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28 de março de 2016

Feriados estão de volta



Assinala-se hoje a reposição dos quatro feriados nacionais ausentes de celebrações nos últimos três anos.

Estes feriados foram retirados em 2013, 2014 e 2015.

Os feriados que voltam em 2016 ao calendário dos portugueses são:


  • Corpo de Deus (feriado móvel)
  • Implantação da República (5 outubro)
  • Todos os Santos (1 de novembro)
  • Restauração da Independência (1 de dezembro)
Em 2016, o corpo de Deus celebra-se a 26 de maio.


Esta é uma das medidas que mais aprecio neste governo e reciprocamente, a retirada dos feriados em 2013, uma das medidas que não perdoo ao governo da coligação PSD/ CDS.

Graças a esta nova determinação Portugal deixará de ser um dos países da União Europeia com mais horas trabalhadas anualmente, como referi aqui.

Hoje congratulo-me pelo regresso de dois marcos históricos de enorme importância para Portugal.

1 de setembro de 2015

Mais trabalho, menos férias: somos os maiores!

Somos os maiores!

Trabalhamos mais horas que os alemães, temos menos férias mas a nossa hora de trabalho rende menos euros em PIB para o país.

Como estamos a falar de estatística, bastaria:

Baixar para as 35 horas de trabalho semanal, aumentar os dias de férias, com o mesmo PIB teríamos maior valor por hora trabalhada!

Estão a ver como é fácil senhores governantes? Se precisarem de ajuda posso dar mais uma ideias fantásticas para melhorar o nosso país. Mas com um contrato de consultoria. Bem pago!

Agradecida!

Quando Portugal tinha 25 dias de férias

12 de março de 2015

Quero estar perto deles!

Estes têm sido dos dias mais difíceis. Das semanas mais difíceis. Na verdade, desde o início do ano que isto está muito difícil.

Acumular trabalho de vários colegas não é fácil. Têm sido demasiadas horas de trabalho em demasiados dias. Semanas...

Os miúdos têm saudades minhas e eu tenho saudades deles.
Quando chegou abraçam-me. Querem mimos. Têm dores nos dedos, nos joelhos, na barriga. Têm tudo o que se lembram que possa chamar a minha atenção. Dou-lhe abraços e beijos. Ficam agarrados a mim. Querem-me perto deles. Eu quero o toque deles. O cheiro deles. As vozes deles. Quero tudo antes que tenha de sair de novo.

Há dias em que a vida é bastante difícil.



19 de dezembro de 2014

Último dia

Último dia da semana.
Sexta Feira!
Só isto é já uma enorme alegria!

Último dia de trabalho antes do Natal!
Entro de férias e não volta a trabalhar até ao Natal!
Que luxo!

Mas o melhor, melhor mesmo?
É o último dia de trabalho do ano!
Entro de férias até ao fim do ano!
Só volto a trabalhar em 2015!

Vou MESMO aproveitar!

9 de dezembro de 2014

Olá semana!

De volta à realidade.
Ao trabalho, à escola, às actividades extra-curriculares: música e ginástica.
Todos de volta às suas obrigações, depois de um longo fim de semana de sol. Frio, é certo, mas alegrado por um sol radioso.

São só quatro dias e depois relax, ou não tanto, novamente. Os fins de semana de uma família numerosa não são de descanso mas de mil actividades.

Eles entram de férias e nós em modo de quase Natal!

7 de novembro de 2014

Conversas lá de casa #7

Vou viajar em trabalho.
- Ó mamã, porque é que vais embora?
- Não vou embora, só vou trabalhar e depois volto!
- Mas porque é que não ficas a trabalhar AQUI?!

16 de junho de 2014

Afinal não sou a pior mãe do mundo

As notas dos exames do 4º ano trouxeram-me um turbilhão de emoções.
Primeiro, claro está, a ENORME felicidade de ver a minha filha a ser bem sucedida nos estudos.
A segunda, a admiração, pois não estávamos à espera. Nem nós, nem ela.
Durante o ano não teve más notas. Começou o ano com um suficiente que utilizámos para explicar que se não trabalhasse o suficiente poderia chumbar. Trabalhou muito. Graças à professora que puxou imenso pelos miúdos. Por todos. Fracos e fortes. Pô-los a trabalhar imenso. Ensinou, exigiu e voltou a exigir. Em casa correspondemos. Pusemo-la a trabalhar muito. Ajudámos nos estudos. Explicámos e exigimos.
No 3º período o trabalho foi tanto que lhe dissemos estar muito orgulhosos do que tinha feito, independentemente dos resultados. O que quer que fossem os resultados iríamos admirá-la pela qualidade do trabalho feito.
Fez os exames e achou-os fáceis. Eu fiquei preocupada, como expliquei aqui.
Muitas vezes a facilidade esconde rasteiras. Fiquei receosa.

