir para a minha cama, mas mal me apanhou pelas costas, na ausência de cheiro a gente, resolveu reclamar para si aquele novo e fofo território... Lá deixou o seu xixi... Por cima de lençol e edredão... (sim, eu friorenta me confesso, não dispenso tapar-me com um edredão... nem no verão). O sangue subiu-me à cabeça, fiquei com as bochechas a ferver. Mas, calmamente ralhei com ele. Ele, esperto como só ele, percebeu tudo muito bem. Pediu-me desculpa um milhão de vezes... Deu-me a pata, encolheu as orelhas e refugiou-se na sua cama. Eu, apesar de me apetecer abraçá-lo e fazer-lhe festas, mantive-me firme e distante (já são muitos episódios de Dog Whisperer no papo). Acho que aprendeu a sua lição. Vamos ver... O futuro o revelará. Eu eu aqui darei conta das emoções desta família e seu recém chegado Tommy.

Prevejo que uns dias sejam mais rosa, outros mais espinhos.



14 de novembro de 2016

Bullying onde menos esperamos

Bullying físico

Estou com o coração apertado. 
A PSP-Escola Segura foi à escola de 1º e 2º ciclo dos meus filhos explicar a cada turma o que é o bullying, explicar aos meninos e meninas que devem ajudar os seus colegas que possam ser vítimas. Enfim, um excelente trabalho da escola e da polícia na prevenção e deteção de situações em que as crianças não têm a segurança que merecem.

Temos aproveitado o tema para conversas cá em casa. Não foi na primeira nem na segunda conversa que o mais velho puxa pelo mais novo para contar porque andou à tareia na escola.

Há um menino que bate ao meu mais novo desde que a escola começou!
- Mamã, desde uma semana depois das aulas começarem, corrige o miúdo.

Estou com o coração partido.
O meu filhote mais novo, aquele que sempre se defende, aquele que nunca suspeitaria que pudesse ser vítima. É pequenito para a idade o meu filho, mas rijo. Defende-se sempre e por isso ele próprio não pensou que fosse bullying. Mas levar violentos pontapés nas partes baixas e fortes murros na barriga com repetição diária é bullying!

Já falei com a professora que ficou de resolver o assunto dentro da escola. Se isto se repetir mais um dia que seja os pais terão de ser chamados à escola e serão responsabilizados.

Tenho o coração tão apertado! O meu filho, o meu bebé, (já lhe expliquei que vai ser o meu bebé para sempre) vítima de bullying! É como se eu tivesse falhado em permitir que isto esteja a acontecer há dois longos meses.

Falamos sempre com eles. Perguntamos como correu a escola, o que fizeram. E nada. Nunca nos contou nada. Teve de ser o irmão, a quem outros meninos mais velhos contaram que o viam sempre luta com outro miúdo, a trazer o assunto para casa. Afinal estava apenas a defender-se e foi isso que nos explicou, assim como os outros detalhes terríveis.

Não é que conversar sobre estes temas não adiante. Parece que nunca é suficiente. Faltava-nos falar mais uma ou outra vez para que o assunto nos chegasse. Como aconteceu agora. Finalmente. Mais vale tarde que nunca. Ainda assim sabe a notícia demasiado tardia.

Bullying físico



Os livros que preciso encontrar para me ajudar a lidar com esta situação. Vou primeiro ver se há na biblioteca, caso contrário terei mesmo de os comprar. 


Os provocadores, os fala barato e os falsos amigos - Defende-te do Bullying, Jenny Alexander.

Todos sabemos quem são… dão-nos «acidentalmente» encontrões nos corredores da escola ou deixam de súbito de falar connosco sem motivo aparente. Mas como podemos lidar com estas situações de forma eficaz? Aquilo que este livro pretende é ajudar a aumentar a autoestima e autoconfiança, pois só a partir daí dr poderá ter uma atitude assertiva. Através de exercícios, testes e exemplos, poderá a pouco e pouco construir e reforçar as defesas psicológicas contra o bullying e libertar-se do medo e da ansiedade.





