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28 de novembro de 2013

Portugueses têm menos filhos do que gostariam


Os portugueses gostariam de ter em média mais de 2 filhos. Na realidade acabam por ter apenas 1,03 filhos.

Estes são alguns dos resultados do Inquérito à Fecundidade 2013 (IFEC), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).

Já há uns tempos tinha perguntado Aqui quantos filhos gostariam de ter na infância e quantos acabaram por ter.
As respostas eram semelhantes. Gostariam de ter mais filhos, mas devido às dificuldades actuais de emprego e salários dignos acabavam por ter menos filhos do que desejariam.

Estes resultados entristecem-me pois gostava que as pessoas tivessem os filhos que desejassem, mais ou menos, segundo as suas opções. Não gosto de ver um assunto tão sério, tão íntimo e central da vida de alguém, ser determinado por factores externos que em nada podemos alterar.

E assim, a taxa de natalidade em Portugal continua a diminuir e ano após ano vamos atingindo mínimos  de natalidade históricos.

Eu sempre desejei ter 3 filhos e tive 3 filhos. Mas paguei caro: fui despedida durante a licença de maternidade do terceiro. Um duro golpe na minha vida, hoje em vias de ser ultrapassado com o meu novo emprego.

Conviver com os meus filhos faz com que tenham valido a pena todos os sacrifícios!

26 de novembro de 2013

A Distribuição da Riqueza


Todos sabemos que existem ricos e pobres.
Sabemos que a riqueza não está igualmente distribuída.
Sabemos que a distribuição equitativa da riqueza não funciona.
Saberemos como está realmente a riqueza distribuída?
Este video é um pontapé no estômago. 40% da riqueza americana está nas mãos de 1% da sua população!
Em Portugal é diferente, dizem. Será Portugal tão diferente assim?

29 de novembro de 2012

2012 nascem apenas 90.000 bebés em Portugal


Esta é uma notícia que me entristece.
Depois de 2011 ter sido o ano em que se bateu o triste record de mínimo absoluto de nascimentos em Portugal, a queda em 2012 continua acentuada.

Até Setembro tinham nascido menos 6500 bebés que em 2011, tendência que levará ao total anual rondar os 90.000 nascimentos em Portugal, o menor número de que há registo.

Isto entristece-me por muitas razões. Por todos os casais que desejam muito ter um filho e que adiam a decisão com medo do desemprego, por não terem casa e outros apoios fundamentais para quem quer constituir família. Muitas destas pessoas podem acabar por nunca realizarem plenamente a sua condição de família, nunca virem a felicidade de ter um filho nos braços.

Eu, mãe de três crianças maravilhosas, irrequietas, ternurentas, tantos dias difíceis mas sempre amorosas, tenho  imensa pena que casais que desejem viver esta realidade, não o possam fazer, por razões económicas  externas ao seu controlo.

A juntar a isto temos consequências catastróficas para o nosso país. Já estamos a sentir o desemprego dos professores, que se irá acentuar nos próximos anos. Seguir-se-ão todas as outras profissões ligadas às crianças e jovens a ser encolhidas para, na melhor das hipóteses, ver alargada a oferta de profissões de cuidado aos mais idosos.

O modelo de segurança social criado, assenta em princípios que jamais se repetirão: uma população activa enorme, a efectuar descontos que permitem pagar subsídio de desemprego, de doença e reformas a uma minoria. Esta situação inverteu-se definitivamente. Como conseguir que uma minoria de trabalhadores a efectuar descontos possa suportar uma maioria reformada? É óbvio que o sistema irá colapsar, para mal de todos nós.

O que fazer então para inverter esta situação? Como criar condições, para que quem deseje, possa ter filhos? Como criar uma sociedade futura se deixarmos de ter cidadãos nessa sociedade?

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