Quando vi as notas dos exames na pauta não queria acreditar! 5 a Matemática e 5 a Português! A segunda melhor aluna da turma. Uma colega também teve 5 - 5 com maior percentagem.
Isto foi uma subida alucinante, graças ao trabalho e força de vontade. Se tivesse sido fácil a minha alegria não seria tanta. Mas foi com esforço, muito esforço!

Isto faz-me reviver o dia em que me senti a pior mãe do mundo. Foi há quase 2 anos. A minha vida deu a maior volta possível e tive de arrancar os meus 3 filhos do colégio onde estavam desde os 3 anos. Quem mais sofreu foi a mais velha. Ter de deixar os amigos de longa data. De repente, sem preparação.

Tirá-los abruptamente do colégio fez-me sentir falhada. Sentia que não estava a dar aos meus filhos aquilo que mereciam, o melhor.

Foram para a escola pública. Eu sabia que a escola pública tem excelentes professores, profissionais dedicados. Tudo uma questão de sorte. O que mais me custou foi retirar-lhes os amigos mais chegados.
Mas eles foram fortes. Adaptaram-se muito bem. Fizeram novos amigos. Mantiveram alguns do colégio.

A mais velha mostrou alguma rebeldia não querendo estudar. Passámos uma fase complicada com ela. Recusava-se a estudar. Ficava sentada à secretária sem fazer nada.

Com muita conversa, explicações e por fim chantagem: se não estudasse não ia às festas de aniversário dos amigos do colégio, para as quais ainda era convidada. Lá conseguimos que cedesse.

Saiu do colégio muito mal preparada. Nós queixávamo-nos à  professora que ela não sabia fazer contas, que não entendia os textos e sempre recebíamos uma desculpa esfarrapada "não se preocupem, não é do programa!". Nós acompanhamos nos trabalhos de casa e bem víamos: não sabia nada.

Por vezes há males que vem por bem. Este foi um deles. Eu nunca os teria tirado do colégio se não tivesse sido obrigada. Acreditamos que o ensino é melhor, o que nem sempre é verdade, e temos horários mais flexíveis para os pôr e ir buscar à escola. Sabemos onde estão todo o dia e não temos de fazer malabarismos para os deixar na escola na estreita faixa horária em que o portão abre, nem temos de correr para os ir buscar a horas demasiado cedo para serem compatíveis com trabalhos por conta de outrem.

A nova professora é super competente. Muito experiente. Na casa dos 50, já lhe passaram muitos alunos pelas mãos. Não deixa cair nenhum. Não se dedica apenas aos bons para ignorar os mais fracos. Puxa por todos. Fui falar com ela. Ao fim de duas semanas na nova escola a professora explicou-me como estava mal preparada a matemática e a português. Deu-me um plano de estudo. Explicou-nos o que deveríamos fazer com ela ao fim de semana para que recuperasse. Muito honesta e metódica. Sem falinhas mansas. Ela tem dificuldades nisto, nisto e nisto. Têm de fazer isto, isto e isto.

Assim fizemos. Depois da rebeldia inicial, aplicou-se. Fez amigas do peito. Andou feliz na nova escola durante dois anos. Culminou o 1º ciclo com notas máximas nos Exames Nacionais! Fiquei cheia de orgulho nela, no seu trabalho. E isso também apaziguou a minha culpa de a ter tirado da sua escola de sempre.
Afinal não sou a pior mãe do mundo!

9 de junho de 2014

Trabalho, tem de ser!


Enquanto uns estão de ponte, mini-férias e afins...
Outros têm de trabalhar!
Lá terá de ser, enfrentar esta 2ª feira, que também é 6ª feira!

