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12 de maio de 2016
Dia do Enfermeiro
Saúdo todos os enfermeiros que dedicam a sua vida profissional a ajudar recém nascidos, crianças, adultos e idosos a ter os cuidados de saúde e carinho que precisam.
Muito obrigada a todos os profissionais que desempenham as suas funções com as suas mãos, mas também com o seu Coração. Um enorme agradecimento a todos os que fazem da sua profissão um ato de AMOR!
P.S. Obrigada à equipa de enfermagem do Hospital da Cruz Vermelha por terem tratado tão bem dos meus filhos quando nasceram, obrigada aos enfermeiros do Hospital de Santa Maria pela forma como trataram a minha mãe nos cuidados intensivos, obrigada a todos os enfermeiros do Hospital de S. Francisco Xavier pela forma como nos recebem nas urgências, perguntando sempre como estão os meus outros filhos, como se de amigos de longa data se tratassem.
6 de outubro de 2015
Que tal começar a escola com um pé partido?
Novo ano letivo, nova correria.
Miúdos a adaptarem-se às rotinas após três longos meses de férias.
Mal se ambientaram, começaram os acidentes que alteraram as rotinas!
Crianças são sempre crianças e nunca sabemos a novidade que nos trás cada dia.
Filho do meio leva com um skate no tornozelo.
Chora na escola, põem-lhe gelo (não há melhor remédio para a maioria das mazelas!), sai da escola e o pai leva-o ao Conservatório para as aulas de violino.
Chega a casa a coxear. Já depois do jantar peço para ver o tornozelo. Ai! Olhar de mãe identifica sinais de alerta. Não está muito inchado, mas tem uma pequena nódoa negra em cima de um alto. Pesquiso os movimentos do tornozelo. Consegue fazer todos menos um. Não consegue fazer o movimento de flexão e extensão do pé. Fico realmente preocupada. Não sendo uma menina sossegada, já fiz mais de meia dúzia de entorses, todos da tibiotársica. Conheço bem os sintomas.
Vamos ao hospital, anuncio. Que não é preciso, que está pouco inchado contrapõe o pai. Nestas coisas ganha sempre a mãe, claro está. Também sou sempre eu a selecionada para ir ao hospital e o pai para ficar com os outros dois em casa.
- Vou levá-lo ao hospital.
Lá vamos nós. Chego, faço a inscrição enquanto ele fica no carro. Vou busca-lo e levo-o ao colo. Somos imediatamente chamados para triagem. O médico chama-os muito rápido.
- Tem de fazer um raio-X e depois ir para a ortopedia. Devem já estar fartos de nós. Hoje já lhes mandámos mais de 20 crianças. Não sei o que se passa.
- Deve ter sido por a escola ter começado esta semana. Os miúdos estão todos excitados.
- Sabe ir até ao raio-X?
- Sim, doutora, já tenho muita experiência.
Peço uma cadeira de rodas, apesar de ser uma mãe que pega diariamente os seus filhos ao colo (adoro!), um miúdo de oito anos já pesa horrores.
Lá vamos nós a rodar pelos longos corredores do hospital. Deixamos a pediatria e dirigimo-nos ao raio-X. As crianças são mesmo bem tratadas neste hospital. Explicam-lhes tudo. Mostram-lhes tudo. Parece que estão numa visita de estudo ao hospital.
Saímos do raio-X e vamos à receção de adultos pedir a transferência da ocorrência da pediatria. Chegamos à sala de espera. Só crianças em cadeiras de roda eram três.
Foi rápida a chamada da ortopedia. O médico também super simpático toca-lhe em todos os ossos e tendões do tornozelo para identificar o único onde tem dor. Muita dor.
Mostra-nos o raio-X digital no seu computador.
- Está a ver? Aqui. Fez entorse da tibiotársica e ainda partiu um pouco o osso.
Infelizmente o meu receio confirmou-se. Era o que eu tinha imaginado, sem a parte do osso partido.
Em vez de gesso, imobiliza o tornozelo com uma ligadura feita de esponja que aperta bem. Logo se segue o veredito:
- Duas semanas sem por o pé no chão, na terceira semana já pode por o pé no chão mas ainda com muletas.
Aqui ele desata num pranto.
- Logo agora que ia começar o meu desporto favorito!
