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20 de novembro de 2013

A Pepsi da Vergonha

Campanha Pepsi gozando Cristiano Ronaldo
Estas são as imagens da vergonha.
As imagens de quem não tem respeito pelos outros, pela vida dos outros.
As imagens de quem faz uma campanha publicitária sugerindo a morte do adversário.
Desejar a morte não fica bem a pessoas, não fica bem a marcas.
Estou revoltada porque sou portuguesa. Estaria revoltada se não fosse portuguesa, ou se gozassem desta forma com outro jogador, de outra nacionalidade.
Eu já não bebia Pepsi e vou continuar a não beber, com muita convicção.
As acções ficam com quem as pratica e vou ficar curiosa para ver como a Pepsi vai resolver este incidente.
Vamos ver a gestão de crise ao mais alto nível.
Incitar à violência é crime.
Os responsáveis devem ser punidos. Já agora quero ver cabeças rolar.
Ah! E podem vir pedir desculpas... Por mim não serão aceites.
Campanha Pepsi
Campanha Pepsi fazendo vodu a Cristiano Ronaldo

1 de julho de 2013

Crise e prioridades

A crise é real e ninguém o pode negar.
Todos têm menos, alguns não têm nada. Também há quem muito tenha e muito se queixe.
Há quem trabalhe em empresas públicas que sofrem re-estruturações. Fazem greve para defender os "direitos" e o futuro dos filhos. Queixam-se da vida e do trabalho.
... e não é que chegamos à praia e descobrimos que compraram umas mamas novas?
A minha conclusão: com crise ou sem ela, há sempre dinheiro para o que achamos prioritário.

11 de fevereiro de 2013

Duodécimos e Austeridade #2

Pedro: Não achas que estamos a exagerar, Gaspar?
Gaspar: Não Pedro, eles aguentam mais austeridade.
Pedro: Mas queixam-se muito!
Gaspar: Mas ainda conseguem pagar as contas com menos dinheiro. Não vês que escolheram receber os subsídios nas férias e no Natal? Em Julho e Dezembro lançamos um imposto extra, para quem não recebeu por duodécimos e eles nem sentem a  diferença!
Pedro: És mesmo muito espero Gaspar!


7 de fevereiro de 2013

Duodécimos e Austeridade

Afinal, apesar de tanta contestação os portugueses ainda aguentam mais austeridade.
Não é verdade?
Mas foi esta a mensagem que os portugueses deixaram ao governo.
Se não vejamos:
  1. O governo aumentou os impostos
  2. O governo alterou as taxas de IRS para os portugueses pagarem mais.
  3. O governo cortou parte dos subsídios (taxa extra 3,5% de imposto)
Para compensar todos estes aumentos de imposto, o governo decide que os subsídios devem ser pagos mensalmente aos trabalhadores em duodécimos  Ah! Mas os trabalhadores têm o direito de não querer receber mensalmente, acumular e receber tudo nas férias e no Natal.
O prazo para os trabalhadores se pronunciarem já passou. A maioria decidiu não receber por duodécimos. Cada um sabe de si mas a mim choca-me que assim tenham decidido. Qualquer merceeiro sabe que é melhor receber a pronto que fiado. Com o que recebemos podemos fazer o que quisermos: gastar, poupar, pôr a render juros. Mas os portugueses, na sua maioria, decidiram não receber a pronto, mas fiado.
Porque é que isto me choca? Meus senhores, porque estão a dar ao governo a mensagem: ainda aguentamos mais austeridade. Conseguimos viver com menos. Até pedimos para não receber o ordenado todo e guardar uma parte para estoirar nas férias!
Não é assim? É para juntar para o seguro do carro? Para o IMI? Lamento, mas esta não é a leitura do governo. Se não querem receber tudo e juntar para o seguro do carro, é porque não precisam desse dinheiro e só o querem para estoirar nas férias!
É preciso cuidado com as decisões, pois todas têm uma leitura. E a leitura que o governo vai fazer não é muito boa para os trabalhadores. Se aguentam mais austeridade, vão ter mais aumentos de impostos. Ah pois é!