A agressividade na escola - Bullying, Jenny Alexander

O bullying é um problema que existe nas escolas há já algum tempo, e que com o passar dos anos tem tomado proporções cada vez mais preocupantes sendo desconcertante o número de jovens em idade escolar que sofre deste problema. Como progenitora, Jenny Alexander viu-se confrontada com este fenómeno e, tendo em conta todas as dificuldades por que passou, decidiu criar um livro de auto-ajuda para pais cujos filhos fossem alvo de intimidação pelos colegas, divulgando estratégias simples e úteis para que estes possam tomar um papel activo na busca de soluções. Escrito de forma simples neste livro poderá encontrar a informação de que necessita sobre a ajuda disponível e sobre como desenvolver boas técnicas de defesa psicológica. Um guia essencial para todos aqueles que, directa ou indirectamente, sejam confrontados com este fenómeno.


Alguém tem algum nesta temática que recomende?










1 de novembro de 2016

Um Halloween em grande


Uma onda de vampiros, bruxas, fantasmas, Jokers, entre outras personagens de horror varreram o condomínio com os seus gritos de Doçura ou Travessura.

Quem não abriu a porta, ou não ofereceu doçuras ficou com a porta cheia de papel higiénico. (Consegui convencê-los que farinha não era uma boa ideia!).

Como facilmente se percebe pela imagem a maioria abriu a porta e foi até bastante generosa! Vantagens de se viver num condomínio e sentir a segurança de abrir a porta sem medo.

Comentários da prole:

- Quem me dera que todos os dias fossem assim!
- Estamos ricos de doces!
- Este foi o melhor Halloween de sempre! ... Espera, esta foi também a primeira vez que fomos fazer Doçura ou Travessura.

13 de setembro de 2016

Fim de férias


As férias este ano foram intermináveis. Praia, piscina. Algarve com os pais, Algarve com os tios e primos. Banhos tépidos em mar azul, pés enterrados em areia quente. Escaldante. Pele escura, mesmo escura. Cabelos mais claros,  olhos brilhantes. Este ano os miúdos tiveram das férias da sua vida!

Nem acreditam que amanhã começam as aulas. - Não estou preparado para começar as aulas, confidencia-me o do meio deitado na cama. O sono não foi fácil de conciliar. 

O mais novo, tem a capacidade de adormecer no mesmo segundo em que a cabeça toca a almofada. Desta vez, foram horas às voltas. Foi preciso levantar-se. Abraçar a mamã na sala. Estender-se no sofá e sonhar com a escola nova, os colegas novos e tentar colocar um rosto no lugar da nova professora. 

Sei como isto é. Lembro-me como foi comigo. Uma vez, tantas vezes. A ansiedade das novidades na infância. A dificuldade em adormecer em vésperas de dia especial. As borboletas na barriga. Finalmente um sono profundo, povoado de imagens e sons.


31 de agosto de 2016

Em pulgas


Os miúdos são tão barulhentos, enchem o espaço, tomam conta da nossa casa e da nossa vida. Quando tenho uns (muito raros) dias sem eles aprecio o silêncio da casa, poder ler um livro tranquilamente, aproveitar o tempo para mim. Faz-me tão bem!

Na verdade as saudades vão num crescendo frenético. Depois da tranquilidade inicial, começo a sentir a falta da presença deles. Começo a achar estranho a arruação do quarto, da casa em geral. Ao telefone dizem estar cheios de saudades, apesar de estarem a ter as férias da sua vida. Com tios e uma casa cheia de primos e primas. Acordam juntos, comem juntos, estão na praia juntos. Uma animação imparável. O campo de férias dos seus sonhos. As fotografias que me vão chegando fazem-me ter a certeza que estes serão alguns dos momentos da infância que guardarão na memória para sempre.

Estão mesmo quase a chegar. Conto as horas, os minutos e os segundos para o reencontro. Sei que em breve os posso abraçar, estrafegar e beijar como se não houvesse mais amanhã.


18 de abril de 2016

Ser educador de infância

Li este post da Kiki e não pude deixar de responder.

Não suporto os sorrisos de condescendência ou compaixão para com as educadoras de infância.

Infelizmente ainda há quem as veja como as que tomam conta dos filhos. Uma educadora de infância não é uma babysitter. Estudou pedagogia. Conhece técnicas e métodos de estimular o desenvolvimento de competências chave em idades precoces.

São as primeiras a ajudar os nossos filhos na socialização, saber estar em grupo, não descurando o desenvolvimento de competências linguísticas, matemáticas, assim como da motricidade.