E chora. Chora. Voltamos à pediatria para devolver a cadeira de rodas.
Continua a chorar, agora convulsivamente. A enfermeira muito atenciosa conversa com ele. Explico que tem asma e que pode iniciar uma crise. A enfermeira muito paciente consegue acalmá-lo.
Temos mesmo excelentes profissionais de saúde nos hospitais públicos! Tanto médicos, como enfermeiros, como técnicos de radiologia. São profissionais com competências técnicas e humanas para lidar com as crianças que sofreram um trauma, estão com dores e fragilizadas. Estou muito grata a todos eles.
Este é o acontecimento que me tem transtornado os últimos dias e afastado um bocadinho do blog. O rapaz não se adapta a andar de canadianas e em casa anda ao meu colo de um lado para o outro.
Mais um episódio na vida de uma mãe de três.
Miúdos a adaptarem-se às rotinas após três longos meses de férias.
Mal se ambientaram, começaram os acidentes que alteraram as rotinas!
Crianças são sempre crianças e nunca sabemos a novidade que nos trás cada dia.
Filho do meio leva com um skate no tornozelo.
Chora na escola, põem-lhe gelo (não há melhor remédio para a maioria das mazelas!), sai da escola e o pai leva-o ao Conservatório para as aulas de violino.
Chega a casa a coxear. Já depois do jantar peço para ver o tornozelo. Ai! Olhar de mãe identifica sinais de alerta. Não está muito inchado, mas tem uma pequena nódoa negra em cima de um alto. Pesquiso os movimentos do tornozelo. Consegue fazer todos menos um. Não consegue fazer o movimento de flexão e extensão do pé. Fico realmente preocupada. Não sendo uma menina sossegada, já fiz mais de meia dúzia de entorses, todos da tibiotársica. Conheço bem os sintomas.
Vamos ao hospital, anuncio. Que não é preciso, que está pouco inchado contrapõe o pai. Nestas coisas ganha sempre a mãe, claro está. Também sou sempre eu a selecionada para ir ao hospital e o pai para ficar com os outros dois em casa.
- Vou levá-lo ao hospital.
Lá vamos nós. Chego, faço a inscrição enquanto ele fica no carro. Vou busca-lo e levo-o ao colo. Somos imediatamente chamados para triagem. O médico chama-os muito rápido.
- Tem de fazer um raio-X e depois ir para a ortopedia. Devem já estar fartos de nós. Hoje já lhes mandámos mais de 20 crianças. Não sei o que se passa.
- Deve ter sido por a escola ter começado esta semana. Os miúdos estão todos excitados.
- Sabe ir até ao raio-X?
- Sim, doutora, já tenho muita experiência.
Peço uma cadeira de rodas, apesar de ser uma mãe que pega diariamente os seus filhos ao colo (adoro!), um miúdo de oito anos já pesa horrores.
Lá vamos nós a rodar pelos longos corredores do hospital. Deixamos a pediatria e dirigimo-nos ao raio-X. As crianças são mesmo bem tratadas neste hospital. Explicam-lhes tudo. Mostram-lhes tudo. Parece que estão numa visita de estudo ao hospital.
Saímos do raio-X e vamos à receção de adultos pedir a transferência da ocorrência da pediatria. Chegamos à sala de espera. Só crianças em cadeiras de roda eram três.
Foi rápida a chamada da ortopedia. O médico também super simpático toca-lhe em todos os ossos e tendões do tornozelo para identificar o único onde tem dor. Muita dor.
Mostra-nos o raio-X digital no seu computador.
- Está a ver? Aqui. Fez entorse da tibiotársica e ainda partiu um pouco o osso.
Infelizmente o meu receio confirmou-se. Era o que eu tinha imaginado, sem a parte do osso partido.
Em vez de gesso, imobiliza o tornozelo com uma ligadura feita de esponja que aperta bem. Logo se segue o veredito:
- Duas semanas sem por o pé no chão, na terceira semana já pode por o pé no chão mas ainda com muletas.
Aqui ele desata num pranto.
- Logo agora que ia começar o meu desporto favorito!
E chora. Chora. Voltamos à pediatria para devolver a cadeira de rodas.
