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28 de fevereiro de 2011

Mais caro não significa melhor

Na maioria das vezes pagar mais caro não significa ter acesso a um melhor serviço.

Foi o que mais uma vez me aconteceu num hospital privado.

Pela segunda vez o serviço do Hospital da Luz deixa demasiado a desejar.

Levei o meu filho mais novo, dois anos, à urgência pediátrica. Pensei que como o caso requeria fazer várias análises seria melhor optar por um privado e fazer todos os exames de uma vez.

Estava errada. Na recepção informam-me que o tempo de espera é de 1h30! Mais do que no hospital público a que normalmente recorro.

Como pelos filhos fazemos todos os sacrifícios, lá me decidi a esperar o que fosse preciso.

Ao fim de hora e meia de espera, percebo pela mãe de um bebé saído da consulta que não foi visto por um pediatra. A mãe reclamava junto da assistente do serviço que queria que o seu bebé fosse visto por um pediatra. Por isso se tinha dirigido a uma urgência pediátrica.

O mesmo pensei eu. Regressei à recepção e informei que me queria ir embora. Educadamente perguntaram-me se desistia pelo tempo de espera. Ao que respondi que para ser visto por um pediatra até esperava, mas que para ser atendido por um médico de família, com todo o respeito pelos médicos de família preferia não ser atendida.

Será que estes senhores do Hospital da Luz não sabem que as crianças não são adultos pequenos? As suas doenças e seus tratamentos pouco têm a ver com os dos adultos? Não sabem que Pediatria é uma especialidade médica que requer mais 6 anos de estudo, para além do curso de medicina?

É uma afronta encontrar uma urgência pediátrica, com um único médico a atender, não sendo este sequer pediatra.

Saí. Dirigi-me ao Hospital de São Francisco Xavier. Pediatras a atender: quatro. Tempo de espera 10 minutos. Consulta detalhada e completa por Pediatra atenciosa e experiente:  10 minutos. Saí ao fim de 20 minutos com diagnóstico e receituário para medicação.

Para quê privados quando o serviço nos hospitais públicos é muito melhor?

Bye, Bye Hospital da Luz, será melhor fecharem a porta!

Festa em casa para 30

Pois cá em casa somos muitos. Já somos sócios da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. Filhos temos 3.

A festa da mais velha de 7 anos foi cá em casa. Só para a família mais chegada. Avós, tios e primos. Ao todo éramos 30!

Depois de uma baba de camelo, uma mousse de chocolate, uma bavaroise de morango, um pavé, arroz de pato, feijoada, chamussas, rissóis e croquetes. Estou oficialmente de Rastos!...

25 de fevereiro de 2011

Mãe pela primeira vez

Há precisamente 7 anos tornei-me mãe.

Acho que foi a maior emoção que já tive, ver aquele pequeno ser pela primeira vez.

Goelas bem abertas, choro alto e rápido. Fiz-lhe uma festinha da testa e apresentei-me formalmente. Virou a cabeça para mim, olhou-me com curiosidade e não chorou mais. Terá sorrido?

Eu senti o seu sorriso...

Yes you can!

Aqui estou eu acabadinha de chegar à casa dos 40.
Será a altura certa para começar um blog? Há quem diga que "Life beggins at 40!".

A minha já começou há muito tempo. Felizmente.

O desejo de ter um blog já veio, já foi, já desisti sem ter começado. Acho um pouco estranho isto de bloggar.

Já não acho nada estranho escrever diariamente no meu Facebook. Irrita-me um pouco a dificuldade de aceder a conteúdos mais antigos, tudo é no momento, tudo é efémero.

Vamos ver se me ajeito a bloggar e se não apago o que escrevo antes de publicar.