Se já reconhecemos o valor de uma boa professora primária, está na altura de reconhecermos a importância de um bom profissional no pré-escolar. Infelizmente ainda há crianças que não frequentam o ensino pré-escolar e entram diretamente no primeiro ciclo (antiga primária). Só posso dizer que se notam as diferenças nestas crianças.

Um bom pré-escolar é quase um pré-requisito para um bom primeiro ciclo. Falo tanto da facilidade de aprendizagem do português, da matemática e do estudo do meio, como da própria adaptação à sala de aula, à turma, à horas das refeições e até ao recreio.

Dito isto, quando alguém me diz que é educadora de infância, os meus olhos ficam (ainda) mais abertos e esboço um sorriso. Um enorme sorriso de admiração.

Por EU não ter paciência para aturar 25 crianças e ADMIRAR quem não só consegue, como dedica a sua vida a DESENVOLVER crianças em idades precoces.

Eu dou um enorme sorriso de admiração a todas e todos os educadores de infância que fazem este importante trabalho e que eu, reduzindo-me à minha insignificância, tenho de confessar que não seria capaz de fazer!

Tenho uma grande admiração pelos educadores de infância e reconheço a sua importância na estimulação e desenvolvimento de competências nos meus filhos.

25 de fevereiro de 2016

Estamos de parabéns


Estamos de parabéns, eu e a minha princesa. Faz hoje anos que me tornei mãe pela primeira vez.
O meu mundo mudou. O meu Eu deixou de ser o centro do mundo, para colocar primeiro a minha filha, depois os outros também, no centro do meu mundo.

Uma enorme mudança de perspetiva. Os nossos interesses alargam-se, as nossas prioridades tornam-se menos egoístas. É tempo de maior partilha, de preocupar-mo-nos com o bem estar de outros que não nós.

É tempo de amor multiplicado. De perceber que o amor não se esgota, não se divide mas se multiplica. A nossa capacidade de amar estende-se. A nossa vida fica mais cheia, mais completa. Damos por nós a pensar como foi possível viver tanto tempo sem filhos.

Há toda uma vida a.f (antes de filhos) e d.f. (depois de filhos).
Se antes pensávamos que ter filhos significaria fazer sacrifícios, descobrimos que significa antes aumentar a intensidade da vida, do amor e da Felicidade.

5 de fevereiro de 2016

Tem filhos? Vai ter mais austeridade

Fiquei hoje a saber que a austeridade vai ser maior em 2016 do que foi em 2015. Vão devolver-nos parte da sobretaxa do IRS, mas vamos pagar mais por gasolina, por tabaco (para quem fuma), pela compra de automóveis. Devolvem de um lado para retirar do outro.

Mas para mim, o mais grave, é o aumento do IRS para as famílias com filhos. Retiram o coeficiente de 0,3 por filho. Este coeficiente, não sendo ainda justo para quem tem filhos, estava mais próximo da justiça, do que a situação das famílias em 2016. Cada filho vai ter uma dedução fixa no IRS no valor de 550€, valor inferior ao apurado com o coeficiente de 0,3%.

O que seria realmente justo seria cada filho valer uma pessoa inteira, isto é valer UM, tal como expliquei aqui.

Quem julgava que tinha deixado a austeridade para trás, desengane-se.

Este ano, as famílias com filhos serão ainda mais penalizadas no apuramento do seu IRS, ou seja, vão pagar mais IRS em 2016 do que pagaram em 2015.


9 de junho de 2015

Rosas e espinhos


Há dias difíceis.
Gosto de ser mãe. Amo os meus filhos. Mas a maternidade não é um mar de rosas. Essas mesmo estão cheias de espinhos.
Chegar a casa, cheia de calor. Pensar em descansar. Encontrar os filhos zangados. Um lavado em lágrimas, sentido mesmo, com as coisas que o irmão lhe disse.
Tentar acalmar um, ter uma conversa séria com o outro. Há dias que parece não termos o poder de fazer os nossos filhos felizes. Há dias, em que por muito que façamos, parece não conseguirmos fazer o suficiente.
Amanhã será um novo dia. E o sol brilhará, apesar da trovoada que se está a formar.