Continua a chorar, agora convulsivamente. A enfermeira muito atenciosa conversa com ele. Explico que tem asma e que pode iniciar uma crise. A enfermeira muito paciente consegue acalmá-lo.
Temos mesmo excelentes profissionais de saúde nos hospitais públicos! Tanto médicos, como enfermeiros, como técnicos de radiologia. São profissionais com competências técnicas e humanas para lidar com as crianças que sofreram um trauma, estão com dores e fragilizadas. Estou muito grata a todos eles.
Este é o acontecimento que me tem transtornado os últimos dias e afastado um bocadinho do blog. O rapaz não se adapta a andar de canadianas e em casa anda ao meu colo de um lado para o outro.
Mais um episódio na vida de uma mãe de três.
18 de fevereiro de 2015
Vacinas
Terça feira de Carnaval. O feriado que não o é. Cada empresa decide dar ou não este dia. A minha, felizmente deu! Miúdos de férias e mãe em casa, um luxo. Momento raro para aproveitar.
Toca o telefone. É a enfermeira da nossa Unidade de Saúde Familiar. Liga a avisar que o miúdo mais novo precisa de fazer vacinas. E o médico de família também o quer ver. Sim, já sabíamos das vacinas, pois fomos à pediatra na semana passada e fomos avisados.
Lá levo o miúdo para duas vacinas na Terça Feira de Carnaval. A unidade de saúde estava a funcionar normalmente. Ali não foi feriado. As enfermeiras estavam todas mascaradas. Apenas do pescoço para cima pois a farda e a exigência de assepsia mais não permitem.
Lá fez duas vacinas. E o meu valentão não deu nem um pio! Mas ficou com os dois braços doridos. Em casa fez gelo e precisou de muitos miminhos.
Não estava à espera deste telefonema da enfermeira mas ainda bem que as unidades de saúde familiares ligam para os utentes do Sistema Nacional de Saúde a avisar das vacinas. Nunca me lembraria que poderia tratar destas questões numa Terça Feira de Carnaval.
Mais pontos para o Sistema Nacional de Saúde!
10 de dezembro de 2013
Dói dói trim trim...
E pronto, já inaugurei as visitas ao Hospital São Francisco Xavier este inverno.
Sem chuva estava tudo a correr tão bem! Mas o miúdo do meio andava há umas semanas com uma tosse alérgica. Não é grave mas também não é bom. Chegou a casa com um ataque de tosse que não passava dei-lhe um anti-histaminico (anti-alérgico) e pedi para esperar sossegado. A tosse passou mas começou a respirar com um silvo! Parecia o vento a passar pelas frestas da janela. Até ele ficou assustado.
Não tinha febre, nem dores. Achei que não era grave.
Dei banho aos 3, jantaram todos. Tudo calmo e pronto para ir para a cama. Por descargo de consciência resolvi ligar para a Saúde 24 (808 24 24 24). Sou fã da Saúde 24! Os enfermeiro ajudam, dão conselhos, orientam e evitam-se muitas idas desnecessárias ao hospital. Adoro este serviço e recorro a ele sempre que as crianças estão doentes, ou mesmo os adultos.
Esperava receber uns conselhos, umas receitas caseiras e "continue a vigiar". A sra. enfermeira explicou-me que o meu filho tinha de ser visto por um médico num prazo máximo de 4 horas pois estava com obstrução respiratória. Mau! Isto não é bom de ouvir! Será alérgico? Não sabia. Teria de ser avaliado por um médico pois podia ser de foro alérgico, ou não... Mau!
Lá troquei o pijama do miúdo por uma roupa e fomos ao hospital. Foi super rápido. Com 3 miúdos pequenos já conheço todas as equipas de enfermeiros e médicos. Fomos triados por um dos enfermeiros do costume (já os conhecem e perguntam aos miúdos pelos irmãos) e visto por um pediatra com quem já estivemos umas 3 vezes... Um médico muito cool. Mandou fazer um aerossol para desobstruir as vias respiratórias e voltar para ser avaliado. Pouco depois do aerossol já o miúdo respirava tranquilamente, sem barulhos estranhos. Então já não apitas? Mesmo cool este pediatra! Auscultou de novo o miúdo e nem sinal de apitos! Terapêutica para fazer em casa e ala que nos vamos pois faz muito frio na rua por estes dias!
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