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29 de abril de 2016

Taxis vs Uber



Taxis vs Uber

Táxis voltam a paralisar a cidade de Lisboa, Porto e Faro. Milhares de taxistas exigem o desaparecimento da Uber.

Uma marcha lenta desde o Parque das Nações até à Assembleia da República, onde esperam ser recebidos pelo Presidente da Assembleia da República torna Lisboa intransitável.

Entretanto, quem precisar de um táxi, não o irá conseguir. O melhor será fazer o download da aplicação e chamar um Uber. Foi o que aconteceu aos turistas que chegaram hoje ao aeroporto de Lisboa: a praça de táxis estava vazia e tiveram que chamar um Uber.

Esta ação constitui publicidade gratuita à Uber nos noticiários de todos os canais de televisão. No Primeiro Jornal da SIC o tempo de antena ultrapassa já os 46 minutos! O valor desta publicidade ascende a vários milhões de euros. Valor esse que a Uber não irá desembolsar. Apenas agradecem aos taxistas o enorme favor que lhes fizeram.





1 de outubro de 2014

Manifestação: Dia Nacional na Música

Foto de Sara Otto Coelho/Observador
Hoje celebrei o Dia Mundial da Música de uma forma muito diferente. Estive na primeira manifestação da minha vida!

Não sou dada a política mas sou uma mulher de causas. Defendo aquilo em que acredito com unhas e dentes!

Primeiro dia de Outubro e os professores de Música do ensino artístico, onde se insere Escola de Música do Conservatório Nacional, ainda não estão colocados. O inicio do ano letivo já aconteceu há duas semanas.

Tenho neste momento dois filhos matriculados nesta escola pública. Por lá já passou também a minha filha mais velha. Os professores que conheço há anos, que iniciaram os meus filhos na aprendizagem de música estão sem emprego. Os meus filhos estão sem aulas.

O Ministro da Educação já reconheceu erros, pediu desculpas. Mas não arranjou solução. Eu quero uma solução. Como cidadã, exijo uma solução.

Por esta razão se manifestaram alunos, pais e professores. Os professores têm direito a trabalhar o ano inteiro e os alunos de ter aulas o ano letivo inteiro.

Neste momento 48 famílias, dos professores ainda não colocados mas com vaga, perderam o salário de Setembro, assim como os proporcionais de subsídios de Natal e férias. Os alunos perderam aulas que não podem ser repostas, pois o ano letivo não se pode prolongar. Terá de terminar na mesma data das escolas que iniciaram o ano letivo a tempo e horas.

O ensino artístico tem concurso próprio. Até aqui tudo bem. Mas porque razão lançar concursos em Setembro? Porque não colocar os professores em Julho, para o ano letivo seguinte? Iriam todos, professores, pais e alunos, de férias muito mais descansados. Uns saberiam ter emprego, outros conheceriam os horários do ano seguinte.

Já reconheceram o erro? Então apresentem uma solução que reponha o salário perdido dos professores e as aulas perdidas dos alunos.

Senhor Ministro, ainda está a tempo de apresentar uma solução.

Foto de Sara Otto Coelho/Observador

Foto de Sara Otto Coelho/Observador

14 de novembro de 2012

Agressão à polícia junto ao parlamento


Respeito todas as pessoas que fizeram greve para defender os seus interesses pessoais. A greve é um Direito nos países democráticos.
Arrancar a calçada portuguesa, atirar as pedras à polícia durante uma hora, lançar petardos não é manifestação, é crime. A nossa polícia ainda é de brandos costumes. Ainda permitiram, que estes homens levassem com as pedras durante uma hora, antes de dar ordem de carregar nos criminosos. Foram avisados, não se queixem. Nas imagens televisivas ainda vemos pessoas que nitidamente estavam "só a ver" e que também foram no arrasto. Ora, senhoras idosas, para quê estar ali na confusão? Não podiam estar em casa a ver pela televisão? Caso não saibam "quem lhe dói os calos não se mete em apertos", já dizia a minha avó.
Para mim é triste ver, também em Portugal, instalada a confusão entre cidadãos a defender os seus interesses e crimes públicos, incitação à violência, destruição dos bens alheios, agressão a agentes da autoridade, incêndios pela cidade.


16 de setembro de 2012

Foi boa a festa de ontem

Muita gente, como se quer.
Muitos indignados. Muitos descontentes com as novas medidas de ainda mais austeridade, de um aumento nunca visto na taxa social única. Também estou indignada. Também discordo destas medidas. Também quero uma discussão pública que encontre alternativas.
Infelizmente não estive lá. Estive a homenagear um amigo que teve o azar de fazer anos neste dia. Organizou, como de costume, uma mega patuscada para os amigos, ainda sem sonhar que uns dias antes o governo nos oferecia este presentinho. Ora, mesmo estando indignada, não poderia deixar de estar presente nesta comemoração em que toda a família já tinha confirmado presença. Apesar de indignados, os amigos estiveram presentes. Excepto, claro, alguns de ligações políticas mais activas que não puderam faltar à manifestação, para não sujarem a sua imagem junto dos respectivos partidos.
Não tendo qualquer filiação partidária, tenho todo o direito de me indignar com o que quiser, tenho o direito de me manifestar a favor e contra o que quiser. Até tenho o direito de optar por honrar compromissos com amigos e não ir à manifestação. Eu sei o que é fazer anos em alturas, digamos, menos interessantes para os outros e acabar por não ter festa de anos. Sim, porque somos muito amigos dos nossos amigos e até é muito fixe ter uma festas em dias em que dá muito jeito preencher. Agora quando eles escolherem para fazer anos dias que não lembram a ninguém, aí, olha, não vai dar. E lá ficam sem festa de anos pois aquele dia não dava jeito nenhum.
Depois deste desabafo, digo que estou indignada com o aumento da taxa social única, que gostei de ver as imagens da manifestação pacífica. Mas espero que não seja só mais uma mobilização do "vamos lá todos este sábado" e depois se arrumem as chuteiras e mais nada aconteça. Foi bom ver as pessoas que se juntaram, mas dois dias antes já se tinham juntado para o Fashion Night Out, há três meses já se tinham juntado para o Santo António e para o São João. E para o Rock in Rio e para o Sudoeste. Só espero que na segunda feira não se lembrem só da Seleção e do Benfica, e tanta mobilização fique sentada no banco.
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