28 de dezembro de 2013

Obrigada Pai Natal


Há um ano escrevi uma carta ao Pai Natal.
Há um ano pedi ao Pai Natal um emprego que me permitisse sustentar a minha família. Arranjei trabalhos, biscates e em Junho arranjei um emprego, ainda sem o nível salarial a que estava habituada, mas um emprego que ajuda a sustentar a família.
Pedi ao Pai natal um emprego para o marido. Não arranjou emprego mas trabalho que tem ajudado a sustentar a família.
Pedi saúde e temos sido saudáveis.
Pedi para mantermos a casa e continuamos com a casa. Agora temos como a pagar.
Pedi para ter o suficiente para alimentar os meus filhos e tivemos o suficiente.
Enfim, Pai Natal, só tenho de agradecer tudo o que te pedi no Natal de 2013 e me foste dando ao longo do ano.
Prometo continuar a ser honesta, trabalhadora, a tratar os outros como gosto que me tratem a mim.
Peço-te que 2014 nos ajude a sair definitivamente do buraco financeiro em que caímos e a ter um futuro risonho.
Agradecida!

14 de novembro de 2013

A arte de engolir sapos

Há dias difíceis.
Ontem foi um dia particularmente difícil.
Tive de engolir muitos sapos. No trabalho, claro!
Tenho de o manter a todo o custo para poder dar de comer aos meus filhos.
Por isso e apenas por isso engulo sapos. Os que forem precisos. Ignoro, não respondo, concordo com todas as barbaridades. Tento sobreviver.
Há dias melhores, outros piores. Há dias e que as pessoas nos aparecem viradas do avesso e lá temos de aturar.
Já disse que dou bofetadas de luva branca?
Pois, mas no trabalho não dá. Dou-me ao respeito, exijo que me respeitem mas engulo os sapos que forem precisos, para poder alimentar os meus filhos.
Engolir sapos não é fácil, mas é uma arte que tenho vindo a aprender. Não fazemos o que for preciso pelo bem dos nossos filhos?

28 de outubro de 2013

Sugestões para Jantar no Porto?

Gente boa do norte!
Amanhã vou para o Porto em trabalho. Gostava que me indicassem sítios giros para jantar.
Quais são os locais que eu devia mesmo conhecer? Onde posso jantar bem, num sítio giro e agradável?
Se possível indiquem contactos ou links!
Obrigada!

17 de outubro de 2013

A nova colega no escritório

Ser a colega nova no escritório trás uma aura de curiosidade ao nosso redor.
Os rapazes, muito mais novos que eu, tentam saber da minha vida. Espalho a sete ventos que tenho três filhos, o meu orgulho! Assumo-me como uma mãe galinha super babada! Não me importo nada de transmitir essa imagem.
O mais giro é ver as reações.
- Não pareces nada ter três filhos!
- Mas isso agora vê-se na cara?
- Não é isso, é que estás em forma, não parece que tiveste três filhos.
Aqui a cota fica inchada de orgulho, quando os coleguinhas mais novos acham que tenho a idade deles, na casa dos 30 e ficam admirados por uma mulher com três filhos não ter ar de baleia.
Mulheres de Portugal e do resto do mundo, não desistam de vocês!
Cuidem-se! Não interessa quantos filhos têm, se já chegaram aos 40, podem e devem ser como sempre foram! Podem estar em forma, tenham uma alimentação saudável, pratiquem exercício físico, seja ele qual for! Cuidem da forma como se vestem, penteiam e maquilham. Não desistam de vocês. É maravilhoso, colegas que pouco nos conhecem admirarem-se com o número de filhos que temos, admirarem-se com a nossa idade. A expectativa é baixa. Na sua imaginação mulheres de 40 são um caco. Quando vêem quem não corresponde ao estereotipo ficam admirados, elogiam-nos e nós ficamos a rebentar de orgulho!

19 de setembro de 2013

Dias bons vs dias maus

Há dias mais difíceis, como o caos de ontem. Outros mais fáceis como o de hoje.
Conseguem-se terminar tarefas, fechar assuntos, resolver problemas. Vemos as coisas avançar e sem muito esforço. Hoje foi um destes dias. Chegar ao fim do dia, olhar para trás e ver mais tarefas realizadas, completadas do que no somatório dos últimos dias.
Hoje foi mesmo um dia bom. Produtivo! Desejo muitos e muitos dias assim.
Chego ao fim do dia com uma sensação de realização e muito menos cansada que anteriormente.
Sabe tão bem!