4 de maio de 2015

Mimos de Dia da Mãe


Acordar com beijinhos de Dia da Mãe. Ainda muito cedo!
Ser proibida de me levantar até terem tudo pronto.
Sentir a azáfama pela casa e aproveitar o vale dos lençóis.
Ser finalmente autorizada a entra na sala onde a mesa está toda decorada a preceito.
Tomarmos um pequeno almoço especial, todos juntos.
Chegarem com as prendas que fizeram e que escolheram.
Ler as suas declarações de Amor. Ver todo o carinho que puseram em cada pormenor.
Sentir o cheirinho do perfume do Boticário na embalagem do presente.
Ficar com o coração cheio, cheinho do Amor dos meus filhos!

20 de abril de 2015

Massa Dinossauros a la Carbonara



Nestes dias tão complicados não há tempo, nem paciência, diga-se, para cozinhar. Os miúdos não têm culpa e não devem sentir demasiado a nossa preocupação.

Massa de dinossauros, com salsichas e molho a la carbonara. Repetiram várias vezes e afirmaram que era a melhor comida do mundo. 
Pelo menos ficaram felizes!
E foi tão fácil e rápido!

Uma embalagem de pasta infantil de dinossauros tricolor, uma lata de salsichas e um pacote de nata. Pode não ser a refeição mais saudável do mundo, mas é rápida e eles adoram.

Na verdade é rápida de fazer e de comer! Desta vez não foi preciso mandá-los terminar o que tinham no prato trinta e duas vezes! Apenas precisei de adverti-los dos bons modos à mesa e de como é importante mastigar bem os alimentos.

Pasta infantil Dinossauros

Pasta infantil Dinossauros crua

Pasta Dinossauros: composição da filha
Pasta infantil dinossauros acabada de cozer

Pasta Dinossauros a la carbonara


14 de abril de 2015

Conversas lá de casa #12

Os meus filhos descobriram que alguns colegas de escola nasceram fora de Portugal.

- Mamã sabes que o M. nasceu na Guiné Bissau?
- Ai sim?
- E a A. nasceu no Brasil.
- E se não tivesse havido aquela guerra em Moçambique tu e o papá não se tinham conhecido!
- Se calhar tínhamos. Eu podia ter ido a Moçambique!
- Não, se não tivesse havido a guerra vocês não se tinham conhecido!
- Vocês sabem que a bisavó também nasceu em Moçambique?

- Hã!?... E depois, foi perdendo a cor?

Morri a rir!
- Não! As pessoas não têm a sua cor pelo país onde nasceram!
Os filhos nascem da cor dos pais. Não tem a ver com o país onde nascem!

Não sei onde vão buscar estas ideias!

8 de abril de 2015

Conversas lá de casa #11

Logo de manhã:
- Mamã, levas-me à escola?
- Hoje não entras mais tarde?
- Sim, mas quero ir contigo.

Vejo-a à porta com a wave debaixo do braço.
- Já vi que levas a wave. Quem te vai buscar à escola?
- O papá.
- Combinaste com ele?
- Sim, combinei.

Durante a tarde:
- A miúda ligou-me para a ir buscar à escola. Levou a wave.
- Sim. De manhã perguntei-lhe quem a ia buscar à escola. Disse que tinha combinado contigo!
- Comigo?! Nem me falou no assunto da wave!
- Não?! A mim garantiu-me que tinha combinado. Por isso a deixei levar a wave.

À noite:
- Então, disseste à mamã que tinhas combinado comigo ir buscar-te à escola?
- Eu? Não disse nada!
- Não me disseste que combinaste com o papá ir buscar-te porque levavas a wave?
- Eu, não disse nada!
- Mas eu perguntei se tinhas combinado e tu disseste que sim!
- Olha se disse não ouvi o que perguntaste!

E é isto. Escuta seletiva. Tenho que começar a gravar as conversas cá de casa!



24 de março de 2015

Conversas lá de casa #10

Impossível não ficar bem disposta, mesmo nos momentos mais difíceis!

[filho]- Mamã, sabes que as avós vão dormir cá hoje?
[eu] - Sei, fui eu que as convidei.
[filho 3] - Foi porque morreu uma pessoa.
[filho 2] - Não se diz morreu, é faleceu!
[filho 3] - Morreu! É morreu!
[filho 2] - É faleceu. Não se deve dizer morreu que as pessoas ficam tristes.

E é assim que aos 6 e 7 anos já mostram bem as suas personalidades. O sensível e pragmático!