23 de novembro de 2012

Hoje sinto-me a pior mãe do mundo


Eu sei que sou boa mãe, que tento dar a melhor educação aos meus filhos, o maior amor mas, hoje sinto-me uma mãe falhada.
Durante a licença de maternidade do meu 3º filho fiquei desempregada. Eu e o pai. Ambos estávamos efectivos em duas multinacionais diferentes e fomos dispensados por motivo de re-estruturações. Foi há 4 anos e coincidiu com a crise do sub prime nos Estados Unidos que se propagou à Europa. Nessa altura todas as empresas americanas encontraram uma boa desculpa para iniciarem os despedimentos em massa. Procurámos emprego mas não encontrámos. Todas as empresas estavam a despedir, ou a tentar manter os postos de trabalho. Fomos forçados a criar os nossos postos de trabalho. Com 3 filhos pequenos para criar, dois eram bebés, não podíamos baixar os braços. Torná-mo nos assim, empresários à força, obrigados pelas circunstâncias da vida.
Passámos a trabalhar o dobro, ou o triplo do que quando trabalhávamos por conta doutrem  As responsabilidades aumentaram. Passei a ser responsável pelo vida de outros. Se não pudesse pagar salários a tempo, a vida de outros sairia prejudicada. Passei a viver com esse peso nos ombros. Perdi noites de sono a pensar nas contas a pagar. Durante algum tempo as coisas lá se arranjaram, pelo menos dava para pagar as despesas. Este ano foi o descalabro. Até tivemos trabalho mas os clientes deixaram de pagar. Estamos a sofrer aquele ciclo vicioso em que as empresas não conseguem pagar aos seus fornecedores porque os seus clientes não pagam, que pôr sua vez têm dinheiro a receber dos seus clientes que também não pagam e assim sucessivamente. De repente, o dinheiro deixou de mudar de mãos. Deixou de circular e a economia parou.

E porque é que me sinto a pior mãe do mundo?

Sinto-me falhada. Apesar da licenciatura e das duas pós-graduações, anteriores a Bolonha, da carreira de 20 anos de sucesso, vejo-me agora desempregada, sem conseguir ganhar o suficiente para sustentar os meus filhos.

Desde os 3 anos que os meus filhos frequentam um colégio. A mais velha está lá há 6 anos, com os amigos de sempre, no 3º ano.
Depois de contas e mais contas, de nenhum de nós conseguir arranjar emprego, chegámos à conclusão que os temos de tirar aos 3 do colégio. Hoje fui à secretaria pedir a transferência da mais velha para o ensino público. Não consegui conter as lágrimas e deixar de me sentir a pior mãe do mundo.

Não que as escolas públicas não sejam boas. Nada disso. Tenho falado com várias amigas que têm os filhos nas escolas públicas e que estão super-satisfeitas com a qualidade do ensino, dos professores e dos funcionários. Apenas sinto que estou a arrancar os meus filhos à escola que já conhecem, à que estão adaptados, sem qualquer preparação. Eles ainda não sabem que vão mudar. Nem tenho nada a dizer-lhes por enquanto. Nem sei em que escola terão vaga. Não tenho nada a dizer que os possa preparar. Estiveram todo o verão a sonhar com a nova educadora, com a sala do nível acima do que frequentavam. Sentem-se muito crescidos por passarem de sala e de repente vão ser desenraizados, todos de uma vez. O facto de não os ter preparado no final do ano lectivo é que me angustia. Se estivéssemos todo o verão a falar da escola nova para onde iam, seria agora tudo mais fácil. Sinto-me dividida entre o coração e a razão. A razão diz-me que sou boa mãe, que se vão adaptar bem à  mudança mas, o coração está apertado, sofre por sentir que não está a dar o melhor aos seus filhos, sente-se falhado.

23 de outubro de 2012

Crianças passam fome nas escolas


Já aqui falámos do caso da menina que terá ficado sem almoço na escola.
Aparentemente, este caso não é único e nem o mais grave.

Tive informação que nas escolas do Algarve, possivelmente também noutras zonas do país, a quantidade de comida entregue diariamente nas escolas, não chega para alimentar todas as crianças. Os pratos são servidos e quando termina a comida é dito: acabou. As restantes crianças passam fome. Tendo chegado ao conhecimento das associações de pais estas situações, os pais estão a revesar-se para estarem presentes nas cantinas à hora das refeições, para garantir que a comida existente é igualmente distribuída pelo número de pratos necessários e que assim, nenhuma criança passa fome.

Onde estamos a chegar? Onde está o estado social que permite que as nossas crianças passem fome na escola? Onde está o dinheiro dos nossos impostos que pagamos há tantos anos? Fazem-se tantas greves por aumentos salariais, por manutenção dos contratos colectivos de trabalho, onde está a mobilização que garanta que cada ser humano, cada criança tem o que comer?

Peço que divulguem estas situações e que façam chegar outros casos que tenham conhecimento, noutros locais do país. Muito provavelmente este caso não será o único e não podemos deixar o tempo passar e não intervir em situações socialmente importantes.


19 de outubro de 2012

Pais não pagam refeições dos filhos nas escolas



Ainda sobre a notícia da menina de Quarteira que supostamente terá ficado sem comer na escola.

