Pedro: Não achas que estamos a exagerar, Gaspar?
Gaspar: Não Pedro, eles aguentam mais austeridade.
Pedro: Mas queixam-se muito!
Gaspar: Mas ainda conseguem pagar as contas com menos dinheiro. Não vês que escolheram receber os subsídios nas férias e no Natal? Em Julho e Dezembro lançamos um imposto extra, para quem não recebeu por duodécimos e eles nem sentem a diferença!
Pedro: És mesmo muito espero Gaspar!
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11 de fevereiro de 2013
7 de fevereiro de 2013
Duodécimos e Austeridade
Afinal, apesar de tanta contestação os portugueses ainda aguentam mais austeridade.
Não é verdade?
Mas foi esta a mensagem que os portugueses deixaram ao governo.
Se não vejamos:
O prazo para os trabalhadores se pronunciarem já passou. A maioria decidiu não receber por duodécimos. Cada um sabe de si mas a mim choca-me que assim tenham decidido. Qualquer merceeiro sabe que é melhor receber a pronto que fiado. Com o que recebemos podemos fazer o que quisermos: gastar, poupar, pôr a render juros. Mas os portugueses, na sua maioria, decidiram não receber a pronto, mas fiado.
Porque é que isto me choca? Meus senhores, porque estão a dar ao governo a mensagem: ainda aguentamos mais austeridade. Conseguimos viver com menos. Até pedimos para não receber o ordenado todo e guardar uma parte para estoirar nas férias!
Não é assim? É para juntar para o seguro do carro? Para o IMI? Lamento, mas esta não é a leitura do governo. Se não querem receber tudo e juntar para o seguro do carro, é porque não precisam desse dinheiro e só o querem para estoirar nas férias!
É preciso cuidado com as decisões, pois todas têm uma leitura. E a leitura que o governo vai fazer não é muito boa para os trabalhadores. Se aguentam mais austeridade, vão ter mais aumentos de impostos. Ah pois é!
Não é verdade?
Mas foi esta a mensagem que os portugueses deixaram ao governo.
Se não vejamos:
- O governo aumentou os impostos
- O governo alterou as taxas de IRS para os portugueses pagarem mais.
- O governo cortou parte dos subsídios (taxa extra 3,5% de imposto)
O prazo para os trabalhadores se pronunciarem já passou. A maioria decidiu não receber por duodécimos. Cada um sabe de si mas a mim choca-me que assim tenham decidido. Qualquer merceeiro sabe que é melhor receber a pronto que fiado. Com o que recebemos podemos fazer o que quisermos: gastar, poupar, pôr a render juros. Mas os portugueses, na sua maioria, decidiram não receber a pronto, mas fiado.
Porque é que isto me choca? Meus senhores, porque estão a dar ao governo a mensagem: ainda aguentamos mais austeridade. Conseguimos viver com menos. Até pedimos para não receber o ordenado todo e guardar uma parte para estoirar nas férias!
Não é assim? É para juntar para o seguro do carro? Para o IMI? Lamento, mas esta não é a leitura do governo. Se não querem receber tudo e juntar para o seguro do carro, é porque não precisam desse dinheiro e só o querem para estoirar nas férias!
É preciso cuidado com as decisões, pois todas têm uma leitura. E a leitura que o governo vai fazer não é muito boa para os trabalhadores. Se aguentam mais austeridade, vão ter mais aumentos de impostos. Ah pois é!
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