29 de agosto de 2013

O mundo da formiguinha

Há dias em que pareço uma formiguinha, a correr de um lado para o outro. A guardar comida o mais rápido de pode para conseguir viver no inverno.
No meu caso não corro atrás de comida, apenas trabalho. Tenho uns milhares de coisas para terminar antes que chegue o Outono. Tenho um tempo limite, tal como a formiguinha. E também coincide com o início do Outono.
Nestes dias gostava de ter mais de 24 horas para trabalhar. Gostava de não precisar de comer, nem de descansar. Se pudesse programava-me um mês inteiro para só trabalhar. Acabava tudo e depois voltava a comer e a dormir. Era tão bom não era?
Mas não. Tenho de aceitar a realidade. Dias de apenas 24 horas, muitas delas passadas a dormir, outras a comer e ainda outras nos transportes.
Organização, muita organização. Tentar descortinar a todo o momento as diferenças entre urgência e importância.

E chegar ao fim do dia e ainda ter tanto por fazer…

30 de julho de 2013

Primeiros Dias

Esta sensação de novidade que se vive nos primeiros dias de trabalho é maravilhosa. Não só para quem estava desempregada há muito tempo, como eu estava, como para quem muda de emprego.

Sentimo-nos renovados. Tudo é novidade, novos colegas, novas rotinas, novos espaços. Uma enorme necessidade de adaptação, uma vontade de aprender de absorver toda a nova informação.

São dias muito intensos. Marcam-nos mil reuniões para todos poderem mostrar-nos o que fazem,  o que a empresa faz e nós lá vamos tentando mentalmente encaixar a nossa função no meio do puzzle.

Posso dizer que fui muito bem recebida. Os novos colegas foram muito simpáticos. Fui e sou sempre convidada para almoçar, o que nem sempre acontece. Pelo menos, a minha experiência noutros sítios não foi assim tão boa. Há muitas empresas onde ninguém acolhe desta forma os novos colaboradores, não recebe tão bem os novos colegas.

No primeiro mês de trabalho isto pode ser um pouco difícil. Estávamos desempregados, já temos emprego, mas ainda não recebemos o primeiro salário. Os convites para almoçar fora são muito simpáticos, mas constituem um rombo no orçamento. Digamos que é um investimento. Não podemos recusar almoçar com os colegas nos primeiros dias, para ficarmos a comer na copa. Não tenhamos ilusões, se não aceitarmos os primeiros convites, enquanto ainda somos novidade e os novos colegas também nos querem conhecer, passado um mês, quem nos irá convidar para almoçar? Ninguém. Temos de investir nos relacionamentos, na interação com os colegas.

É o que tenho feito. E tenho sido muito bem recebida. Estou a aproveitar estes momentos de novidade e renovação. Tudo é novo, não há histórias passadas. É mesmo um começar de novo. E isso é tão bom!

2 de julho de 2013

Primeiros dias de trabalho

Ainda não partilhei as sensações dos primeiros dias de trabalho.
Os primeiros dias foram tão intensos!
Fui recebida pelos recursos humanos, juntamente com outro colega que também começava a trabalhar na mesma altura. Deram-nos os contratos de trabalho para ler e assinar. Explicaram-nos as cláusulas, os benefícios, entregaram-nos os telemóveis, os computadores portáteis...
Parecia-me um sonho. Olhei à volta e belisquei-me para ter a certeza que estava acordada. Sentia-me em cima de uma nuvem, a pairar no ar. Não conseguia acreditar que estava mesmo a acontecer! Era como se assistisse a tudo de fora. Repetia a mim mesma diversas vezes: isto é real, isto é real. Aproveita o momento. E aproveitei... Saboreei cada momento. E foi delicioso!

1 de maio de 2013

Dia do Trabalhador

Neste dia 1 de Maio sinto aquela nostalgia de já não ser trabalhadora. Sim. Trabalhadora. Daquelas que têm salário . E têm de cumprir horário. Das que têm subsídios que podem ser cortados.
Enquanto uns se manifestam contra os cortes de regalias eu aqui fico, a desejar voltar a ter trabalho. Daquele que paga salário.
Trabalho tenho muito, mas sem salário e esse não conta.
Aí que saudades de ter trabalho!

8 de janeiro de 2013

Até já!


Marginal, aqui vou eu.
Uma das coisa que mais gosto deste trabalho, é poder circular na marginal, duas vezes por dia e fora das horas de ponta. Consigo olhar o mar e usufruir desta paisagem privilegiada.

4 de janeiro de 2013

Resoluções de Ano Novo

As minhas Resoluções de Ano Novo
  1. Continuar a comer saudavelmente
  2. Fazer mais exercício físico
  3. Ler mais livros
  4. Voltar a pintar
  5. Ver menos televisão
  6. Continuar a escrever
  7. Meditar mais
  8. Passar tempo com os meus filhos
  9. Substituir as cortinas rasgadas da sala
  10. Comprar cortinas para o meu quarto
  11. Pintar o quarto dos miúdos
  12. Experimentar receitas novas
  13. Deitar fora/ dar o que não preciso
  14. Continuar a desenvolver a criatividade
Estas são as coisas que quero fazer em 2013. A lista não está completa e irei voltar a completá-la sempre que me apetecer.

