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27 de março de 2016
Je suis Charlie, je suis Paris, je suis Brussels, je suis Paki
Eu sou tudo isto e muito mais. Na verdade o que eu sou é humanista. Acredito na humanidade, nas pessoas. Apesar de algumas terem perdido todos os resquícios de humanidade...
Acredito que todos temos o bem e o mal em nós. Que temos de aprender com os nossos pais, a nossa sociedade a respeitar os outros.
Por mim podem acreditar no que quiserem. Em Jesus, em Maomé, em Abraão. Podem acreditar no que quiserem desde que não me imponham as vossas convicções, nem os vossos costumes.
Tenho amigos em todas as religiões. Tenho amigos sem nenhuma religião. Nenhum vale mais do que outro. Nenhum é mais humano do que outro.
Podem acreditar em todos os paraísos ou infernos que quiserem. Por mim é igual. Não tenho medo de ir para nenhum inferno, pois não acredito que exista.
Infelizmente acredito que estar no inferno é ser mulher ou criança em algumas latitudes do planeta Terra. O paraíso? É ter o suficiente para viver num país seguro, com liberdade de pensamento e de ação. E com igualdade de género.
Um lugar em que cada um possa ser ele próprio. sem ser discriminado pelo seu aspeto físico, pela sua religião, género, idade ou profissão.
Todos somos diferentes. Todos somos únicos.
No fundo, acredito que todos devem ser livres de ser o que querem, desde que a sua liberdade não interfira com a liberdade dos outros.
14 de novembro de 2015
Em choque
Dizer que estou chocada é pouco. Dizer o quanto abomino a inação Europeia também.
Faço minhas as palavras do jornalista Luís Ferreira Gomes
"Quem ataca assim, cobarde e metodicamente, não merece respostas pacíficas. No país e continente da tolerância, é tempo de respostas firmes, por mais que ame a Paz e seja tolerante. Contra o terrorismo, isto não vai lá com orações..."
E convém não esquecer que o ataque ao Charlie Hebdou foi há apenas 10 meses.
9 de janeiro de 2015
Charlie Hebdo: Capas de Homenagem
Por todo o mundo o que queriam silenciar tornou-se num grito.
As capas dos jornais prestaram uma homenagem à Charlie Hebdo e encheram-se de cartoons e mensagens de apoio. Documentos históricos que ilustram mais uma página negra na história dos nossos tempos.
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| The Independent, 8 Janeiro 2015 |
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| Berria, 8 Janeiro 2015 |
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| Berlingske, 8 Janeiro 2015 |
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| Politiken, 8 Janeiro 2015 |
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| Diario de Noticias, 8 Janeiro 2015 |
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| Berliner Kurier, 8 Jan 2015 |
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| L'Alsace, 8 Janeiro 2015 |
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| De Morgen, 8 Janeiro 2015 |
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| Jornal i, 8 Janeiro 2015 |
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| L'Equipe, 8 Janeiro 2015 |
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| Corriere della Sera, 8 Janeiro 2015 |
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| Corse Matin, 8 Janeiro 2015 |
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| The Daily Telegraph, 8 Janeiro 2015 |
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| el Mundo, 8 Janeiro 2015 |
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| Morgen Post |
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| Jornal de Notícias, 8 Janeiro 2015 |
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| L'Yonne Republicaine, 8 Janeiro 2015 |
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| L´Humanité, 8 Janeiro 2015 |
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| La Croix, 8 Janeiro 2015 |
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| Le Dauphiné, 8 Janeiro 2015 |
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| La Dépêche, 8 Janeiro 2015 |
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| La Provence, 8 Janeiro 2015 |
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| La Tribune, 8 Janeiro 2015 |
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| La Figaro, 8 Janeiro 2015 |
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| Le Parisien, 8 Janeiro 2015 |
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| LÉcho, 8 Janeiro 2015 |
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| Ouest France, 8 Janeiro 2015 |
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| Marianne, 8 Janeiro 2015 |
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| Les Echos, 8 Janeiro 2015 |
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| Libération, 8 Janeiro 2015 |
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| Normandie, 8 Janeiro 2015 |
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| Publico, 8 Janeiro 2015 |
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| Sud Ouest, 8 Janeiro 2015 |
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| The Guardian, 8 Janeiro 2015 |
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| Negocios, 8 Janeiro 2015 |
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| The National, 8 Janeiro 2015 |
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| The Times, 8 Janeiro 2015 |
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| Correio da Manhã, 8 Janeiro 2015 |
11 de setembro de 2014
11 Setembro: o que mudou em 13 anos?
Há 13 anos o mundo ficou em choque.
Assistimos pela televisão ao maior atentado terrorista de que há memória.
Milhares morreram carbonizados. Milhões ficaram destroçados.
O medo instalou-se.
Foi declarada guerra ao terrorismo.
Passaram 13 anos.
O que mudou?
Em 2014, um grupo armado comete um genocídio no Iraque e na Síria.
Cidadãos Europeus e Americanos são degolados enquanto são filmados.
A comunidade internacional nada faz.
Os terroristas, agora, são cidadão de cada um dos países atacados. Acabou o terrorismo estrangeiro. O inimigo é agora um dos nossos.
Isto, tem trazido mais problemas aos governantes ocidentais do que qualquer situação anterior.
Começaram pela Síria, depois o Iraque. O que virá a seguir? Os países vizinhos? O mundo inteiro?
Vamos esperar que o genocídio chegue à Europa para agir?
13 anos depois do 11 de Setembro, o terrorismo chegou a um ponto inimaginável.
A minha questão, é quem conseguirá por-lhe um fim?
11 de setembro de 2013
11 Setembro, 12 anos depois
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| Torres Gémeas, 11 Setembro 2001 |
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| Torres Gémeas, 11 Setembro 2001 |
A incredulidade a ver as imagens é a mesma. O ar de filme com efeitos especiais de terceira categoria ainda nos deixa boquiabertos. Por muitos anos que viva não esquecerei este dia.
Todos nós nos lembramos onde estávamos, com quem estávamos quando recebemos a notícia... e quando vimos pela primeira vez as imagens.
Foi há 12 anos e o mundo mudou, mas parece que foi ontem.
A revolta é a mesma, a incredulidade na obra que o ser humano é capaz de realizar, continua a mesma.
Os assassínios em massa continuam, os atentados contra a humanidade não escassearam.
Estamos no séc. XXI mas podíamos estar na idade média. A capacidade tecnológica evoluiu mas o que fazer com ela mantém-se no mesmo nível de barbárie.
12 anos depois sabemos que armas químicas são utilizadas na Síria contra alvos civis. A capacidade tecnológica da humanidade aumenta mas o nível de humanidade diminui.
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| Civis saltam das torres |
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| As trajetorias dos aviões desviados |
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