É perigoso tirar conclusões sem conhecer os factos. É muitíssimo injusto julgar sem conhecer os factos dos dois lados. Por essa razão publico a Comunicação Escola-Família enviada pela directora da escola a esclarecer o que aconteceu. Cada um tire as suas conclusões.

Exº Senhor Pai / Mãe / Encarregado(a) de Educação 

Em função da notícia vinda a público, hoje, na comunicação social, sinto-me na obrigação de partilhar convosco os esclarecimentos necessários para repor a verdade do que realmente aconteceu. 

Esta missiva dirige-se especialmente a si, pai /mãe e faço-o pelo respeito que me merece. 

Passemos aos factos: 

1. A escola identificada na notícia está errada. A situação aconteceu na EB1/Jardim de Infância da Abelheira.  

2. “Nada justifica uma criança a passar fome. Não é justo castigá-la a ela” – são supostas declarações da mãe da criança. Não poderia estar mais de acordo com esta afirmação, e tanto assim é, que a criança comeu na sala onde ficou, durante a hora de almoço, acompanhada de uma educadora. 

3. É, portanto, completamente falso que esta criança tenha sido colocada no refeitório, “sentada ao lado dos colegas, enquanto estes almoçavam”; a acontecer, seria absolutamente desumano e nisso estamos todos de acordo. 

4. “Uma das funcionárias foi impedida pela direção da escola de pagar a refeição da menina do seu próprio bolso” – gostaria muito (e peço a quem identificou esta situação que me informe) quem foi a funcionária que prestou estas declarações uma vez que nenhuma funcionária me contactou sobre este assunto nem a nenhum elemento da direção. Assim, ou a comunicação social ou os supostos pais que querem manter o anonimato ou a suposta funcionária estará a mentir.

5. No dia 4 de setembro foi divulgada uma comunicação  escola família onde este assunto foi abordado. Relembro: Existem, neste momento, dívidas de refeições para com o Agrupamento, no valor de 20.000 €, aproximadamente. Como compreenderá, esta situação é insustentável, até porque põe em risco o fornecimento de refeições a todos os alunos. Estou disponível para procurar uma solução com todos os que mantêm esta situação, como, aliás, tem acontecido. Para isso, os pais /encarregados de educação que têm este problema terão que vir ter connosco, conversar e assumir os compromissos possíveis, dentro das várias possibilidades que temos para lhes propor. A partir do dia 9 de outubro, nenhuma criança poderá almoçar na escola sem o respetivo pagamento e sem dívidas anteriores saldadas /negociadas. Foi uma decisão difícil de tomar mas absolutamente necessária, como compreenderá. 

6. Esta medida foi, depois, debatida com Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento que, não só a apoiaram como a consideraram absolutamente necessária para normalizar a situação, uma vez que, só assim, poderemos disponib bilizar ajuda suplementar aos alunos que dela efetivamente necessitam.  

7. Em todas as receções aos pais e encarregados de educação das escolas do agrupamento foram os mesmos informados, por mim, sobre a decisão tomada e, relembro também, que recebi o apoio e a concordância dos mesmos, tendo eu, na altura, informado que nenhuma criança ficaria sem comer ou passaria fome – apenas não almoçaria. 

8. Das situações de dívida, a situação presente é a seguinte: 4.696,29€ nunca serão recuperados porque os alunos regressaram ao país de origem, foram transferidos para outras escolas ou estão em situação de fuga à escolaridade; das dívidas negociadas no último ano, muitas já se encontram totalmente pagas havendo, neste momento, 14 famílias a efetuar o pagamento em prestações, de acordo com as suas possibilidades - este montante tem o valor 2.372,72€; 31 famílias continuam sem cumprir as suas obrigações nem contactaram a escola para resolver a situação (6.530,85€), havendo famílias com dívidas superiores aos 400€. A diferença para o montante indicado no ponto 5 representa dívida que já foi perdoada e ou /regularizada. 

9. A frontalidade com que sempre me relacionei consigo permite-me dizer-lhe que, efetivamente, há comportamentos de negligência grave que têm que ser denunciados e combatidos, a bem da saúde e da educação das nossas crianças. Mas com a mesma frontalidade, e sem querer fazer juízos de valor, pergunto-lhe: era capaz de deixar o/a seu/sua filho(a) na escola, depois de ser informado que, ao mesma não seria dado almoço no refeitório e de lhe ter sido indicado, repetidas vezes, como resolver esta situação, inclusivamente no próprio dia e não fazer nada? Muito sinceramente, eu nunca seria capaz de o fazer.  

