Conhecem aquela sensação de que as horas do dia não chegam para o que temos para fazer? Parece que andamos sempre a correr de um lado para o outro e o dia não rende? Estou sempre a fazer promessas a mim mesma de melhorar o planeamento e a organização, de começar tudo mais cedo, de parar mais cedo... Mas, estou sempre a sentir-me atrasada. Começo a parecer o coelho da Alice no país das Maravilhas com a sua célebre frase "I'm late, I'm late, for a very important date!".
Por mais que faça tudo mais rápido, parece que estou sempre atrasada. Corro para ir pôr os filhos à escola, ginástica e música. Corro para os ir buscar. Corro para ir às compras. Corro a arrumar as compras. Corro para cozinhar. Uf! Corro para vir ao computador e escrever uns textos. Corro, corro, corro...
E o vosso dia, rende como deveria?
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18 de março de 2013
31 de agosto de 2012
Atrasos e compromissos
Hoje levámos a mais velha ao dentista.
Já lhe nasceram os dentes molares definitivos e a pediatra aconselhou a pôr selante para prevenir as cáries.
Marcámos duas consultas, uma para ela e outra para o pai numa clínica perto da nossa casa. A consulta estava agendada para as 9h30. Chegámos à hora marcada. Às 9h35 chegou a dentista. Pensámos que iríamos entrar. Mas não. Esperámos. Esperámos. Esperámos. Atendeu duas pessoas antes de nós. O homem hiper-pontual espumava. Resmungava ao pé de mim que não podia ser, que ninguém chega a horas, que tinha uma reunião às 10h30 e não gosta de fazer os outros esperar.
- Se queres mudar alguma coisas não adianta reclamar. Vamos embora.
- Queres marcar para outro dia? Pergunta-me.
- Não. Quero marcar para outro sítio. Se a dentista acha que pode chegar tarde e tudo bem. Se acha normal que os doentes que pagam esperem. Se não podes esperar porque tens compromissos, vamos embora e marcamos para outro sítio, onde cumpram horários.
E assim fizemos. Na recepção avisámos que íamos embora porque não fomos atendidos à hora marcada e tínhamos outros compromissos. Quando a dentista, que nem cheguei a conhecer, chegar ao fim do dia e perceber que perdeu o valor de duas consultas porque não chegou a tempo, talvez alguma coisa mude. Caso contrário continuamos neste ciclo vicioso de falta de produtividade, em que já é normal esperar-se uma hora por uma reunião, aguentar-se os atrasos dos outros e começar-mos nós mesmos a chegar cada vez mais tarde, para tentarmos esperar cada vez menos.
E ainda se queixam da crise. Vejo ainda muitas pessoas a não darem valor aos clientes, a não os respeitarem e a não os tentar manter.
Continuem a seguir-nos no Facebook.
Já lhe nasceram os dentes molares definitivos e a pediatra aconselhou a pôr selante para prevenir as cáries.
Marcámos duas consultas, uma para ela e outra para o pai numa clínica perto da nossa casa. A consulta estava agendada para as 9h30. Chegámos à hora marcada. Às 9h35 chegou a dentista. Pensámos que iríamos entrar. Mas não. Esperámos. Esperámos. Esperámos. Atendeu duas pessoas antes de nós. O homem hiper-pontual espumava. Resmungava ao pé de mim que não podia ser, que ninguém chega a horas, que tinha uma reunião às 10h30 e não gosta de fazer os outros esperar.
- Se queres mudar alguma coisas não adianta reclamar. Vamos embora.
- Queres marcar para outro dia? Pergunta-me.
- Não. Quero marcar para outro sítio. Se a dentista acha que pode chegar tarde e tudo bem. Se acha normal que os doentes que pagam esperem. Se não podes esperar porque tens compromissos, vamos embora e marcamos para outro sítio, onde cumpram horários.
E assim fizemos. Na recepção avisámos que íamos embora porque não fomos atendidos à hora marcada e tínhamos outros compromissos. Quando a dentista, que nem cheguei a conhecer, chegar ao fim do dia e perceber que perdeu o valor de duas consultas porque não chegou a tempo, talvez alguma coisa mude. Caso contrário continuamos neste ciclo vicioso de falta de produtividade, em que já é normal esperar-se uma hora por uma reunião, aguentar-se os atrasos dos outros e começar-mos nós mesmos a chegar cada vez mais tarde, para tentarmos esperar cada vez menos.
E ainda se queixam da crise. Vejo ainda muitas pessoas a não darem valor aos clientes, a não os respeitarem e a não os tentar manter.
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