Os desejos são outros:
  1. Continuação de boa saúde para mim e para os meus
  2. Trabalho, emprego, biscates, tudo o que permitir trazer dinheiro para casa, que é o que mais faltou em 2012.

3 de janeiro de 2013

Pesquisa de Emprego II

A minha pesquisa de emprego continua no Novo Ano.
Lembram-se desta entrevista? Recordam-se da proposta ridícula que me fizeram? Acabei por seguir muitos dos conselhos e apresentei uma contra proposta, mais razoável. Tinha uma base ainda bastante baixa mas com variáveis atractivos, caso conseguisse colocar os produtos na empresa em mais clientes e introduzir novos produtos nos clientes actuais da empresa. Enviei a proposta por e-mail e aguardei. Recebi uma resposta a concordar e a pedir nova reunião para acertar detalhes! Fiquei super feliz! Afinal vale a pena apresentar contra propostas quando a inicial não está de acordo com as nossas expectativas.
Fui à reunião onde acertámos todos os detalhes e combinámos que iria começar em Janeiro. Acordámos fazer um contrato de prestação de serviços, pois agora as empresas fogem a sete pés de contratos de trabalho. Entretanto foi Natal e quando enviei uma minuta de contrato, para colocar por escrito o acordo verbal, recebo uma resposta vaga do tipo "Logo que o processo de selecção esteja concluído será contactada pelos nossos consultores...". Oi? Não tínhamos chegado a acordo, eu e o dono da empresa? Quais consultores que não existem? Qual processo de selecção, depois de várias reuniões, propostas, contra propostas e acordo verbal? Peguei no telefone e liguei directamente para o telemóvel do exmo. senhor dono da empresa, com quem tinha falado inúmeras vezes. Não ficam admirados se eu disser que o telemóvel nunca foi atendido, pois não? Que não recebi nenhum retorno das minhas chamadas?
Não gosto mesmo nada que me tomem por parva. Recebem-me várias vezes na pequena empresa, contam-me toda a história, estrutura e funcionamento. Aparentemente mudam de ideias e inventam um processo de selecção e uns consultores que nunca existiram, já que todos os contactos foram efectuado directamente pelo dono da empresa. Custa muito ser sincero e dizer "Mudámos de ideias", ou "Não queremos avançar já"? Tudo direitos que assistem a uma empresa, antes de assinar qualquer contrato. Gosto muito de ter as coisas claras. Aceito que mudem de opinião, vontade, agora fico fula quando me querem enganar.
Foi assim que passei o Natal, Feliz, a pensar no trabalho que iria iniciar em Janeiro. Foi assim que cheguei ao Fim de Ano com um balde de água fria em cima.
Mas Ano Novo, Vida Nova, logo não baixarei os braços. As contrariedades não nos podem fazer desistir.
A pesquisa de emprego continua. Mas tive uma alegria.
Lembram-se do que vos contei aqui, sobre termos de dizer a todos os amigos, contactos e conhecidos que estamos à procura de emprego? Pois recebi uma proposta pequenina de alguém conhecido. Um pequeno part-time que é muito bem vindo! Valem-me os cursos e exames de inglês que tirei no Cambridge. Vou dar aulas de inglês a crianças da primária, nas agora chamadas AES's (Actividades de Enriquecimento Curricular). Para já, fico apenas como professora substituta, para quando os outros professores estiverem de férias, doentes, ou com outro impedimento. Tenho pena é que as AEC's tenham apenas a duração de duas horas por dia. Em todas as escolas decorrem simultaneamente depois das actividades lectivas, das 15h30 às 17h30. Significa que não é possível completar um horário e que, na melhor das hipóteses, trabalhamos duas horas por dia. Não me queixo. Deito mão a tudo!
Acaba por ser um regresso ao passado, já que no final do liceu cheguei a dar aulas de inglês num colégio, como actividade extra-curricular e noutra área dei aulas durante um ano numa escola secundária. Agora já com outra bagagem. Depois de trabalhar 10 anos em multinacionais, sempre em inglês, e com larga experiência a dar formação.
E assim, hoje lá vou eu!

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