Expostos os factos, quero informá-lo que acredito na sabedoria popular e, “como quem não se sente não é filho de boa gente”, reservo-me o direito de agir, nos termos da lei, contra aqueles que, deliberadamente, fizeram declarações difamatórias da minha ética profissional e do bom nome da escola e dos profissionais que nela trabalham diariamente, incluindo o jornal que publicou a notícia da forma como o fez. Esclareço-o que  foram transmitidas ao senhor jornalista todas as informações necessárias para o esclarecimento cabal, tendo sido enviada, por e-mail, a comunicação escola-família que atrás referida.  

Aos muitos cidadãos e cidadãs responsáveis que se voluntariaram para pagar as refeições desta menina informo que a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Drª Laura Ayres receberá, de bom grado, o contributo da vossa generosidade, não para esta criança em particular, uma vez que não precisa, mas para as muitas outras que necessitam de ajuda (associacaodepais.quarteira@gmail.com). 

Termino enviando-lhe, novamente, uma palavra de apreço e reconhecimento, em tempos tão difíceis para todos, lembrando-lhe que, por muito grandes que sejam as dificuldades e os obstáculos, pode contar sempre comigo e com a equipa que comigo trabalha. 

16 de outubro de 2012
A Diretora
Conceição Bernardes

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR.ª LAURA AYRES
JI nº 3 de Quarteira – EB1 /JI da Abelheira –EB1 nº 2 de Quarteira
EB1 da Fonte Santa - EB23 de Quarteira - Escola Secundária Drª Laura Ayres

16 de maio de 2012

Crise. Qual crise?


Há quem diga que estamos em crise. A comunicação social apregoa a crise diariamente e assusta as pessoas.
Na vida diária, por vezes é difícil encontrar os sinais da crise.
Hoje à hora do almoço tentei embelezar as minhas reais patinhas, pois o tempo quente já pede umas sandálias. Por volta da uma da tarde, num cabeleireiro low cost no Saldanha, já não havia vaga senão para as 19h30. Como? Sim, está tudo cheio! - A essa hora infelizmente já não posso. Já está ao serviço a mãe taxista que vai buscar e levar as crias às actividades de final de dia.

Levei a mais velha ao treino e corri para outro cabeleireiro em Algés. Tinha quatro manicuras ao serviço. Pode sentar-se é já a próxima. Que bom ia conseguir ser atendida. Indicaram-me a manicura que estava mesmo a acabar a cliente anterior. Sentei-me e esperei.
Passado pouco tempo informaram-me que afinal tinha outra cliente à espera. Que chato. Lá vou perder mais tempo. Será que me despacho a tempo? Ainda tenho de ir buscar os outros dois rebentos mais novos.
Indicaram-me a segunda manicura que estava a terminar com outra cliente. Esperei.

Quando estava quase a ser atendida aparece um cliente para arranjar as sobrancelhas. Dizem-me que AFINAL ele TAMBÉM estava à minha frente. Entra num gabinete para ser atendido pela MINHA segunda manicura.

DESCULPE? Quando entrei o rapaz que gere agenda do cabeleireiro Paz em Algés diz-me que sou a próxima cliente. Que espere pois a primeira manicura a terminar me atende. Depois de 45 minutos de espera já foram atendidos dois outros clientes antes de mim? Mas não me disse que seria a primeira a ser atendida?

Surreal: saí o homem das sobrancelhas disparado do gabinete para tirar satisfações COMIGO. Que já lá estava há muito tempo. Muito antes de mim. DESCULPE? Está a falar comigo? Trabalha no cabeleireiro Paz? Gere as marcações na agenda? Então desculpe, não o conheço de nenhum lado, a conversa é com a gestão do cabeleireiro. Não me interessa nada saber da sua vida nem a que horas chegou.
Que chegou primeiro. Que estou a ser indelicada, etc.

O senhor desculpe mas estou a falar com o senhor da recepção, se não se importa.
Por acaso entendi mal e quando cheguei avisou-me que tinha pessoas à minha frente? Não sabia, responde. Se não sabia devia saber, ou perguntar, antes de me mandar sentar e informar que seria a próxima cliente. Se me dissesse que teria de esperar uma hora, eu agradeceria mas iria embora. Tenho 3 filhos para ir buscar e o tempo contado.

Vida de mãe taxista é tramada. Andei a correr de um lado para o outro, não consegui arranjar as patinhas, tive de aturar o homem mal educado que arranjou as sobrancelhas antes de mim e que se meteu na conversa que não lhe dizia respeito.

Agora tenho de ir tratar de mim eu mesma. Tentar fazer um trabalho minimamente decente, pois sou eu que vou andar de sandálias amanhã.

O lado positivo? pelo menos vou poupar umas massas. Gosto de ver sempre o copo meio cheio! Hoje foi um bocadinho mais difícil...




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