14 de março de 2015

O que me faz Feliz?


Depois de uma semana tramada fico feliz por dormir muitas horas...
Acordar de mansinho num dia de sol radioso,
Fazer panquecas e tomar um pequeno almoço tardio com os meus príncipes e princesa.
Sim, isto faz-me Feliz!

16 de fevereiro de 2015

Vestir de Igual: Sim ou Não?


Há quem goste de vestir os seus filhos de igual. Há quem abomine, que considere um atentado à individualidade.

Eu gosto de os ver com roupa a condizer. Não são gémeos, não sinto que lhe possa causar crises de identidade. Não tem de ser exatamente igual mas gosto que as cores combinem. Gosto de ter uma peça igual e as outras diferentes. Ou todas diferentes mas na mesma paleta cromática.

Como nesta tarde em que as camisolas são iguais, as camisas diferentes mas na mesma cor. As calças são ambas azuis escuras num modelo diferente. Um tem carneiras em castanho enquanto o outro as tem bege. São como eles, parecidas mas não iguais.


O importante é que se sintam bem. O que parece acontecer, quando um deles me pede para vestir uma camisola como a do mano!

13 de fevereiro de 2015

História Horripilante

Há bebés que choram com cólicas, para desespero dos pais. Eu não sei o que é isso. Juro. Os meus três filhos nunca choraram com cólicas. Parece incrível mas é verdade.
Bom, não me invejem por isso. Todos são diferentes e os meus choravam com birras de sono. A mais velha tinha horas certas para dormir. Caso isso não acontecesse, já sabíamos, íamos ter birra de sono!
Sempre que as rotinas se alteravam, se saiamos mais tempo, o dia acabava com uma birra. Até adormecer. De cansaço.
Os mais novos foram bastante mais fáceis. Ainda assim, as horas de dormir têm de ser respeitadas.
Ontem foi um dia intenso. Desfile de Carnaval com a escola. O dia inteiro mascarados a brincar. Aniversário da avó. Brincadeiras com os primos depois da escola. À hora de jantar já estavam todos derreados. Olhos vermelhos, deitados pelos sofás. Primos abraçados. Saímos às nove e meia, pouco mais tarde que a hora normal de dormir, entre as oito e meia e as nove.
A chegada a casa foi um festival. Trocar de roupa para vestir o pijama, uma aventura. Choro. Doíam os pés. Muito choro. Muitos mimos, muitas festinhas. Muitas massagens nos pés. Muito choro. Doíam muito. Pois, eu sei. São dores de crescimento, eu sei. Estás a crescer muito. Tomou paracetamol. Deitei-me com ele. Sempre a massajar os pés. Ele chorava. Eu no escuro comecei a contar uma história. Uma derivação do capuchinho vermelho inventada na hora. Muito choro.
- Mamã, pára de contar essa história HORRIPILANTE! Mais choro.
Foi assim até adormecer. De cansaço.
Os mais velhos vieram ver o bicho. Estaria mesmo a dormir?
- Mamã, história HORRIPILANTE?
E muitas gargalhadas! Não sei mesmo onde foi buscar a história HORRIPILANTE mas no meio da birra de sono e dores de crescimento, foi o que lhe saiu.

Moral da História: Nunca invejem alguém por ter algo que querem (ou não ter algo que não querem), nem imaginam o que também possa vir no pacote.

9 de fevereiro de 2015

Conversas lá de casa #9

Ter filhos não tem preço.
São estes momentos que compensam todas as dificuldades, preocupações e noites mal dormidas.

O meu filho do meio agora, olha-me nos olhos e diz-me:
- Mamã, olha nos meus olhos.
Abre muito os seus olhos.
- Adivinha o que eu vou dizer.
- O quê?
- Mamã, sabes que eu te adoro?

E pronto, o meu coração fica cheio!

29 de janeiro de 2015

Conversas lá de casa #8

Os miúdos são mesmo engraçados!
Dizem-me que os adultos se riem de coisas que não têm piada nenhuma.

Ontem, quiseram contar-me uma anedota.
- Mamã, vou contar-te uma anedota porca e picante.
Medo! O que vai sair daqui?
- Era uma vez um porco. E o porco picou-se!
E riram a bandeiras despregadas!

Nós, ficamos apenas com um sorriso amarelo...
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