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31 de agosto de 2016
Em pulgas
Os miúdos são tão barulhentos, enchem o espaço, tomam conta da nossa casa e da nossa vida. Quando tenho uns (muito raros) dias sem eles aprecio o silêncio da casa, poder ler um livro tranquilamente, aproveitar o tempo para mim. Faz-me tão bem!
Na verdade as saudades vão num crescendo frenético. Depois da tranquilidade inicial, começo a sentir a falta da presença deles. Começo a achar estranho a arruação do quarto, da casa em geral. Ao telefone dizem estar cheios de saudades, apesar de estarem a ter as férias da sua vida. Com tios e uma casa cheia de primos e primas. Acordam juntos, comem juntos, estão na praia juntos. Uma animação imparável. O campo de férias dos seus sonhos. As fotografias que me vão chegando fazem-me ter a certeza que estes serão alguns dos momentos da infância que guardarão na memória para sempre.
Estão mesmo quase a chegar. Conto as horas, os minutos e os segundos para o reencontro. Sei que em breve os posso abraçar, estrafegar e beijar como se não houvesse mais amanhã.
12 de março de 2015
Quero estar perto deles!
Estes têm sido dos dias mais difíceis. Das semanas mais difíceis. Na verdade, desde o início do ano que isto está muito difícil.
Acumular trabalho de vários colegas não é fácil. Têm sido demasiadas horas de trabalho em demasiados dias. Semanas...
Os miúdos têm saudades minhas e eu tenho saudades deles.
Quando chegou abraçam-me. Querem mimos. Têm dores nos dedos, nos joelhos, na barriga. Têm tudo o que se lembram que possa chamar a minha atenção. Dou-lhe abraços e beijos. Ficam agarrados a mim. Querem-me perto deles. Eu quero o toque deles. O cheiro deles. As vozes deles. Quero tudo antes que tenha de sair de novo.
Há dias em que a vida é bastante difícil.
Acumular trabalho de vários colegas não é fácil. Têm sido demasiadas horas de trabalho em demasiados dias. Semanas...
Os miúdos têm saudades minhas e eu tenho saudades deles.
Quando chegou abraçam-me. Querem mimos. Têm dores nos dedos, nos joelhos, na barriga. Têm tudo o que se lembram que possa chamar a minha atenção. Dou-lhe abraços e beijos. Ficam agarrados a mim. Querem-me perto deles. Eu quero o toque deles. O cheiro deles. As vozes deles. Quero tudo antes que tenha de sair de novo.
Há dias em que a vida é bastante difícil.
15 de maio de 2013
Saudades de Amesterdão
Hoje a equipa do Benfica está hospedada no hotel Hilton de Amesterdão.
Faz-me recordar a minha estadia neste mesmo hotel, há uns quantos anos a trás. Tantos! Sei lá quantos. Uns 15 anos ou por aí.
Hoje não me hospedo no Hilton, nem em outro Hotel.
Nessa altura também não o fiz a título particular mas profissional. Passei uns dias fantásticos, com muito trabalho mas muita diversão também. Na época de ouro das dot com, trabalhava-se muito mas divertia-mo-nos mais. Era parte do "job description". Tínhamos de trabalhar imenso, apresentar resultados mas divertir-mo-nos em dose equivalente. A hierarquia estava sempre a perguntar: Are you having Fun? e aí de nós que não estivéssemos. Só assim se conseguiam os resultados que nós conseguiamos. Era trabalhar 24 horas por dia, mas com muita diversão pelo meio.
Saudades? Algumas...
Tenho saudades da pressão dos resultados, da interacção com os colegas e ainda mais do ambiente multi-cultural onde vivia. Trabalhava diariamente com pessoas dos quatro cantos da Europa. Comunicava em inglês, espanhol e em algum português!
Foi uma fase muito boa. Aprendi muito. Absorvi tudo o que podia. Aproveitei cada minuto de interação com pessoas diferentes de mim, cada viagem, cada reunião. Sabia que não ia durar sempre e aproveitei o mais que podia.
Hoje, se sou quem sou, também a esta fase o devo. Também o devo à minha sede de aprendizagem, o querer saber sempre mais. A eterna inconformidade de sentir que "nada sei".
Bons tempos, colegas fantásticos! Muito trabalho e muito divertimento!
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